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    Ilustração, Tumblr

    Conheça a Bruna, do Poeticamente Flor

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    Filme: A Morte Te Dá Parabéns

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    Playlist: Outubro

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    Beleza

    Cabelo curto para se inspirar

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  • February 21, 2013
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    Fica tudo engasgado. Preso na garganta. E ainda encontro força (sei lá da onde, mas sai de algum lugar) pra ficar quieta e dizer que não me importo. O que é uma bela mentira. Acho que eu sempre soube contar muito bem mentiras para mim mesma, tão boas e convincentes que até eu mesma chego a acreditar nisso. Consigo exercer um papel que eu sei que não é pra mim. Eu não faço o gênero de menina que não se importa com nada, e nem nunca farei. Essa não sou eu.

    Também não sou eu quando você me desagrada e joga todas aquelas palavras na minha cara. Não sou eu quando fecho a boca e não digo simplesmente nada. Deixo o silêncio se instalar entre nós, deixo você vencer. De novo e mais uma vez. Você é sempre o vencedor do eterno jogo em que nós dois estamos, onde eu acabo perdendo, por medo de dizer o que penso, o que quero, o que realmente sinto. Parece que tudo fica preso.

    Ainda aguardo pelo dia que vou conseguir dizer tudo aquilo que penso. E eu juro que de vez em quando os meus olhos conseguem dizer tudo, de formas melhor do qual eu conseguiria me expressar. Você sabe me manipular muito bem, acho que quase todo mundo consegue me dizer qualquer coisa e espera pela mesma reação de sempre: um sorriso, uma desculpa, um dar de ombros. Porque eu nunca bato de frente. Deixo que digam o que quiserem, e vou levando as palavras pra casa, palavras que machucam e te decepcionam.

    Você nem sabe quantas vezes aguentei e não falei nada. Culpa de alguém? 50% talvez, mas o restante é apenas e exclusivamente eu, que fica de boca calada e deixa as pessoas fazerem isso. Elas não fariam nem metade se eu não desse um basta, se eu acabasse com tudo desde o início. Foram raras as vezes que eu senti o gosto de como é dizer uma verdade crua e nua na frente de alguém, sem medo. Se expor, tirar as barreiras e os escudos da sua frente, sem medo nenhum.

    E quando o faço, mesmo que os momentos sejam rápidos, parece que eles não funcionam muito bem. Mas chega de levar desaforo pra casa. Chega de você achar que o centro do mundo é sempre você, que eu tenho que aceitar as coisas e nunca dizer nada. Não, não é assim. Ninguém é tão importante a ponto de achar que tudo deve ser feito do jeito que  quer e os outros devem aceitar isso.

    Quando você deixa que os outros façam o que quiserem com a sua opinião, que a joguem no seu rosto sem medo nenhum, é porque a culpa, na verdade, é quase toda sua. Você só fica lá, parado, sem se expressar. Por medo. Medo de tudo, medo de todos, completo pavor de que o fato que você mais teme, que é não ser mais aceito pelos outros, aconteça. Tudo porque você simplesmente disse o que estava trancado a tanto tempo.

    Eu não sou frágil, não sou uma pecinha do seu jogo que você decide utilizar nas horas que você bem entender, já que aquela menina aceita sempre tudo o que os outros fazem e dizem pra ela. Não mais. Eu acho que chegou a hora de me impor, e não colocar a responsabilidade sempre nos outros. Talvez, só talvez, ela seja toda minha, por deixar que pensem que eu nunca consigo realmente fazer o que bem entendo. Pois bem, ai está a prova: por meio deste texto, te mostrei que eu não sou uma pessoa que você pode guiar. Eu escolho o que quero e o que vou fazer.

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