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  • December 23, 2012
    postado por

    Outro dia eu ouvi falar que somos a geração Y. Não é mais a X, ou a Z (ou a letra do alfabeto que nos foi denominada) mas somos aqueles que acompanham as informações pela internet em um segundo, que sabem de cor tudo o que está rolando no mundo da tecnologia, dos cinemas, da televisão. A gente aprendeu a ser instantâneo, a acompanhar tudo depressa. Não, não temos uma pausa para respirar, afinal, as novidades vem e vão e ninguém quer ficar para trás sem acompanhá-las. Aprendemos, ou melhor, fomos ensinados, que as coisas passam rápido e o melhor é aproveitá-las pelo pouco tempo que nos é reservado.

    E com isso, também nos veio a sensação de que tudo pode ser tirado de nós rapidamente também, já que o mundo vai e volta. Uma hora, podemos estar no topo, e na outra, no fundo do poço. Não entendeu? Eu explico: quis dizer que fomos informados que as coisas mudam o tempo todo, e que hoje, as relações podem ser feitas e desfeitas na mesma velocidade. Encontramos um amigo e o já denominados de “melhor amigo para a vida toda.” Pronto. Basta você fazer alguns desabafos e segredos para descobrir que aquela pessoa não era tão confiável assim.

    Tudo acontece rápido, depressa demais. Queremos adiantar as fases da vida, as coisas pelo qual vamos passar. Há algumas semanas atrás, me falaram: “por quê adiar algo que vai ter que acontecer uma hora ou outra?”. E eu respondi que adiamos as coisas, até estarmos realmente prontos para elas. Não adianta nada querer tudo para o hoje, o agora. Não é “quanto mais cedo melhor.” Acabamos nos decepcionando, confiando demais nos outros. Hoje em dia se conhece alguém, tem uma boa impressão, e na próxima semana já está apaixonado, querendo namorar.

    É engraçado como todo mundo sente muito em um pouco espaço de tempo. Já faz planos, acredita que “ama demais aquela pessoa” e que nunca mais existirá ninguém capaz de superá-la. Sério? Não acredito muito nessa história de conhecer alguém em um dia, e no outro já achar que ela é o amor da sua vida. Mas também há aqueles casos em que a pessoa faz o jogo da conquista por semanas, para depois simplesmente desencanar, afinal, o que passou, já se pode ser descartado.

    E assim as pessoas seguem. Descartando umas ás outras, com o pensamento de que já podem passar para o próximo (a). Quando todo mundo vai perceber que a vida não vai entrar nos eixos até compreendermos que sim, o mundo pode estar a toda velocidade, mas nós precisamos desacelerar de vez em quando e ouvir o que nós queremos, e não o que os outros desejam? No fundo todo mundo tem suas próprias vontades, mas sempre quer acompanhar os passos alheios, bagunçando tudo, e deixando de lado o que realmente quer.

    Por isso, essa é a minha sugestão hoje: essa história de querer e ansiar demais por tudo não dá certo. Se continuarmos assim, vamos ser também a geração do supérfluo, que fala demais, e sente de menos.

    1. lilian Dec 23, 2012

      gostei do texto, mas não deixou bem claro qual a idade dessa geração que você falou.

    2. Suzi Dec 23, 2012

      Acho que não pertenço a essa geração. é estranho notar essas classificações. Tenho vontade de procurar sobre.. Mas,só vontade mesmo.

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