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    Filme: A Morte Te Dá Parabéns

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    Beleza

    Cabelo curto para se inspirar

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  • September 25, 2017
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    “Gaga: Five Foot Two”, foi lançado na Netflix em 22 de Setembro, na última Sexta-Feira. A proposta do documentário, que possui uma hora e quarenta minutos de duração, é mostrar a trajetória de Stefani Joanne Angelina Germanotta, mais conhecida como Lady Gaga, no último ano. A cantora de 30 anos, durante a época em que tudo foi filmado, estava nas gravações do seu quinto álbum, Joanne, lançado em 2016.

    Essa nova fase de Gaga é bem diferente da que a cantora seguia no início da sua carreira, ou pelo menos até em 2013, com o Artpop. Ela se tornou mundialmente famosa pelo seu talento e pelas suas excentricidades. As roupas, a maquiagem, as performances peculiares e de cair o queixo: tudo isso ajudou Lady Gaga a se tornar uma das maiores cantoras pop da década, mas também auxiliou para que o público tivesse uma imagem mais distante de quem ela era por trás da câmera. E é isso que ela quis mostrar na era Joanne. O figurino principal do CD é o chapéu rosa – que a cantora usa em diversas apresentações -, mas fora isso, Stefani abandonou os vestidos de carne para vestir jeans preto rasgado e blusa branca.

    Não que a sua fase antiga seja motivo de reclamação: cada personalidade que a cantora incorporou teve seu próprio valor e a ajudou a se tornar a artista que é hoje. Isso fica claro, em uma das primeiras cenas do documentário, em que ela revela que uma das maneiras de sentir que ela ainda estava no controle –  enquanto era rodeada por produtores musicais machistas – era, ao invés de apenas fazer uma performance sexy, aparecer sangrando, como uma maneira de lembrar às pessoas o que a fama fazia com os artistas (essa apresentação aconteceu no VMA de 2009).

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    Dirigido por Chris Moukarbel, o documentário escolhe mostrar um lado da vida da cantora que a maioria de nós não conhece. É um tom sensível, que explora diversos momentos da vida de Gaga que foram complicados. Em meio à tudo isso, ela também prepara o novo disco (trabalhando incansalvemente no estúdio), grava a sexta temporada de American Horror Story e espera pela resposta se ela irá ou não se apresentar no Super Bowl (que ocorreu em Fevereiro deste ano).

    Ela é uma pessoa extremamente perfeccionista e a impressão que temos é que Gaga dá o seu melhor em tudo que faz, chegando até mesmo ao seu limite. É possível ver como a fibromialgia (doença que a impediu de se apresentar no Rock in Rio) é algo muito presente na sua vida, a impedindo de muitas coisas. Mesmo contando com um time de médicos e profissionais especializados – segundo ela própria -, a doença é um desafio enorme, causando dores intensas na cantora durante as turnês e os seus compromissos de trabalho. Em um momento de crises agudas de dores, Gaga se pergunta como as pessoas que não possuem os privilégios que ela tem – de ter uma equipe à sua disposição – conseguem enfrentar a doença.

    Seguindo a linha de explorar temas muito pessoais da vida da cantora, nós conhecemos um pouco mais sobre a Joanne, mulher que levou o nome do disco da cantora. Joanne é tia de Gaga, e faleceu aos 19 anos por consequência do lúpus nos anos 80, quando ainda não se sabia praticamente nada sobre a doença (que a cantora também possui, e luta contra faz alguns anos). Joanne também foi uma artista. Ela escreveu poemas, fez desenhos, e influenciou toda a carreira de Lady Gaga, mesmo que a mesma não tenha chegado a conhecer a tia. A canção Joanne é em homenagem à avô de Gaga e ao seu pai. A cena em que ela apresenta para eles a canção finalizada é emocionante.

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    Acompanhamos de perto o lançamento do clipe de Perfect Illusion, a preparação e o lançamento do Joanne (produzido por Mark Rownson, que é figura sempre presente nas cenas do documentário) e os ensaios para o Super Bowl. Para GaGa, esse foi o momento mais importante da sua carreira. Nas suas palavras, não havia algo maior após isso. São horas e horas intensas de ensaio e prepações para todos os detalhes; e é aí que também fica explícito a autoridade da cantora sob os seus projetos. Ela sabe o que faz, tem segurança na sua arte – e no seu talento -, e é extremamente apegada à tudo de suas performances, pois ela não quer fazer nada “mais ou menos”.

    O perfeccionismo de Lady Gaga tem presença forte em todas as cenas. Ela sempre se esforça para que as coisas saíam do jeito que ela planejou, o que também leva a grande estresse e ansiedade, afinal, ela faz diversos projetos ao mesmo tempo, sempre tentando dar o máximo em todos eles, sobrando pouco para a sua vida pessoal. Ela diz que os seus últimos relacionamentos não acabaram bem, e que a fama e o sucesso tiveram influência forte nisso.

    É um documentário honesto, extremamente pessoal, com uma carga dramática e cenas que mostram todas as nuances da cantora e da sua música. Gaga é cantora, atriz, melhor amiga, exigente, líder, e uma mulher que busca fazer o que ama, apesar de tantos tropeços e dificuldades no seu caminho.

    September 21, 2017
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    Às vezes me sinto sem ar. Perdida. Quando a minha ansiedade aparece, tudo para de funcionar. Eu tenho a sensação de que todas as coisas do mundo colidem e começam a acontecer ao mesmo tempo. Piadas, sorrisos, tristezas, dor, mágoa, calor. Tudo. É difícil de enxergar outras coisas, é complicado ver algo que está bem ali, mas eu simplesmente não consigo perceber. Me sinto sufocada. Sozinha. Eu achei que já tinha me acostumado a ficar sozinha, mas recentemente descobri que eu não gosto dessa sensação. Parece que eu preciso de alguém ao meu lado, se não, é complicado funcionar. Ou talvez eu só esteja jogando um monte de expectativas em cima das outras pessoas, o que é injusto. Ninguém pode arrumar a bagunça que você mesmo causa.

    Eu sinto medo. Medo de sair da zona de conforto – e também de ficar parada nela para sempre – de arriscar, de levar um tapa na cara, de me magoar. O medo me paralisa, me impede. É quase pior que a própria ansiedade; ele não me deixa viver, mesmo quando eu sei que deveria dar uma chance para as experiências novas. Engraçado: logo eu, que sempre gostei de rotina, não aguento mais repetir sempre os mesmos passos e cair nas mesmas situações. Cansei de sempre idealizar tudo. Quero começar a agir, mas o que fazer quando parece que o seu primeiro instinto é ficar com os pés fincados no chão? Quando parece que nada de tira daquele lugar?

    Eu sei que vai passar. Eu já aprendi anteriormente que a ansiedade é a coisa mais desafiante que eu já encarei, mas ela não vai ficar aqui por tempo determinado. Eu me esforço, tento uma vez, e mais outra. Insisto. Uma das minhas maiores qualidades é, mesmo depois de conseguir juntar os caquinhos, ter coragem para mergulhar em algo que pode quebrar tudo outra vez.

    Só quero um tempo pra mim.

    Um respiro profundo. Alguns minutinhos.

    Qualquer coisa, que me faça recuperar o equilibrio que eu já tive, mas que agora se perdeu em algum lugar dentro de mim.

    September 18, 2017
    postado por

    Eu já comentei aqui no blog como vlogs de viagem é uma das minhas categorias favoritas no Youtube. Eu já peguei muitas dicas assistindo vídeos e anotando o que me interessava, principalmente se é de algum destino que você vai em breve. Pensando nisso, selecionei os meus favoritos (mais recentes) que mostram um pouquinho de cada cidade, seja na América Látina, América do Norte, ou em outros locais legais.

    No início de 2017 eu fiz alguns posts sobre o estado da Georgia e a cidade de Nova York. No final de Dezembro e início de Janeiro eu pretendo trazer também alguns vídeos aqui para o blog, como se fosse um diário de viagem, mostrando alguns lugares legais que valem a pena conhecer! Vocês curtem a ideia?

    Peru

    Argentina

    Londres

    Portugal

    Nova York

    September 11, 2017
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    Eu já fiz muitos posts aqui no blog indicando cantores e bandas relativamente “novas” (que ainda não são conhecidas pelo público no geral aqui no Brasil), mas faz um longo tempo que eu não trago novidades; e o Spotify facilita a nossa vida no quesito conhecer artistas novos que valem a pena. 

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    King Nun (UK) – Ouça/Facebook

    Assinados pela importante gravadora britânica Dirty Hit (a mesma do The 1975) no final de 2016, a banda é formada por quatro garotos bem jovens: Theo no vocal, James na guitarra, Nathan no baixo e Caius na bateria. Eles trouxeram à tona o grunge, que andava meio esquecido no cenário de bandas contemporâneas (principalmente formada por integrantes na faixa etária dos 18-25 anos). A banda já lançou alguns singles este ano, que foram bem recebidos pelo público e os críticos no cenário alternativo. O sucesso resultou em passagem por festivais importantes, como o Reading e o Leeds. Destaque para a voz do vocalista!

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    Pale Waves (UK)Ouça/Facebook

    O Pale Waves pode até parecer uma banda gótica olhando de primeira, mas não se deixe enganar. Apesar da presença das guitarras, o som deles é bem pop e gostoso de ouvir, com inspiração nas músicas animadas dos anos 80. O grupo de Manchester já tem o primeiro álbum confirmado para 2018 (antes um EP será lançado), e a expectativa é grande. Após marcar presença em festivais, eles lançaram o segundo single, “Television Romance”, que segue a vibe do primeiro, “There’s a Honey.” A banda traz uma garota no vocal, Heather Baron-Gracie, Ciara Doran na bateria, Hugo Silvani na guitarra e Charlie Wood no baixo.

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    Superfood (UK) – Ouça/Facebook

    Formado pelo duo Dom Ganderton e Ryan Malcolm, a banda anteriomente era formada por quatro integrantes, e um CD já havia sido lançado. Porém, após assinar com outra gravadora, eles repaginaram o seu som e se tornaram um grupo mais experimental, que não tem um gênero muito definido. E essa é a graça do Superfood, que nasceu em Birmingham. No novo disco – lançado em 8 de Setembro – intitulado de “Bambino”, cada faixa tem sua essência. É um álbum para dançar e se divertir, e uma das melhores novidades britânicas do ano. Não deixe de ouvir: Unstoppable, I Can’t See e Double Dutch.

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    Me And The Julios (Noruega) – Ouça/Facebook

    Depois que eu conheci Skam, me empolguei para ouvir música norueguesa, algo super presente na série. Foi assim que eu conheci Me And The Julios, banda de Oslo. Eles tem um som bem rock, mas um pouco diferente do indie norte-americano e britânico que nós estamos acostumados. É legal para quem quer conhecer bandas diferentes mesmo, e a Escandinávia é ótima para isso. Vale super a pena fuçar no Spotify. A banda é composta por Sigurd Hollen, Herman Friis, Sverre Fuglevaag, Henrik Løvmyr e Pia Alette. Na ativa desde 2013, eles são bem fortes no cenário musical da Noruega.

    September 8, 2017
    postado por
    Arte: Juliana Senra

    Arte: Juliana Senra

    No final de Agosto, todo mundo ficou sabendo de mais uma notícia que deixou explícito o quanto as mulheres sofrem com o abuso sexual no Brasil. Uma passageira no ônibus foi alvo de Diego Ferreira de Novais, que ejaculou no seu pescoço. O caso ganhou uma repercussão maior quando o juiz responsável pela causa – José Eugenio do Amaral Souza Neto – não considerou a situação como estupro. Nas palavras dele: “Na espécie, não entendo que houve o constrangimento, tampouco violência ou grave ameaça (…)”.

    O autor do crime já possuía diversas passagens pela polícia por acusações de estupro. Ele foi liberado no dia 30 de Agosto, e no dia seguinte, cometeu o crime novamente, contra outra mulher no transporte público.

    Notícias como essa chocam, revoltam e nos causam desprezo. Mas para muitas mulheres, elas infelizmente não são novidade. Quando eu soube da posição do juiz, eu não fiquei supresa. Porquê no Brasil, nossos direitos são negados e crimes como o abuso sexual passam ímpunes. Eu já vi milhares de vezes isso acontecer; todas nós também vemos, por meio de nossas amigas, colegas, conhecidas, e celebridades. É difícil ser mulher. É difícil resistir todos os dias. Seja no ônibus, na rua, no trabalho, ou até mesmo em nossa própria casa.

    Uma semana antes deste crime acontecer, eu havia testemunhado mais exemplos de como o machismo nos atrapalha diariamente. Não que eu já não tivesse certeza disso, mas vê-lo na sua frente é ainda mais perturbador, e magoa. Duas vezes na mesma semana, eu sai de casa cedo para ir ao centro da cidade (fazendo o caminho de todos os dias), e um homem se aproximou de forma abrupta de uma mulher, enquanto seguia ela pela rua. Ela, nervosa, andava rápido; mas ele insistia. No próximo dia, ele fez o mesmo comigo. E tenho certeza que continua repetindo esse comportamento com outras mulheres.

    Quando eu relatei o que aconteceu em casa, recebi os mesmos conselhos que eu ouço há anos. “Toma cuidado”, “não responda, não se mete com esse tipo de homem, você não sabe o que ele pode fazer.” Nós crescemos ouvindo isso. Nós passamos a vida inteira tendo que tomar cuidado, carregando um medo enorme com a gente, porque não sabemos do que o agressor é capaz. Eu reagi uma vez, quando um homem dentro de um táxi gritou uma cantada para mim, e eu sai atrás do carro e o confrontei.

    O fato é claro: não somos nós que precisamos mudar o nosso comportamento. São os responsáveis que precisam tomar essa atitude.

    Arte: Joana Plautz/Texto: Bê Brandão

    Arte: Joana Plautz/Texto: Bê Brandão

    O resultado da indignação criou o projeto #MeuCorpoNãoÉPúblico, promovido no Catarse e criado por Agatha Kim e o grupo Mad Women, que tem como intuito gerar uma resposta e um sentimento de união entre nós, mulheres. “Um movimento de solidariedade a ela e a todas as mulheres que sofrem abusos diários dentro do transporte público. Esse movimento é para abrir os olhos de que essas histórias acontecem.”

    As mulheres criaram diversos banners que podem virar panfletos, T-shirt, enfim, tudo que você quiser. Nós temos passe livre para divulgar todas as artes, e o projeto nos incentiva a imprimir e colá-los pela cidade, no metrô, no ponto de ônibus, onde você preferir. Você pode acessá-los todos aqui.

    As ilustrações misturam criatividade, textos e desenhos que representam essa campanha de maneira sensacional. Divulgue, mande para as amigas e todo mundo que você conhece! E se possível, apoie o projeto no Catarse também.

    Arte: Juliana Rocha

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