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  • March 1, 2015
    postado por


    Algumas pessoas dizem que o tempo pode curar muita coisa. Eu não acho que ele seja milagroso. As suas decepções não vão sumir em questão de meses. Na verdade, eu sinceramente acho que o que mais contribui pra que a gente supere alguma coisa é a nossa força de vontade, no final das contas. Também é nossa decisão se quisermos guardar mágoas. Eu confesso que sou daquelas pessoas que não apaga quase nada da memória. Então, sim, eu provavelmente lembro o que você fez há uns quatro/três anos atrás (eu sei, isso não é a coisa mais saudável do mundo. Não recomendo).

    Eu andei pensando se o tempo realmente pode deixar as pessoas um pouco mais amargas. Pode te fazer mudar radicalmente algumas ideias que você possuía. Acabar, mesmo que aos poucos, com algumas das fantasias que você alimentava quando era mais novo, e tinha certeza que elas poderiam um dia serem reais. E por fim, também te fazer acreditar (muito) menos em tudo e nas pessoas ao seu redor.

    Mas talvez não seja culpa dele. E sim de algumas decepções que você teve; que no fim, eu acho que são muito úteis. Eu sei que é ruim, mas não tenha medo de se decepcionar. De acreditar muito em alguma coisa para depois perceber que ou você era ingênuo demais, ou esqueceu de colocar os seus pés no chão. É bom levar alguns tapas na cara de vez em quando pra voltar à realidade. Depois que isso acontece com muita frequência, começamos a ser mais realistas. Não estou dizendo pessimista. Isso é outra história. É aprender a enxergar as coisas como elas são bem mais rapidamente.

    Eu ando numa fase meio desacreditada com tudo ao meu redor (já comentei isso há um tempo aqui) e acho que é consequência de algumas coisas que sempre fizeram parte da minha personalidade. Eu acreditava em tudo de primeira. Se tinha uma situação que eu sabia que não podia acabar muito bem, eu não ligava; ia lá e apostava tudo, mesmo assim. Mesmo que a minha intuição me alertasse. Mas a gente nunca sabe né? Algumas coisas valem o risco no final. Outras não. Mas eu ainda acredito naquela filosofia que se jogar no desconhecido às vezes pode trazer um bom resultado.

    Vamos aprendendo, aos poucos, que em muitos momentos a sua companhia ideal vai ser você mesmo. E ponto. E que ninguém é obrigado a te entender. E que é bom ser cuidadoso. Eu sei, todo mundo diz que a gente tem que fazer o que der na telha, que temos que apostar em coisas malucas de vez em quando, que se a gente tentar nunca vai saber… Eu sei de tudo isso. E concordo com alguns pontos. Mas a realidade é que é bom ter um pouco de segurança sim.

    É impressionante como os nossos valores podem mudar bastante em alguns meses. Nossa visão sobre as coisas, sobre o mundo. Olhamos pra trás e pensamos, às vezes: “como eu era bobo.” E eu tenho certeza que daqui a algum tempo podemos nos ver agora e pensar algo semelhante. Mas as experiências são fundamentais pra tudo isso. Todas aquelas situações que te machucaram servem pra algo depois. E te tornam mais resistente também.

    Pela primeira vez, posso afirmar que eu ando aprendendo a levar tudo menos a sério. Principalmente as pessoas. Algumas coisas que os outros dizem, literalmente, entram por um ouvido e saem pelo outro. Tem coisas que a gente ouve e simplesmente não vão afetar a nossa vida.

    Acho que devemos saber nos virar sozinhos, sempre. E isso é algo que eu ando fazendo ainda mais nos últimos tempos. Seja independente. Não deposite nas mãos de ninguém a responsabilidade de qualquer coisa na sua vida. Quer ser feliz? Faça isso por si mesmo. Busque coisas que te tragam felicidade. Quer gostar mais de si mesmo? Então não espere que isso aconteça só quando você estiver em um relacionamento. Tente diminuir as expectativas que você tem pelos outros.

    Lembrando que isso é só um ponto de vista. Se você quer se jogar em todas as coisas sem medo mesmo, viver os seus sentimentos ao máximo e não tem receio (de verdade!) de qualquer decepção ou realidade dura que possa vir (porque a vida nos prega peças) eu apoio. Porque eu já fiz isso muitas vezes. Talvez esse momento que eu esteja vivendo seja apenas uma fase. E ela acabe daqui a um ou dois meses. Não posso prever o futuro.

    Há alguns dias alguém me falou que eu estava diferente. Que eu era uma pessoa bem menos empolgada hoje em dia. E sabe quando a gente não encontra nenhuma explicação? Não sabe muito bem o que anda acontecendo (aliás, ultimamente, eu quase nunca sei o que anda acontecendo). Percebi que eu não preciso ter sempre uma resposta na ponta da língua. Que não preciso saber tudo agora, nesse momento. Nem sempre dá pra entender essa confusão que acontece dentro de todos nós.

    1. Tati Lemos Mar 02, 2015

      Oi Bia,

      realmente o tempo cura, mas também nos torna amargos.

      Sabe aquela velha história, com o erros a gente aprende? Pois é, a gente vai ficando amarga por causa disso também.

      Beijos
      http://www.portiprati.com/

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