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  • December 29, 2016
    postado por
    seafret

    A última indicação musical do ano vai para o duo britânico Seafret, que me conquistou de primeira, após eu assistir o clipe de “Oceans”, o single que fez a dupla despontar de vez. Eles são da cidade de Bridlington, e lançaram o primeiro disco, “Tell Me It’s Real” em Janeiro de 2016, estreando na parada musical da Inglaterra. Com Jack Sedman no vocal – dono de uma voz maravilhosa – e Harry Draper na guitarra, o som da banda é ideal para quem gosta de Tom Odell, James Bay, Gabrielle Aplin e bandas que misturam letras românticas com guitarras e violão.

    Vale super a pena ouvir todo o álbum, que é um dos meus favoritos lançados neste ano. As músicas tem letras muito boas (que é o que eu sempre levo em consideração!). Além dos singles, não deixe de ouvir: “Missing”, “Breathe”, “To The Sea”, e “Out Of Nowhere”. O estilo da banda é indie folk.

    Os clipes da banda são todos criativos e bem diferentes: eles escolhem temas inesperados que vão ser a história dos vídeos. O clipe de Oceans é estrelado por Maisie Williams de Game of Thrones, e em Wildifre (que já foi trilha sonora de “The Longest Ride”), eles recriam um experimento amoroso famoso que ocorreu em 1997.

    Você pode ouvir aqui. A banda está ganhando bastante repercussão aqui no Brasil, tanto que no ranking do seu perfil no Spotify, a cidade que eles mais tem acessos é São Paulo. Incrível, né? Eu acho que eles combinariam muito com o Lollapalooza. Ouçam e se apaixonem também!

    December 29, 2016
    postado por
    art

    Eu sempre gosto de fazer uma reflexão sobre como foi o ano que se passou. Acho importante para que eu possa encarar os próximos doze meses com uma perspectiva diferente. Eu gosto de ter a sensação de que eu aprendi muito e que eu amadureci. Eu sinto que me tornei uma pessoa diferente, e nesse ano, posso afirmar que foi para o melhor. Desde 2013 eu tenho tido anos bem caóticos (um mais doido que o outro, e não só em maneiras positivas). Eles foram super turbulentos. Um milhão de coisas aconteceram, e eu nem tive tempo para organizar tudo na minha cabeça. E 2016, apesar de ter trazido momentos instáveis, me ensinou a ter mais tranquilidade. Eu pude respirar com calma, algo estranho de se dizer, já que eu me preparei para o vestibular de novo e todo mundo sabe como é essa fase.

    Depois de assistir ao vídeo da Stephanie, eu me peguei pensando no que aconteceu de legal comigo neste ano. Em 2015 eu tive experiências incríveis (como o show do The Maine e o Rock in Rio) e esse ano não trouxe tantas coisas marcantes, mas me fez superar problemas muito complicados que eu achei que ficariam comigo por mais tempo. Mas, a luz no fim do túnel existe sim, gente! Eu raramente falo sobre esse assunto, mas eu sofri muito com a ansiedade no ano anterior em níveis horríveis. Eu procurei ajuda médica e descobri – apesar de já desconfiar, claro – que eu tinha sim um problema sério com ansiedade. E eu decidi que queria enfrentar isso, que eu queria voltar a ser a pessoa que eu era. Doenças mentais podem tirar o melhor de quem nós somos. Essa é a verdade nua e crua. Mas por mais que pareça que elas não tem solução, sim, você pode superá-las. 

    Eu não vou dizer que é a coisa mais fácil do mundo, porque esse foi o meu grande desafio este ano. Muito maior do que estudar para o vestibular, ou enfrentar um cursinho. Conseguir ter uma mente saudável de volta e entender que os problemas que eu tive no passado influenciaram em tudo isso, me ajudou a entender que nada importa mais do que a sua saúde mental. E que dá trabalho: você precisa se esforçar para melhorar, para começar a enxergar o mundo de uma maneira colorida de novo. Você precisa assumir um compromisso consigo mesmo. No inicio do ano, eu prometi que iria fazer exercícios físicos (eles ajudam muito!), que eu iria ser mais gentil com as pessoas ao meu redor e iria encarar tudo com mais positividade.

    No começo, os dias ruins eram maiores que os bons. Mas as minhas atitudes começaram a dar resultado, e os dias legais se multiplicavam. Eu comecei a ver graça em coisas simples. A valorizar mais os momentos pequenos, como dar risada com um amigo, conhecer pessoas novas que combinavam comigo, dar um sorriso para aquela pessoa que eu via todos os dias de manhã. E aprendi algo muito importante, que eu vou levar para a vida toda: ser gentil é fácil, gratificante, e o mundo precisa de boas ações.

    Eu compartilhei com as pessoas próximas de mim coisas que eu aprendi e que não quero esquecer mais. Os nossos sentimentos são válidos, e a gente tem que acreditar que é capaz de superar o que parece quase impossível. Nenhuma doença define quem você é. Nada que alguém do passado tenha te dito define quem você é. E mais importante, cuide de si mesmo, e daqueles do qual você se importa. Em 2016, eu quis vencer a ansiedade. E eu consegui. Tem dias que são complicados, tem dias que são ótimos. Mas eu consegui recuperar o sorriso no meu rosto, que tinha desaparecido faz muito tempo. E essa foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos anos.

    Eu espero que o próximo ano me traga mais aprendizado, experiências boas, shows maravilhosos, muitas bandas legais e momentos com quem eu amo. E o que vier, eu vou encarar de frente. Vou tentar achar coisas boas. Mesmo que seja em um caminho que eu não havia planejado antes.

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