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    Conheça a belga Angèle

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    Música, Playlist

    Playlist: Dezembro

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    Comportamento, Textos, Viagens

    Carta de amor para os nômades

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  • Maio 31, 2016
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    Sim, vocês estão vendo um post sobre exercício físico aqui no blog! Eu confesso que nunca fui uma pessoa com grandes habilidades esportivas. Durante toda a minha vida escolar, nunca aprendi direito vôlei e handebol. Eu até tentei gostar, mas não rolou. Futebol também nunca foi meu forte, na ginástica olímpica eu durei dois meses, e o único esporte que eu levei para frente foi o taekwondo. Alguns anos se passaram e eu fiquei sedentária por um bom tempo. Durante o meu terceiro ano, eu cometi a burrada de não praticar nenhum esporte (não façam isso enquanto estiverem estudando para o vestibular!). Resultado: tive um ano super estressante.

    Foi nas férias que eu aceitei o convite dos meus pais para começar a fazer caminhada. Depois de muita preguiça, prometi para mim mesma que eu iria continuar caminhando toda semana, principalmente por que eu enfrentaria mais um ano de estudos. E quatro meses depois, posso dizer que se eu soubesse que essa prática era tão boa, eu teria começado bem antes! Para aqueles que querem praticar um exercício mas tem bode de academia (ou até mesmo quer complementar o seu treino), aposte na caminhada. Eu listei alguns benefícios dela, e eu posso afirmar que eles são verdadeiros.

    1. Diminui o estresse e a ansiedade

    Esses foram os meus dois maiores problemas em 2015, e eu queria enfrentá-los de vez em 2016. A caminhada, quando praticada com frequência, alivia muito os sintomas de estresse e principalmente da ansiedade, que pode atrapalhar muito a vida de algumas pessoas. Durante a caminhada o corpo libera uma grande quantidade de endorfina, que gera um relaxamento e até mesmo uma animação (juro). Dá vontade de continuar se esforçando. Se você também é ansioso (a), eu realmente sugiro caminhar. Vai te ajudar muito, e a diferença é perceptível depois de poucas semanas.

    2. Você não precisa de muito

    Diferente de alguns esportes, para caminhar você não precisa ter muita experiência e condicionamento físico (algo que você vai ganhando aos poucos). Alguns truques de respiração e postura são necessários, mas além disso, não precisa ser nenhuma rainha fitness: quem está falando isso é uma pessoa que até pouco tempo tropeçava toda hora por ai. A caminhada não te exige muito! Depois que você vai se acostumando, você vai ganhar mais habilidade. Ah, a roupa é básica: legging, camiseta e um tênis bem confortável.

    3. Melhora o humor

    Em alguns dias da semana eu não sou a pessoa mais bem humorada do mundo, mas caminhar algumas vezes me deixa bem mais empolgada. O exercício físico te dá essa sensação de “dever cumprido”, e mais importante, te faz perceber que cuidar do corpo e da mente é mais importante que qualquer prova de vestibular. E também diminui drasticamente as dores musculares (comuns para quem trabalha e estuda todos os dias).

    4. Previne contra doenças

    Quando praticamos algo que gostamos, nem sempre a gente percebe os benefícios: eles são um bônus. A caminhada previne contra a osteoporose (que afeta em maioria, as mulheres), depressão, doenças cardiovasculares e a diabetes. O exercício ajuda a controlar a pressão sanguínea, prevenindo os derrames e infartes, e no caso da diabetes, o pâncreas e o fígado são mais estimulados durante a caminhada, fazendo o corpo produzir mais insulina.

    5. É bom para se distrair 

    Sabe quando a sua cabeça tá cheia e você não aguenta mais a semana que parece interminável? Fazer uma caminhada ao ar livre é ótimo para isso. Eu quase sempre estou com a cabeça cheia, e sair para caminhar ajuda bastante. E eu também nunca esqueço os fones de ouvido. Aliás, montar uma playlist divertida e com músicas animadas é essencial para não desanimar. Coloque todas as músicas que te dão vontade de dançar.

    O que não pode faltar na playlist de caminhada

    Hailee Steinfeld – Love Myself

    Rihanna – Kiss It Better

    Rachel Platten – Fight Song

    Selena Gomez – Me & My Girls

    Ariana Grande – Into You

    Tove Lo – Like Em Young

    Alessia Cara – Wild Things

    Taylor Swift – New Romantics

    ZAYN – Pillow Talk

    Queen – Don’t Stop Me Now

    The Maine – Same Suit, Different Tie

    The 1975 – The Sound

    Marina And The Diamonds – How To Be A Heartbreaker

    Agora não tem mais desculpa, né? Chama as amigas e partiu caminhar (mesmo que seja em ritmo lento, tá valendo!).

    Maio 30, 2016
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    Todo mundo sempre tá falando sobre amor. O amor correspondido, o não correspondido, o coração partido, os términos, as traições, ou seja lá o que for. Definições de amor e romance não faltam em nenhum lugar, assim como reclamações sobre relacionamento. Mas eu vejo pouca gente falando de algo que na verdade, nem é chamado de amor pela maioria. Aquele, que fica sempre esquecido, de lado. Tudo bem, é compreensível que ele não seja muito lembrado. Afinal, ele nunca chega a se concretizar: pelo menos, em 90% das vezes. Mas para as pessoas que sentem – normalmente as sonhadoras, que leram uns dez livros da Meg Cabot na adolescência – ele é real. E tem algum tipo de sentimento que não seja real, por acaso? Eu afirmo que não.

    Todos podem ser, mesmo que eles nunca sejam reconhecidos, mesmo que eles não vejam à luz do dia e que só você mesmo saiba sobre eles. Eu confesso que tenho muita experiência no dito cujo. Amor platônico (quem nunca?) é algo meio engraçado e dramático para mim. Resultado de uma mente fértil que sempre gostou de idealizar praticamente todo mundo que vê pela frente, ele foi o responsável por grande parte das minhas paixões. O curioso é que elas sempre eram intensas, mas acabavam rápido, e não de  maneiras muito agradáveis.

    “Mas e a outra pessoa?” Elas nunca chegavam a saber de nada. Juro. Pelo menos eu acho. A maioria nunca nem suspeitou que eu nutrisse algum sentimento afetivo por eles. A paixão platônica não tem muitos limites. Ela pode surgir do nada, literalmente: sem você menos esperar aparece aquela pessoa impossível, inalcançável, seja lá por qual motivo. E isso é o suficiente para você, romântico que adora Taylor Swift, começar a criar histórias na sua cabeça. Eu não tomava atitudes drásticas. Não tentava, de verdade, me aproximar daquelas pessoas. E isso não significa que o sentimento seja menos válido; é só que, no fundo, eu não queria destruir aquela idealização legal que eu tinha de alguém. Ou eu não queria arriscar, ou não tive coragem.

    E às vezes a gente tem medo mesmo, e não há nada de errado nisso. Óbvio que um relacionamento real é muito melhor. Mas estamos falando aqui do que é platônico, algo que não se realiza; e talvez seja justamente isso que atrai tantas pessoas. Você não vai se machucar, não vai se decepcionar (em tese): então, assim tá ótimo. Por outro lado, amor platônico também pode te fazer querer ouvir músicas melancólicas e passar dois dias sem sair de casa. No meu caso, quando eu superava, eu sempre olhava para trás e dava algumas risadas das situações que aconteceram comigo.

    Foram muitas: a paixão que eu tive aos 14 anos por um garoto mais velho, e quando eu finalmente arranjei coragem e falei com ele, descobri no dia seguinte que ele mudaria de colégio (e de cidade). Na época, foi triste. Hoje, eu acho engraçado. Ou quando eu fiquei três meses tentando falar com um cara, só para depois descobrir que ele tinha namorada (não tá fácil pra ninguém, né?). E não foram somente essas; existiram outras, que me provocaram frio na barriga, dor de cabeça ou tristeza por algumas semanas. Talvez elas não sejam as únicas: pode ser que eu ainda tenha muitas outras paixões platônicas.

    Mas o que sempre fica na minha cabeça é que você deve se permitir sentir o que quiser. E que, modéstia a parte, arriscar é sempre melhor. Mesmo que seja só para descobrir que a realidade é bem diferente daquilo que você tanto imaginou.

    Maio 29, 2016
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    Thalita

    Título: Confissões de Uma Garota excluída, Mal-Amada e (um pouco) dramática.

    Autor (a): Thalita Rebouças

    Editora: Arqueiro

    Preço Sugerido: R$29,90

    Sinopse: Tetê acaba de se mudar com a família toda para Copacabana, no Rio de Janeiro, para a casa dos avós. O lindo e espaçoso apartamento da Barra da Tijuca em que morava teve que ser vendido, pois com a crise o pai foi demitido, e o resultado é que a vida dela virou de cabeça para baixo. Além de perder a privacidade, tendo que dividir o espaço com cinco parentes malucos que brigam o tempo todo, ela perdeu todas as suas referências. A única coisa que a deixa feliz é cozinhar. E, claro, comer as delícias que faz. O lado bom foi se livrar do antigo colégio, no qual sofria bullying por causa de seu jeito peculiar. Sem contar sua desilusão amorosa… O problema é que ela está apavorada, porque agora tudo será novo e estranho, com o ensino médio, com a nova escola, e sem conhecer ninguém. E morre de medo de ser excluída ou de sofrer bullying novamente. Ela está bem mal, para dizer a verdade. Ou talvez seja um pouco de drama, porque já no primeiro dia as coisas parecem ser um pouco diferentes… Pelo jeito, tudo vai mudar, e para melhor.

    Ai, que saudade de ler um livro da Thalita! Para quem não sabe, ela é uma das minhas autoras brasileiras favoritas. Eu já li a maioria das suas obras, e estava super ansiosa para esse novo lançamento. A capa me conquistou de primeira: simplesmente fiquei apaixonada. O design do livro não deixa nada a desejar. As ilustrações são fofas e combinam com a paixão da protagonista, que é cozinhar.

    A personagem da vez é a Teanira (sim, a Thalita tem um talento incrível para dar nomes engraçados) uma garota de 15 anos que é tímida, nerd, apaixonada por leitura e tem uma auto estima lá no pé. Ela não curte cuidar muito da sua aparência (até porquê, não gosta nem um pouco dela) e possuí muitas inseguranças: o seu peso, o cabelo, a pele, tudo! E a maioria delas foram originadas pelo bullying que sofreu durante anos na escola anterior. Tetê recebeu milhares de apelidos e foi alvo de muitas zoações, e tudo isso deixou marcas grandes na personalidade dela.

    A identificação com a personagem é muito fácil, porque é difícil não possuir pelo menos uma insegurança. Se você já foi alvo de bullying, vai conseguir entender o lado dela. É algo complicado de esquecer e de superar, principalmente na adolescência. O legal é que a autora consegue falar sobre temas delicados de um modo muito engraçado. Ao mesmo tempo que ela desenvolve a personagem e nos faz refletir, você dá muitas risadas durante a leitura. Tá de TPM ou de mau humor? Esse livro é a sua solução. Eu tinha lido umas vinte páginas e já não conseguia mais parar de rir.

    Tetê mora com o pai, a mãe, os avós e o seu biso. A família tem uma participação importante no enredo e garante a parte cômica, sempre presente em qualquer livro da Thalita. Após a mudança, ela começa o primeiro ano do ensino médio em uma escola nova. No início, ela fica com muito medo de tantas coisas novas estarem acontecendo (quem não ficaria?), mas logo percebe que isso pode ser uma ótima oportunidade para recomeçar, e quem sabe, fazer amigos.

    Além de experiências novas e alguns momentos turbulentos, a escola nova traz amigos que ela não esperava fazer: o quieto Davi e o extrovertido Zeca também são meio excluídos, e se dão bem com Tetê logo de cara. Ela fica feliz e surpresa por finalmente estar fazendo amizades, e até tendo novas paixões: rola quase um amor à primeira vista com Erick, o seu colega de sala (paixão platônica… quem nunca, né?).

    Infelizmente, Erick tem namorada: Valentina, uma garota que implica com Tetê logo de cara. Ela entra em crise, pois não quer sofrer bullying outra fez, e tenta resolver a situação de todas as maneiras possíveis. A história tem muitas reviravoltas, confusões, e o livro é cheio de capítulos que você vai devorando, e fica desesperado para saber o que acontece a seguir.

    É claro que não dava para faltar romance também, né? O Dudu é um dos personagens mais fofos que a Thalita já criou (e dizem que é inspirado em alguém da vida dela) e eu gostei de ver como ele foi introduzido aos poucos no enredo. Nada acontece de maneira instantânea, até porque, Teanira tem zero experiência no campo amoroso (Teanira é praticamente a minha gêmea, gente).

    Esse livro já entrou para a minha lista dos favoritos do ano: eu li em dois dias, e olha que faz tempo que isso não acontecia! É um dos melhores da autora, sem dúvidas. Se você já é fã dela, vai amar. Se ainda não conhece o seu trabalho, essa é a oportunidade perfeita, e você não vai se arrepender. Juro!

    Maio 29, 2016
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    large (1)“Não” significa NÃO.

    Nos últimos três dias, eu fiquei meio paralisada. Não sabia o que dizer. Porém, três sentimentos me dominaram enquanto eu lia outras notícias sobre o caso da garota de 16 anos que foi alvo de um estupro coletivo no Rio de Janeiro: revolta, desprezo e nojo. E depois, senti impotência. Porque eu só queria, de alguma forma, poder ajudar essa menina. E acho que todas nós, mulheres e feministas, sentimos isso. É uma luta diária e constante. Em alguns momentos, sentimos que estamos avançando. Que o pensamento de muitas pessoas está mudando e que, quem sabe, a igualdade pode estar aí, presente no futuro. Mas então, casos como esse acontecem e somos obrigados a nos perguntar se um dia vai ser possível que as minorias alcancem o seu espaço. E também me fazem questionar os limites do ser humano. A capacidade que muitos tem de cometerem barbáries e nem por um momento, se colocarem no lugar do outro.

    Precisamos falar sobre a cultura do estupro. Precisamos falar sobre como todos os estupradores não podem sair impunes. Precisamos falar e repetir que a culpa NUNCA é da vítima. É preciso propagar, falar, discutir e debater todos os dias sobre o machismo. Não tolere piadas e difamações de ninguém: quando alguém fizer isso, chame a atenção dessas pessoas. Logo depois de conhecer o feminismo, comecei a perceber como nós, mulheres, somos ridicularizadas o tempo inteiro. Na escola, na balada, no ponto de ônibus. São “brincadeiras” que acontecem o e que não são nada engraçadas: são mais um ato de perpetuar a cultura que normaliza o abuso contra a mulher.

    Às vezes eu sinto que quero fazer mais. Que palavras e atitudes não são só o suficiente, mas precisamos, de todos os modos que nós tivermos, nos expressar e nunca nos calar. Apoiar umas às outras é a etapa mais importante disso tudo. Todos esses crimes contra a mulher, que tanto nos aterrorizam e machucam todas nós, devem nos lembrar que devemos estar juntas sempre. A sociedade impõe uma rivalidade entre nós: recuse-a. Nós não somos inimigas. Vamos reafirmar as nossas relações, nos unir, nos apoiar, afinal, estamos enfrentando os mesmos problemas. Se você vê que outra garota precisa de ajuda – pode ser algo simples, ou mais complicado – não tenha medo ou vergonha. Quantas vezes a gente não presencia uma menina sendo agarrada numa festa sem ser por vontade própria? É triste dizer, mas são muitas. E acontece toda hora. É nosso papel ajudá-la. O movimento “Vamos Juntas?” incentiva justamente isso.

    Eu gostaria de poder tirar um pouco da dor que todas as vítimas sentiram ou irão sentir. De todos os traumas que ficarão guardados dentro delas.

    O nosso sistema de justiça, como nós sabemos, falha muitas vezes e oferece poucas proteções às vitimas. São inúmeros os casos em que os criminosos saem impunes, são pouquíssimas as vezes que as mulheres acham apoio nas delegacias de polícia e que elas não são desacreditadas. Isso contribui para que mais abusos aconteçam, pois não temos leis e o amparo necessário.

    Por isso, devemos continuar lutando e dizendo às nossas opiniões. Comece em casa, na escola, em qualquer lugar: nossas atitudes e nossas vozes são algumas das maneiras que temos para acabar com essa cultura que tanto nos oprime. 

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