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    Make, Moda

    A revolução de Rihanna com a Fenty

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    Textos

    Para todos os quase momentos

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    Moda, Tendência

    O street style do NYFW

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    Livros

    Livro: 13 Segundos – Bel Rodrigues

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  • Setembro 23, 2018
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    Já faz um tempo que Rihanna deu uma pequena pausa na carreira musical para investir em outro dos seus talentos, como empresária e apaixonada por make (e roupas). A Fenty Beauty, marca criada por Riri em 2017, ganhou as lojas após muita expectativa. A linha poderia ter sido só mais uma de maquiagem; não é novidade nenhuma cantoras lançarem produtos de make ou se unirem com marcas já estabelecidas para fazer isso. Mas Rihanna preferiu criar tudo pelas suas próprias mãos. O motivo? A falta de diversidade e opções no mundo da estética. 

    O grande carro chefe da marca é a Pro Filt’r Soft Matte Longwear Foundation, a linha de bases que possui alta fixação, pegada matte e 40 tons. A cantora quis, especificamente, investir nisso em sua marca para poder abranger os mais variados tipos de cores de pele diferentes. A Fenty Beauty também se destaca por possuir uma infinidade de opções para as mulheres negras, algo que não é novidade para ninguém que falta muito no mercado de beleza. Inclusive, uma das lutas da cantora para achar a maquiagem certa, a incentivou a criar este conceito para a Fenty.

    350 Neutral

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    370 Warm

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    290 Neutral Olive

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    Foi por essa razão que a Allure, publicação norte-americana especializada em beleza, escolheu a Fenty Beauty como a marca de maquiagem do ano; a cada 12 meses, a revista escolhe os seus produtos favoritos. Na matéria, eles deram espaço para mulheres que foram inspiradas pela maquiagem inclusiva da cantora, a agradecê-la por meio de cartas. São relatos honestas de pessoas que conseguiram achar espaço, empoderamento e auto confiança nos ítens de beleza da cantora.

    A grande pauta é a valorização da diversidade, algo que também é visível nas redes sociais da marca de Rihanna, que busca compartilhar fotos e vídeos de mulheres do mundo todo usando os ítens da Fenty; ou até mesmo, fazendo tutoriais. São belezas e etnias diferentes ganhando espaço.

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    A linha também conta com iluminadores, batons mattes e líquidos (que são maravilhosos), kit de contorno, dentre outros. Todas as propagandas incluem os diversos tons de pele que a marca abrange. Aqui no Brasil a Fenty ainda não chegou, mas na gringa ela pode ser encontrada em todas as lojas da Sephora.

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    Não satisfeita com dominar o mundo das makes, Rihanna lançou em 2018 sua linha de lingerie, batizada de Savage x Fenty. Mais uma vez, a ideia exposta pela cantora é de incluir todos os corpos com a sua coleção. A estréia ocorreu no New York Fashion Week há duas semanas, e o desfile foi de contramão ao tradicional que as grifes apostam. Com 17 minutos de duração, o conceito foi praticamente uma performance, com mulheres de corpos extremamente diferentes (magras, gordas, grávidas, deficientes) que marcaram o desfile criado por Riri.

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    Eles entregam no Brasil e no site você pode conferir as peças e coleções já lançadas (lembrando que o preço está em dólar).

    Setembro 20, 2018
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    Para todas as montanhas que eu tentei escalar, mas não consegui

    Você dá a luz ao seu próprio universo e todos os dias o seu corpo nada nessas dimensões infinitas

    Você tem fogo nas suas curvas e a cidade que é o meu corpo queimou até as cinzas pintarem o céu

    Para todas as pontes que eu tentei construir, mas não consegui

    Eu vejo a sua essência no meio da noite

    Com as luzes dos prédios embaçados no meio da multidão

    Para todos os oceanos que eu tentei nadar, mas não consegui

    As suas águas são cheias de vazio e eu me afoguei nessa overdose de vagos

    O fundo do seu mar é visto a quilômetros de distância

    Eu enxergo transparente porque eu sou transparente

    Para todos os caos que quase me engoliram, mas não conseguiram

    Você seduz através da confusão

    Você tem o coração partido e faz acreditar que sou eu

    Mas eu não sou a parte quebrada – eu sou o inteiro

    Para todos os aviões que eu quase peguei, mas não consegui

    As conexões que perdi me fizeram enxergar o desgaste

    As turbulências que eu não peguei me fazem ter saudade do caos

    Mas a confusão que me deixa acordada à noite não é o meu destino final

    Para todos os quase momentos que eu quase vivi, mas não consegui

    A sua voz ecoa na minha mente o tempo inteiro

    E se? E se? E se? E se? E se?

    Me perguntei quantos anos aquele momento completaria

    Mas o nascimento nunca aconteceu

    E ainda assim eu me sinto culpada pela morte dele

    Para todas as pessoas que estão tentando sobreviver, mas acham que não conseguem

    Às vezes, ninguém enxerga o seu coração partido

    Porque estão tentando consertar a própria existência

    Assim como você

    Para o universo quebrado

    Eu sei que você está perdendo a sua cor

    Pouco a pouco

    Mas isso acontece com todo camaleão

    Antes do renascimento

    Setembro 17, 2018
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    Aconteceu em Nova York durante toda a semana anterior o New York Fashion Week. Esses são alguns dos sete dias em que conhecemos as maiores tendências da próxima temporada, e o street style é sempre uma das minhas partes favoritas; por ele, dá pra saber muito bem o que vem por aí, e maneiras também de usar no nosso dia-dia (por mais que alguns looks sejam mais extravagantes). Inspiração é tudo. A moda pode influenciar em um monte de áreas, se soubermos como não atrelá-la somente ao consumo.

    Design sem nome

    O óculos gatinho continua firme e forte para as próximas temporadas, e quem ganha espaço de vez são os vestidos femininos e delicados com estampa de póa. Eles apareceram diversas vezes no street style, com cintura marcada e os famosos dad sneakers, tênis com lavagem clara e mais pesados para quebrar o clima romântico do vestido.

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    Saias retas e com modelagem 90’s são uma opção fácil para usar nos dias quentes e com meia calça no nosso inverno brasileiro. O truque é misturar com uma t-shirt de banda, por exemplo. A botinha preta não saiu dos pés das fashionistas; ah, e a calça flare, com a modelagem mais larga, está ocupando o espaço até da skinny.

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    Os conjuntos de cores fortes (vermelho, pink, laranja) ganharam força no estilo sport na Escandinávia, e após dominarem também os desfiles na América, continuam com gás para mais uma temporada, com versões que aliam os tênis brancos ao óculos estiloso e a pochete. Se você prefere misturar cores, as sobreposições voltam com tudo. Ah, e atenção para o detalhe da bolsa na última foto; esse truque de styling apareceu muito no NYFW!

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    E falando em cores, o rosa foi o foco das atenções. Aparecendo em suéter, vestidos, casacos ou conjuntos: ele roubou as atenções. Os conjuntinhos, como nós já mencionamos, estão em alta: Bella Hadid apostou nele; o blazer com estampa e um pouco mais oversized também é certeiro.

    Setembro 10, 2018
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    Título: 13 Segundos

    Autor (a): Bel Rodrigues

    Editora: Galera Record

    Sinopse: Lola está no último ano do ensino médio e acabou de terminar um relacionamento. Ela sabe que foi a melhor decisão, mas ainda assim não é fácil encarar o vestibular e um coração partido ao mesmo tempo. Tudo que Lola quer agora é colocar a vida em ordem, descobrir a si mesma e reavaliar suas prioridades. Sua maior paixão é o canto, e por isso, incentivada pelos amigos, ela cria um canal no Youtube onde posta covers de suas músicas favoritas. Ela também quer se divertir, sair para beber com os amigos e conhecer pessoas. Em uma dessas noites que ela se envolve com John. O que era para ser só uma noite acaba ficando mais complicado quando ela descobre que ele faz intercâmbio no colégio dela… e do ex. Lola não quer se envolver, mas é difícil ignorar John, com todo aquele charme canadense. E quando tudo parece ter se alinhado, treze segundos são suficientes para mudar drasticamente a vida da garota. 13 segundos é um livro potente, que dialoga com os julgamentos que mulheres jovens enfrentam cotidianamente simplesmente por buscarem serem livres, por quererem ser elas mesmas.

    Quando eu soube que o livro da catarinense Bel Rodrigues havia sido o mais vendido no estande da Rocco na última Bienal, eu já fiquei ansiosa para ler a obra de estreia da autora, que é conhecida na internet por fazer review de livros no Youtube. A capa me chamou a atenção, assim como a sinopse, e não demorou muito para eu garantir a minha cópia de 13 Segundos. 

    Sabe aquele tipo de livro que você sente que estava faltando no mercado literário brasileiro? 13 Segundos trás uma fórmula que conhecemos bem, com uma protagonista adolescente se formando no ensino médio, uma vida relativamente normal, festas e melhores amigos. Porém, a autora subverte esses clichês e transforma a história em algo mais profundo, abordando temas como o sexo, assédio, machismo e revenge porn.

    “A pornografia de vingança é uma expressão que remete ao ato de expor publicamente, na Internet, fotos ou vídeos íntimos de terceiros, sem o consentimento dos mesmos, mesmo que estes tenham se deixado filmar ou fotografar no âmbito privado.”

    Quantos livros brasileiros, voltados para os jovens, que nós conhecemos que falam abertamente sobre sexo? Sobre o prazer feminino? Sobre se orgulhar do seu próprio corpo? Estas são características que encontramos em Lola, menina de 17 anos que vive com a mãe e a irmã mais nova – Nina -, em Curitiba. Ela terminou um namoro longo com Leo, seu primeiro amor, e que foi muito importante em sua vida; porém, por motivos de ciúmes, desconfiança e brigas, Lola decide passar o último ano da escola sozinha. Ela sabe que está melhor assim, por mais que seja dificil superar um relacionamento.

    Lola tem a companhia de suas melhores amigas: Ariel, Melissa e Anna. A amizade feminina é um tema abordado desde os primeiros capítulos; a união, os conselhos, os bons momentos – e os ruins também -, são enaltecidos pela autora e a personalidade dos amigos da protagonista são muito bem trabalhados. É interessante ver como a autora exclui a rivalidade feminina desta história, mesmo que Lola tenha um desafeto na escola – Becca -, e já vemos um estilo de young adult brasileiro bem diferente dos maiores sucessos dos anos anteriores.

    Os planos de Lola de ter um ano tranquilo, sem envolvimentos amorosos, começam a mudar quando ela se envolve durante as férias com John, um intercambista que nasceu no Brasil, mas mora no Canadá. Apesar de ter medo de encarar outra relação, já que a sua última acabou de maneira muito ruim, os interesses em comum, a química explosiva e a compatibilidade fazem com que Lola se envolva com John, aos poucos; mesmo que de início eles só queiram uma amizade colorida.

    Apesar do romance ocupar boas partes do livro e cativar o leitor do inicio ao fim, o foco da história nunca deixa de ser Lola, sua vida e suas paixões. Ela sempre gostou de música, e quando o coral da escola fecha por motivos econômicos, a personagem cria o seu canal no Youtube – após muito convencimento por parte dos amigos -. De inicio ela fica com medo de ter uma reação negativa e comentários de ódio na internet, mas supera o medo e começa a postar seus vídeos. É aí também que a autora aborda o machismo, perante as mensagens que a garota recebe na internet evidenciando o seu corpo, e não a sua voz.

    A trajetória de Lola é marcada por altos e baixos, conflitos e mágoas do seu relacionamento antigo. Apesar de acreditar guardar só sentimentos bons pelo ex namorado, ele ainda a persegue e não aceita o final do namoro. O romance de Lola com John afeta Leonardo, que torna Lola vítima do revenge porn, ao vazar um vídeo sexual dela de 13 segundos. Isso é o bastante para destruir boa parte da vida da protagonista, dos seus sonhos e da sua rotina, que irá demorar muito tempo para voltar ao normal.

    Os capítulos em que Bel Rodrigues aborda este tema – e suas consequências – são emocionantes e muito bem escritos. A autora consegue, com maestria, fazer com que a gente se sinta um pouco na pele da Lola, com todas as dificuldades que ela passou, principalmente quando narra os sentimentos de angústia, dor, depressão e ansiedade. Todo mundo que já passou por pelo menos um desses momentos, vai conseguir se identificar. Vale até mesmo fazer um paralelo do livro nacional com “Amor Amargo”, norte-americano e que também aborda relacionamentos abusivos e como é a jornada da vítima para se recuperar.

    Esse é um assunto que deve ser discutido, debatido e abordado na literatura brasileira. Assim como outras questões, como a liberdade sexual, tão bem exemplificada por Bel Rodrigues em uma personagem que acredita em si mesma, nos seus gostos e não tem medo de seguir os seus desejos – assim como todos os outros protagonistas masculinos, que já lemos milhares de vezes -. A autora chega no mercado para inovar e trazer discussões importantes à tona.

    13 Segundos é o livro do mês de Setembro do Infinistante, clube do livro criado por Melina Souza, Loma Sernaiotto e a Maki. Para saber mais e participar clique aqui.

    Setembro 2, 2018
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    Por que nós precisamos entrar no trem que é a vida para descer algumas paradas depois?

    Por que nós experimentamos corações partidos e batidas e acidentes durante a viagem?

    Por que nós precisamos conhecer passageiros que irão arruinar a viagem com coisas que não cabem?

    Eu não entendo porque temos a obrigação de pagar por passagens de trens que não queremos pegar.

    E se eu gritasse para o mundo que eu nunca quis pegar nenhum trem?

    E se eu gritasse para o mundo que eu queria ter a força do chão que aguenta o peso e a velocidade dos trens que passam diariamente por cima dele?

    E se eu gritasse para o mundo que eu queria ser as nuvens que seguem os trens e não possuem limites de onde podem existir?

    Eu não quero ser um passageiro e não quero corações partidos. Eu quero experimentar poesia sem dor. Não é isso que as estrelas fazem quanto estão pintando o céu? Se é isso que elas fazem, por que eu preciso experimentar dor para crescer e explodir? Não posso simplesmente nadar pelas águas do oceano, e não pelas lágrimas que derramo?

    Não sou capaz de entender que alguém possa viver como um passageiro e nunca se sinta desesperado com todas as coisas que aparecem nas janelas do trem durante a viagem.

    Algum passageiro já conseguiu finalizar a viagem com um sorriso verdadeiro no rosto? Algum passageiro já desejou ser qualquer coisa, menos um passageiro? Pois eu faço isso o tempo inteiro. Meu coração partido é um sinal dos tempos: tudo está prestes a mudar e eu sei que não estou pronta. Tudo o que eu conheço é passageiro, mas minha alma pede pelo desconhecido: eu quero nadar no abismo do universo.

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