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  • July 1, 2013
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    Você me coloca numa caixinha. Dentro dela, tem um papel com todas as instruções. O que fazer, o que não fazer. Como agir e principalmente, como não agir. Tantos pedidos, tantos favores, ao mesmo tempo tantas desculpas por tentar ao máximo que você não se decepcione. Depois, quando você preferir, você abre essa caixa. E lá estou eu. Toda sorridente, como sempre, agindo daquele jeito que você quis. Sou só eu, mas de algum jeito, sempre aquela mesma pessoa tentando agradar. Fazer tudo do jeito certo.

    Já li  umas cinco vezes nessa semana essa frase de que valorizamos demais as pessoas que não nos valorizam do mesmo jeito. Provavelmente é verdade; mas no fundo, a gente sabe muito bem quem tá ou não tá do nosso lado. Sentimos isso, mas em alguns momentos tentamos nos contrariar, tentamos fazer com que a gente acredite em algo que não existe de verdade. Porque, muitas vezes, a pessoa que o nosso coração quer não é aquela que deveríamos querer do nosso lado. Simplesmente não é. E infelizmente não há nada que possa mudar isso.

    Queria eu poder fazer o que você espera, mas o tempo todo não dá. Não sou nenhuma pessoa que lê um manual de instruções e sabe o que fazer exatamente o certo sempre. Que corresponde às expectativas de todo mundo. A realidade é que eu preciso cuidar da minha vida e de quem eu sou. E não posso cuidar de todos os outros. Me desdobrar em duas, em três, tentar resolver tudo o que esperam de mim. Eu sou uma só. E é o que eu aprendi: não podemos salvar o mundo e nem resolver todos os problemas que existem.

    Acredito que eu tenho que deixar as pessoas cometerem os seus próprios deslizes. Agir do jeito que elas preferirem, e mesmo que quebrem a cara com isso, é a escolha delas. É a atitude delas, e também, é a vida delas e não a minha. Eu tento demais prever os acontecimentos, evitar que alguma coisa ruim aconteça, quando na verdade eu sou a mais preocupada com isso tudo. Nem todo mundo liga para o fato de cometer um erro.

    Eu não posso prever os passos de ninguém. Eu não posso abraçar o mundo e tentar controlar a todos. E muito menos, posso querer que você esteja do meu lado do jeito que eu ficaria do seu. Por quê no fundo, eu sei que isso pode não acontecer. É o mais provável. Pessoas diferentes tomam atitudes distintas. E eu não posso mesmo esperar que todo mundo compreenda as coisas do jeito que eu compreendo. Ou pensem melhor antes de tomar decisões drásticas, dar uma segunda chance.

    Eu acho que me apego demais, e muito. E rápido. Poderia ser numa velocidade bem mais devagar. Então, por meio destas palavras, venho dizer: sei que você não conta comigo pra tudo. E eu sei que eu só tento, tento, agradar demais. Talvez eu tenha mergulhado numa coisa que nem existe direito. Eu e minhas fantasias…

    Talvez você nem saiba de nada. Eu? Muito menos. E eu posso não significar muita coisa. Mas eu sei que eu não posso mudar ninguém. Não posso alterar nada, e muito menos impedir o mundo, as pessoas e a vida. Não sou nenhum super-herói.

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