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    O que fazer em tempos de ódio?

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    Playlist: Agosto

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    Ser sensível é corajoso

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    Livro: Siga Os Balões

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  • October 13, 2011
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    “Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.”

    “Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.”

    “Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande, é a sua sensibilidade sem tamanho.”

    “O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções.”

    “Gostar de alguém é função do coração, mas esquecer, não. É tarefa da nossa cabecinha, que aliás é nossa em termos: tem alguma coisa lá dentro que age por conta própria, sem dar satisfação. Quem dera um esforço de conscientização resolvesse o assunto (…).”

    “Tenho juizo, mas não faço tudo certo, afinal todo paraíso precisa de um pouco de inferno!”

    “Não fale, não conte detalhes, não satisfaça a curiosidade alheia. A imaginação dos outros já é difamatória que chegue.”

    “Não subestime os outros, nem os idolatre demais. Seja educada, mas não certinha. Não minta, nem conte toda a verdade. Dance sozinha quando ninguém estiver olhando. Divirta-se enquanto seu lobo não vem.”

    “Quando olho para o meu passado, encontro uma mulher bem parecida comigo – por acaso, eu mesma – porém essa mulher sabia menos, conhecia menos lugares, menos emoções.”

    “Não voltaria no tempo para consertar meus erros, não voltaria para a inocência que eu tinha – e tenho ainda. Terei saudades da ingenuidade que nunca perdi? Não tenho saudades nem de um minuto atrás. Tudo o que eu fui prossegue em mim.”

    “O destino decide quem entra na minha vida. Minha atitude decide quem fica.”

    “Ausência física, ausência da voz e do cheiro, das risadas e do piscar de olhos, saudade da amizade que ficará na lembrança e em algumas fotos.”

    “Amar cria raiz, sim. Cria, independentemente de ser verbalizado. Basta sentir o amor para que fiquemos dependentes dele, uma dependência boa, daquilo que nos faz sentir vivos.”

    “Sou tantas que mal consigo me distinguir. Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna, delicada.”

    “Para saber quem somos, basta que se observe o que fizemos da nossa vida. Os fatos revelam tudo, as atitudes confirmam. O que você diz – com todo respeito – é apenas o que você diz. ”

    “Em vez de tentar escapar de certas lembranças, o melhor é mergulhar nelas e voltar à tona com menos desespero e mais sabedoria.”

    Quem é? Martha Medeiros nasceu no dia 20 de Agosto de 1961. É jornalista e escritora brasileira, tem o gênero de romance e crônicas, além de já ter lançado inúmeros livros de poesias. Atualmente, é colunista do jornal Zero Hora, e um dos seus livros mais importantes foi “Cartas Extraviadas E Outros Poemas”, além de ser a autora do livro que virou filme e peça de teatro com Lília Cabral, “Divã.”

    October 13, 2011
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    Me dizem que eu tenho que parar de lembrar das más memórias. Seguir em frente. Me parece a solução mais justa, afinal. Eu sei que temos que esquecer o que já nos fez mal, que temos que partir para novas experiências. Tentar mais uma vez, não deixar que as decepções controlem a nossa vida. Mas como posso fazer isso se eu sinto que não tenho mais chances? É sempre, exatamente, a mesma história. Logo, as mesmas dores, machucados e feridas que não estão sarando. Ao contrário, elas se tornam cada vez maiores, e eu pareço ser a única a perceber isso. São poucas as pessoas que se importam. E justo aquelas pelo qual eu sofro, para elas, tanto faz.

    E isso é o que mais dói. Saber que você se importa, mas a outra pessoa nunca vai ligar. Ela não sente as mesmas coisas. Ela nem ao menos sabe direito de cada sentimento que você já teve. Será que é tão difícil assim perceber que eu me importo com os sentimentos? Ora, eu sempre estive aqui. No exato mesmo lugar. Com os exatos mesmos sentimentos. Mas parece que eu só ando para trás. Só me afundo mais em tudo isso.

    Eu poderia dizer que estou aprendendo a esquecer. Poderia dizer que tudo é só memórias que já se passaram, que já se foram, e agora meu coração já foi reajustado. Que temos que lutar pelo que queremos. Mas no momento, eu não me sinto assim. Sinto apenas um vazio gigante aqui dentro, sinto apenas que não existe nada. Só lágrimas. Só coisas do qual eu luto tanto para me livrar.

    Porque? Nem eu mesma sei responder. Só sei que estar apaixonado é, de fato, uma das piores armadilhas do qual se pode enfrentar. Não vou fazer um discurso apaixonado falando sobre como, no final, tudo vale a pena. Eu ainda não sei se vale. No fim, esse sofrimento todo valerá para algo? Vai ter um final feliz, mediano, ou vai ser só um machucado que, daqui a um tempo, eu vou ser obrigada a dizer que me ajudou no meu crescimento?

    Sinceramente, não vejo razões para tudo isso. Só vejo pessoas inacabadas, sentimentos jogados no lixo e aquelas lágrimas insistentes que te prejudicam. Preciso de um incentivo, de um abraço. Preciso de alguém que me diga que as coisas não são bem assim. Que elas sempre mudam. Mas elas não entendem. Acham que é tudo besteira, uma bobeira que vai passar.

    Então porque ainda não passou? Já foram tantos meses. Um, dois, três, quatro, cinco… seis meses. Longos dias, semanas. Elas se arrastam tão devagar quando seus sentimentos são os culpados, mas quando você percebe, o tempo já te pegou. Já levou tudo com ele e nunca mais voltou. Então você percebe que ainda continua ali. Lutando sempre para se livrar de tudo. Eu quero conseguir. Talvez um dia eu consiga, afinal. Só me cansa essas noites intermináveis, aqueles ventos que passam cortando o coração e aqueles sorrisos falsos. É tudo mentira. Não são reais. Nunca foram. Talvez um dia sejam, mas agora, são só uma máscara.

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