O álbum “So Good” da Zara Larsson
27/03/2017 | Categoria: Música

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Zara Larsson tem 19 anos: a cantora e compositora sueca já está no mundo da música faz um tempo, mas foi apenas em 2015 que ela estourou de vez com “Lush Life”, e posteriormente com as faixas “Never Forget You” e “Ain’t My Fault”. As cantoras pop européias normalmente trazem um frescor para o mundo da música comercial, com letras mais honestas (que estão presentes nas baladas que Zara escreveu para o seu álbum de estréia). Um exemplo é a Tove Lo, Shura e a MØ.

O álbum, que foi super aguardado pelos fãs (já que ele havia sido prometido para 2016) traz alguns hits que já conhecemos e faixas novas que focam em mostrar a voz da cantora, que mesmo ainda estando na adolescência, tem um vocal digno de cantoras mais antigas do R&B. Zara explora bastante isso em faixas como “Only You”, um dos maiores destaques. Suas letras acompanham esses momentos (“No one has ever touched me like I touch myself, only you”). “One Mississippi”, que traz como temática um relacionamento tóxico, cheio de vai e voltas e momentos indefinidos, em que o eu lírico confessa não fazer nada para sair daquela situação, é a minha favorita de todo o disco.

Até mesmo as músicas mais românticas possuem refrões chicletes que grudam na cabeça e que mostram para o que Zara Larsson veio: ela é ambiciosa sim e quer conquistar mais espaço no mercado, principalmente na América, onde ela ainda não é tão conhecida, apesar de ter uma fã base bem forte na Europa.

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E depois desse álbum, na minha opinião, Zara tem as ferramentas que precisa para conquistar mais público. Talento e boas composições não faltam: “Make That Money Girl” é sobre o empoderamento feminino. Ela sempre fala sobre o feminismo nas suas redes sociais e questões políticas. A letra da canção é inspiradora e transmite bem a mensagem que a Zara gosta de passar constantemente. “What They Say” segue a vibe de letras sobre ter atitude, e não se importar com a opinião alheia.

I Can’t Fall In Love Without You” e “Funeral” são baladas românticas com letras poderosas, sensíveis e emocionantes. Essas faixas do álbum não carregam tanto o espirito radiofônico, super presente nas músicas da Zara, mas isso mostra que não é só de possíveis singles que ela vive, e sim que ela é uma compositora capaz de escrever letras incríveis e mais profundas.

A minha favorita é “Symphony” em parceria com Clean Bandit (que aliás, tem um clipe maravilhoso!). Além da letra ser ótima, a música também é perfeita pra tocar em baladas (ou seja, é o conjunto completo).


Filme: A Bela e A Fera (2017)
21/03/2017 | Categoria: Atriz/Ator, Filmes

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Título: Beauty and the Beast (A Bela E A Fera)

Diretor: Bill Condon

Cast: Emma Watson, Luke Evans, Dan Stevens, Josh Gad, Kevin Kline, Ian McKellen, e mais.

Sinopse: Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela tem o pai capturado pela Fera e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade do progenitor. No castelo ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é na verdade um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.

Sabe aquele filme que você sai do cinema apaixonado? Pois é assim com “A Bela e a Fera” um dos lançamentos mais aguardados do ano, e que não decepciona. A versão atual dessa história tão conhecida traz Emma Watson como Bela, uma garota que foi criada apenas pelo pai, ama ler e vive em uma aldeia pequena e monótona. Lá é tudo sempre igual, e Bela deseja mais. Ela quer conhecer outros lugares, e tem um pensamento mais a frente do seu tempo. A personagem é corajosa, inteligente e quer escrever a sua própria história.

Esses é um dos motivos, por exemplo, de que ela não cai na lábia do Gastão (interpretado brilhantemente pelo Luke Evans), que quer se casar com Bela de qualquer jeito. Ele é egoísta, orgulhoso e e um dos vilões da história, mas mesmo sendo vilão, é impossível não rir com algumas das atitudes dos personagens, que é um retrato de muitos homens que a gente conhece no nosso dia-dia, que tem certeza que o mundo gira em torno de si mesmo.

O pai de Bela é capturado pela fera (não vou dar spoilers) e acaba preso no castelo, que um dia foi de uma família real. Porém, atualmente o lugar é evitado por todos da aldeia e a fera não passa de uma lenda; ninguém tem certeza da sua existência, e quando Bela troca a sua segurança pela do seu pai, se tornando prisioneira, ele é ignorado quando busca ajuda, pois ninguém do vilarejo acredita na sua palavra.

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No início, Bela e a Fera se odeiam com todas as forças. Um não aceita o outro; Bela está decidida a fugir do castelo, mas é convencida do contrário por Lumiére (Ewan McGregor), Cogsworth (Ian McKellen), Chip (Nathan Mack), Madame Garderobe (Audra McDonald) e os outros objetos falantes, que são um dos pontos altos da história. Essa sempre foi uma das minhas partes favoritas. Eles tentam reverter o feitiço que assolou a todos os moderadores do lugar, e para isso, a Bela precisa se aproximar da Fera, para que eles se apaixonem.

O relacionamento dos dois é desenvolvido aos poucos e super bem explorado no filme, o que eu achei bem interessante. Nada acontece da noite para o dia: eles descobrem coisas em comum, como o fato de adorarem livros e serem curiosos sobre o mundo. Eles vivem momentos honestos juntos, e a Bela começa a vê-lo de uma maneira muito diferente. A Fera possui um lado sensível que ninguém nunca conheceu.

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Um dos pontos altos do filme também é a trilha sonora, que ficou impecável e muito bem feita. Não dá para faltar os momentos musicais nos filmes da Disney, e aqui eles complementam a história. Os números musicais são bem especiais, e o grande destaque fica para “Beauty and The Beast”, a música principal, que aparece em versões diferentes.

O romance entre os protagonistas é crível e deixa a gente emocionado e torcendo por ambos. No final do filme conhecemos o príncipe, mas rola até uma saudade da Fera. Eu também achei que todo o elenco fez um trabalho incrível, e a Emma Watson mais uma vez mostrou o quanto ela é uma atriz que mergulha nos seus personagens e também coloca um pouco dela mesma neles. Bela é muito destemida!


Sites com conteúdo feminista
16/03/2017 | Categoria: Blogs, Comportamento, Textos

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Quando eu conheci a palavra “feminismo”, eu sabia muito pouco sobre ela. Na verdade, eu quase não a ouvia na rua, e também não tinha ninguém próximo de mim que falasse: “eu sou feminista.” Eu não me lembro exatamente quando a ouvi pela primeira vez, mas eu tenho certeza que eu descobri sobre ela por meio da internet. Foi por meio de sites e blogs que eu aprendi sobre o que era a luta por igualdade de gênero, e de direitos das minorias, como as mulheres negras, trans, e a comunidade LGBTQ+.

Eu li muitos textos, artigos, e matérias de revistas para poder me informar sobre o que era esse movimento. E nos primeiros momentos, eu já me identifiquei. Hoje, eu continuo sempre tentado me informar e saber mais sobre esse assunto e diversos outros que também estão incluídos na luta do feminismo, e os meus grandes aliados são esses sites que eu cito aqui no post, que além de falar sobre o movimento, também enaltecem e divulgam o trabalho de mulheres, de maneira diferente do que já foi feito antes.

Arte da designer e ilustradora Amanda Gotsfritz

Arte da designer e ilustradora Amanda Gotsfritz

  • THINK OLGAO site é um dos mais reconhecidos do Brasil quando se fala de campanhas feministas e informação para empoderar mulheres, que é um dos lemas do portal criado pela jornalista Juliana de Faria em 2013. Além dos posts que falam sobre mulheres inspiradoras, direitos da mulher negra e violência doméstica, a Olga é responsável pela campanha Chega de Fiu Fiu, que fez uma pesquisa extensa sobre o assédio no Brasil, e que em breve, vai virar filme. Leia: “Por Um Jornalismo Não Sexista”, e “Homens Famosos Não Pagam Por Seus Crimes“.

 

  • GIRLS WITH STYLEO GWS, comandado por Nuta Vasconcellos e Marie Victorino, fala sobre moda de uma maneira diferente. Além de conteúdo sobre auto estima, e de como usar tendências ao seu favor (e não de maneira que elas te deixem insegura), o site aposta nos movimentos do slow fashion e divulga produtos veganos e eco-friendly. O que eu mais gosto no blog é de como as autoras conseguem captar as novidades do mundo fashion, sem ser artificial, e sim incentivando as mulheres a amarem a si mesmas. Tem muito texto reflexivo também! Ah, e elas promovem oficinas e workshops no espaço GWS. Leia: O Que É Empreender?” e “Nem Gorda, Nem Magra.”

 

 

  • REVISTA CAPITOLINA: Uma revista independente feita para garotas jovens, a Capitolina tem como intuito principal abordar temas de interesse do público feminino, mas de uma forma que não é encontrada facilmente por aí. Tem espaço para colunas de games, tecnologia, cinema & tv, fotografia, dentre outros. Ela possui diversas edições, cada uma com um tema específico. A nova edição saiu neste mês, com o tema “luta.” A partir daí, os posts são baseados neste tema. Os textos, além de muito bem feitos, ainda trazem diversas informações interessantes (ótimo para aprender mais). Leia: “Quem foi Harriet Tubman?“, e “Sertanejo e sofrência: o que as mulheres estão cantando?”

Sintam-se livres nos comentários para deixar sugestões de blogs que vocês conhecem, gostam e acompanhem também! E vai rolar outros posts como esse ainda!


A meia arrastão voltou
12/03/2017 | Categoria: Moda, Tendência

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Ela foi tendência em 2011 e passou algum tempo apagada, aparecendo mais quando as tendências apontavam a volta do grunge. Mas como tudo na moda é cíclico, as meias arrastão, tão características de looks mais rocker, apareceram novamente no final de 2016, mas dessa vez de uma maneira diferente. Elas são um detalhe a mais na roupa, como se fossem um acessório. Elas aparecem mais discretas com tênis ou oxford, e também nas combinações com blusas cropped e calça jeans.

Um exemplo são os visuais da Luanna Perez, blogueira peruana que mora em Nova York, que apostou em diversas maneiras diferentes de usar a peça.

Luanna

A maneira mais fácil de usar é como meia, mas você também pode inovar e usar essa padronagem na blusa, como na segunda foto. Eu já vi algumas em lojas de departamento: elas ainda estão mais tímidas no street style, mas também ganham espaço. A minha maneira favorita é usá-la com sapatos mais pesados, como o coturno.

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1. Paulla Gallagher (EUA) 2. Gabrielle Dominique (França) 3. Katie Van Daalen (EUA)

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Padrão Kylie Jenner
09/03/2017 | Categoria: Comportamento

largeEsse texto não é sobre a Kylie Jenner. É sobre um padrão de beleza, de moda, de rosto, de cabelo e de roupas que é determinado para nós, mulheres, todos os anos. Em 2017 é o corpo e o rosto da Kylie, mas ano passado foi de outra mulher, e em 2018 será de outra pessoa, e por aí vai. E isso não tem nada a ver com elas: tem a ver com a mídia, com as revistas e com a infinidade de redes sociais voltadas justamente para te convencer que você tem que ter um bocão, fazer contorno e usar roupas tendência para se sentir bonita. Se sentir valorizada, bem consigo mesma.

Mas tudo isso é muito contraditório: ao mesmo tempo que eu amo maquiagem, eu sei que tudo ao meu redor me influencia para que eu só me sinta bem quando estiver usando-a. Para que eu só esteja feliz quando estiver com uma roupa parecida com a que eu vi em um site da internet. E isso nos leva a crer em metas impossíveis, e naquele pensamento doloroso de que só estaremos satisfeitas quando formos de um determinado jeito. Eu percebi isso quando, olhando pelo Instagram (que pode ser uma ótima rede social às vezes, mas também mentirosa em outros momentos) notei que o ideal de beleza estava impregnado em diversas fotos. Parecia que muitas de nós queríamos ser a Kylie. Ser vestir como ela, parecer com ela. Mas, novamente, não é sobre a pessoa. É sobre um padrão cruel que tentam nos fazer engolir.

Lutar contra isso é necessário, mas não é a coisa mais simples do mundo. São forças externas que te influenciam o tempo todo. Opiniões que estão nos sites que você lê e nas fotos que alguém te manda. É triste porque tentam fazer com que sejamos todos iguais para sermos aceitas. Como se todas as mulheres tivessem que ser semelhantes, ter o mesmo cabelo, a mesma roupa, a mesma maquiagem. E se você não for desse jeito, você está errada. “Você tem que mudar”, o mundo te diz. Você tem que fazer de tudo pra se encaixar no padrão.

Felizmente, algumas coisas estão sendo alteradas, aos poucos. Mas ainda falta uma representação enorme na mídia, no dia-dia. Uma representação de alguém que se pareça conosco, que você possa se inspirar, se espelhar, mas não desejar ser igual. Porque, por mais que todo mundo tente te convencer do contrário, você pode ser a melhor versão de você. E não precisa ser a cópia de mais ninguém. A gente é o suficiente. Sempre fomos, e sempre seremos. Só que entender isso é muito difícil. Eu demorei anos, e às vezes ainda existem dias que eu me questiono. Que eu me olho no espelho, que eu vejo uma foto no Instagram, e algo faz com que eu goste menos de mim mesma. É uma voz inaudível que fala “você ainda precisa melhorar.” Em algumas semanas, isso acontece com frequência. Em outras, não.

É sempre uma constante batalha para nós, mulheres. Desde o momento em que nos levantamos da cama, que pegamos o celular, ligamos a televisão, lemos uma revista, saímos na rua, estamos no ônibus, até a hora de se deitar de novo. Por isso que nesse 8 de Março eu não aguento ler textos clichês que alguém me envia no Whatsapp. Eu quero ver mais pessoas falando da nossa luta. Aquela que a gente tem que enfrentar todos os dias, para tentar amar a nós mesmas.