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  • Novembro 30, 2015
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    Título: Os Bons Segredos

    Autor (a): Sarah Dessen

    Editora: Seguinte

    Páginas: 408

    Preço Sugerido: R$20,00 na Saraiva

    Sinopse: Sydney sempre viveu à sombra do irmão mais velho, o queridinho da família. Até que ele causa um acidente por dirigir bêbado, deixando um garoto paraplégico, e vai parar na prisão. Sem a referência do irmão, a garota muda de escola e passa a questionar seu papel dentro da família e no mundo. Então ela conhece os Chatham. Inserida no círculo caótico e acolhedor dessa família, Sydney pela primeira vez encontra pessoas que finalmente parecem enxergá-la de verdade. Com uma série de personagens inesquecíveis e descrições gastronômicas de dar água na boca, Os bons segredos conta a história de uma garota que tenta encontrar seu lugar no mundo e acaba descobrindo a amizade, o amor e uma nova família no caminho.

    Já vou começar o post dizendo que essa foi uma das minhas leituras favoritas do ano! “Os Bons Segredos” de Sarah Dessen, é aqueles livros que te fazem mergulhar na história: a autora descreve os personagens e os acontecimentos muito bem e de forma lenta, o que vai te fazendo se identificar mais com o enredo e no final do livro, você tem a sensação de que eles se tornaram pessoas conhecidas (mesmo que eu tenha feito a leitura em poucos dias!). Esse é o segundo livro da autora que eu leio; o primeiro foi “O Que Aconteceu Com o Adeus“, lá em 2012.

    A protagonista do livro é Sydney, uma garota que está no segundo ano do ensino médio e sempre se sentiu meio deslocada e invisível para a família. O centro das atenções sempre foi o seu irmão mais velho, Peyton, que era considerado um filho brilhante, até começar a se meter em problemas. Primeiro foram roubos “inocentes”, brigas na escola e passagens pela policia. Até que a coisa evoluiu para algum tempo na reabilitação e logo quando eles achavam que ele estava se recuperando, Peyton foi pego dirigindo bêbado de madrugada; poderia ser só mais uma situação igual às outras, se ele não tivesse atropelado um garoto inocente – David Ibarra – que ficou paraplégico.

    A família de Sydney, que já não possuía mais um convívio estável, só piorou ainda mais com o tempo. O irmão foi para a prisão, a mãe dela entrou em crise e a vida familiar se tornou quase insuportável. A narração é feita pela protagonista, o que nos dá toda a visão dela dos fatos e nos aproxima muito mais da personagem. Nós vemos ela ter que lidar com uma situação agoniante: ela é ignorada pelos pais, e mesmo sempre tendo sido uma boa filha – e nunca ter feito nada de errado – ela também pagava pelo preço dos erros cometidos pelo irmão. Inclusive, ela se sente culpada pelo acidente. Como a mãe sempre tenta defender Peyton não importa o que aconteça, ela se sente responsável por todo o sofrimento que David Ibarra passa.

    Sydney muda de escola para ter um novo recomeço, em um lugar que ninguém saiba quem ela é por causa do seu irmão: ela quer ser ela mesma. E é arriscando que ela conhece novos amigos, como a Layla, uma das personagens mais legais e engraçadas da história. A sua nova amiga apresenta para ela um lar: a sua família é grande, acolhedora e diferente de tudo que Sydney já conheceu. Layla tem vários irmãos; um deles é Mac, que acaba se tornando um grande amigo para Sydney e uma das primeiras pessoas que ela conhece que vai realmente tentar entendê-la e se aproximar dela.

    O livro tem um mix de tudo que um bom livro YA (Young Adult) possuí: um crescimento incrível e notável dos personagens ao longo da história, romance (porém, o foco principal aqui não é o casal principal; apesar de que você vai torcer por eles durante toda a leitura), drama familiar e passagens divertidas e com um pouco de humor nas horas certas.

    A história trata de assuntos sérios de uma forma não tão agressiva, e que vão te fazer refletir. É aquele tipo de livro que vai te fazer virar as páginas com ansiedade para saber o que vem a seguir; e nada acontece de maneira muito rápida. O enredo se desenvolve aos poucos, dando tempo para o leitor acompanhar todo o crescimento individual de Sydney. Sarah Dessen também soube criar personagens intrigantes e interessantes.

    Eu gostei muito de acompanhar a jornada da protagonista durante as 400 e poucas páginas, e quero muito ler outros livros da autora depois desse, que me surpreendeu e é uma leitura YA mais profunda e honesta. Sydney tem que descobrir quem ela é, as coisas que ela quer, e como viver sem a sombra do seu irmão ao seu lado, como ela sempre teve que fazer durante toda a sua vida. Ela passa por experiências ruins e tem que lidar com isso: seja com os amigos, ou sozinha. 

    P.S: Achei o design da capa incrível. O nome também combinou de certa forma com a história e a editora Seguinte está de parabéns por investir de verdade nesse projeto!

    Novembro 9, 2015
    postado por
    largelarge

    Ilustração no weheartit

    Chegando no meu último ano do ensino médio, eu cheguei à conclusão de que a escola – além de ser o local “óbvio” para aprendermos – também é aquele onde a gente é obrigado (tipo, na marra mesmo) a lidar com pessoas muito diferentes de nós. Algumas, de modo surpreendente, são bem parecidas conosco, o que pode gerar amizades maravilhosas. Não importa se elas vão durar só os três anos de ensino médio, ou a sua vida inteira. Mas outras são o oposto da nossa personalidade; o que é totalmente comum na vida real. Afinal, nem todo mundo vai ter os mesmos ideais, objetivos e pensamentos que você. E para quem é meio cabeça dura e controlador, como eu, é sempre meio difícil aceitar isso.

    Mas eu já passei dessa fase da aceitação; e acredito que estou naquela em que temos que lidar com a situação, sabe? Mas preciso confessar que às vezes é bem complicado. Principalmente quando a gente ouve tanta bobagem em um tempo curto de quatro horas e meia (desde piadas machistas, até outras homofóbicas. E não tem nada no mundo que eu odeie mais do que isso, do fundo do meu coração). Mas eu sei, nem todo mundo pensa como nós. Ás vezes alguém me diz: “você tem que entender que as pessoas são educadas de formas diferentes.” E eu entendo isso, mas como jovens e pessoas que estão (tecnicamente) amadurecendo, é interessante dispor um pouco do seu tempo para pesquisar, se informar, correr atrás, se “educar” mesmo, sabe? Pode ser mais fácil continuar com aquela ideia que seus pais te ensinaram na infância pelo resto da vida, mas o mundo muda o tempo inteiro, e a internet está aí, te dando a chance de rever seus conceitos e aprender mais (em um mar de absurdos, tem também coisas interessantes).

    Eu tive a sorte de ter dois pais que sempre me incentivaram a debater assuntos, ler e pesquisar, sair da minha zona de conforto. Mas sei que muitas famílias são diferentes; por isso mesmo acho que a gente deve procurar mais informação por aí. E tentar aprender com as outras pessoas também. E não só com os mais velhos: muitas meninas da minha idade me ensinaram muitas coisas, principalmente sobre feminismo. O tempo todo somos bombardeados com milhares de opiniões, e pode ser complicado formular a sua própria no meio de tantas pessoas falando ao mesmo tempo. Mas acho que é importante não engolir tudo “mastigado”, pronto, enlatado e simplesmente concordar. Afinal, estamos sempre buscando evoluir, não é?

    É super maçante quando você entra numa sala de aula e algum professor passa 10 minutos da aula fazendo comentários preconceituosos e piadas machistas. É algo que, sinceramente, me entristece. Porque no papel de um educador, ele poderia usar a oportunidade para tentar ensinar alguma coisa legal para os jovens presentes na sala. Isso me leva a crer que temos que aprender a questionar o tempo todo; não dá pra aceitar tudo e ponto.

    Opiniões divergentes sempre vão existir. Mas é preciso aprender a ter respeito pelas outras pessoas; o preconceito ainda está, infelizmente, muito presente na sociedade. Nas salas de aula, no trabalho, em casa, na internet. E por isso que eu tento tirar a minha própria conclusão, formular a minha opinião. Não se deixe levar por tudo que as outras pessoas falam, pelo senso comum, por aquela ideia que te ensinam desde que você é pequeno e que você se acostumou tanto, que esqueceu de questioná-la. Ignore quando alguém te falar que as coisas são desse jeito, porque simplesmente são. Desconstruir valores e ideias que te ensinaram por anos é difícil; mas se você quiser crescer, é mais que necessário.

    Novembro 1, 2015
    postado por
    1247-201507171633411

    Título: Um Ano Inesquecível

    Autores (as): Paula Pimenta, Babi Dewet, Bruna Vieira e Thalita Rebouças

    Editora: Gutenberg

    Preço Sugerido: R$20,80 na Saraiva

    Sinopse: Dizem por aí que os melhores momentos da vida são vividos na adolescência. Os primeiros amores, os encontros, as festas, as viagens, as surpresas… E são sempre os instantes inesperados que transformam um dia comum em uma lembrança especial, daquelas que nunca deixarão de nos acompanhar. Este é um livro sobre esses momentos doces e sensíveis que não se apagam da memória tão facilmente. Quatro contos, em quatro estações do ano, sobre jovens que passam por vivências e sentimentos intensos. Paula Pimenta nos leva em uma viagem de inverno. Babi Dewet conta como um outono pode mudar tudo. Bruna Vieira mostra a paixão brotando com a primavera. E Thalita Rebouças narra um intenso amor de verão. Histórias de um ano inesquecível que vão ficar para sempre!

    Lançado em Agosto no Brasil, “Um Ano Inesquecível”, um dos lançamentos literários mais aguardado no país este ano, é aquele tipo de livro que vai te fazer se apaixonar pelos personagens e embarcar na história até você chegar na última página. A ansiedade para lê-lo era grande, principalmente por que a Bruna, Paula e Thalita são as minhas autoras nacionais favoritas. E eu ainda tive o prazer enorme de conhecer a escrita da Babi Dewet! Essa foi a primeira vez que eu li algo dela, e amei muito! O seu conto acabou se tornando o meu favorito, e olha que é bem difícil escolher, pois todos são ótimos.

    O conto que abre o livro é o da Paula, que se passa no inverno, intitulado de “Enquanto a Neve Cair.” Vocês podem esperar uma boa dose de romance e um pouco de drama também, mas nada no estilo Fani e Priscila. O clima do conto é mais leve e também traz toques de humor. A protagonista é a Mabel, uma menina de 14 anos que planeja passar as suas férias de inverno com as amigas em um sítio; a oportunidade também seria perfeita para ficar mais próxima do seu colega de escola, do qual ela está apaixonada (porém, o sentimento não é muito nada recíproco). Contrariando os seus planos, os seus pais planejam uma viagem para esquiar no Chile, e ela acaba tendo que passar os dias de folga com a família e o irmão mais novo. Ela vai obrigada para à viagem: Mabel é atrapalhada, não sabe esquiar e nem gosta do frio. Mas ela vai conhecer pessoas especiais lá, que irão mudar a forma como ela enxerga a vida e lida com os seus problemas. É cheio de reviravoltas e momentos fofos.

    O segundo conto é de autoria da Babi Dewet e se chama “O Som dos Sentimentos”, e a história acontece em São Paulo, no outono. Conhecemos a Anna Julia, uma garota prestes a fazer o vestibular e se formar no seu último ano de escola. Disciplinada, inteligente e responsável, ela quer passar em Direito e vive uma vida regulada pelos seus pais, que sempre estão colocando compromissos novos na sua rotina. Pressionada pelo pai, ela começa a fazer um estágio não renumerado para aprender mais sobre a profissão, e no caminho do trabalho acaba conhecendo, por acaso, um músico de rua: João Paulo. O menino estuda em um conservatório importante em SP, e nas horas vagas, tenta conseguir um dinheiro extra cantando na Avenida Paulista. O enredo fala um pouco sobre encontros, destino, tentar viver à vida mais intensamente, e principalmente sobre música, que é o pano de fundo da história! O final nos deixa com um gosto enorme de quero mais.

    Já o terceiro, que também rola em SP, é ambientado na primavera, e escrito pela Bruna Vieira. “Uma Primavera Inesquecível” vai te fazer torcer muito pela protagonista, a Jasmine, que é uma personagem super carismática. Orgulhosa dos seus cabelos cacheados e confiante, ela está passando pela fase louca de ter que entrar na faculdade e pior, enfrentar a temida prova final de matemática. Ela é péssima na matéria e precisa passar de ano para ter pelo menos a chance de ingressar no curso superior no ano seguinte. Enquanto vai para a escola, ela vê um garoto no metrô que acaba chamando a sua atenção (quem nunca?), e fica na curiosidade para saber quem ele é. Não vou dar spoilers, mas o personagem, denominado Davi, vai encantar o leitor de primeira! Eu me identifiquei com a Jasmine, e acho que praticamente todo mundo que ler este conto, também vai poder encontrar algo na personalidade dela que seja parecida com a sua.

    O último se passa no verão, e traz a divertida Thalita Rebouças como autora de “Amor de Carnaval”, o conto mais engraçado e descontraído do livro. Não era para esperar menos da Thalita, né? A autora tem um jeito único de escrever, que te conquista e vai fazendo a história fluir rapidamente, de modo autêntico. O livro é protagonizado pelo trio de amigas Inha (apelido de Flávia), Tati e Kaká. As cariocas estão aproveitando as férias de verão, quando o irmão de Tati começa a namorar uma funkeira famosa. Ela acaba virando uma celebridade instantânea, daquelas que não pode nem atravessar a rua sem sair nos sites de fofoca, e as amigas são arrastadas junto para essa situação. O conto é cheio de sátiras com o mundo da fama, e tudo é tratado com muito humor. Também rola romance: Inha conhece um garoto no camarote de Carnaval e é paixão à primeira vista. Tudo seria lindo, se o garoto não guardasse alguns segredinhos que ela só descobre no dia seguinte.

    Esse livro é, definitivamente, leitura obrigatória para os fãs das autoras. E se você ainda não havia lido nada de alguma delas, essa é uma oportunidade especial. Os livros da Babi já entraram para a minha wishlist; estou curiosa para ler mais coisas dela!

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