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    Livros que eu li na faculdade #1

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  • Maio 18, 2014
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    O que você ouve primeiramente quando te falam sobre a comida dos Estados Unidos? Fast food, refeições pesadas, lanches, Mc Donald’s ou Burger King. Pois é isso mesmo! Lá fora, eles não tem esse costume de comer arroz e feijão que nem a gente. Aliás, normalmente comidas assim vem em quantidades muito maiores e os alimentos são mais pesados. Nos parques, é bem normal você encontrar costelas gigantes de carne, pedaços de frango enormes, e tudo mais. Tem comida saudável? Tem, óbvio! Mas a de acesso mais fácil e barata são justamente essas. O café da manhã é repleto de waffle e muffins.

    Mas eu não quero assustar ninguém. Mesmo com as comidas sendo gordurosas e nesse estilo, dá pra se alimentar bem em alguns momentos. Existem lugares com comidas extremamente baratas e refeições mais rápidas, e boas pra quem quer economizar grana durante a viagem. Eu já falei um pouco sobre a comida dos parques, tirando o Hooters.

    Dollar Tree

    Ele é o R$1,99 dos Estados Unidos, mais especificamente. Quer economizar? Esse é o local perfeito para comprar muita coisa, incluindo comidas rápidas, que é só colocar no microondas e em alguns minutos elas já estarão prontas. A loja também vende picolés, sorvetes, muito cup noodles (no final da viagem eu não aguentava mais olhar pra um copo desses. Meu deus do céu!) e o bom é que você vai ver o Dollar Tree espalhados por muitos lados de Orlando. É fácil de achar, os atendentes são simpáticos e é tudo extremamente barato.

    Hooters

    Eu já tinha comentado sobre esse restaurante no blog, que é tipicamente americano. Ele bomba a noite, e os clientes são principalmente homens, porque ele é tipo um ponto de encontro para os norte-americanos assistirem os famosos jogos de futebol. São várias telas grandes espalhadas no local, além de um bar super agitado e as garçonetes, que são famosas por usarem roupas curtíssimas. Elas tratam os clientes muito bem. A primeira vez que eu tive realmente dificuldade em falar com alguém na viagem em inglês foi aqui, porque a garçonete usava várias gírias e palavras que eu nunca tinha ouvido. Mas tudo foi resolvido rapidamente. Os pratos são tipo os do Outback, mas cuidado: tem muita pimenta, muito molho. E eu não estou sendo exagerada, pois pedi a comida que menos tinha pimenta no cardápio e ela era extremamente forte! Era batata-frita com queijo e cebolas.

    Starbucks

    O Starbucks não pode faltar, né? Todo mundo que viaja quer ir nele! E vale a pena mesmo. Ótima opção pro lanche da tarde, pro café da manhã, ou quando você simplesmente quer comer um cookie bem grande. Eles não são pequenos como os que vemos por aqui e também tem uma massa um pouco diferente. Os cafés são maravilhosos (na minha opinião) sem falar nos sabores diferentes das bebidas que tem lá. Eu tomei uma deliciosa, que era quase um milkshake, bem geladinha mesmo, e amei. As lojas estão localizadas principalmente nos shoppings, mas você encontra em quase todos os lugares.

    Giraffas

    Depois de alguns dias de viagem, você vai começar a morrer de saudade da comida brasileira, e de como ela digere super rápido no nosso estômago comparada às comidas dos gringos. Lá em Orlando os mais populares são o Camila’s e o Vittorio’s, e tem o Café Mineiro Brazilian Steakhouse também, mas o único que eu fui, foi o Giraffas. A comida é bem gostosa e não decepciona. Óbvio que tem diferença com a que comemos aqui, como o arroz, mas mesmo assim vale a pena. O preço é em conta, e sempre que você entrar lá vai ter um atendente falando português, o que vai ser um alívio se você não curte falar em inglês. Em alguns casos eles não são absurdamente simpáticos, depende da garçonete.

    • O Dunkin’ Donuts é um dos locais mais famosos dos EUA. Ele vende donuts de todos os tamanhos, sabores, cores, e café também. É uma rede super conhecida, você vai achar em muitos lugares!
    • Se você é apaixonado por frango, então vai gostar das milhões de lanchonetes e restaurantes em que a comida principal é essa. É frango por todo lado, literalmente. Desconfio que os americanos preferem ele à batata-frita. Aliás, o prato mais famoso lá é batata com frango.
    • Vale super a pena ir no Mc Donald’s. Você vai reparar que como a quantidade de locais pra comer é ENORME nas ruas, eles optam por fazer locais bem grandes, com muitas placas coloridas e chamativas, pra chamar mais a atenção, já que a concorrência é enorme. Em uma das redes de Mc da International Drive que eu fui, ele possuía dois andares. O primeiro tinha karaokê, uma área de café da manhã (servia panquecas!) um balcão para pedir os lanches normais, e no segundo andar, eram só jogos. Dava pra passar bastante tempo lá!
    Maio 14, 2014
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    Uma notinha instigante na Zero Hora de 30/09: foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou desse encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado.

    A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: “Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes”. É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes.

    Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança.

    Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonitee não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara.

    Depois que cumprimos as missões impostas no berço — ter uma profissão, casar e procriar — passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.

    Sobre a autora: Martha Medeiros (Porto Alegre, 20 de agosto de 1961) é uma jornalista e escritora brasileira. Filha de José Bernardo Barreto de Medeiros e Isabel Mattos de Medeiros, é colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, e de O Globo, do Rio de Janeiro

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