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    Livro: A Quimica Que Há Entre Nós

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  • October 20, 2013
    postado por

    Título: Cidades de Papel

    Autor (a): John Green

    Preço estimado: R$29,90

    Sinopse: Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.

    Se eu pudesse, comprava todos os livros do John Green. Ainda quero ter a coleção completa (faltam poucos, viu?) e é totalmente justificável todo o hype que o autor anda recebendo. O que me deixa muito feliz, pois todos os livros dele estão sendo lançados aqui no Brasil pela Intrínseca com capas lindas e uma grande divulgação, gerada após o sucesso enorme que teve A Culpa É Das Estrelas em 2012/2013. Em “Cidades de Papel”, que me conquistou bem mais que O Theorema Katherine. A maioria das histórias de John traz um personagem masculino, normalmente nerd e que tem uma paixão platônica. Aqui, não é diferente: quem narra a história é Quentin Jacobsen que tem amigos engraçados (ou seja, ele não é nem um pouco solitário) e está prestes a se formar no ensino médio.

    Ele nutre uma paixão platônica pela sua vizinha, a Margo Roth Spiegelman, que era sua amiga de infância. Os dois sempre andavam juntos quando crianças e certa vez, e aos 9 anos, os dois encontraram um corpo numa praça enquanto brincavam. Ela, sempre curiosa, quer descobrir quem era o cara e o que causou a morte dele.

    Os anos se passam e ela acaba virando uma garota popular e engraçada da escola. Quentin – também chamado de Q. pelos mais próximos – é o oposto disso. Ele não aguenta a escola e inclusive nem quer ir nos bailes de formatura. Acha tudo uma coisa boba e os próprios amigos dele discordam, mas todos já acabaram aceitando a sua opinião. Eles sabem que ele é apaixonado por Margo faz muitos anos e não consegue mudar o seu sentimento. As coisas mudam completamente quando, em uma noite qualquer, ela aparece na janela dele vestida de ninja (ai aparece o senso humorístico do autor) e fazendo uma proposta: que ele saia com ela pela noite de Orlando para se vingar do namorado e dos amigos, cumprindo uma lista.

    A noite se torna uma experiência incrível e ele acha que a partir daquele dia, os dois vão se tornar melhores amigos e que sua relação na escola vai mudar. Só que, no dia seguinte, Margo desaparece. Não é a primeira vez que isso acontece, tanto que os seus pais nem ligam. Ela já tem 18 anos, então a polícia não inicia buscas por ela. Todos acreditam que é só mais uma tentativa da garota de chamar a atenção.

    Quentin não desiste fácil de nenhuma maneira. Ele acredita que Margo quer ser achada – talvez até mesmo por ele – e sai em busca de pistas que possam dizer o paradeiro da garota. É inserido na história um poema de Walt Whitman, “Canção de Mim”, que ele tenta interpretar. Também acaba fazendo amizade com Lacey, uma das garotas populares da escola que era próxima de Margo. A idealização romântica que Quentin faz dela é grande e no desenvolvimento da história vemos que os próprios conhecidos dele tentam desiludi-lo dessa ideia que a garota era misteriosa e perfeita.

    Ela era de fato diferente e considerava Orlando uma cidade de papel, fato que quem quer ler o livro vai entender completamente o título. Isso significa que ela não queria se ajustar naquela vida que todos acabavam levando: se formar, casar, ter alguns filhos e um emprego normal, seguindo suas vidas simples e correspondendo às expectativas dos outros.

    Ele tem vários trechos engraçados também e eu curti muito esse clima divertido. Há algumas partes que são bem sensíveis, profundas e que vão envolver o leitor, mas também há coisas bem curiosas, que não faltam em nenhum livro do John, isso já é típico dele e é uma das características que tornam o autor único.

    O final me surpreendeu de certa forma, mas não totalmente. No desenrolar você mesmo vai sacando que aquilo poderia acontecer. Também nos faz refletir sobre a imagem que temos das pessoas, o que esperamos delas, como as vemos, e que como muitas coisas também são imaginadas na nossa cabeça. Quentin achava que Margo era um tipo de garota e acontece que ela era, no fim, totalmente diferente do que ele imaginava.

    No mais, recomendo muito. Demorei quase duas semanas pra ler, mas é porque eu gosto de ler os livros desse autor devagar, pra ir entendendo a história e de fato mergulhando nela.

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