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    Livro: Siga Os Balões

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  • October 15, 2011
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    Para quem não tem o azar de conviver com micaretas, e, pior, com as pessoas que as frequentam, lhes apresento a descrição mais próxima do inferno: pessoas suadas pulando por quilômetros e horas seguidas sem parar nem pra respirar – depois explico porque – e, pior de tudo, ao som de músicas de axé.

    Porque sou tão indignada com as micaretas? Porque na minha cidade, elas acontecem na rua ao lado da minha casa. Nem 50 metros de distância do meu lar rockeiro. Outro motivo: elas acontecem religiosamente. Deixa eu fazer as contas, ocorrem todo ano: micareta “sem motivo” em Janeiro, 4 no carnaval, 2 na Páscoa, micareta de aniversário de empresa, micareta de campeonato paulista, carioca, e brasileiro (seja qual forem os times que ganham), micareta de dia das crianças, micareta em campanhas eleitorais, micaretas de pessoas doidas (mesmo que eu ache isso redundância) e até micareta de festa de sindicatos, acredite se quiser. Além de micaretas de campanhas eleitorais, quando acontecem uma todo dia obrigatoriamente. Ao total 14 por ano mais as eleitorais que ocorrem todos os dias de 4 em 4 anos.

    Tudo isso, já era ruim. Bem ruim. Ruim mesmo. Mas, em 2007 tudo mudou. Além de “minha pequena Eva (Eeeva)”, “bota (bota, bota, bota, bota) a mão na cabeça, remexe e vira de costas” (essa toca só no RN) e “ô Miiila 1001 noites de amor com você”, outra entrou para a lista mais uma dessas músicas miojo (que ficam prontas em três minutos), e que até hoje é obrigatória em toda a reunião de pessoas a fim de pegar AIDS pelo ar .

    Ela diz somente “Sou praieiro, sou guerreiro, tô solteiro, quero mais o que?” Nessa hora de breve silêncio eu poderia fazer minha boa ação do ano, ir para o meio da multidão e gritar: “procura o mágico de Oz e pede um céeerebro”. Mas só teria duas opções na minha vida, ser notícia do jornal nacional como a pessoa que salvou a população brasileira dessa praga moderna, ou ser completamente ignorada por pedidos de bis e milhares de mãos para cima tentando passar herpes para o maior número de bocas que conseguir.

    Sendo a segunda mais provável de ocorrer, escolho guardar minhas sugestões para mim mesma, e tentar apostar quanto tempo vai demorar até que essas pessoas tomem um rumo melhor para suas vidas do que tratar herpes no dia seguinte.

    Faço essas divagações, porém, a uma certa distância. Porque se você fizer a equação química da micareta, ela sairá assim:

    Resumindo, esse gráfico mostra suor+água oxigenada que sai do cabelo das loiras+poluição atmosférica+CC.

    Sendo que esse último, está lá, guardadinho. Com um alto potencial de destruição. Mas tudo muda, quando é cantada aquela música. Tudo por causa da 8ª maravilha do mundo: as coreografias de micareta.

    Para quem se interessar pela história das coreografias de carnaval, leia esse post do Corra Mary, que fala das possíveis mortes causadas pela “corda do caranguejo” nos carnavais e micaretas da vida. Mas, nada se compara a iminência de desmaiar com a coreografia daquela amada por todos, banda “Jammil e uma noites”. Claro que morrem depois de desmaiar, uma pessoa desacordada não é motivo para milhares de outros pararem e socorrerem, então pense duas vezes antes de meter-se numa dessas micaretas, porque se isso acontecer com você “pisoteado” é o que vai estar escrito no seu atestado de óbito.

    Vou até deixar pra lá a zoação com o nome da banda, só porque não quero me perder no assunto, mas que deixa Malba Tahan se revirando no caixão, aaah deixa.

    Eu os nomeei de “A hora da morte”. Quando aquelas pessoas suando desde as “sei-lá-que-horas” levantam as mãos, e nessa hora até o rexona, nos abandona. Chama mulheres, sim. Faz anjas caírem do céu, também. Mas não evita que os presentes desmaiem quando chega o passo “a hora da morte”.

    Tá certo que o nome ainda é micareta, e não chacina, porque não são todos que morrem. Só aqueles mais fracos. Porém, uma boa parte desmaia – porque você acha que tem mais ambulâncias acompanhando micaretas do que disponíveis para atender a população?

    Os que ficaram vivos, vocês já sabem, ou estão cercadas por pessoas que vieram acompanhadas de namoradas/esposas/noivas/ficantes/etc – e nem se atrevem a levantar a mãozinha, seja na hora do praieiro ou do guerreiro – ou já checaram o manual de sobrevivência nas micaretas, e prenderam bravamente a respiração por cerca de 5 minutos contados no relógio, quando não há mais risco aparente de vida.

    Ou seja, para ter mal gosto, ao contrário do que as pessoas acham, é preciso ser um pouco mais inteligente do que uma porta.

    Esse foi um post de humor, admiradores do Axé, frequentadores de micaretas, usuários de Rexona e pessoas doentes de herpes, não se ofendam.

    Com certeza, amanhã tem surpresa muito boa para vocês.

    October 15, 2011
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    Uma cantora super talentosa e que não tem medo de ousar, seus clipes são sempre perfeitos e combinam com a letra da musica, porque vamos combinar tem um monte de clipes que não tem nada a ver com a música né? Bom fato é que a playlist de hoje é homenagem a essa cantora que com certeza, merece muito mais que uma playlist!

    So What

    Who Knew

    Fuckin Perfect

    Nobody Knows

    I Don’t Believe You

    U + Ur Hand

    October 15, 2011
    postado por

    Tudo na vida é feito por decisões, decisões que muitas vezes não parecem certas para os outros, mas para mim é certo. Por vezes são decisões feitas impulsivamente ou são decisões feias depois de muito se pensar, decisões tomadas sozinhas ou em conjunto, algumas fáceis, fáceis até demais, outras tão dificeis que você nem sabe ao menos o que pensar, que caminha seguir.

    Tudo há duas ou mais opções e você escolhe aquela que ao seu olhar é a certa, aquela que irá te fazer feliz. E por falar em felicidade, muitas vezes você terá de escolher não aquela opção que vai te fazer feliz, mas aquela que abrirá portas para você, terá de escolher não com o sentimento, porque muitas vezes o que está em jogo nas decisões não são sentimentos ou sua felicidade, mas sim o certo, o correto, aquilo que você não quer.

    Algumas decisões irão doer, doer tanto que você pensará em voltar atrás, mas não pode, irá doer tanto que você se perguntará se fez a decisão certa. Decisões que doerão muito, decisões que por muitas vezes te farão perder o sono, te farão pensar muito. Decisões em que por vezes terá de sacrificar muitas coisas, até mesmo pessoas, decisões que lá na frente faro sofrer as conseqüências, decisões que te farão chorar.

    Mas também haverá decisões tão fácil que você nem verá quando a tomar ou que um dia a tomou, decisões essas que muitas passarão despercebidas, decisões que passarão tão rápido que você nem verá com o ela passou ou como chegou. Haverá decisões em que não serão notadas ou até mesmo serão esquecidas com o tempo.

    Haverá decisões que mudarão para sempre sua vida e seu ponto de vista, e haverá decisões que nem sequer farão efeitos, que nem sequer mexerão em algo na sua vida. Decisões que te farão ser julgada, criticada e odiada. Decisões que te farão uma guerreira, uma heroína, que farão as pessoas te admirarem.

    Decisões incertas, que não podem ser previstas e nem mesmo controladas. Algumas serão tão obvias que chegarão a ser cômicas, ou chegarão a não ser notadas.

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