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    Livros que eu li na faculdade #1

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  • Arte: Henn Kim @henn_kim
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    O que eu li, assisti e ouvi em Junho

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  • Garotas sensíveis são fortes. @AmbivalentlyYours
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  • Novembro 9, 2017
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    O mundo da música se prepara para o lançamento do sexto álbum de Taylor Swift, chamado de “Reputation” nesta Sexta-Feira (10/11). Algumas músicas já foram divulgadas, como o primeiro single, seguido de Ready for It, Gorgeous e a mais recente – e mais romântica também – Call It What You Want (na minha opinião, a mais legal divulgada até agora, e que lembra muito as músicas mais antigas da Taylor!). O que se sabe até agora é que a tracklist já foi divulgada, e inclui uma parceria com Ed Sheeran Future, na faixa “End Game”. É raro a cantora fazer parcerias: nos cinco discos lançados, ela possui apenas três.

    Novembro 8, 2017
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    Eu não posso te mandar mensagens. Não posso te ligar. E nem falar isso cara a cara, porque você provavelmente correria assustado. Então, eu vou falar tudo aqui. Como se estivesse dizendo em voz alta para você.

    Eu queria muito que tivesse dado certo. Eu queria que você tivesse tentado. Eu não sei se desde o inicio, você queria que isso se  tornasse alguma coisa. Talvez sim, talvez não. Eu nunca vou saber. E isso me deixa triste por dentro, por mais que por fora eu provavelmente pareça ser uma muralha. Eu sempre pareço. A verdade é muito doída de aguentar. Parece que machuca por dentro e vai quebrando tudo, pedacinho por pedacinho. Mas eu já aguentei isso outras vezes e sei que é possível superar, esquecer, e deixar para trás. Mas você é mais difícil de abandonar que as outras pessoas que conheci antes. Não tem nada mais para mim aqui. Só tem eu. Acho que sempre houve somente eu e mais ninguém. Então porque eu ainda insisti? Porque eu ainda achei que poderia funcionar? Foi por isso que eu tentei uma, duas, até três vezes. Mas vamos ser sinceros: eu tentei sozinha. Ou será que minhas tentativas saíram totalmente pela culatra? Será que você não percebeu? “Será que…”, eu e minha mania irritante de ver coisas onde não tem. De enxergar sentimentos onde não existe nada, absolutamente nada. Eu e minha mania insistente de criar uma versão sua que era bem melhor do que a original. De te deixar fixado na minha cabeça, do qual agora, você não quer mais sair. E fui eu que te coloquei aqui. Eu não quero me culpar; isso não é culpa de ninguém, aliás. Talvez um pouco mais minha, por ter criado expectativas injustas, por ter valorizado demais cada detalhe como se eles significassem muita coisa. Eles só faziam sentido na minha cabeça. A minha esperança é que isso tudo acabe quando eu não te ver mais. Daí eu não precisarei desejar com todas as minhas forças que você perceba que eu estou ali. E que eu finjo mal pra caramba. Que eu nunca sei falar nada quando você está por perto. Você sente alguma coisa? Ou é realmente frio desse jeito? Também finge, como eu, ser algo que não é?

    Talvez eu devesse seguir o conselho dos outros. De entender as relações modernas. Que conversas não significam muita coisa, “oi” é a palavra mais normal do mundo e sorrisos são só isso: sorrisos. Mas na cabeça do romântico, tudo é mais relevante.

    Eu queria te dizer muitas coisas, mas nunca vou ter coragem. Então elas estão aqui. Queria falar também que você me impactou de uma maneira louca e provavelmente nem desconfia. E agora eu preciso ir, porque nunca houve um espaço para eu ficar aqui.

    Novembro 5, 2017
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    Título: Os 27 crushes De Molly

    Autor (a): Becky Albertalli

    Editora: Intrínseca

    Sinopse: Molly já viveu muitas paixões, mas só dentro de sua cabeça. E foi assim que, aos dezessete anos, a menina acumulou vinte e seis crushes. Embora sua irmã gêmea, Cassie, viva dizendo que ela precisa ser mais corajosa, Molly não consegue suportar a possibilidade de levar um fora. Então age com muito cuidado. Como ela diz, garotas gordas sempre têm que ser cautelosas. Tudo muda quando Cassie começa a namorar Mina, e Molly pela primeira vez tem que lidar com uma solidão implacável e sentimentos muito conflitantes. Por sorte, um dos melhores amigos de Mina é um garoto hipster, fofo e lindo, o vigésimo sétimo crush perfeito e talvez até um futuro namorado. Se Molly finalmente se arriscar e se envolver com ele, pode dar seu primeiro beijo e ainda se reaproximar da irmã. Só tem um problema, que atende pelo nome de Reid Wertheim, o garoto com quem Molly trabalha. Ele é meio esquisito. Ele gosta de Tolkien. Ele vai a feiras medievais. Ele usa tênis brancos ridículos. Molly jamais, em hipótese alguma, se apaixonaria por ele. Certo? Em Os 27 crushes de Molly, a perspicácia, a delicadeza e o senso de humor de Becky Albertalli nos conquistam mais uma vez, em uma história sobre amizade, amadurecimento e, claro, aquele friozinho na barriga que só um crush pode provocar.

    “Os 27 Crushes de Molly” foi um livro que me chamou a atenção pelo título, pela capa, e por ser um Young Adult. Eu comentei algumas vezes no blog que esse é, definitivamente, o meu gênero favorito (talvez mude no futuro, quem sabe?). “The Upside of Unrequited” traz como protagonista a adolescente de dezessete anos Molly Peskin. Ela tem uma irmã gêmea chamada Cassie – que não poderia ser mais diferente de Molly -, e duas mães incríveis, Nadine e Patty, e um irmão mais novo, o Xavier.

    O livro é narrado em primeira pessoa por Molly, e justamente por isso ela é a personagem que dá todo o tom a história. Eu consegui me identificar bastante com ela. Ela é uma garota insegura, que sofre de ansiedade e também tem que lidar com a sua auto estima. Molly é gorda e sofre diversas experiências com gordofobia, e micro agressões o tempo todo. Apesar de ter uma família que a apoia em todos os momentos, ela também precisa enfrentar o mundo lá fora, e isso é algo que a assusta.

    A protagonista prefere viver na sua zona de conforto, sem se arriscar muito. E este é um dos motivos pelo qual ela teve diversas paixões platônicas, que passaram longe de se concretizar. O medo de ser rejeitada era enorme, a impedindo de realmente tentar algo, e ela carrega essa frustração de nunca ter tido uma experiência amorosa, ou não ter dado o seu primeiro beijo, enquanto as melhores amigas já estavam vivendo relacionamentos.

    “Acontece algo horrível quando um cara acha que você gosta dele. É como se ele estivesse todo vestido e você estivesse nua. É como se seu coração de repente ficasse fora do corpo, e, sempre que ele quisesse, pudesse esticar a mão e espremê-lo.”

    No meio de tantas dúvidas, ela encontra conforto na amizade com a irmã Cassie, que também é sua melhor amiga. As duas sempre foram muito próximas e dividiram momentos especiais a vida inteira. Molly sente uma espécie de conexão especial com a irmã, que começa a se perder quando Cassie começa o seu primeiro relacionamento oficial. A sua namorada, Mina, começa a ocupar o lugar que antes era de Molly, e o ciúme se instala na relação das duas irmãs.

    O livro aborda relacionamentos o tempo todo: sejam eles familiares ou amorosos, e suas complexidades. Este é um dos trunfos da autora, que explora não só o que Molly sente, mas os outros personagens também. Representação também é um ponto que merece ser citado, e algo que sempre está presente nos livros da autora Becky Albertalli. Temos, em um dos enredos do livro, um casamento LGBTQ+ acontecendo (o das mães de Cassie e Molly), um namoro entre duas garotas sendo tratado de forma honesta e sensível, e também a personagem Mina, que é assumidamente panssexual.

    A autora também insere personagens preconceituosos que não aceitam as escolhas da família de Molly e Cassie. Eles não são estranhos, mas sim a própria avó das garotas e a tia delas. E ao mesmo tempo em que o ambiente em que elas vivem seja extremamente tolerante, elas precisam lidar com pessoas especiais para elas – da sua própria família -, que não aceitam Nadine, Patty e Mina como elas são.

    A vida amorosa de Molly é um dos pontos mais desenvolvidos durante o enredo. Apesar de ter uma queda por Will – o melhor amigo de Mina -, o coração dela bate mais forte mesmo é por Reid, um garoto que gosta de filmes nerd e festas à fantasia medievais. É o primeiro crush de Molly que realmente pula do seu imaginário para a vida real. Tudo está lá: a expectativa, emoção, paixão, e o medo de não ser correspondida.

    Apesar do livro ser focado nos romances da personagem, eu sinto que as partes mais importantes são no fato de ela tentar conhecer e compreender a si mesma, mesmo com a sua ansiedade a mil e as cobranças que faz. O mais legal, para mim, não era Molly ser correspondida, mas sim se aceitar mais como ela realmente era. Talvez por eu ter passado por situações parecidas, o meu desejo era ver a personagem feliz, sem precisar de um namorado para isso. Afinal, nossas inseguranças não vão sumir milagrosamente por causa de um amor correspondido, certo?

    “Eu penso no assunto. Não consigo decidir se é engraçado ou triste, mas passei tanto tempo querendo um namorado que não consigo imaginar não querer um. Consigo me imaginar dizendo que não quero um, mas não consigo conceber essa realidade.

    E talvez isso seja mais uma coisa minha, um pouco traumatizada depois de vinte e seis histórias de amor não correspondido. Talvez seja um efeito coleteral.”

    “Os 27 Crushes de Molly” é um livro leve que trata de temas importantes e traz uma representação que falta (e MUITO!) em livros jovem adulto. Eu esperava mais do desfecho – pelo motivo que comentei acima -, mas não deixei de gostar do livro por isso. Minha próxima pedida é “Simon vs The Homo Sapiens Agenda”, a obra mais elogiada (e consagrada) da autora.

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