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  • September 13, 2012
    postado por

    “Oi, como você está? É a terceira vez que tento te ligar, mas só fica na caixa postal. Desculpe-me incomodar a esta hora, mas preciso lhe falar algumas coisas. Serei breve, eu prometo.”


    Talvez você não tenha mais o meu número na agenda do seu celular, nem mesmo as mensagens que lhe mandava naquele tempo (o nosso tempo, se é que você é capaz de lembrar). E as nossas fotografias? Tudo bem, era apenas uma ou duas, pouquíssimas, já que você nunca se sentia muito à vontade em frente às câmeras. Lembra daquela vez da nossa formatura no último ano do Ensino Fundamental? Você ficou tão revoltado com os flashs e gritou em meio ao discurso da Elisa. É verdade, um discurso muito chato e quase todos os formandos dormiam. Prometi ser rápida, mas estou enrolando, né? Desculpa, não gosto nem de imaginar o que você vai pensar de mim quando ouvir esta mensagem – se é que vai.
    Eu só queria te lembrar de tudo que nós vivemos um dia. Já faz um ano, exatamente um ano hoje (o relógio que fica no meu quarto marca meia-noite) que o laço existente entre nós “acabou-se”. Devo te dizer que acreditei que seria fácil. Que eu iria superar logo, afinal, nunca alguém despertou tanto sentimento em mim quanto você… O primeiro beijo, o primeiro namorado, o primeiro amor. E é como dizem: O primeiro a gente nunca esquece! E isso não é tão bom quando se trata de sentimentos, bem… Eu sempre te achei o garoto mais bonito da escola. E o mais idiota, também. Todas as garotas eram apaixonadas por você e eu ficava com ciúmes, mas negava até o fim. Éramos amigos até a oitava série, quando nos beijamos pela primeira vez no baile do final do ano. Não poderia ter sido mais perfeito, mas, ao contrário de mim, você não aparentava querer algo mais sério. Nosso primeiro encontro foi em um parque de diversão que havia acabado de chegar à cidade. Admito que preferia ir ao cinema ou ver um filme em tua casa, com aquele frio que sempre faz nos invernos gaúchos e estava em alta, é claro: Final de julho, início de agosto. Desde então, ficamos mais próximos, você sabe da história, creio eu. Não quero te contar tudo porque irei chorar. Sei disso. E sei também que você conhece minha voz de choro como ninguém. Estou vestindo aquela sua camisa azul listrada, que você me deu quando derramou café na minha camiseta dos Ramones. Ainda sinto seu perfume e as lembranças daquela noite em que você apareceu em minha casa com flores, uma caixa de bombons em formas de coração (que você nunca me disse onde comprou) e alguns DVDs de filmes românticos, muitos deles eram adaptações das obras do Nicholas Sparks. Algo completamente surpreendente, afinal, era você. E, para me confundir ainda mais, estava chovendo. Aquelas chuvas que os raios chegam a clarear a casa inteira como se tivesse uma lâmpada prestes a queimar: Pisca uma, duas, três vezes e apaga de vez. Então você me pediu em namoro. Foi engraçado porque, mesmo querendo, você não sabia fazer um bom jogo de palavras, mas eu lembro de como terminamos aquela noite: Apertados no sofá, com um cobertor que mal cobria nós dois. Não vimos os filmes, não comemos os bombons… Só dormimos com o barulho da chuva. Mas tudo acabou como era previsto. Nada é para sempre, principalmente o amor de dois jovens que não têm noção do que é o futuro e quais são as surpresas que existem lá, neste tão temido tempo… E eu tentei esquecer. Mas não tinha como, entende? Não sei como ou porquê tivemos um fim. Quem foi que decidiu? Por que foi tão de repente não dando tempo nem de reparar nossos erros? Por que tudo se quebrou tão rápido e cedo? Procurei em outros homens o que encontrei em você. Mas essa é a verdade: Só você tem. E eu mal sei o que é que me prende tanto a ti. Passei maquiagem na noite de hoje, coloquei um vestido para festa e prometi não me abalar. “Promessas foram feitas para serem quebradas”, aquela frase que você mesmo escreveu na parede do meu quarto, com a tua caligrafia torta. Tenho até hoje os travesseiros coloridos. Procurei também aquela coragem que você me passava, a proteção, o carinho. Lembra-se daquela vez em que decidimos pintar nossos cabelos o mais colorido possível para a viagem de formatura? Ou quando você perdeu a aposta com seus amigos e teve que ir de pijama para a escola, onde nós fomos juntos? Eu preciso encontrar isso. Em outro alguém, mas é algo totalmente impossível. Não há outra pessoa com carisma, sorriso, olhos, inteligência, o jeito. Eu precisava só te dizer isso, mesmo que você mal se lembre de mim. Só não esqueça que sou capaz de enfrentar o mundo com apenas uma mão, se você estiver ao meu lado, segurando a minha outra mão e dizendo que tudo vai ficar bem. Eu não te amo pelo que você é, simplesmente te amo por tudo que você me fez ser quando estivemos juntos. E é por isso que eu te agradeço.
    Tu, tu, tu, tu.

    Escrito ao som da música Love Story, da Taylor Swift. Aconselhável ler escutando-a.

    P.S: Estou pensando em continuar a escrever essa crônica/conto, deixe um comentário dizendo o que achou!

    1. Fernanda Sep 13, 2012

      Adorei a história! E seria ótimo se você continuasse!
      Queria saber, eles vão voltar ou ele não lembra dela mesmo?

      Beijo

    2. Maria Paula Sep 18, 2012

      Adorei a sua inspiração,deveria sim continuar(é um bom trabalho)!!

    3. Alex Sep 21, 2012

      Que lindo, se poder continuar eu acompanho.
      Me prendeu de uma forma, adorei.

    4. Gabriela Sep 22, 2012

      lindo ,deveria continuar ):

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