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    Ilustração, Tumblr

    Conheça a Bruna, do Poeticamente Flor

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    Filme: A Morte Te Dá Parabéns

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    Playlist: Outubro

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    Beleza

    Cabelo curto para se inspirar

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  • July 26, 2013
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    Fiz esse texto depois de comer quase uma barra inteira de chocolate sozinha. Fazia um tempo que eu não me sentia tão ansiosa como antes. Fazia tempo que eu não tinha vontade de jogar tudo em um texto, em despejar as palavras e vê-las saindo andando por ai. Um dia me perguntaram: se você é tão reservada, por quê posta as coisas para todo mundo ler no seu blog? Respondi que aqui é diferente. Respondi que esse é um lado meu que as pessoas entendem. A verdade é que é tarde da noite, e mesmo assim, eu tento suprir a raiva.

    E que raiva! Raiva das suas palavras, que me machucam, me cortam e eu ainda me lembro de todas as coisas que você disse. Acho que seja impossível que eu as esqueça. Tem algumas coisas que mesmo que eu tente, guardo mágoas para sempre. Raiva daqueles que não me entendem; eu tento, mas eles simplesmente não compreendem nada, não se esforçam. Juro que tenho vontade de mandar essas pessoas pastarem.

    E juro também que tenho muita, mas muita vontade, de fazer as malas e nunca mais voltar. O que me prende? Algumas poucas pessoas. Poucas, que importam muito. Mas os outros poderiam se explodir, poderiam desaparecer. Eu não ia sentir falta. Acho que talvez o objetivo da vida deles seja atrapalhar a minha. Queria desaparecer por alguns dias, queria espairecer, esquecer que tudo isso existe. Queria por algum momento não ter a obrigação de todos os dias ir pra algum lugar que eu odeio e dar de cara com pessoas que trazem o meu pior lado à tona.

    Trazem o meu lado cheio de decepção e raiva. Trazem a ansiedade junto, a minha vontade de gritar, gritar tão alto, e não poder. Saber que por mais eu queira, as coisas vão ter que ficar guardadas na minha boca, travadas na minha garganta, e que só poderei falá-las mais tarde, numa sala sozinha ou no meu quarto sem ninguém por perto. Queria dizer tanto para você. Que eu te odeio, mas sua presença pesa tanto nas minhas costas que às vezes parece até você é importante. Que eu me importo contigo. Longe disso. Muito, muito longe. Não sinto afeição nenhuma. Mas eu te valorizo demais e não de um jeito bom. Te coloco em um pedestal.

    Ai alguém vai dizer: que bobagem. Que draminha. Odiar é uma palavra tão forte! Mas já aviso que não é legal impedir uma mulher irritada de falar algumas verdades. Eu queria sair correndo por ai, queria procurar outro lugar, longe, longe demais daqui. Onde não precisasse ver mais nenhuma dessas pessoas por um longo tempo.

    Mas ai você me prende em amarras. Não deixa eu falar; me cala, me coloca no mesmo lugar de sempre, diz que eu sou obrigada a ser forte, a ignorar. Dane-se. Eu não quero ignorar. Eu quero reagir, quero brigar, quero discutir. Cada nervo do meu corpo me diz pra enfrentar tudo isso. E eu quero deixar as coisas para trás. Não é esse o meu maior objetivo nos últimos meses?

    Eu queria que você me entendesse. Eu queria que você tentasse, pelo menos. Eu não aguento mais nada disso. Eu não quero passar nem mais um minuto num lugar que eu não pertenço mais, que não tem nada a ver comigo, e infelizmente, eu não me identifico. Poderia ser, antigamente, aquele local que a gente sabe que deve ficar, mas agora não é mais. Nem um pouco. Só me traz más lembranças. Só me lembra o quanto eu fui obrigada a segurar qualquer choro e fingir que não me importava com nada.

    Agora, você poderia me deixar ir? Poderia ouvir tudo o que eu falo mas é só ignorado por você? Poderia, por favor, me escutar?

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