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    “Booksmart” é um retrato engraçado e realista sobre crescer

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  • Resultados para: lady bird

    Janeiro 1, 2018
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    Título: Lady Bird

    Diretor (a): Greta Gerwig

    Elenco: Saoiorse Ronan, Laurie Metcalf, Tracy Letts, Lucas Hedges, Timothée Chalamet, Beanie Feldstein

    Estreia no Brasil: 5 de Abril de 2018

    Sinopse: Uma jovem se muda para Sacramento, no estado da Califórnia, e lá vive durante um ano. Amigos, amores e aventuras fazem parte de sua jornada em sua nova cidade.

    Sabe quando você fica extremamente ansioso para ver um filme, contando os dias até a estreia? Foi assim que eu me senti quando assisti ao trailer de Lady Bird pela primeira vez em Setembro. O longa, dirigido pela ótima Greta Gerwig – no seu primeiro filme como diretora -, está indicado em quatro categorias no Globo de Ouro e conseguiu a proeza de ter aprovação 99% no Rotten Tomatoes, que faz um apanhado geral das críticas de um determinado filme, produzindo a nota final.

    A protagonista da história é a adolescente de 17 anos Christine, que se denomina Lady Bird. E ela não admite ser chamada pelo seu nome de nascença. Sua vida muda de trajetória quando ela e a família – que está passando por problemas financeiros -, vão morar em Sacramento, na Califórnia. Isso desagrada a menina, que quer se tornar artista e acha todo aquele clima de cidade pequena muito chato. Lady Bird é uma das personagens mais legais que eu já vi no cinema nos últimos tempos; sendo super bem trabalhada pelo roteiro, ela é autêntica, engraçada, e descontraída. E parte da identificação que temos com ela é dada pela atriz Saoiorse Ronan, que está sensacional no papel.

    O enredo se baseia no descobrimento e nas experiências de vida de Christine. Ela é matriculada pela família em um colégio católico, onde tem que rezar todos os dias. A sua mãe sonha que ela vá para a universidade Davis, que foi a mesma frequentada pelo seu pai. Lady Bird quer estudar em Nova York, mas os seus pais não tem dinheiro para pagar e ela não tem notas lá muito boas: sua experiência é com a arte, com a performance e com o teatro.

    Um dos principais temas que rodeiam o filme é a relação mãe e filha, que ganha pouco espaço na televisão e no cinema. Relações femíninas e suas complexidades, aliás, costumam ser jogadas para escanteio. Mas não é o que acontece no filme, que foca em Lady Bird e sua mãe, Marion (Laurie Metcalf). As duas possuem personalidade forte e tem opiniões sobre praticamente tudo. Por isso, o confronto acontece o tempo todo: uma não aceita à outra em diversos momentos. Ambas as personagens são críticas: com a próxima e consigo mesma. A última vez que vi uma amizade-relação parental ser tão bem explorada foi em Gilmore Girls.

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    Apesar de não ser o foco principal, os relacionamentos amorosos de Lady Bird também estão presentes, o que faz todo sentido, já que a trajetória de Christine é sobre amadurecimento e novas experiências (denominado no cinema como coming out age). Lady Bird passa pela primeira paixão (aquela mais ingênua e mágica da adolescência, que nós achamos que vai durar pra sempre), até a famosa cilada com o cara gato e bad boy da escola. Kyle (Timothée Chalamet) é quase uma sátira de personagens masculinos clichês que nós já vimos em milhares de séries e filmes, e não por isso, deixa de ser muito bem pensado por Greta Gerwig. Preste atenção nas falas do personagem.

    Esses momentos são engraçados e difíceis ao mesmo tempo para Christine: a perda da virgindade, a decepção, a frustração com os namoros. Tudo está ali, de maneira honesta e realista, bem como nós vemos acontecer também na nossa vida. Claro, tudo com um toque de drama à mais, mas nada exagerado. O filme claramente prefere dar mais atenção à outras questões na vida da personagem: o que é bem positivo, afinal, ela não é nenhuma garota esperando para ter sua vida alterada por causa de um romance (viu a diferença que faz o filme ser dirigido por uma mulher?).

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    A escolha da carreira e da faculdade, o futuro, também é bem trabalhado durante as cenas. O que escolher, que caminho seguir, e como não deixar a família de lado? Todos nós já passamos por isso ou ainda vamos enfrentar o assunto. E é na delicadeza e sinceridade que Greta trata desses temas, que deixa o longa ainda mais atrativo. As doenças mentais também ganham espaço, mesmo que de maneira sutil. Os sentimentos, o sofrimento e a dor são tratados em diálogos entre os personagens. O pai de Lady Bird, por exemplo, sofre de depressão durante anos e é demitido do trabalho, o que complica ainda mais as economias da família.

    Como o filme se passa em 2002, se prepare também para uma trilha sonora cheia de hits da década passada, com menções honrosas a Alanis Morisette (“Hand In My Pocket”) e Justin Timberlake (“Cry Me a River”).

    Lady Bird é uma história cheia de momentos hilários, sofridos e realistas. Leve sua amiga e o lencinho de papel (seja para chorar de rir ou de tristeza). Enquanto isso, eu fico na torcida para que ele ganhe uma nomeação ao Oscar e muitos prêmios no Globo de Ouro. Amém, Greta Gerwig!

    Junho 7, 2019
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    Booksmart (ou “Fora de Série”, como é intitulado no Brasil), é o filme de estreia de Olivia Wilde – atriz de House -, como diretora. O longa ganha como gênero o título de Coming of Age, que ganhou força nos últimos anos na indústria cinematográfica – eles são dirigidos por mulheres e apresentam uma versão mais real, sincera e doída sobre o que é crescer -. A lista é longa: Lady Bird, dirigido por Greta Gerwig, The Miseducation of Cameron Post – que traz Chloe Moretz como protagonista representando uma jovem que é obrigada pela família à passar por uma terapia de conversão sexual -, Frances Ha (também dirigido pela Greta), dentre outros. Nenhum deles é um sucesso absoluto de bilheteria, e muito menos levam o título de blockbuster, mas em uma indústria dominada por diretores homens, male gaze e representações infiéis do que é ser uma mulher jovem, essas produções ocupam um espaço até pouco tempo atrás dominado por filmes clichês e irreais.

    Duas grandes amigas conhecidas por serem os maiores prodígios da escola estão prestes a terminar o ensino médio. Faltando poucos dias para o grande momento, elas percebem que estão arrependidas por terem estudado tanto e se divertido tão pouco. Determinadas a não passarem por todo esse tempo sem nenhuma diversão, elas decidem correr atrás dos 4 anos perdidos em apenas uma noite.

    As nossas protagonistas, Amy (Kaitlyn Dever) e Molly (Beanie Feldstein) são melhores amigas fieis. Elas enfrentaram quatro anos de ensino médio juntas, e sempre se orgulharam de não fazer parte de grupos sociais; o objetivo de Amy e Molly era passar em uma faculdade de prestígio: e elas conseguiram. É o último dia de colégio – elas se sentem extremamente felizes com as suas conquistas -, e decididas que a melhor época de suas vidas está por vir: a faculdade. É com uma pitada de diálogos sarcásticos e assuntos comuns que representam os jovens contemporâneos – também conhecidos como millennials – que elas descobrem a grande verdade: seus colegas, que elas julgavam ser incapazes, também iam para boas faculdades. Tudo isso enquanto verdadeiramente aproveitaram as experiências de ser jovem.

    A dupla de protagonistas tem sua própria narrativa. Amy é uma jovem queer assumida, mas ela nunca teve uma experiência enquanto estava na escola. Ela é apoiada pela melhor amiga e pela família, e é interessante ver o filme representando a paixão dela pela colega Ryan (Victoria Ruesga), uma personagem que não se adequa nos padrões de feminilidade, e Amy em nenhum momento questiona isso; “Essa é a performance de gênero dela, não sua orientação sexual“, um debate raro em filmes que contam e falam sobre jovens. Essas cenas são um exemplo da originalidade e da honestidade de Booksmart. Ressaltado pelo The New York Times, o filme passa longe de sustentar clichês sobre mulheres lésbicas, como Mean Girls fez com a personagem de Janis lá em 2004. Já se passaram alguns anos, mas a visão masculina sobre mulheres LGBTQI+ continua sendo reforçada: Azul É A Cor Mais Quente está aí para mostrar isso.

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    Molly é a protagonista que eu mais me identifiquei. A primeira cena já mostra que a personagem vai roubar a cena na uma hora e meia de filme: Molly se prepara para viver o seu último dia no ensino médio enquanto escuta um áudio de autoajuda e meditação, lembrando-a que ela é capaz de qualquer coisa. Sua vida sempre foi toda planejada; ela é perfeccionista e a líder de tudo o que se propõe a fazer. É engraçado e muito realista ver o quanto ela se decepciona ao perceber que projetou em seus colegas uma realidade que não existia: todos eram suficientemente bons, assim como ela. Eles eram interessantes e Molly acabou se auto excluindo com algo que idealizou na sua cabeça. Mas, por mais que seja controladora, é ela quem propõe a Amy que as duas aproveitem o seu último dia e frequentem as festas que nunca se atreveram a ir.

    O filme mistura cenas hilárias com diálogos sobre feminismo, empoderamento, livros e diversas referências; o tempo todo o cenário mostra a visão política e democrata das duas personagens. No carro de Molly e no quarto de Amy vemos adesivos e cartazes de protestos, e a palavra “resist”, em consonância com as manifestações que aconteceram nos Estados Unidos nos últimos anos, são frequentes.

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    O ponto alto do filme são as cenas vergonhosas e bem vida real sobre a experiência das duas personagens. É a primeira vez que Amy realmente tenta se aproximar de uma garota, e a direção – feita por um olhar feminino – mostra a bagunça que os relacionamentos jovens podem ser: a ansiedade, e principalmente a sensação de não saber o que esperar. A decepção que Amy sente quando ela descobre que Ryan não correspondia os seus sentimentos é algo fácil de se relacionar. Desde descobrir isso em uma festa, quando a personagem espera que suas expectativas finalmente sejam alcançadas, até ver sua paixão platônica beijando outra pessoa. Molly também enfrenta as sensações da rejeição; é tudo doloroso e parece que vai durar pra sempre, mesmo que a decepção só exista até o final daquela festa.

    A única cena de sexo no filme é genial; é difícil achar um filme que relate tão bem o lado estranho e nada confortável sobre primeiras vezes tendo praticamente nenhuma experiência. E que isso tá tudo bem: não precisa ser perfeito ou ideal (e na maioria das vezes nunca é). Com séries como Riverdale, que mostram uma perfeição quase inalcançável em seus personagens de 17-18 anos, é um alívio ver filmes como Booksmart mostrando a imperfeição de ser jovem.

    Além de explorar os pontos dramáticos e mostrar personagens femininas versáteis, inteligentes e que ainda estão construindo sua personalidade, o Coming of Age não foca no par romântico de nenhuma dessas personagens. É fácil dar uma busca na Netflix sobre filmes clássicos que trazem protagonistas mulheres, e ver suas jornadas resumidas à conquistar o personagem masculino que vai, milagrosamente, mudar as suas vidas. O destaque aqui é sobre a complexidade de descobrir quem você é – ou quer ser – no início da vida adulta, quando todas suas premissas se provam erradas. E para que isso acontecesse nunca foi necessário que Amy, Molly, Lady Bird e qualquer outra personagem tivesse um homem ao seu lado.

    Booksmart estreia no Brasil em 13 de Junho.

    Março 5, 2018
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    Sempre quando chega a época das premiações de filmes eu me empolgo para assistir mais longas, e esse ano a emoção foi ainda maior (eu assisti a maioria dos indicados do Oscar desse ano das principais categorias). Já falei de Lady Bird (definitivamente um dos que eu mais amei), Call Me By Your Name e Loving Vincent.

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    Molly’s Game

    Dirigido por Aaron Sorkin (de “A Rede Social”) o filme protagonizado por Jessica Chastain levou uma indicação em Melhor Roteiro Adaptado. O enredo trata da história real de Molly Bloom, uma norte-americana que começou a vida na carreira esportiva, mas um acidente a forçou a parar de praticar o esporte, que era quase uma obrigação na sua família supostamente perfeita. Quando entra na fase de jovem adulta, Molly está sem emprego e sem muita dignidade. Ela acaba se tornando secretária de um homem – insuportável – que organiza jogos de poker. Com o tempo, ela se torna ainda melhor que o próprio chefe no ramo, e cria os seus próprios jogos, que são frequentados por celebridades de Hollywood e movimentam milhões.

    O roteiro foi baseado no livro autobiógrafico lançado pela própria Molly em meados de 2013, quando perdeu todo o dinheiro que tinha e começou a ser perseguida pelo FBI, principalmente por ter se envolvido – supostamente -, com a máfia russa. Os diálogos trazem a característica dos filmes que são dirigidos por Aaron: rápidos, engraçados e carregados de irônia, o que torna o filme de duas horas rápido de assistir. Destaque também para a atuação de Idris Elba, que interpreta Charlie, o advogado de Molly. Eu ainda acho que o filme merecia uma indicação para a principal categoria da noite.


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    The Big Sick

    O filme pode ser classificado como um romance, mas ele está longe de ser apenas isso. Com roteiro criado por Kumail Nanjiani (de Silicon Valley) e Emily V. GordonThe Big Sick aborda o relacionamento de Kumail e Emily (Zoe Kazan), que são duas pessoas com gostos em comum, mas com origens bem diferentes. Kumail vem de uma família paquistanesa bem tradicional, que espera que ele case com uma mulher do Paquistão (assim como ocorreu com o seu irmão). Porém, ele cresceu nos Estados Unidos e não se identifica com a cultura do país em que nasceu. Emily não sabe de toda essa história, e se decepciona quando descobre que os dois não teriam grandes chances de levar o relacionamento para a frente.

    O roteiro fala sobre culturas diferentes – e seus respectivos questionamentos -, e como desafiar os seus pais radicalmente, mesmo sem querer quebrar o forte laço familiar. Relações são o foco do filme, e não apenas a dos protagonistas. Também conhecemos a mãe e o pai de Emily, que são tão complicados quanto os de Kumail: mas tudo isso sem os personagem perderem a sua essência e humanização. As cenas dramáticas estão presentes, assim como as engraçadas. O que eu mais gostei no filme é que o namoro de Emily e Kumail não é um conto de fadas: é complicado, sincero, doído, apesar de ainda valer a pena. As cenas do casal são bem condizentes com a realidade do que nós passamos no dia-dia. A indicação é para Melhor Roteiro Original.

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    Eu, Tonya

    Colecionando três indicações ao Oscar (Melhor Atriz para Margot Robbie, Melhor Atriz Coadjuvante para Allison Janney e Melhor Montagem para Tatiana Riegel), Eu, Tonya é um dos mais fortes nessa temporada de premiações. O filme, que é cheio de momentos carregados de drama e até pitadas de comédia, trás como protagonista Tonya Harding, interpretado brilhantemente por Margot. Esse é um papel difícil, mas a atriz segura-o de maneira eficiente: ele é baseado na trajetória de uma patinadora no gelo dos anos 90 que foi a primeira mulher norte-americana a completar o difícil salto triple axel em 1991.

    Tonya poderia ter tido uma carreira memorável na patinação, se não fosse o acidente que ocorreu nas vésperas das Olímpiadas na Noruega. A personagem é complexa e tem uma vida difícil; ela sofre abuso verbal e físico da mãe, que sempre a bate e exige mais de Tonya do que ela pode fazer. Assim, ela cresce achando que a violência sempre deve fazer parte da sua vida. O abuso continua quando ela se casa e passa a sofrer de violência doméstica. Nada para Tonya era fácil: sua vida pessoal e muito menos a profissional. Ela tentava se provar constantemente, pois os juízes da patinação não a aprovavam, já que ela fugia dos padrões de garota com a família ideal (o que os EUA buscava na época para representá-los).

    Janeiro 27, 2018
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    Nas férias eu sempre faço maratonas de séries. Apesar de amar filmes, as produções da Netflix sempre ganharam um espaço maior no meu coração. Mas sempre quando chega a temporada das premiações (Oscar, Globo de Ouro…) eu começo a assistir os filmes que foram indicados. E é sempre uma boa surpresa: alguns se tornam os meus favoritos, como Lady Bird, Call Me By Your Name e Loving Vincent.

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    Com direção de Luca Guadagnino e 4 nominações ao Oscar, “Me Chame Pelo Seu Nome” é aqueles filmes mágicos, que misturam elementos que vão atrair o telespectador a se emocionar e se apaixonar pelo romance mostrado na tela. Me lembrou um pouco o francês “Azul É A Cor Mais Quente”, por mostrar o primeiro amor de uma forma honesta, vulnerável, bonita e dolorosa, como muitas vezes é também na vida real. O protagonista é Elio (Timothée Chalamet), que está passando o verão na sua casa de praia com os pais na Itália dos anos 80.

    Todos os anos o seu pai, que é professor, convida um aluno ou colega de trabalho para se hospedar na casa. É assim que Elio conhece Oliver (Armie Hammer) um cara mais velho, inteligente e instigante. O amor dos dois acontece de forma natural e aos poucos: nada é forçado no longa, e você sente a paixão crescer durante as cenas. Os cenários são impecáveis, e as cenas não possuem pudores. O mais interessante também é que não há rótulos e nem definições de sexualidade: Ollio e Oliver querem experimentar. O filme trás como tema principal um relacionamento entre duas pessoas. E é difícil ver no cinema atual filmes LGBTQ+ que não possuem tragédias ou mortes.

    Call Me By Your Name se destaca pelo elenco incrível, pelas cenas lindas e a delicadeza do qual narra uma história de amor.


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    E o título de filme mais criativo e emocionante que eu vi esse ano vai para Loving Vincent, que levou 7 anos para ficar pronto, desde o momento de sua pré-produção. O longa, dirigido por Dorota Kobiela Hugh Welchman, fala sobre a história após a morte de Van Gogh na França em 1890, e a última carta que ele escreveu para o seu irmão Theo, que deve ser entregue por Armand (Douglas Booth). O filme ganha um tom investigativo, já que o protagonista tenta entender o que levou Vincent ao suícidio.

    Levou mais de dois anos para que as pinturas e animações do filme ficassem prontas. Diversos artistas participaram do processo, e os atores gravaram basicamente tudo em telas verdes e alguns cenários. O filme relata passagens do artista após ele começar a pintar. Sua relação com a família, com as pessoas dos lugares em que ele morou (e como eles não o recebiam bem, principalmente após Vincent cortar a sua orelha), os anseios e as complexidades que o personagem enfrentou. Porém, toda essa visão é externa, já que descobrimos os fatos por relatos dados ao personagem de Douglas Booth. Para quem gosta de Van Gogh e quer saber mais sobre ele, esse filme é essencial.

    O cast também conta com Saoiorse Ronan (Marguerite Gachet), Eleanor Tomlinson (Adeline Ravoux), e o ótimo Robert Gulaczyk como Van Gogh. É uma obra de arte na tela grande, vale muito a pena assistir, e torcer para que ele leve o prêmio de Melhor Animação no Oscar!

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