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  • July 27, 2012
    postado por

    Vitor Roque é leitor do nosso site está postando sua história no Elas Disseram! Ele possui sua conta no Twitter e uma página no Facebook! Tem 14 anos e mora em Florianópolis. Adora livros: a sua série favorita é “Harry Potter”, e recentemente, também está acompanhando “Jogos Vorazes.”

    O suplico de meu pai não foi suficiente para me frear, puxei a mesa sem tocá-la, apenas com um leve levantar de minhas mãos e a joguei contra o garoto, mas meu avô entreviu quebrando a mesa no meio do trajeto.

    — Devia ter orgulho de ser um bruxo, sabia que somos os últimos da espécie? — Falou meu avô.

    — Ah claro, porque isto melhora muito nossa situação vovô, não entende como todos os outros bruxos desapareceram? Foram mortos, todos eles, exterminados como se fossem animais, quanto tempo acha que resta para que o mesmo aconteça conosco? — Falei com a voz esganiçada.

    — Você não sabe do que fala Ethan! — Falou meu pai com um tom superior.

    —Acredite pai, sei muito bem do que estou falando.

    No momento em que terminei de falar uma fumaça invadiu o salão de jantar, todos saíram correndo para ver o que havia acontecido, fogo muito fogo. Homens cobertos de preto invadiram o castelo com machados e outros tipos de armas nas mãos.

    Logo percebi que exatamente o que eu havia dito estava acontecendo, eles vieram para exterminar os últimos bruxos, e vieram em número, pareciam mais de duzentos homens para combater uma família de no máximo quarenta membros.

    Tudo em que eu pensava era em correr, em me salvar mais isto seria difícil, quatro destes homens estavam me cercando, minha visão estava ficando embaçada eu quase não conseguia enxergar, apenas pude ver um clarão, e os quatro homens caindo ao chão, logo após isto a voz de meu pai invadiu minha cabeça.

    — Corra Ethan! Corra!

    Eu não sabia o que estava fazendo, se eu estava correndo ou estava parado. Apenas ouvia os berros e via clarões, homens de preto caindo ao chão, tentei correr o mais longe possível, porém esqueci-me de olhar para onde, apenas me lembro de estar caindo numa escuridão não sabia no que ou em que iria aterrissar. Foi então que apaguei, não sentia, via, ouvia, apenas caia em direção a sabe-se lá o que.

    Abri os olhos ainda com a visão embaçada, porém em poucos segundos ela voltou ao normal. Eu estava no fim das escadarias do castelo, fiquei fascinado do como os homens encapuzados não me encontraram ali, afinal este local é um dos mais visíveis de todo o castelo, achei melhor não pensar muito, subi cautelosamente as escadarias me certificando de que não havia mais nenhum daqueles homens no castelo, porém minha cautela acabou ao olhar para meu lado direito e ver o corpo de meu pai no chão, corri para resgatá-lo, porém cheguei tarde demais, ele já estava morto.

    Tudo estava fazendo sentido. Por isso os homens encapuzados não tinham me pego, pois achavam que eu estava morto assim como meu pai. O extermínio, tudo como eu havia dito, tudo estava se encaixando, meu pai se fora e agora eu teria de achar o resto de minha família para dar a eles a má notícia.

    Levantei-me com os olhos cheios de lágrimas, no momento pelo qual nossa família passava ter o castelo destruído e um de seus líderes mortos não ajudaria muito. Porém quando olhei para frente do corpo de meu pai meu estômago embrulhou, nunca vira aquilo em minha vida, corpos, muitos corpos espalhados pelo chão do salão principal, meus familiares, primos, tios, irmãos, todos eles estirados no chão, todos eles mortos.

    Sai correndo do castelo rumo à floresta, não me restará nada, nem uma muda de roupa, nem um grão de arroz, apenas a roupa do corpo, e o ódio de todos que destruíram minha família, porém vingança não estava nos meus planos neste momento, tudo o que eu queria era sobreviver, ou pelo menos tentar, talvez deixar de usar meus poderes, arranjar um emprego decente, a guerra entre os reinos complicaria tudo isso, mas minha esperança não poderia morrer, eu teria de lutar para sobreviver, criar uma família, realizar uma pequena parcela dos sonhos que criei quando estava em meu quarto sozinho vendo minha família entrar em um abismo sem fim.

    — Ethan…

    Uma voz chamou por meu nome, me virei e deparei-me com meu irmão Andrew, talvez meu irmão favorito, ele sempre me ajudará quando meu pai me dava broncas.

    Andrew! — Balbuciei. — Dei-lhe um abraço tão forte que ele chegou a gemer de dor, porém vi que ele também estava feliz em me ver.

    — O que aconteceu lá Andrew? Todos estão mortos!

    1. esther Jul 27, 2012

      Nossa que lindo o blog, amei. onde é que fica o gadget de seguidores?
      http://blogcantinhodameninacrista.blogspot.com/

    2. Bárbara Jul 27, 2012

      Adorei aqui! Achei o seu blog atraves do Inside of me.
      Adooorei mesmo. Adoro contos!

      beijos! Já estou te seguindo!
      http://inexplicavelconsumismo.blogspot.com.br/

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