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  • August 4, 2014
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    Em alguns momentos da vida eu me acho super pé no chão. Realista, até um pouco pessimista, eu confesso. Daquelas pessoas meio mal humoradas (minhas amigas sabem!) que não vê graça em muita coisa. Mas em outras ocasiões eu acho que, no fundo, eu vivo em um mundo paralelo. Só imaginando minhas histórias, as falas, as cenas que eu gostaria que acontecessem. Por isso eu acho que sou mestre em me iludir o tempo todo. Porque na minha cabeça crio uma versão diferente do que as pessoas são. Normalmente, no meu pensamento elas são mais interessantes. Não são iguais à todo mundo. E a vida sempre dá o jeitinho dela de me provar que puf, eu estava errada. Mas tudo bem (ou não).

    A verdade é que o jeito mais amargo de se decepcionar e se frustrar na vida é passar a maior parte do seu dia imaginando o que as coisas poderiam ser. Não, não pensem que eu sou daquelas que faz mil planos e não corre atrás de nada; eu busco bastante o que eu quero, principalmente porque sou teimosa e tenho essa mania de não querer desistir nunca (até quando é necessário). Mas eu sinto que preciso colocar a cabeça no lugar. A vida não é (mas bem que poderia) ser um livro romântico e meio clichê que eu insisto em ler umas cinco vezes por mês. Ou os personagens do John Green e da Paula Pimenta poderiam sair do papel e cruzar comigo no meio da rua.

    Ou eu podia pegar um ônibus e encontrar um Park que sentaria bem do meu lado. Eu gosto bastante de imaginar a vida de algumas pessoas quando estou na rua. Já aconteceu de encontrar pessoas intrigantes no metrô, no terminal de ônibus, e ficar pensando em como elas são. Será que estão apaixonadas? Será que essa cara de preocupação é por que algo muito ruim vai acontecer? Eu sou observadora. E tenho boa memória. Nunca me esqueço dos detalhes. Então, se alguém fala alguma coisa pra mim que na minha cabeça é importante, eu nunca esqueço. E passo o dia falando sobre isso depois (minha melhor amiga, coitada, tem que me ouvir muito).

    Mas já ouve situações infinitas em que eu desejei muito não ser assim. Desejei não ser dramática, querer escrever sobre tudo (não consigo guardar as coisas direito pra mim) de ver tudo de um modo mais real, sabe? De enxergar as pessoas como elas realmente são. Nem todo mundo esconde por baixo da timidez algo especial. Nem todo mundo que você gosta, vai gostar de você de volta. E as pessoas não se encantam pelas suas manias insignificantes. Não; isso só rola nas melhores histórias. E na maioria das vezes, o final não é cheio de reviravoltas e um desfecho maravilhoso. Ele é composto de mágoas que se demora muito para superar. Eu tenho que me lembrar o tempo todo que não adianta criar esperanças por nada.

    E ah, como eu crio esperança! Pra mim é tão fácil me encantar por sorrisos e por pessoas que me fazem rir. Pronto, elas me conquistam de jeito assim. E eu acho que no fundo eu adoro quebrar a cara, porque não é possível a minha capacidade de mergulhar fundo em algo que eu sei que vai dar errado. Eu tenho intuição forte, mas em 90% do tempo insisto em não ouvi-la. É porque uma voz lá no fundo me diz: “vai que dá certo?” Só que eu já cansei de esperar alguma coisa dar certo.

    E sabe, algumas coisas só acontecem pra me dar um tapa na cara e me fazer acordar de novo. Tipo “volta pra terra, minha filha. Já tava na hora, né?” No fim, não é culpa de ninguém quando eu me sinto levando um balde de água fria. É culpa da minha imaginação fértil (palavras alheias, não gosto dessa expressão). Eu é que imagino coisas e fico me apaixonando por versões das pessoas na minha cabeça, quando na vida real elas são diferentes. Dá uma sensação ruim descobrir que não, o que eu tô sonhando não vai acontecer. E tudo vai tomar um rumo completamente diferente. E eu sabia que quando a palavra “gostar” aparecesse na minha cabeça pela primeira vez, eu tinha mais é que sair correndo. Pra bem longe. Porque eu já tô cansada de saber que isso vai acabar mal.

    Então, pessoas vítimas da minha cabeça cheia de histórias, mando minhas sinceras desculpas pra vocês. Mas é que na minha mente tudo parecia ser mais legal, com mais graça, com frases bonitinhas e uma música da Taylor Swift tocando ao fundo. Acho que ninguém mais precisa me avisar que a realidade é dura, né? É de pedra. E eu já devia ter aprendido isso faz muito, muito tempo.

    1. Gabi Barbará Aug 05, 2014

      Eu acho que todo mundo tem seu mundinho paralelo, sua valvula de escape. Faz parte do ser humano. Faz bem escapar da realidade dura. Ajuda a manter uma visao positiva do futuro.

      bjs de Filipinas,
      Gabi Barbará
      Barbaridades!

    2. Miguel Alexandre Pereira Aug 07, 2014

      todos nós temos um mundo paralelo, um refugio, acho que faz parte! é um local que precisamos de estar para desanuviar dos problemas. mas é importante dar importância à “nossa” vida também :)

      http://ummarderecordacoes.blogs.sapo.pt/

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