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  • August 3, 2011
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    Ela se sentou na cama, tentando enxugar as lágrimas. O seu coração doía. Doía mais do que nunca. Ela quase podia enxergá-lo no chão, despedaçado, quebrado em vários pedaços. Ela podia levantar-se e tentar guardar cada um deles, para então, finalmente poder recolocá-lo de volta do lugar do qual ele nunca deveria ter saído. Ela se sentia quebrada por dentro. Como se não houvessem mais opções. Como se o futuro houvesse sido jogado pela janela no exato segundo em que ele a deixou. Sempre a deixou. Ela estava acostumada com a solidão. Gostava de ouvir o seu coração bater lentamente, de sentir a brisa da janela acariciando os cabelos, tocando-lhe a pele. Mas hoje não. Hoje ela olhava para a cabeceira da cama desejando mais do que nunca encontrar alguém lá, parado, sorrindo para ela. Olhando para os seus olhos pretos profundos que ela sabia que nunca iria esquecer. E então a cena voltou novamente para os seus pensamentos. Ela sabia cada detalhe de cor, cada mínimo segundo representado novamente na sua cabeça, de tanto que já havia voltado para ela.

    Eles estavam abraçados um ao outro. A noite tortuosa finalmente havia se passado, e ela se encontrava nos braços dele. Finalmente nos braços dele.
    — Eu pensei que você nunca descobriria que eu te amava. — Ela sussurrou no ouvido dele delicadamente.
    — Eu não sei por que perdi tanto tempo. — Ele a beijou nos lábios cheios de intensidade. — Eu nunca vou quebrar seu coração. Eu prometo. Eu sei que ninguém nunca teria coragem de faze-lo.
    — Eu gosto de pessoas que cumpram promessas. — Ela se virou para ele. — Ninguém nunca quebrou o meu coração verdadeiramente. Só fingiram que ele não existia.

    “Eu nunca vou quebrar o seu coração.” Ela tentou engolir as lágrimas, mas elas voltaram novamente, rolando pelas bochechas. Olhou-se no espelho, o rímel borrado. A partir daquele dia, ela não acreditava em promessas. Doía só de pensar que ele a deixara por outra.

    Doía só de pensar que ele não cumpriu nenhuma das suas promessas. Ele a prometeu tantas vezes que nunca quebraria o seu coração. Pelo menos, os outros fingiram que ele não existia. Eles sempre pensaram que ela era só uma mulher vazia sem sentimentos. Mas então ele a usou, jogou fora. Despedaçou-a, cortou-a em pedaços e quis juntá-los depois. A fez lembrar do seu sorriso inesquecível, dos irritantes olhos chocolates que ela tanto insistiu em amar por um tempo. Mas ele não cumpriu. Ela tampouco queria amar de novo. Olhou pela janela. Quase podia enxergá-lo sorrindo para ela na janela do outro apartamento. Mas não era ele. Era ela, só ela. Na solidão novamente. Como sempre foi e como sempre deveria ser.

    Texto fictício.

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