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    Série: Dark

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    Filme: Extraordinário

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    Playlist: Dezembro

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    Série: Atlanta

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  • May 25, 2017
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    Um tema que vem passando bastante pela minha cabeça – principalmente após aprender mais sobre o Fashion Revolution – é o fator de como as mídias sociais e a internet nos fazem querer consumir mais. Ter mais, e desejar coisas que não são nossas (mas que nós sentimos que só seremos verdadeiramente felizes quando a tivermos). Eu percebo que as redes sociais exercem um papel enorme na nossa insegurança. Em um mundo em que nós estamos usando o celular o tempo todo, parece que 50% da nossa vida é virtual. E que tudo que está ali domina também a nossa vida fora das telas. É difícil não se comparar com a vida das outras pessoas no Instagram, quando tudo mundo parece estar vivendo os seus melhores dias.

    Mas na prática, é óbvio que não é bem assim. A internet te dá as ferramentas para que você crie e mostre o lifestyle que quiser. Aliás, “lifestyle” se tornou uma palavra bem popular nos últimos anos. Utilizada para definir um estilo de vida e práticas de comportamento, parece que as notícias, as fotos e o Instagram tentam te convencer o tempo todo que a sua vida sempre pode melhorar, que você sempre pode ter mais. É só viajar para a cidade X, ter o batom Y, ou estar na profissão Z. Mas ninguém fala sobre como é impossível alcançar a perfeição.

    E uma das coisas mais problemáticas sobre isso é que nós somos o público alvo de toda essa insistência para que a gente consuma mais todos os dias. Eu tenho 19 anos e sou super afetada por isso, porém, no meu trabalho eu convivo com pessoas mais novas que eu: adolescentes de 13, 14 e 15 anos, que eu percebo que são muito afetados pelas redes sociais. Todos os dias, eu os ouço dizendo: “eu queria ser bonita que nem essa menina do Instagram”, ou “eu não vou postar essa foto porque não vai ter likes”. Alguém pode os culpar? Não. Eles, e nós, fomos ensinados a acreditar que o nosso valor está em um número de curtidas, em uma foto, ou em um produto que a gente pode comprar.

    E isso afeta de maneira ainda pior as mulheres, que já são expostas o tempo todo a propagandas – principalmente na internet – que querem nos convencer de que precisamos ser de tal jeito e ter uma roupa, uma maquiagem ou o peso tal para realmente alcançar “a felicidade”. Quando eu tinha 14 anos eu era muito afetada por isso: eu achava que a minha vida era a mais sem graça do mundo, enquanto todo mundo da minha idade estava se divertindo. Eu me comparava demais com outras pessoas, e é claro, estava longe de estar feliz com a minha aparência.

    Não é de um dia para o outro que nós vamos aprender a lidar com isso, mas na minha opinião o primeiro passo é perceber que o tempo todo as marcas querem que a gente consuma mais. Isso faz parte da premissa do capitalismo: quanto mais insatisfeito você estiver, mais você vai querer comprar para mudar de vida. Mas a gente nunca chega em um ponto em que está realmente satisfeito. Outro dia, conversando com a minha psicóloga, ela afirmou que toda essa onda de informação excessiva e marketing contribui, e muito, para os transtornos psicológicos que muitos jovens enfrentam, como a ansiedade e depressão.

    Filtrar as informações que queremos receber é um bom primeiro passo, e tomar consciência disso também. Eu tento, aos poucos, ser mais cautelosa com o que eu estou consumindo, seguindo e prestando a atenção. Quando eu começo a me comparar demais com alguém, eu me forço a fechar o aplicativo. Por quê eu sei que as fotos e os vídeos vão tentar me convencer de que ainda tem algo que está faltando na minha vida, quando na verdade eu estou muito bem assim, obrigada.

    Pode ser complicado ir contra a maré, mas é um jeito diferente de pensar e agir, de escolher não ser bombardeado por um conteúdo que pode nos tornar infelizes com quem nós somos, e minar a nossa autoestima (algo perigoso, e que acontece muito).

    Quer saber mais sobre o assunto?

    1. Camila Faria May 25, 2017

      Também acredito que a mudança começa na gente Ana. Aprender a lidar com esse bombardeio de informação e novas demandas todos os dias não é fácil. Mas aos pouquinhos a gente vai conseguindo mudar os hábitos. Um beijo querida :*

    2. Taís May 26, 2017

      Super importante conversar sobre essas temas, Ana, adorei o seu texto e a maneira como você colocou cada ponte. Eu imagino que já é difícil pra gente mais velho ter que lidar com esse monte de informação, pra um adolescente as coisas devem triplicar, a cobrança e esse status todo que todo mundo ”tem que acompanhar”..A mudança realmente começa na gente,mudar nossos habitos e a maneira como a gente ve essa onda gigantesca de informações que chegam pra gente todos os dias.
      Beijo grande :*

    3. Larissa May 29, 2017

      Eu também me sinto super afetada por isso. Com toda essa pressão para se ter algo ou ter tal corpo, sofri muito por ser plus. Isso acaba desencadeando uma certa decepção da gente com nós mesmos e de pouco em pouco vamos desistindo de nós mesmos. Devem nos ensinar a ter mais força para realmente inciarmos a mudança a partir de nós mesmos.
      Adorei o seu texto, de verdade.

      Beijos,
      Madame Poison

    4. Váh May 29, 2017

      Ótimo texto! Eu já fui muito afetada pelas mídias sociais, em me comprara com outras a vida de outras meninas, em querer ter determinada coisa… Enfim, é algo bem ruim e que nos prejudica muito. Temo que ter esse filtro para não sermos tão afetados assim e saber o que é bom e o que não é.
      Ao contrário de você que trabalha com pessoas mais novas eu trabalho com pessoas mais velhas do que eu e percebo que a gente pode viver muito bem sem as redes sociais.
      Gostei muito da reflexão do texto, parabéns!

      http://heyimwiththeband.blogspot.com.br/

    5. Váh May 29, 2017

      Ah, eu conheço o trabalho do Adam Elmakias ele já fotografou algumas das bandas que eu gosto!
      E você curte The Maine então?

      http://heyimwiththeband.blogspot.com.br/

    6. Fran Oliveira May 29, 2017

      Você escreveu tudo que eu penso sobre todas essas informações hoje em dia! Com os meus 22 anos e, eu sempre procuro filtrar só coisas positivas, busco coisas que tem a ver com o meu estilo de vida, algo que faz bem para mim. Acho que as adolescentes, principalmente, por causa de muitos influenciadores digitais, acham que as vidas deles se resumem em fotos de Instagram, mas vai muito além disso… Excelente texto, um ótimo tema para se abordado sempre!
      Beijos,
      http://www.dosedeilusao.com

    7. Danielle S. May 29, 2017

      Ana, que post interessante! O que você disse é a mais pura verdade. Somos bombardeadas diariamente por milhares de informações, por produtos que PRECISAMOS e pelo estilo de vida que gostaríamos de ter. Filtrar é uma boa maneira, mas quem vai fazer isso? Sei lá, acho que muita gente vai se ~sentir por fora~ se fizer isso. Mas, né… Baby steps :)

      Beijo!

    8. Thami Sgalbiero May 30, 2017

      Isso é a mais pura verdade. Já cansei de cair nessa de ver no Instagram tal batom e quando finalmente comprei, não ficou bom em mim e eu não achei ele nada demais. Me arrependi na verdade, porque nem era a cor que eu gosto de usar. Isso todo mundo cai. A verdade é que nós temos a capacidade de criar o nosso mundo perfeito, mas prefere viver o dos outros. Isso que tá errado. Também ouço muito isso de “Queria ser bonita como ela” ou o pior “Vou virar blogueira pra ganhar coisa de graça”, nossa… Esse último comentário é o que mais me irrita quando escuto, porque eu já não me sentia a vontade de dizer que sou blogueira em público assim, pessoalmente com outras pessoas, agora então… Também já vi gente apagar e repostar foto só porque não teve um número ok de likes até 2min que postou a foto. Tipo??? Eu também me comparava demais com os outros, mesmo com a minha mãe falando que eu era a mais bonita (não tem como confiar em comentário de mãe né? Hahaha!). Sim, também faço isso de fechar o aplicativo ou página quando começo a me comparar com aquela pessoa, porque sei o quanto isso me faz mal. Enfim, amei demais teu post!

    9. Vanessa Jun 01, 2017

      Maravilhosa a sua reflexao! Eu vejo muito isso atualmente, nao apenas com adolescentes mas com adultos também. Pessoas que medem seu “sucesso” pelo número de seguidores ou de curtidas. Mas isso nao significa nada, porque há pessoas talentosíssimas com pouca visibilidade e pessoas com zero talento altamente visíveis.
      Além disso, a vida que vemos nas redes sociais é um recorte e muitas vezes uma fantasia. Aquilo nao é a vida real. Eu nao passo meu dia fotografando flores e sorrindo. Tem dias que eu choro, tenho vontade de desiistir, tenho medo, tenho uma vidinha super comum. Mas nao eu nao vou querer compartilhar abertamente com desconhecidos todas as minhas angústias e problemas pessoais. As redes sociais acabam refletindo os momentos em que me sinto bem apenas. Acho que todas as pessoas precisam comecar a pensar nisso. Nao vamos medir nossa vida com a de ninguém, nem na internet nem na vida real. Porque a gente nao convive 24 horas com as outras pessoas nem lê seus pensamentos para saber como andam suas mentes.

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