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  • July 5, 2017
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    Ás vezes pequenas coisas abalam quem nós somos. Uma mensagem, uma briga, uma situação que não estamos acostumados, o comentário de alguma pessoa. E é nesses momentos que eu me sinto frágil: como se toda a minha construção ficasse pendendo para os lados. Como se o equílibrio – que eu luto tanto para conseguir – se quebrasse em alguns segundos. Eu sei que evoluir é algo que leva tempo. E que só porque caímos nos conceitos antigos de novo, não quer dizer que tenhamos voltado para à estaca zero novamente. Mas é difícil não pensar que partes de mim que eu achei que não existiam mais, ainda estão guardadas em algum lugar aqui dentro. Como se estivessem só esperando para renascerem de novo.

    A parte que se sente extremamente insegura, que fica ansiosa por coisas bobas e que acaba colocando os seus julgamentos e percepções na frente de outras coisas. O desconforto volta e eu me sinto fora do lugar e do eixo, coisas que eram comuns para mim quando eu tinha 16 e 17 anos. Parece que algumas tendências nos acompanham por muito tempo, e acabamos achando que elas são parte de nós. Mas não é verdade. Só que dói encará-las novamente.

    Se sentir sozinho, também traz o sentimento de se sentir perdido. Você sabe para onde ir, mas não tem certeza que aquele lugar que está chegando é o que você realmente quer. A minha vida tomou rumos inesperados: algumas vezes isso foi bom, e em outras, ruim. Por isso, tento seguir sem expectativas. Sem criar visões na minha cabeça, e tentando matar todas as borboletas que surgem, porque eu não quero me decepcionar. E é por isso que eu sempre encaro o que eu não conheço com um monte de armaduras no corpo. Sabe quando você está sempre na defensiva? Carregando o medo ao seu lado?

    Um dos meus maiores desejos é deixar de ser pessimista. E eu juro que vou tentando a cada dia ser mais positiva. Olhar para tudo de maneira mais gentil. Eu fiz um grande progresso nos últimos meses, quando finalmente entendi que não podemos controlar nada, mas ainda carrego comigo alguns traumas e sentimentos complicados que vez ou outra, reaparecem.

    E encará-los de frente, ver que eles ainda estão ali, como um desafio, é assustador. Mas eu quero ter coragem. Para mudar, para descobrir, para abraçar as novas experiências, estar aberta à elas. Mesmo que a minha personalidade insista em carregar a verdade absoluta de que as coisas devem ser imutáveis, eu sei que isso não é bom pra mim. Nem pra ninguém.

    Eu quero ter coragem. Eu quero enfrentar as coisas de peito aberto, e sem achar que estou regredindo, quando eu paro um pouco no caminho para simplesmente chorar, e expressar os meus sentimentos.

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