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  • February 1, 2014
    postado por

    Você me transborda de tanta presença em mim. Provoca um rompante e quebra a ponte justamente na intercepção de meus medos e minha coragem insana de amar. Os resquícios não me deixam mentir que você passa por aqui e não permanece, ou permanece e cansa logo e vai embora deixando um turbilhão de neuras que se propagam por todo o meu corpo provocando um alagamento em meus olhos e me afogo em meio às salivas que não descem mais à garganta.

    Você me provoca acidez na boca causada pela amargura de suas palavras mal escolhidas para dizer que não me quer mais. Me deixa estacionada em frente a porta da sala após sair sem nenhuma preocupação de ter ferido meu ego emocional. É que a sua ignorância não tem limites comigo e é sua forma de dizer que tem algo ai dentro de você que se importa, mesmo que seja em manter o controle para não perder a sua indestrutível arma da razão.

    Mas ambos sabemos que você perde o contexto das coisas ao entrar pela porta da frente novamente e declarar que não sumirá mais e que estava de cabeça quente e que você é aquele amor-vem-e-vai que toda mulher um dia vai ter e que são esses amores os verdadeiros. Você me convence a te deixar entrar e ficar mais um dia comigo, ai é o caos total novamente.

    Você me sorri e me desenha. Seus olhos conversam comigo e me dizem que você é aquele cara-com-cara-de-idiota-mesquinho-possessivo e eu sorrio da forma como me pede um abraço de reconciliação. Você não tem jeito, eu não tenho jeito e nós não temos jeitos. Somos aquele emaranhado de sensações que causam choques, desentendimentos e reconciliações. Nos chocamos com nossa teimosia. Cada qual contando uma versão, querendo descrever de forma diferente o mesmo lado da moeda.

    É que você não entende o que eu quero dizer quando te digo que não importo mais e você foge de novo para o seu mundo de cafajestes que tiveram uma desilusão amorosa e bebe um porre e esquece na mesma hora que te mandei embora e me liga falando as palavras carregadas e embargadas. Custo entender o que você diz: “eu bebi para substituir a minha abstinência de você”. Vinte minutos depois entrego o dinheiro para o taxista enquanto você já deitou de qualquer jeito na minha cama e caiu no sono.

    Cansada dos nossos jogos te observo dormir e decido: não vou mais te expulsar da minha casa. É porque percebo que você me pertence e eu a você. Que em cada célula do meu corpo você está presente e a cada gota do seu sangue eu habito. E não há briga que nos tira a presença do “nós” em nossas vidas.

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