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  • December 7, 2014
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    Nos últimos meses reavaliei um monte de coisas na minha vida. E cresci muito também. Não por fora (acho que vou ter 1,55 pra sempre, não adianta) mas por dentro. Acho que esse ano aprendi a me virar sozinha e também, mesmo sem querer, a me desapegar de algumas coisas. Alterei meus valores – não todos, mas alguns – e descobri que o mundo não divide as pessoas em “boas” ou “ruins.” Somos todas um só, do nosso próprio jeito. Ninguém é só uma coisa. No fundo, acho que o ser humano é uma bagunça completa de várias características. Não dá pra definir as pessoas. Elas podem mudar constantemente.

    Uma das coisas que eu mais percebi foi como a opinião alheia influenciava na minha vida (o que eu já havia notado há alguns anos) mas achei que isso acontecia muito só comigo. Mas não. Isso tá presente na vida de todo mundo e mais do que imaginamos. É engraçado o quanto uma roupa, uma imagem e uma foto no Instagram podem definir boa parte do que você é. O que você aparenta ser é muito mais importante, para os outros, do que tá ali na sua cabeça. É uma obsessão por querer ser mais lindo, mais magro, mais fotogênico, aparentar se divertir mais do que as outras pessoas da Terra e depois que você vê o quanto isso tudo é exagerado e tão presente no dia-dia, as coisas se tornam… chatas. “Tédio” é a melhor palavra pra definir.

    E acho que acabamos nos prendendo demais à isso, e quando percebemos, coisas assim já tomaram parte da nossa vida. Foi neste ano que eu descobri – e me informei – mais sobre o feminismo também, e confesso que parece que milhares de coisas que eu nunca haviam percebido (e eram extremamente presentes na nossa sociedade) de repente pareceram revoltantes pra mim. Porque julgar uma mulher pelo tamanho da roupa? Porque achar que temos que agradar os homens? Porque somos obrigadas à se encaixar nessa droga de estereótipo de “linda” e ter que parecer uma modelo? Não, não.

    Odeio o fato de dividirem as pessoas em “bonitas” e “feias” quando cada um tem a sua própria opinião do que é beleza ou não (ou pelo menos, deveria). Vocês viram aquela notícia que circulou essa semana, sobre a menina que seria a mais bonita do mundo? Mas bonita em qual padrão? Da mídia? Dos filmes, da TV, que dizem que você só é atraente se tiver cabelos lisos, claros e olhos azuis? Existem algumas coisas que parece que viram regras e infelizmente todo mundo passa a acreditar nelas. Você pode – e deve – se achar bonita independente da cor da sua pele, dos olhos, e de como o seu cabelo é.

    Passamos a acreditar demais na verdade alheia, e não na nossa. Parece que a opinião dos outros é a verdade absoluta. Se algum garoto vai lá e diz que você não é bonita, então você deve levar essa opinião à sério e passar a acreditar mesmo que não é? É impossível agradar todo mundo. E há muitas pessoas que só levam os padrões em consideração, então, não se surpreenda se alguém quiser apontar supostos “defeitos” na sua aparência. Sempre vai ter alguém pra te colocar pra baixo, mesmo se você tiver 13 ou 80 anos. A decisão fica para nós, se vamos simplesmente aceitar isso, ou bater no peito e dizer que não. A sua verdade, não é a minha.

    Somos cobrados o tempo inteiro, a ser alguma coisa, parecer alguma coisa, ter algo. Quantas vezes eu já ouvi que eu deveria namorar logo? Já me chamaram até de sozinha (não vou me desculpar por eu gostar da minha própria companhia). Existe algum papel que diz que eu sou obrigada à namorar? Tem algum tipo de regra ou coisa do tipo? A única coisa que penso é que, se você acha que é incompleto sem um relacionamento, eu te envio minhas lamentações.

    É um processo longo e difícil, mas eu estou tentando aceitar totalmente quem eu sou. E sabe porque é difícil? Porque somos ensinados, desde pequenos, a querer agradar tudo, aos outros, a preencher alguma expectativa que inventaram. A querer ser a mais inteligente, a mais bonita, a mais tudo. E chega uma hora da sua vida que você descobre que… Não. Você não precisa ser alguma coisa. Aliás, você pode ser até nada, se quiser. A vida é exclusivamente sua mesmo. Eu não preciso que você me ache bonita, agradável, simpática. E se você não achar, não é por isso que eu vou odiar quem eu sou.

    Eu me recuso – e sempre me recusei, desde pequena – a largar a minha personalidade, a minha moral, as coisas que me fazem ser essa pessoa que eu sou agora, que tenta sempre acrescentar coisas novas ao seu pensamento. Nunca vou mudar por alguma pessoa. Um dia você vai perceber que o mundo é gigante, somos apenas uma pequena parte dele, e que o seu número de curtidas e o photoshop que você colocou naquela foto cheia de likes no Instagram, não importam absolutamente nada no mundo real. E o mundo real, meu amigo, ele bate na sua porta quando você menos espera. E de um jeito meio agressivo. O mundo real te mostra a realidade do qual você tanto fugiu.

    Então, fica ai algo pra refletir na semana: todo é muito maior do que a gente imagina. E se alguém quiser te definir de qualquer maneira fútil, seja pela roupa que você usa, pelas coisas que você gosta, vire as costas. Ou volte e argumente. Porque ninguém pode dizer o que você é, ou deixa de ser. Ninguém te diz se você vale a pena ou não.

    P.S: A opinião de um garoto ou o que ele faz não define sua vida. Por favor, vamos viver a nossa, e não deixe ninguém controlar sua felicidade.

    1. Camila Faria Dec 09, 2014

      Enquanto a gente ainda se importar com a opinião de outras pessoas para definir quem somos, jamais saberemos quem somos realmente! Adorei o post Ana!!!

    2. Natz Sodré Dec 10, 2014

      Uma palavra que define o seu post: PERFEITO! Ai Ana, se todos pensasse assim como você, que deu a cara a tapa e mostrou sua opinião, o mundo não seria cheio de hipocrisia, um querendo agradar o outro, ser melhor que o outro… É importante nos sentirmos bonitas do jeito que somos realmente, independente se seguimos a moda ou não, o que usamos ou não, tudo isso tem que nos agradar, sempre, em primeiro lugar… E quase ninguem se aceita, como você disse, todos querem agradar a todos, querem ser melhores, querem ser aceitos, é complicado entender a cabeça de nós, Seres Humanos… Entender essa necessidade de ser aceito, eu mesma já quebrei muito a cara nessa vida, já me decepcionei com pessoas que eu achava que podia confiar, que me aceitavam do jeito que eu era, e que me apunhalaram pelas costas… Com o tempo aprendi que é legal recebermos diversas opiniões, mas a que realmente importa é a nossa :) Nossa, falei demais ne? kkkkkkk Enfim, amei seu post! Beijokas!

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