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  • January 12, 2014
    postado por

    Titulo: Azul É A Cor Mais Quente – Blue Is The Warmest Colour (La vie d’Adèle)

    Diretor: Abdellatif Kechiche

    Nacionalidade: França

    Gênero: Drama, Romance

    Elenco: Adèle Exarchopoulos, Léa Seydoux

    Sinopse: Azul é a Cor Mais Quente retrata o drama de uma jovem que se descobre lésbica e enfrenta julgamentos da família e da sociedade ao se apaixonar por outra mulher. Adèle (Adèle Exarchopoulos), com 15 anos, descobre na garota de cabelos azuis, Emma (Léa Seydoux), sua primeira paixão.

    Acho que a maioria de vocês provavelmente já ouviu falar de Blue Is The Warmest Colour, filme que ganhou capa de revistas, matérias em jornais e sites do mundo todo, e foi taxado de polêmico diversas vezes. O motivo principal por ele ter conquistado tanta atenção é o fato de que ganhou o Palma de Ouro, prêmio mais importante do festival de Cannes, em 2013. Desde então, o que mais os meios de comunicação tem comentado sobre o filme é sobre as cenas de sexo. Mas eu aconselho todo mundo que for assistir se desapegar de qualquer comentário que tenha visto anteriormente, e ir ver o filme de cabeça aberta.

    A protagonista é uma jovem de 15 anos, chamada Adèle. Ela ainda cursa o ensino médio na França e leva uma vida normal. Dá aulas para crianças nas horas vagas, tem um grupo de amigas e inclusive começa a se relacionar com um menino da escola. Porém, como qualquer outro adolescente, ela é cheia de dúvidas. Vive sentindo que não pertence ao lugar que está e não consegue se abrir muito com os outros. Ela parece estar perdida, sem saber ao certo o que quer. Conhecendo a personalidade da garota, se vão mais ou menos uma hora de filme. Conhecemos detalhes sobre ela, e lá pela metade, já é como se Adèle fosse quase uma conhecida.

    As coisas começam a mudar de verdade quando ela conhece Emma, uma mulher mais velha que ela, de cabelos azuis e personalidade bem diferente. Mais experiente, apaixonada por artes e grande entendedora de filosofia, parece que ela encontra um mundo distante do qual aquele que ela estava acostumada. Quando elas começam a se relacionar, primeiramente como amigas – mesmo que as segundas intenções estejam sempre no ar – novas experiências acontecem. Ela começa a entender mais sobre si mesma e sobre a sua sexualidade.

    O preconceito dos amigos também é abordado no filme. De inicio, quando suas amigas descobrem que ela está andando com uma lésbica, tentam fazer Adèle assumir que ela também é uma. Mas a personagem sabe do que gosta, mas não tem certeza de muita coisa, então nem ela mesma sabe dizer para si mesma o que verdadeiramente é. Com o novo relacionamento, ela conhece um outro círculo social, de pessoas que se interessam por coisas diferentes.

    As duas atrizes trabalham perfeitamente bem juntas e você acredita muito na relação delas, que é forte, mas as diferenças são expostas o tempo todo. Enquanto Emma é mais decidida, Adèle (mesmo com os anos se passando e ela saindo da escola) continua com as suas dúvidas, inseguranças, e o medo e o ciúme de ser trocada por outra pessoa estão ali, mesmo que tentem ser escondidos pela personagem. Emma faz questioná-la até mesmo sua profissão: Adèle quer estabilidade, e a outra prefere se aventurar no imprevisto.

    Cenas para as atrizes provarem a sua capacidade e mostrarem o quanto merecem todas as boas críticas ao filme é o que não falta. Elas estão confortáveis e naturais no papel. Não usam muita maquiagem, se expressam livremente e mandam muito bem durante todo o longa. Destaque para a cena da grande briga das duas, que vai provocar comoção em quem está assistindo, e uma das últimas, quando elas se encontram algum tempo depois do término. É tudo muito intenso e forte.

    O filme tem praticamente três horas de duração, então no final é como se você tivesse conhecido praticamente toda a jornada de Adèle, e acredito que essa seja a intenção principal. É muito tempo com a personagem, enfrentando todas as crises, tanto pessoais como amorosas, da vida dela. As cenas de sexo podem chocar os mais conservadores? Sim, pois são explícitas e longas, podem deixar algumas pessoas desconfortáveis, mas são só alguns minutos do filme, e ponto final. A parte dele que realmente me impressionou foi o modo como o romance delas é abordado, e tudo o que envolve as duas protagonistas, que são tão interessantes.


    1. Camila Faria Jan 13, 2014

      Já está na minha listinha de filmes para assistir Ana. Gosto muito do trabalho da Léa Seydoux!

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