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    Série: The Defenders

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  • August 16, 2017
    postado por
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    Eu não sei vocês, mas todas as coisas que acontecem no mundo me afetam pessoalmente. Eu sempre fui uma pessoa que se revoltava com as coisas (desde criança) e quando eu cheguei na adolescência isso só aumentou; principalmente porque essa é a época em que nós entramos em contato com outras ideias, movimentos e opiniões que não estávamos acostumados a ouvir e que não foram os que os nossos pais nos ensinaram. E assim vamos crescendo, amadurecendo e nos tornando pessoas diferentes. Com as nossas próprias opiniões e ideais.E nos últimos anos os meus ideais se tornaram ainda mais importantes para mim. Desde que eu conheci o feminismo comecei a participar também de outros movimentos, que estão interligados, como o de direitos dos LGBTQs+.

    É algo que faz parte do meu dia dia faz algum tempo, pois os amigos que eu convivo também fazem parte de tudo isso, e diferente de mim, tem que lidar com os preconceitos e visões da sociedade sobre eles todos os dias, pelo simples fato de eles amarem alguém do mesmo sexo. Fazer parte de algo que luta por igualdade é importante. Quando você percebe que outras pessoas também compartilham a mesma opinião, você se sente mais forte. 

    Mas às vezes eu confesso que fico em uma bolha em que todas as pessoas que estão no meu círculo de amigos respeitam as diferenças e apoiam os outros. E quando eu me deparo com a realidade – em que o extremismo e o preconceito parecem ganhar mais força a cada dia – eu fico surpresa. Meu estômago embrulha, a minha ansiedade bate e eu tenho uma sensação horrível de impotência.

    E foi exatamente isso que eu senti nesse final de semana, quando vi as notícias do “evento” (eu me recuso a chamar aquela aglomeração de protesto) em prol do nazismo nos Estados Unidos na cidade de Charlottesville. No inicio eu fiquei com muita raiva. E depois, me bateu uma tristeza enorme. O racismo, a homofobia e o machismo não param de sair dos noticiários. Toda semana nós vemos milhares de exemplos de pessoas intolerantes, que simplesmente não se importam com o direito dos outros indíviduos. Todo dia eu ouço alguma coisa ruim sobre os homossexuais, sobre os negros, sobre as mulheres. Eu reajo, ao mesmo tempo que sinto uma sensação de impotência. Porque eu queria fazer alguma coisa, mesmo que fosse pequena.

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    E é claro que isso não está ocorrendo apenas na América do Norte. Nós, brasileiros, sabemos melhor do que ninguém que o nosso país possui um racismo velado fortíssimo. Somos uma nação miscigenada, com etnias e culturas diferentes – o que só contribui para a riqueza cultural do país – mas infelizmente a maioria dos brasileiros carrega pré-conceitos enormes consigo. Um exemplo é os ataques de islamofobia que aconteceram recentemente com um refugiado sírio no Rio de Janeiro, em que ele foi ofendido enquanto trabalhava, por alguém que mandou-o “voltar para o seu país”.

    “Mas eu já sei de tudo isso”, você pensa. É, eu sei. É muita coisa negativa para pensar. Se você, como eu, não consegue ignorar (e também tem dificuldade em lidar com tudo isso e principalmente com os sentimentos originados pela raiva e a insatisfação), esse post tem como intuíto de te lembrar de cuidar de você mesmo, enquanto luta pelas suas ideologias. É complicado encarar o mundo e as nossas lutas de vez em quando.

    Não é fácil buscar os seus objetivos enquanto o mundo parece andar milhares de passos para trás, regredindo. Mas é importante saber que, por mais que as notícias na TV mostrem o contrário, existem muitas pessoas que ainda apoiam a igualdade e a harmônia entre as culturas e etnias distintas. Na internet, nós temos muitos exemplos disso. São ONGs, projetos e personalidades que divulgam uma mensagem consciente com êxito.

    Então, no meio de tudo isso, pratique o self-care, o ato de estar observando você e a sua rotina. As suas atitudes, a sua respiração e se você não está se sentindo ansioso ou sobrecarregado. Eu já falei sobre yoga aqui no blog, que é algo que me ajuda muito neste objetivo de estar mais segura e tranquila.

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    A atriz e ativista de 18 anos Amandla Stenberg fez um vídeo bem interessante para a revista Teen Vogue, inspirado na ideia de que a nossa geração precisa prestar mais atenção à sua saúde mental (principalmente nesta época tão conturbada, onde tudo acontece ao mesmo tempo).

    Eu vi muitos adolescentes e pessoas da minha geração desenvolver doenças mentais sérias, normalmente devido ao que está acontecendo na política e como é assustador se tornar um adulto, enquanto o mundo te joga nesse ambiente caótico. (…) Esse vídeo é para ser uma espécie de recurso, para que os leitores da Teen Vogue possam tomar como referência, toda vez que eles precisarem de um pouco de ajuda.

    1. Simone Benvindo Aug 17, 2017

      Eu não consigo entender, e ainda bem que não. Como entender tanto ódio? Somos pessoas diferentes, cada um com sua diversidade e é isso que faz nosso mundo mais rico e forte, afinal cada qual compartilha e contribui com seu melhor, ou era isso que deveria acontecer. Mas hj vi uma matéria compartilhada no face (desculpe, esqueci nomes) mostra uma foto de uma negra e uma moça branca atrás dela – visivelmente brava e possivelmente falando palavras de ordem, mas em uma foto recente as duas aparecem juntas, sorrindo. A moça que antes era preconceituosa viu seu erro e pediu perdão. Isso me encheu de esperança sabia ? ódio não nos leva a nada, mas tem muita gente que ainda precisa aprender isso. Beijos
      Charme-se

    2. Camila Faria Aug 17, 2017

      Oi Ana, eu também fico muito afetada com essas demostrações de ódio e intolerância ~ e dei até um tempo das redes sociais para me afastar um pouco dos discursos extremistas (muitas vezes de pessoas próximas). Complicado lidar com tanta raiva e tanto desamor. Estou tentando focar mais nas coisas positivas, em atitudes que possam ajudar o próximo e me tornar uma pessoa mais leve e menos combativa. Um beijo :*

    3. Váh Aug 19, 2017

      Esse “evento” em Charlottesville foi algo terrível!!
      Quando a gente pensa que esse tipo de preconceito não existe mais acontece umas coisas assim e percebemos que está longe de acabar e que devemos sim continuar com nosso ideais e lutando por eles.
      Certeza que essas notícias e acontecimentos nos fazem muito mal mentalmente principalmente pra quem está diretamente ligado á esse tipo de situação, precisamos mesmo cuidar mais de nós e de nossa saúde mental.

      http://heyimwiththeband.blogspot.com.br

    4. Thami Sgalbiero Aug 19, 2017

      Seu post foi genial! Normalmente quando vemos essas “demonstrações” de ódio, acabamos ficando com ódio também e isso não faz bem. As vezes esquecemos de nós mesmas pensando no quanto a pessoa está se sentindo e tal, o problema é que muitas das vezes não temos muito o que fazer para ajudar, é inevitável, simplesmente não temos. O melhor é pode ficar bem consigo mesma. Porque quem fica bem, transmite o bem e isso já é uma boa né? Enfim, adorei!

    5. Bárbara Cavalcante Aug 19, 2017

      Essa vibe de ódio me faz bem mal, muitas vezes me vejo cercada de raiva e mágoa das pessoas, mas felizmente nesses momentos consigo me recolher e ainda ser grata pelas coisas boas.

      Beijinhos e ótimo final de semana!
      http://www.barbaradoblog.com

    6. Bruna Aug 22, 2017

      Eu adorei o seu texto! Acho que combinou muito com o que eu ando sentindo no momento.

      Sabe, muitas vezes a gente pensa que racismo, machismo e homofobia é coisa do passado… ilusão. É só a gente sentar na mesa com a família, no almoço de domingo, para a perceber o quanto existe ódio e preconceito no mundo. Garanto que, se observarmos os comentários e os comportamentos das pessoas ao nosso redor, iremos perceber ideologias machistas ou preconceituosas espreitando. Ás vezes, pode até que ser não seja intencional. Ás vezes, reproduzimos aquilo que aprendemos e vivenciamos. É como se fosse uma “cultura”.

      E a sensação que eu tenho é de impotência mesmo. Não adianta debater, não adianta argumentar. A ignorância e os costumes arraigados sempre vencem.

      Falar sobre preconceito e machismo em uma vertente política também anda muito difícil. Não dá mais para discernir e defender a “esquerda” e a “direita”. Porque ambas as vertentes, em algum momento, se tornam opressoras e esquizofrênicas.

      Eu gostaria de poder chegar aqui e dizer: bom, dado tudo o que disse acima, a solução é ESSA. Mas, a verdade é que eu não vejo nenhuma solução. O que continua a prevalecer é a sensação de impotência. Parece que o mundo é e sempre vai ser comandado pelos poderosos. E nada que façamos será capaz de mudar isso…

      Ando muito desanimada. Quero acreditar que as coisas podem ser diferentes….
      mas, por enquanto, não consigo acreditar em nada.

    7. Thalita Aug 22, 2017

      é cada vez mais ódio e menos amor, infelizmente.

      Beijos,
      http://www.thalitamaia.com

    8. Taís Aug 24, 2017

      Assim como você eu também fico muito afetada vendo todo esse odio no mundo. Parece até mentira de tão absurdo que é, como o caso desse espetáculo de horrores que aconteceu nos EUA. Na minha cabeça eu acredito que o ser humano evolui com o tempo, mas ver isso parece que as coisas tão caminhando é pro fundo do poço, é muito triste mesmo. Mas não vamos parar de lutar pelo que é certo e não deixar esse tipo de coisa virar algo normal!
      ótimo texto, beijos, Ana!

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