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  • Setembro 25, 2016
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    Título: O Livro de Memórias

    Autor (a): Lara Avery

    Editora: Seguinte

    Gênero: Young Adult

    Sinopse: Sammie sempre teve um plano: se formar no ensino médio como a melhor aluna da classe e sair da cidade pequena onde mora o mais rápido possível. E nada vai ficar em seu caminho — nem mesmo uma rara doença genética que aos poucos vai apagar sua memória e acabar com sua saúde física. Ela só precisa de um novo plano. É assim que Sammie começa a escrever “o livro de memórias”: anotações para ela mesma poder ler no futuro e jamais esquecer. Ali, a garota registra cada detalhe de seu primeiro encontro perfeito com Stuart, um jovem escritor por quem sempre foi apaixonada, e admite o quanto sente falta de Cooper, seu melhor amigo de infância de quem acabou se afastando. Porém, mesmo com esse registro diário, manter suas lembranças e conquistar seus sonhos pode ser mais difícil do que ela esperava.

    Quando me deparei com a capa maravilhosa do “O Livro de Memórias”, da autora norte-americana Lara Avery, eu me apaixonei na hora e fiquei louca para comprá-lo. Mas eu não fazia a menor ideia de que a história iria me impactar tanto! A protagonista é Sammie, uma menina que está prestes a se formar no colégio e embarcar no próximo ano para a NYU, sua faculdade dos sonhos em Nova York. Ela trabalhou durante quatro anos da sua vida para conquistar esse objetivo, dando atenção total aos seus estudos.

    Sammie sempre teve muitos planos e ela quer fazer algo de diferente para a sociedade e ter uma carreira de sucesso. Com poucos amigos, a sua única companheira na escola é Maddie, que é sua parceria no Clube de Debate, e a acompanha até a final nacional. A sua vida é planejada em detalhes, mas quando ela descobre que possuí uma doença genética incurável, a NPC (Niemann Pick Type C), conhecida popularmente como uma “Alzheimer de jovens”, todo o seu futuro parece estar em risco. A NPC é uma doença real e muito rara em jovens: apresenta inúmeros efeitos, entre eles a demência, a perda das habilidades motoras, expectativa de vida reduzida, e a perda de memória.

    Ela não suporta a ideia de se esquecer de tudo que planejou, e por isso, tem a ideia de iniciar um diário em seu notebook para lembrar de todos os momentos importantes de sua vida e as experiências recentes que ela passou. Dentre elas, está o seu primeiro romance. Sammie teve, por anos, uma paixão platônica por Stuart Shah, um menino inteligente e mais velho da sua escola, que estava tentando a vida de escritor em Nova York. Quando ele volta para a cidade, é a sua chance de tentar se aproximar dele.

    O romance está muito presente no livro, de forma delicada e empolgante. Ele é intercalado com os capítulos mais sérios, em que a doença começa a progredir com mais rapidez na personagem. É um livro que te faz embarcar na história. Encontrei na Sammie algumas características semelhantes às minhas, e outras muito diferentes. Mas mesmo assim, você se apega a personagem e a luta diária dela. A presença da mãe e do pai, e o envolvimento da família com a doença também abala o leitor. Sammie possui irmãos mais novos, e eles também vão ter que lidar com as inconstâncias da doença.

    Um dos meus personagens favoritos foi o Cooper, o amigo de infância da personagem. Eles eram muito próximos quando novos, mas o ensino médio e suas transformações inevitáveis entraram no caminho. Porém, com a descoberta da doença, os dois se aproximam de novo, e Sammie encontra naquele garoto – que aparentemente não tem nada a ver com ela – uma pessoa que consegue mudar a sua vida para melhor.

    Eu confesso que eu não esperava me envolver tanto com essa leitura. Não sei é porque eu ando meio emocional nos últimos dias, mas o enredo me pegou de jeito. E depois de algumas pesquisas, eu achei o Tumblr criado pela Laura Avery, em que famílias reais contam suas experiências dolorosas com a NPC. Mais do que apenas um livro jovem adulto, ele me fez refletir muito sobre o quanto algumas pessoas tem que lutar para sobreviver todos os dias, e como nós devemos dar atenção e visibilidade para doenças que muitas vezes, não vemos na mídia. E a autora conseguiu fazer isso com maestria neste livro.

    Setembro 7, 2016
    postado por
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    Eu já comentei muitas vezes aqui no blog que estou em ano de vestibular. Pela segunda vez, mas sinceramente é como se fosse a primeira. Como se a experiência do ano passado não tenha sido para valer, sabe? Não que eu não tenha me esforçado. Pelo contrário, eu dei o melhor de mim. Mas eu ainda não tinha aprendido lições valiosas que descobri durante este ano. O que é algo normal da vida. Estranho seria não olhar para o ano anterior e não notar mudança nenhuma. Quanto mais mudanças positivas, melhor. Mesmo que para chegar até elas tenha sido difícil.

    Acho que uma das coisas mais importantes que eu aprendi, depois de muitas crises de ansiedade, é que a nossa saúde importa mais que qualquer outra coisa. Parece óbvio, mas em momentos de cegueira nós ignoramos algo que deveria ser fundamental na vida. Os seus estudos, uma prova, a sua carreira, a pressão que as pessoas (ou você) coloca nas suas costas, não devem ser colocadas a frente da sua saúde mental e física. Reprimir os seus sentimentos só piora tudo. E raiva não colabora em nada. Só deixa tudo mais cinza e complicado de enfrentar.

    Os últimos anos foram bem conturbados. Parece que tudo aconteceu ao mesmo tempo! Saída do ensino médio, autoconhecimento, problemas com ansiedade, vestibular, fim de relacionamentos, novos amigos, ambientes diferentes. Eu experienciei momentos bons e outros muito ruins. E tudo isso acabou se acumulando, até eu acabar tendo que extravasar tudo de alguma maneira. É fato: a gente precisa expressar o que sente. Por meio da escrita, da música, ou de desenhos. Seja lá qual for a forma. Mas eu sei que não quero ignorar meus sentimentos nunca mais. Enfrentá-los é a melhor maneira de superar e lidar com tudo, e nunca negligenciar os seus problemas. Eles são válidos. 

    Durante um tempo eu me senti muito perdida, a ponto de não me reconhecer muito bem. De não saber o que eu queria, de não compreender o lugar que eu queria estar ou que tipo de pessoas eu deveria valorizar de verdade. Se existe crise aos 17 anos de idade, eu tive as minhas. E foram várias. Mas nessa história toda de vestibular, eu passei por um monte de problemas, mas acabei chegando em um lugar que eu me orgulho de estar. 

    Eu achei um ponto de tranquilidade que fazia tanto, tanto tempo que eu não encontrava. Outro dia alguém que é muito próximo de mim disse que eu era uma pessoa calma, e era irônico o fato de tantas coisas terem acontecido comigo em um espaço de tempo. Fui obrigado a concordar. Mas depois de muitas experiências, eu aprendi a lidar melhor com o meu limite e entender que eu não preciso seguir o fluxo de todo mundo. Ninguém é obrigado a descobrir a sua vida toda tão cedo. Aliás, uma das frases que eu mais amo é “não sou obrigada.” Sério, dá pra encaixá-la em tudo na vida.

    Óbvio que nem tudo são flores. A vida passa longe de ser um poço de calmaria todos os dias. Mas a gente vai levando, sempre nos respeitando, o que é afinal, a coisa mais preciosa que uma pessoa pode compreender: respeitar a si mesmo é essencial. Você deve sempre se levar como prioridade.

    Se eu pudesse dar um conselho para quem também está nessa fase da vida, eu diria que você não precisa dedicar todo o seu tempo e a sua energia a uma coisa que todo mundo tenta colocar na nossa cabeça que é a coisa mais importante do mundo. Não é. Pode ser um objetivo, um sonho. Mas não precisa passar por cima de você mesmo, das suas vontades e do seu bem estar. Às vezes todas as pessoas parecem seguir o mesmo caminho e a nossa primeira reação é querer segui-los. Mas o que funciona para os outros, não é necessariamente o ideal para você também.

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