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  • April 10, 2014
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    Será que o ser humano sabe mesmo o que quer? Será que nossas decisões e escolhas não são testadas o tempo inteiro? Nos cobram maturidade, mas é difícil quando você tem 15, 16 ou 17 anos pensar nos prós, contras e nas consequências de tudo. Como eu sou meio neurótica, sempre faço tudo isso, mas 99% das pessoas da mesma idade que eu conheço não. Não dá pra calcular o destino. As coisas são imprevisíveis, e as pessoas nos surpreendem positivamente ou negativamente. Podemos apostar todas as nossas fichas em algo, e acabar quebrando a cara depois. Assim como podemos não esperar absolutamente nada e acabar tendo uma grande surpresa.

    Me dizem que eu deveria fazer algumas coisas sem pensar muito. Só pra ver qual é a sensação. É de liberdade? Mas o medo de se arrepender de qualquer coisa bate forte. Por isso eu me seguro. Não sou aquele tipo de pessoa que se joga no mar sem saber o que vai encontrar lá, que vai parar num lugar sem conhecê-lo ou aposta nas pessoas sem saber como elas realmente são. Sou cuidadosa. Tento preservar tudo. E sinto dizer, pessimista. Muito. Ou diria realista? Acho que posso ter os pés no chão, mas de vez em quando espero o pior, porque aprendemos que os outros são egoístas e não vão pensar duas vezes antes de nos magoar. Ainda mais quando são jovens e nenhum deles tem muita maturidade.

    Porém, eu sei que muita gente não pensa muito no que faz. Acaba se divertindo mais, ganhando novas experiências, histórias engraçadas. Em alguns momentos se arrepende amargamente, mas em outros dá sorte e consegue sair da história com um final satisfatório. Talvez esse seja o meu problema: eu não sei lidar com o arrependimento. As outras pessoas simplesmente conseguem superar isso e não ficam remoendo pelos próximos três anos. Mas eu sou assim. Não me esqueço de nada. De nada mesmo! E se demoro para perdoar os outros, imagina para perdoar a si mesmo?

    Um dia eu acho que posso me jogar de cara em algo sem saber o que vai acontecer, mas desde criança eu não gosto do desconforto de estar em um local desconhecido, onde eu não sei o que esperar. É uma sensação amarga. Sou controladora. É como ficar no escuro, e tentar prever as atitudes alheias é tão ruim quanto não saber o que fazer, não saber como agir, perante à algo totalmente novo.

    Talvez no futuro eu amadureça. Ou será que isso é uma daquelas características que a gente não consegue mudar? Que faz parte de quem somos? É algo que simplesmente está ali. Não pode ser tirado ou arrancado. Não faz parte da idade, da adolescência. Só faz parte de quem a gente é.

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