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  • June 4, 2017
    postado por
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    Título: Wonder Woman (Mulher-Maravilha)

    Lançamento: 1 de junho

    Direção: Patty Jenkins

    Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen, Robin Wright, David Thewlis, Danny Huston, Elena Anaya

    Sinopse: Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

    Não é exagero dizer que Mulher-Maravilha é um dos filmes mais aguardados de 2017. Criando expectativas desde o ano passado, o longa dirigido pela californiana Patty Jenkins pode ser considerado uma das melhores estréias do ano. A protagonista Diana (Gal Gadot) foi criada desde criança em uma ilha, vivendo cercada pelas Amazonas. Para quem não as conhece, essas são as mulheres – na mitologia grega – participantes de uma nação de guerreiras. Elas vivem em comunidades exclusivamente femininas. Diana é filha da rainha das Amazonas, e ela sempre teve interesse em aprender a lutar e a se defender.

    Mesmo criança, ela queria fazer parte daquele grupo de mulheres poderosas e que eram mestres no arco e flecha e na luta. Desde as suas primeiras cenas, o filme já nos dá um banho de girl power. São personagens independentes e interessantes a cada cena nova; desde a mãe de Diana, até a guerreira Antiope que a ensina a lutar. Ou seja: em cinco minutos de filme, ele já cumpre a sua proposta de colocar os personagens femininos em uma visão totalmente diferente do qual elas são mostradas em filmes de super-heróis. Elas não estão ali para figuração ou ser alvo de piadinhas.

    Diana cresce e com o tempo adquire as habilidades das suas companheiras, se tornando uma das melhores Amazonas. Tudo ocorria relativamente bem – a paz estava instaurada – até a chegada dos soldados alemães na ilha, e de um soldado britânico em especial, Steve (Chris Pine) que era um espião. O longa se passa durante a primeira guerra mundial, e Diana não tinha nenhuma noção de que uma guerra enorme matava milhares de pessoas no mundo dos humanos; ela, instantaneamente, quer sair da ilha para lutar. As amazonas acreditam que a única pessoa que pode destruir Ares – o deus da Guerra, na mitologia – o homem responsável por influenciar os seres humanos a serem ao egoístas e fazer a guerra, seria uma amazona, que nesse caso, é Diana.

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    Mesmo com o medo da sua mãe, Hipólita, de perdê-la, Diana parte para a primeira guerra mundial na companhia de Steve. A guerra não é apenas um pano de fundo para a história da protagonista: ela é um dos arcos principais da história, motivando a indignação da personagem e a sua força, que a tornam uma super-heroína. As cores utilizadas nessa parte do filme, diferente das do início, são frias e cinzas, representando o terror das cidades da Europa durante a guerra. Detalhes são mostrados, como as lutas das tropas alemãs e britânicas nas trincheiras, assim como uma representação plausível de todo o sofrimento que a população sofria, ao morrer de fome e violência durante a guerra.

    Diana acredita que o responsável por tudo isso é Ares, que motivou os homens a agirem dessa forma, numa tentativa de mostrar aos Deuses do Olímpo que Zeus havia errado ao criar os humanos. Mas enquanto age, ela precisa se adaptar também à realidade de Londres: as cenas em que o machismo fica explícito são muitas. O tema é abordado o tempo todo durante o longa, quando a personagem é constantemente descreditada da sua inteligência, tirada do seu lugar de fala e excluída pelos homens. Diana é inteligente, sabe falar diversas línguas e tem um senso de estratégia enorme: mesmo assim, os personagens masculinos só compreendem o seu valor quando ela demonstra a sua força física, ao derrotar e impedir milhares de mortes.

    WONDER WOMAN

    As cenas de ação merecem um destaque à mais. As lutas foram perfeitamente orquestradas e a Gal Gadot rouba todos os minutos de tela. Ela se encaixou perfeitamente na personagem, e acreditamos na sua força e torcemos por ela a todo momento. É impressionante como as cenas em que Diana luta foram muito bem feitas; é incrível poder ver finalmente uma super-heroína no cinema tendo esse espaço para mostrar que elas também são capazes. Grande parte da simpatia que temos pela protagonista se deve à atriz, que nos conquista desde o primeiro momento.

    Diversos nuances de Diana são mostrados: ela também tem um lado ingênuo, que não conhece muito do mundo dos humanos, ao mesmo tempo que aprende tudo rapidamente, e não deixa que ninguém a diga o que fazer. Sempre que é questionada sobre as suas convicções, ela insiste e não desiste das suas ideias e dos seus conceitos.

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    O elenco está afiadíssimo e o filme reúne tudo de interessante que um longa pode ter: uma trama bem trabalhada – aos seu detalhes, sem nada feito às pressas -, momentos irônicos e alfinetadas (feitos com maestria por Gal Gadot, quando a personagem afirma que uma mulher não precisa de um homem para satisfazer o seu próprio prazer), romance, cenas de luta empolgantes e uma trilha sonora bem feita.

    Um dos trunfos do filme é a luta da Mulher-Maravilha com o Ares. Também rolam alguns plots twists bem legais, que deixam o telespectador surpreso. Eu confesso que eu saí do cinema super feliz, porque o filme foi ainda melhor do que eu esperava. Dá uma alegria enorme ver um longa tão bem feito que representa as super-heroínas e as mulheres de uma maneira honesta e importante. Representatividade importa sim, e fica claro que a visão do mundo feminino fica bem diferente quando o filme é dirigido por uma mulher (é algo óbvio, mas constantemente ignorado na indústria cinematográfica).

    Concluindo: chama as amigas, a família inteira, e vá assistir ao filme, porque você não vai se arrepender!

    1. Thami Sgalbiero Jun 04, 2017

      Toda essa história da Mulher-Maravilha me lembra também alguns livros do Percy Jackson, com todo esse negócio dos deuses. Eu quero ainda essa semana ver a esse filme, de preferência amanhã já que o cinema é mais barato, haha! Eu não gosto de ficar esperando muito sobre os filmes, mesmo que as pessoas falem muitas coisas positivas, fico meio que “Vamos esperar pra ver” e tirar minhas próprias conclusões, sabe? Só sei que amei essa sua resenha completinha e sem spoilers <3 AAH! Amo plots twists, isso que me deixa mais atenta ao filme. Enfim, adorei o post!

    2. Váh Jun 05, 2017

      Que tatuagem você fez? Fiquei curiosa pra ver *-*
      Tá todo mundo falando bem desse filme né? Não curto muito filmes de super heróis e essas coisas, mas chamar as amigas, comprar umas gordices e ir no cinema já vale a pena! Até deu vontadinha de assistir :)

      http://heyimwiththeband.blogspot.com.br/

    3. Mariana Jun 05, 2017

      Uau! Que demais! Estava curiosa para ver o filme, mas ainda não havia lido sobre essa relação com a mitologia grega!

    4. Larissa Jun 06, 2017

      Ai, meu coração até bateu mais forte lendo essa resenha sobre o filme, to doida pra assistir mas estava receosa e com medo de me decepcionar mas ó, tu me deixou mais calma. Ultimamente a dificuldade para dar mais espaço para a mulher é grande então eu estava com um pouco de medo.
      JÁ QUERO VEEEEEEEEEEER *———*

      MADAMEPOISON.COM

    5. Heloisa Godioso Jun 06, 2017

      que legal! não conhecia a história da mulher maravilha, fiquei sabendo agora pelo seu post. Tem algum tempo que não vou ao cinema, talvez esse filme seja uma boa oportunidade!

    6. Camila Faria Jun 06, 2017

      Não tenho costume de assistir filmes de super-heróis, mas esse eu até fiquei com uma pontinha de vontade Ana. Todo mundo falando TÃO bem!!!

    7. Luly Jun 08, 2017

      Eu acho que ter sido dirigido por uma mulher fez uma diferença absurda nesse filme! O começo com as amazonas vestindo as armaduras normalmente seria um banho de imagens de peito, coxa e bunda, mas não rolou nada disso… É muita alegria poder assistir algo em que somos heroínas e não pedaços de carne!
      Achei maravilhoso! Tive algumas decepções e o excesso de câmera lente me irritou muito, mas acho que isso não tira de forma alguma o mérito ABSURDO da DC em finalmente nos trazer essa lindeza!

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