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  • Dezembro 16, 2017
    postado por
    dark_us

    Dark (2017) é a primeira série alemã produzida pela Netflix. Na pegada de dar carta branca para alguns países produzirem suas próprias séries, saindo do eixo EUA-UK (assim como o Brasil emplacou 3% no catálago, um dos melhores lançamentos de 2016), as boas surpresas com as produções estrangeiras continuam. O drama sci-fi, que mistura suspense, viagem no tempo e muitas teorias loucas, estreou no início de Dezembro e foi comparada constantemente com Stranger Things. Porém, é necessário dizer que as duas são muito diferentes! Enquanto a norte-americana aposta, além dos mistérios, em momentos engraçados e personagens cativantes, a alemã é muito mais obscura sem trocadilhos.

    Tudo em Dark nos leva ao mistério e aos questionamentos. A fotografia, a lentidão de algumas cenas, os detalhes (que são muito importantes!) e o clima de produção européia, em que os acontecimentos não são marcados por sequencias de ação impressionantes, característica comum das séries estadunidenses. Mas o seriado não perde em nada: pelo contrário, ele é inovador. O enredo nos leva até o ano de 2019 na pacata cidade de Winden, habitada por famílias que estão lá durante gerações. Cada um deles guarda segredos e intrigas. O número de personagens é bem grande, no estilo de Game of Thrones, por isso, fica difícil lembrar o nome de todo mundo.

    O protagonismo cabe à Jonas (Louis Hofman), um adolescente de 16 anos que perdeu o pai recentemente. Ele passou dois meses em uma instituição psiquiátrica tentando se recuperar, enquanto a mãe, Hanna (Maja Schöne), mantinha um caso com Ulrich (Oliver Masucci), policial da cidade e pai de Martha (Lisa Vicari) – o interesse amoroso de Jonas – Magnus (Moritz Jahn) Mikkel (Daan Lennard).

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    Aparentemente nada acontecia na pequena cidade, onde todos se conhecem. Cada personagem possui uma ligação entre si, mesmo que ela não seja óbvia. Os conflitos – que aconteciam por baixo dos panos – retornam com tudo quando alguns jovens começam a desaparecer misteriosamente, e seus corpos retornam com machucados e os tímpanos estourados. É o caso de Erik, que nunca foi encontrado. Quem também some é Mikkel, desencadeando acontecimentos que vão levar as famílias a desenterrarem brigas do passado, que atingem não só apenas eles, mas também os seus filhos adolescentes. E tudo isso ainda possui relação com o sumiço de Mads, irmão mais novo de Ulrich, que desapareceu no ano de 1986.

    A série, criada por Baran bo OdarJentje Friese mistura referências e muitas teorias físicas. Ou seja, se você gosta do assunto, vai curtir essa série, que é para aqueles que são fãs de montar mil teorias que explicam os acontecimentos. Os temas passam entre Teoria da Relatividade de Einsten, buraco negro de minhoca, o estudo de Stephen Hawking sobre buracos negros, e o longa “Interestelar.” Eu assisto pouco conteúdo de sci-fi, mas minha amiga que é fã do gênero comentou que o seriado segue bem esse estilo para quem se interessa pelos assuntos acima e clássicos como “De Volta para o Futuro.”

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    Se vale a pena apostar na série alemã? Não há dúvidas! A produção é impecável, com uma fotografia linda e escura, que acompanha os acontecimentos misteriosos durante os episódios, e as atuações são surpreendentes. Eu sinceramente já estou na espera da confirmação de uma segunda temporada.

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