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  • July 10, 2015
    postado por

    Estreou ontem no Brasil o filme Cidades de Papel (Paper Towns) segunda adaptação de uma obra literária do John Green para os cinemas! Eu estava na expectativa para assistir o filme pois esse é o livro mais legal do autor, na minha opinião. A maioria de vocês conhece a sinopse, mas para quem ainda não está ligado: o Quentin, mais conhecido como “Q.”, (interpretado pelo Nat Wolff) é um garoto nerd, responsável e que se preocupa com o futuro. Ele tem dois melhores amigos, o Ben e o Radar, que também seguem a mesma linha. É o trio de melhores amigos que sempre está presente nas histórias do John Green! O Q. é vizinho de Margo Roth Spiegelman, uma garota que na infância foi sua amiga, mas na adolescência eles tomaram rumos totalmente distintos. Porém, ele sempre nutriu uma paixão platônica por ela, sempre a viu como uma pessoa misteriosa e diferente de todos os outros.

    Depois que ele é chamado pela Margo para uma missão especial – e totalmente inesperada – no meio da noite, Quentin espera que tudo mude no dia seguinte. Eles estão no final do ensino médio e ele nunca teve a chance de se aproximar dela, e esta seria a grande chance de tudo mudar. Mas ela acaba sumindo no dia seguinte não é spoiler, tá na sinopse  e ele começa a ficar desesperado para procurá-la. Afinal, ele não pode deixar a sua paixão de anos ir embora, né?

    Por mais que o marketing do filme dê a entender que essa história é um romance, para mim ela sempre foi sobre amizade, e questões filosóficas da vida (sim!). O Quentin não tem dúvidas sobre o futuro e quer se prender ao “sonho americano”: casar, ter filhos, um emprego estável e ser feliz assim. Já a Margo é diferente; ela busca por aventuras e novas experiências. E não quer se prender à nada.

    Um dos grandes trunfos do longa é a amizade de Ben, Radar e o Q. Os três são extremamente engraçados, garantindo toda a parte divertida do filme, com tiradas sarcásticas, muitas piadas boas e referências (tem até de Game Of Thrones!). Austin Abrams e Justice Smith roubam a cena em muitos momentos. O enredo mostra como o companheirismo e a confiança são importantes; tudo com um toque de nostalgia, já que eles estão se despedindo da escola. Quem também está vai poder se identificar. Sempre tem aquela dúvida se os melhores amigos vão continuar juntos ou não.

    O elenco está impecável. Todos te convencem muito e realmente se tornam os personagens. A road trip que rola no filme garante os melhores momentos e mostra a química do cast. Desde que o Nat Wolff havia sido anunciado como o protagonista, eu comecei a acreditar na ideia do filme, por quê para mim ele é um dos melhores atores jovens do momento. A sua atuação é muito natural. Cara Delevingne também me convenceu e ela não decepciona nem um pouco. Sim, Cara tem muito talento para modelo e atriz também! Ela entendeu a essência da personagem, e consegue trazer a aura aventureira da Margo, e reparem que ela não deu sinal do sotaque britânico em nenhum momento.

    Destaque também para Halson Stage, que interpreta a Lacey, a melhor amiga de Margo, que também sai à procura dela (a atriz é uma das apostas para o próximo ano!) e a Jaz Sinclair como Angela, a namorada do Radar, que é uma das personagens mais cativantes.

    O filme também traz uma surpresa bem legal, com uma participação especial inesperada. Não vou contar quem é! Eu não tinha nem ideia e por isso foi surpreendente (aliás, para todo o cinema!). O final do longa é um pouco diferente do livro; faz tanto tempo que eu li que eu nem me lembro exatamente, mas eu gostei do desfecho. Cidades de Papel é o tipo de filme que vai te fazer sair do cinema refletindo sobre as várias questões que foram abordadas: amor platônico, expectativas da sociedade sobre o futuro, criar uma visão das pessoas que simplesmente não existe, ilusões, dentre outros.

    A trilha sonora também é bem legal. Não tem uma presença tão forte como em TFIOS, mas as músicas são bem escolhidas. Tem Vance Joy, Grouplove, Mikky Ekko, Santigold, e na cena final tem uma música do HAIM! (Amei, amei).

    As alterações que aconteceram se encaixaram super bem e tudo ornou no filme. Vale super a pena assistir e só traz mais expectativas para as próximas adaptações do autor ao cinema. Já tá sabendo qual vai ser? Looking for Alaska vai sair do papel e também chegar às telas!

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