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  • August 26, 2017
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    Taylor Swift - ReputationCredit: Mert & Marcus

    Três anos se passaram desde o lançamento do último álbum de Taylor Swift – o 1989, que lhe rendeu o Grammy de “Álbum do Ano” – e depois de muitas premiações, singles e uma parceria com ZAYN em I Don’t Wanna Live Forever, Taylor anunciou o seu sexto disco. Não é segredo que em todos os seus CDs ela tenta trazer uma roupagem diferente e um toque inovador às suas músicas. Foi assim desde o início da carreira, em 2006, e ao revelar o título do novo projeto, “Reputation”, nós já imaginamos que uma fase diferente vai surgir.


    Após deletar todos os posts das suas redes socíais (não sobrou nada!) ela postou alguns vídeos de uma cobra no seu Instagram e Twitter, fazendo uma clara referência as polêmicas que a midia a envolveu no início de 2017. Taylor fez piada da própria crítica que faziam a ela, e é dessa ideia que nasce o single “Look What You Made Me Do”, escrito por ela e Jack Antonoff, responsável por produzir o Melodrama de Lorde.

    O single traz uma batida dançante, porém mais “pesada” – que lembra as canções atuais da Lorde – e com uma letra bem sincera e cheia de mágoas: “Eu não gosto dos seus joguinhos, não gosto do seu palco pendurado, o papel que você me forçou a fazer de tola, não, eu não gosto de você”.

    Como fã – mas tentando ser imparcial – eu confesso que gostei muito da canção e acho que ela tem potencial para ser hit. Analisando toda a trajetória da Taylor, eu a considero uma compositora incrível e ela tem capacidade para expressar todos os seus sentimentos (raiva, coração partido, fim de relacionamentos, alegria) com maestria. Sim, ela expõe o que sente. E qual seria a graça da música se ela não fosse honesta de verdade?

    Inclusive, o Valkírias – um dos sites que eu mais gosto – fez um texto sobre isso.

    O clipe será lançado no Domingo, e “Reputation” em 10 de Novembro.

    August 24, 2017
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    Se você gosta de música pop, provavelmente já ouviu falar da Dua Lipa, uma das maiores revelações do ano. A britânica de 22 anos – que tem origem líbanesa – estava aparecendo no cenário há algum tempo, e o lançamento do primeiro disco aconteceu em 2 de Junho. E as expectativas altas foram correspondidas! O álbum conta com 17 faixas no total, com músicas que falam sobre relacionamentos, empoderamento e amores mal resolvidos. Dua escreve todas as suas canções, e apesar das batidas agitadas, não se engane: as letras são bem íntimas.

    A cantora sempre teve o sonho de seguir a carreira musical; aos 15 anos ela se mudou de Kosovo para Londres, dividindo o apartamento com outra garota. Foi morando longe dos seus pais que ela amadureceu e decidiu persistir na música, que sempre foi o seu talento. Aos 18, ela conquistou um contrato com uma gravadora. Após colher os frutos do seu trabalho duro – foram dois anos sendo apontada como uma artista promissora – ela conseguiu emplacar o primeiro álbum, e o single “New Rules” chegou ao primeiro lugar nas paradas da Inglaterra. A última mulher que alcançou este posto foi Adele, com Hello.

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    O disco reúne músicas que tem uma clara inspiração nos anos 80. Um dos primeiros singles, “Be The One” lembra os sucessos das décadas passadas, mas com uma nova roupagem. As suas faixas merecem destaque entre tantas que ouvimos nas rádios: elas trazem uma batida diferente, carregada com a voz poderosa de Dua Lipa (ela manda muito bem ao vivo, também!).

    As agitadas – feitas para bombar na balada mesmo – ganham destaque, como “Hotter Than Hell”, “IDGAF” e “Blow Your Mind”, mas as canções românticas possuem um espaço enorme no repertório de Dua. “Genesis”, “Thinking ‘Bout You”, “New Love” e a parceria com Miguel, intitulada de  “Lost in Your Light” garantem um dos melhores momentos do álbum.

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    E não dá para falar da cantora sem citar o sucesso de New Rules, um dos singles pop mais legais lançados neste ano. Com uma letra que narra a vontade do eu lírico de finalmente superar um amor que só está o fazendo mal, a faixa ganhou um clipe sensacional, estrelado apenas por mulheres. No vídeo, vemos algo que a faixa em sí não deixa claro: a cantora tem o apoio das suas amigas para superar o fim daquele relacionamento. É aquela canção que você vai ouvir e vai te fazer se sentir um pouco mais poderosa (algumas pessoas dizem que lembra a vibe de “This Is How to Be a Heartbreaker” da Marina and the Diamonds).

    A Lívia Reginato do Nó de Oito fez um post ótimo explicando porque a mensagem de sororidade no clipe é tão importante.

    Quer mais motivos para ouvir essa mulher maravilhosa?

    August 16, 2017
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    Eu não sei vocês, mas todas as coisas que acontecem no mundo me afetam pessoalmente. Eu sempre fui uma pessoa que se revoltava com as coisas (desde criança) e quando eu cheguei na adolescência isso só aumentou; principalmente porque essa é a época em que nós entramos em contato com outras ideias, movimentos e opiniões que não estávamos acostumados a ouvir e que não foram os que os nossos pais nos ensinaram. E assim vamos crescendo, amadurecendo e nos tornando pessoas diferentes. Com as nossas próprias opiniões e ideais.E nos últimos anos os meus ideais se tornaram ainda mais importantes para mim. Desde que eu conheci o feminismo comecei a participar também de outros movimentos, que estão interligados, como o de direitos dos LGBTQs+.

    É algo que faz parte do meu dia dia faz algum tempo, pois os amigos que eu convivo também fazem parte de tudo isso, e diferente de mim, tem que lidar com os preconceitos e visões da sociedade sobre eles todos os dias, pelo simples fato de eles amarem alguém do mesmo sexo. Fazer parte de algo que luta por igualdade é importante. Quando você percebe que outras pessoas também compartilham a mesma opinião, você se sente mais forte. 

    Mas às vezes eu confesso que fico em uma bolha em que todas as pessoas que estão no meu círculo de amigos respeitam as diferenças e apoiam os outros. E quando eu me deparo com a realidade – em que o extremismo e o preconceito parecem ganhar mais força a cada dia – eu fico surpresa. Meu estômago embrulha, a minha ansiedade bate e eu tenho uma sensação horrível de impotência.

    E foi exatamente isso que eu senti nesse final de semana, quando vi as notícias do “evento” (eu me recuso a chamar aquela aglomeração de protesto) em prol do nazismo nos Estados Unidos na cidade de Charlottesville. No inicio eu fiquei com muita raiva. E depois, me bateu uma tristeza enorme. O racismo, a homofobia e o machismo não param de sair dos noticiários. Toda semana nós vemos milhares de exemplos de pessoas intolerantes, que simplesmente não se importam com o direito dos outros indíviduos. Todo dia eu ouço alguma coisa ruim sobre os homossexuais, sobre os negros, sobre as mulheres. Eu reajo, ao mesmo tempo que sinto uma sensação de impotência. Porque eu queria fazer alguma coisa, mesmo que fosse pequena.

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    E é claro que isso não está ocorrendo apenas na América do Norte. Nós, brasileiros, sabemos melhor do que ninguém que o nosso país possui um racismo velado fortíssimo. Somos uma nação miscigenada, com etnias e culturas diferentes – o que só contribui para a riqueza cultural do país – mas infelizmente a maioria dos brasileiros carrega pré-conceitos enormes consigo. Um exemplo é os ataques de islamofobia que aconteceram recentemente com um refugiado sírio no Rio de Janeiro, em que ele foi ofendido enquanto trabalhava, por alguém que mandou-o “voltar para o seu país”.

    “Mas eu já sei de tudo isso”, você pensa. É, eu sei. É muita coisa negativa para pensar. Se você, como eu, não consegue ignorar (e também tem dificuldade em lidar com tudo isso e principalmente com os sentimentos originados pela raiva e a insatisfação), esse post tem como intuíto de te lembrar de cuidar de você mesmo, enquanto luta pelas suas ideologias. É complicado encarar o mundo e as nossas lutas de vez em quando.

    Não é fácil buscar os seus objetivos enquanto o mundo parece andar milhares de passos para trás, regredindo. Mas é importante saber que, por mais que as notícias na TV mostrem o contrário, existem muitas pessoas que ainda apoiam a igualdade e a harmônia entre as culturas e etnias distintas. Na internet, nós temos muitos exemplos disso. São ONGs, projetos e personalidades que divulgam uma mensagem consciente com êxito.

    Então, no meio de tudo isso, pratique o self-care, o ato de estar observando você e a sua rotina. As suas atitudes, a sua respiração e se você não está se sentindo ansioso ou sobrecarregado. Eu já falei sobre yoga aqui no blog, que é algo que me ajuda muito neste objetivo de estar mais segura e tranquila.

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    A atriz e ativista de 18 anos Amandla Stenberg fez um vídeo bem interessante para a revista Teen Vogue, inspirado na ideia de que a nossa geração precisa prestar mais atenção à sua saúde mental (principalmente nesta época tão conturbada, onde tudo acontece ao mesmo tempo).

    Eu vi muitos adolescentes e pessoas da minha geração desenvolver doenças mentais sérias, normalmente devido ao que está acontecendo na política e como é assustador se tornar um adulto, enquanto o mundo te joga nesse ambiente caótico. (…) Esse vídeo é para ser uma espécie de recurso, para que os leitores da Teen Vogue possam tomar como referência, toda vez que eles precisarem de um pouco de ajuda.

    August 14, 2017
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    Você sabe que Agosto começou bem quando uma das suas bandas favoritas lança clipe novo. Eu já comentei algumas vezes sobre a banda britânica  Wolf Alice aqui no blog, e em 29 de Setembro eles irão lançar o segundo álbum da carreira. O de estreia foi um sucesso, e o single “Moaning Lisa Smile” rendeu até mesmo uma indicação ao Grammy em 2016. E falando sobre grupos musicais, o vício do meu irmão por alt-J está fazendo eu curtir muito o som deles. Eu sei, eu posso estar bem atrasada, mas nunca é tarde para conhecer música boa, né?

    August 9, 2017
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    Eu gosto de observar casais. Pode parecer estranho, mas eu sempre encontro alguma beleza nos casais que andam pela rua. Eles não precisam estar expressando nenhum tipo de afeto: é possível reconhecer um sentimento mútuo só pelos olhares. Outras pessoas preferem demonstrar de outras maneiras. E o que eu percebo é que as palavras sempre ficam como segunda opção. Pode ser um abraço, um afago no braço ou o leve tocar de mãos. Cada coisa pequena carrega um significado enorme. E tem algo de charmoso em perceber o quanto um olhar pode dizer tudo: mesmo que a boca não diga simplesmente nada.

    Eu sei que todos os dias a gente sai de casa apressado e correndo contra o relógio. Eu mesma sempre tenho milhares de coisas para fazer, e eu acabo não enxergando nada no caminho. Parece que tudo é um borrão. E inevitavelmente esquecemos de reparar em coisas significativas que acontecem ao nosso redor. Elas não precisam ser grandes: mas elas estão sempre ali. O mundo é caótico e todo mundo está meio perdido, eu sei. Mas eu tento não deixar o meu lado sensível desaparecer. Por mais que o meu lado realista seja mais forte que o meu lado romântico, eu ainda quero manter a minha sensibilidade. Para mim, conseguir enxergar o outro é importante. Eu não quero ver só eu mesma, ou ter a minha visão limitada à minha rotina e aos meus problemas.

    Eu passei anos enxergando o mundo de uma maneira extremamente cinza. Eu não via graça em nada. Tudo era difícil, complicado e trabalhoso demais. E até as coisas leves me irritavam. A minha ansiedade tem uma boa parcela de culpa nisso tudo. E quando eu consegui me desamarrar dela, eu decidi que seria um pouco mais gentil. Eu só consegui fazer isso após aprender a ser gentil comigo mesma; e há mais de um ano, eu prometi que tentaria ver as coisas de outro modo. De uma maneira melhor. De vez em quando eu observo uma situação que faz o meu coração se sentir confortado. Até mesmo quando eu não estou tendo um dia bom.

    Eu não comecei a ter essa visão de um dia para o outro; demora um tempo até a gente se acostumar a ver os dias de uma maneira mais positiva. Pode ser complicado encontrar beleza em certos lugares. E de fato, existem momentos em que ela parece realmente não existir. É aí que eu me dou o direito de ficar no meu canto, sem exigir demais de mim mesma.

    Depois de algumas decepções e caras quebradas, eu achei que deveria ser mais realista. Que eu tinha que parar de idealizar as coisas na minha cabeça, vê-las de uma forma totalmente diferente do que elas eram. Eu achei que para ser forte eu não podia me apegar demais, deixar os meus sentimentos expostos. Parar de me doar tanto. E até hoje, eu confesso que ainda sou fechada. Demoro para me envolver e mais ainda para dizer o que eu sinto. Mas eu percebi que cultivar a sua sensibilidade não tem nada a ver com ser fraco. Decidir ir contra a maré e assumir o que você sente, chorar quando quiser e não ter medo de sentir, é a atitude mais forte que existe. É preciso coragem para bancar os seus sentimentos.

    E às vezes, não tem nada que demonstre mais a sua força que isso. E eu sinto orgulho de mim mesma por tentar, mesmo que aos poucos, ver as coisas que estão tão perto de nós, de um jeito um pouco mais belo.

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