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  • July 12, 2017
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    Às vezes eu tiro uma força de dentro de mim que eu nem sei de onde saiu. Às vezes penso que não tenho mais vontade, nem paciência, nem mente para encarar alguns desafios. Passo semanas na fossa, ou meses. E cometo o erro de achar que não vou conseguir sair de lá. Que as coisas não tem mais sentido, que tudo é complicado demais, que não é pra mim. Não é vitimismo: é apenas quando o corpo cansa e você fica exausto de repetir as mesmas ações, e ter os mesmos objetivos que ainda não se realizaram.

    Mas aos poucos, eu me reconstruo de novo. Não se engane: leva tempo. Eu nunca fui de fazer as coisas rápido. Minhas decisões demoram para serem tomadas, as mudanças não são encaradas em cinco dias e eu sempre repenso tudo na minha mente. Converso, reflito, choro, tenho crises, volto, peço ajuda, peço um abraço. Respiro fundo, começo outro ciclo, acho que não vou conseguir. Consigo. Por mais que a gente ache que está sozinho, sempre tem alguém que pode te estender a mão. Que pode te ouvir, te aconselhar, e vai te ajudar a acreditar de novo em quem você é.

    Desde criança eu resistia até o final, mesmo nas situações mais difíceis. Ir embora quase sempre nunca foi uma opção; até eu aprender que finalmente ir pode ser o melhor remédio. Mas eu costumo segurar as pontas até o final, até elas escorregarem dos meus dedos. Em resumo, eu não desisto facilmente. Essa característica pode nos levar a boas ou más experiências. Boas, porque sempre tentamos de novo. Más, porque algumas pessoas ou situações não valem a insistência.

    O fato é que depois que eu consigo me curar, sempre tem um ponto de esperança e positividade que me fazem seguir em frente. No início eu não acho que vou encontrar essa sensação, essa força física e mental novamente, mas o processo de reconstrução nos ensina que devemos lutar e persistir por aquilo que acreditamos. Mesmo que doa, mesmo que seja complicado, se você quer muito algo – de verdade – é necessário tentar. É preciso dar uma outra chance. E é o que eu estou fazendo agora: me dando mais uma chance. Mais uma tentativa. Abrindo outra oportunidade para mim.

    Eu mereço. Eu mereço. 

    Afinal, mesmo que vez ou outra eu me quebre, eu sempre acho um jeito de me reconstruir. Eu sempre acho um jeito de me curar.

    Responder para Camila Faria // Cancelar resposta

    1. Thalita Jul 12, 2017

      Inspirador!

      Beijos,
      http://www.thalitamaia.com

    2. Bruna Jul 16, 2017

      Amei o texto.

      Confesso que estou passando por um momento difícil na minha vida e “me reconstruir” vem sendo um imperativo. Só que, ás vezes, é como você disse: a gente tá tão cansado e tudo parece tão repetitivo. Leva tempo. Leva mesmo. Mas, bom, a reconstrução é necessária.

      Vai dar certo.

      Amei o texto, de verdade. E me identifiquei tanto com ele! Eu também curto escrever para desabafar. E acho que é exatamente o que ando precisando fazer.

      Beijão :**

    3. Camila Faria Jul 17, 2017

      É verdade Ana, a gente tem que aprender a nos dar uma segunda chance, sempre. Quando somos muito rígidos, acabamos nos cobrando demais. Tem vezes que reconstruir é mesmo necessário. Um abraço!

    4. Simone Benvindo Jul 17, 2017

      Ain você escreve tão bem <3 Amei o texto e acabei me identificando imenso com ele. <3
      Charme-se

    5. Thami Sgalbiero Jul 18, 2017

      Esse texto me definiu muito! Porque eu sou exatamente assim. Fico esgotada e simplesmente não aguento mais, tenho vontade de sumir. Daí muitos pensam que é vitimismo, mas não é, simplesmente me esgotei mesmo. Aí eu encontro força (não sei da onde) pra me “reconstruir” e voltar a ter visão para começar um novo dia, sabe? Enfim, eu gostei tanto do seu texto e me descreveu tanto que vou compartilhar no meu Twitter. Se tiver problema, me avisa que tiro o link.

    6. Váh Jul 19, 2017

      Acabei de ver o Instagram da “Dona Fulana” genteee, fique babando aqui. Socorro!! 😛
      Amei o texto, aliás eu sempre amo e me identifico com o que você escreve. Parabéns Ana <3

      https://heyimwiththeband.blogspot.com.br/

    7. Lorraine Faria Jul 20, 2017

      Me identifiquei tanto! Principalmente com o fato de resistir muito a desistir de algo, sempre fica aquele pontinho de esperança que vai valer a pena..

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