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    Ilustração

    Universo em Bolha de Tinta no Catarse

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  • tomoffinland
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    Filmes de Abril #1

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  • Fevereiro 26, 2018
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    Bruna Morgan é artista, quadrinista, blogueira e dona do Universo em Bolha de Tinta, o seu projeto artístico que está no Facebook (com mais de 100 mil curtidas!), e no Instagram. Ela possui blog desde 2008, e foi assim que eu conheci o seu trabalho. Logo depois, eu me deparei com a página do Universo, e me apaixonei pelas ilustrações, principalmente porque elas me tocaram em assuntos que possuem um grande significado para mim. As tirinhas da Bruna abordam diversos temas: corações partidos, depressão, felicidade, tristeza e cultura pop (como filmes, em parceria com o canal Megapix).

    Eu me identifiquei de cara. O trabalho dela falou comigo em diferentes níveis, o que fez eu acompanhá-la em outras redes sociais além do blog. Eu bati um papo bem legal com a carioca de 22 anos, que já está nesse meio faz um bom tempo: Bruna participou de diversas zines, algumas exposições, e ilustrou para revistas como a Girls With Style.

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    1. Eu conheci o seu trabalho por meio do seu blog, intitulado de Bruna Morgan, e depois descobri o Universo em Bolha de Tinta no Facebook. Como surgiu a vontade de postar a sua arte na internet? Você tem blog desde 2008. Isso aconteceu de maneira natural?
    Eu sempre desenhei, e às vezes postava um desenho no meu perfil pessoal apenas para os meus amigos. Foi em 2013 que criei coragem para fazer a página no Facebook, meus amigos que me incentivaram, e comecei a postar meus desenhos e a divulgar também os posts do meu blog por lá. Antes do blog atual, eu tive diversos e em outras plataformas, além de desenhar , eu também gosto muito de escrever. Eu tinha uma agenda aos 11 anos, onde escrevia desabafos e poemas mórbidos! Daí aos 12 anos migrei para a internet, e trocava poemas com meus primeiros amigos virtuais. Acho que essa coisa de blog foi o que me ajudou no início, pois eu não tinha vida social e também não tinha ninguém para desabafar. O blog atual já é bem velhinho, e não pretendo abandoná-lo.

    2. Fale um pouco sobre como é trabalhar com arte no Brasil em 2018. Você já participou de várias zines e 4 exposições. Na sua opinião, a internet possui um papel importante no seu trabalho?
    Se não fosse pela internet, eu não sei qual seria a minha chance no meio das artes. Foi através dela que cresci, que conheci amigos artistas, que tive minhas influências, e onde consegui ter voz.
    A internet possibilitou e possibilita muitos artistas a se apoiar mutuamente e a conseguir um alcance melhor. Trabalhar com arte no Brasil, mesmo em 2018, ainda é complicado, pois o mercado não valoriza tanto assim. Muitos dos meus colegas conseguem freelas de fora, trabalhando para outras empresas através da internet, mesmo estando nos confins do interior do Brasil.

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    3. As suas ilustrações abordam diversos assuntos, desde transtornos mentais até corações partidos. Algum tema te chama mais a atenção na hora de produzir seu trabalho?
    O tema que eu mais sinto prazer em abordar é sobre a depressão, pois é uma condição que me encontro há anos, e desenhar é um dos meios que me tiram o peso diário. Porém eu tenho diminuído a publicação desse tema, e estou tentando não deixar muito pesado. Uma vez desenhei sobre suicídio, e por eu não ter abordado de uma maneira otimista, muitas pessoas se sentiram feridas e a tirinha foi censurada. Estou buscando uma maneira menos perigosa de desenhar sobre o assunto.

    4. Quais são os artistas que mais te inspiram atualmente? Até que ponto eles te influenciam?
    Eu digo que os artistas que mais me inspiram são as minhas amigas da área, desde o início da minha aventura por esse meio artístico, foram elas quem me ajudaram a não desistir e me ajudaram a construir esse caminho que estou seguindo, mesmo que nem saibam disso! Alguns nomes são Brendda Lima, Yasmin Ferreira, Samuel d’Saboia, Mariana Sales, Laura Athayde, Fefê Torquato, Lovelove6, Amanda Paschoal.

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    5. Você usa várias redes sociais: Youtube, Tumblr, Facebook, Instagram, Blogspot… alguma delas é considerada a sua favorita para divulgar o seu trabalho? Ou todas possuem uma importância diferente?
    Eu costumava usar mais o Facebook, pois é a rede social que tenho mais seguidores, porém com a mudança de algoritmos, estou postando e interagindo com mais frequência no Instagram, tanto no feed quanto nos stories.

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    6. Quem acompanha o seu blog sabe que cultura pop (músicas e séries) são um assunto pertinente nos seus posts. Você também adora quadrinhos. Pode nos indicar os seus favoritos e por quê?
    Essa é uma pergunta muito difícil! Eu leio muitos quadrinhos em livros físicos e também online, meu coração é grande o suficiente para ter mil favoritos! Mas vou listar pelo menos alguns que tenho aqui em casa e que estão no meu coração:

    • Bear, da Bianca Pinheiro, é sobre uma menina que se perde de seus pais, e encontra um urso marrom que a ajuda a procurar por seu lar. Era uma webcomic, mas a Bianca conseguiu publicar fisicamente. Eu achei tão doce e a acompanhei desde o início dessa história, é engraçada, tem suspense, easter eggs, e toca o coração!
    • Três Sombras, de Cyril Pedrosa, conta a história de um casal que vive longe de todo mundo, vivendo uma vida tranquila com seu filhinho, mas que precisam tomar uma decisão para enfrentar o destino que os assola, três sombras surgem para buscar a criança. É necessário ter um coração forte, é uma história que dói o peito e que fica grudada na sua mente por muito e muito tempo. Eu tinha pego emprestado em uma biblioteca anos atrás, mas ela fechou antes que pudesse devolvê-lo, então acho que sou a nova guardiã dele.
    • Macanudo, de Liniers, ele foi um dos primeiros quadrinistas a me encher os olhos, ele é engraçado, sarcástico, doce, inteligente, bobo. Todas as tirinhas e quadrinhos dele estão em meu coração, e a série Macanudo (o dois é o meu preferido) também.
    • Manual de Sobrevivência à Vida Adulta, da Brendda Lima, é um pouco do cotidiano da Brendda nesse desafio de ter que ser adulta e viver de ilustração. Ela usa muitas referências de desenhos animados e de animes dos anos 90, como por exemplo, Sailor Moon. Ela é uma pessoa e uma artista incrível.
    • A Antologia MÊS de 2015, não por eu estar nela hahaha, mas por ser composta por quadrinistas que amo, como: Laura Athayde, Diego Sanchez, Renata Rinaldi, 3m3, Desalineada, Amanda Paschoal. São 22 quadrinhos ao todo, contando com um meu e um do coletivo que eu participava, chamado Girl Gang Coletivo.
    • Cerulean, da Catharina Baltar, conta a história de uma sereia adolescente, que encontra um celular e se sente impulsionada à conhecer o mundo fora d’água. Ele foi feito todo em aquarela e nankin, acompanhei a Catharina montando essa história através das suas redes sociais.
    • Conjunto de histórias em quadrinhos e tirinhas dos Zines XXX, essa coletânea de 5 volumes foi criada a partir de um grupo no Facebook de mulheres quadrinistas, foi por lá que fiz minhas primeiras amizades nesse meio. Hoje em dia acredito que não tenha mais exemplares, então são raridade.

    Redes sociais da Bruna: BlogTumblrTwitterPágina no Facebook Instagram

    Não esqueça de apoiar os artistas que você curte!

    Fevereiro 23, 2018
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    Faz um tempinho que eu não trago indicações musicais, e essa é definitivamente um dos meus posts favoritos de fazer no blog. No final de 2017 eu conheci a voz do britânico Lewis Capaldi pelo twitter. Ele estava divulgando uma de suas músicas, e quando eu ouvi Bruises (o primeiro single dele lançado oficialmente), eu fiquei apaixonada. A sua voz é bem intensa e rouca, ou seja, fica na nossa memória de primeira. Me lembrou a vibe de cantores como o Sam Smith, famosos por terem um alcance vocal grande, e fazerem músicas intensas e com uma pegada mais romântica.

    E esse é o estilo do Lewis, que alcançou fama pela internet e já tem mais de 2 milhões de execuções mensais no Spotify. Em Dezembro ele liberou o seu EP, intitulado de Bloom, com quatro faixas no total e seguindo o estilo de Bruises: músicas feitas no piano e no violão. Suas letras são o principal de suas canções, e é interessante até mesmo procurá-las na internet (não perde em nada para a de artistas britânicos consolidados, como George Ezra e Hozier; aliàs, se você gosta destes dois, vai curtir o Lewis).

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    Com o reconhecimento que está alcançando recentemente, Lewis começou a fazer shows na Inglaterra, percorreu a Europa dando suporte para outros artistas, vai abrir os shows da turnê européia do Sam Smith, e também começará a sua primeira tour headliner, passando por cidades como Dublin, Londres, Manchester e Amsterdam. Além disso, ele está confirmado em diversos festivais de peso. Na minha opinião, uma das coisas mais legais é acompanhar um artista que está no início da carreira, e ver eles crescendo aos poucos!

    Tá esperando o quê para dar o play?

    Fevereiro 20, 2018
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    Todo ano a Pantone Color Institute, consultoria da Pantone que influencia as tendências da moda e do design, escolhe a cor que irá se destacar mais nos próximos 12 meses. Nós já tivemos o marsala, o greenery, e a minha favorita dos últimos tempos: serenity e rose quartz. Em 2018 a escolhida é ultra violet, uma cor roxa derivada do azul escuro, segundo a definição do próprio instituto.

    “Evocando a exploração de novas tecnologias e das grandes galáxias, com a sua expressão artística e reflexões espirituais, o intuitivo Ultra Violet ilumina o caminho do que ainda está por vir.”

    Eu confesso que gostei bastante da cor. Ela é chamativa, feminina, e me transmite força. Porém, meu primeiro pensamento foi: “como é possível adaptá-la para o dia-dia de maneira prática?”. O roxo é um dos tons que eu gosto muito, mas que raramente aparece nas minhas roupas. Não sei se com vocês ocorre o mesmo. Por isso, eu preparei esse post com inspirações e ideias de como colocar o ultra violent na sua (e na minha) rotina estética.

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    O ultra violet com certeza destaca e chama a atenção em qualquer roupa, por isso é fácil de ser usado como o ponto X do look. Seja em detalhes, como nas flores da estampa da blusa no primeiro look, ou na meia-calça e na saia do segundo, ele não é tão difícil de usar quanto parece! Ah, e se você prefere roupas mais básicas, dá para apostar no tom em uma camiseta (o roxo e suas variações estarão em alta). Mas o meu favorito, sem dúvidas, é o maxi cardigã! Nada básico, certo?

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    Outra maneira de usar é em blazers e calças (sociais e pant court estão ganhando cada vez mais espaço). O roxo pode variar para aquele rosa mais claro ou escuro: depende do que você preferir. As suas nuances são similares e apenas uma peça é suficiente para segurar um look (mas é claro que se você curte, a graça também é misturar!).

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    Não é de hoje que os batons roxo foram alvo de coleções de marcas renomadas; nos últimos três anos, quando a febre dos batons matte surgiu, a cor e suas nuances apareceu em coleções da MAC (como o famoso Heroine, Punk Couture e Diva). Eu já falei aqui no blog sobre: o Diva é um dos meus batons queridinhos e o seu tom de roxo é bem escuro e gótico.

    No Brasil, tivemos coleções da Quem Disse Berenice?, Natura – principalmente com a linha Faces – e Avon, com tons de roxo mais dark e outros claros.

    Os meus favoritos da Natura Faces são o Marsala e Shock In. Tanto os cremosos quanto os matte possuem uma cobertura satisfatória, e as cores (principalmente as mais chamativas), são bem acesas. Indico muito para quem quer usar o roxo na make.

    Fevereiro 19, 2018
    postado por

    O horário de verão oficialmente acabou, mas na maioria das cidades as temperaturas quentes estão longe de terminar (tirando SP, que pelo que eu vejo a galera postando na internet, anda meio friozinho, certo?). Aqui no Sul os 30 graus continua firme e forte, e é preciso inspiração pra sair de casa e se arrumar (eu tenho mais preguiça nos dias quentes do que nos frios!). Já que agora as atividades e os compromissos estão voltando de vez, pós Carnaval, selecionei alguns looks pra te inspirar.

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    Fevereiro 13, 2018
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    Big Little Lies completa no dia 19 deste mês um ano da exibição do seu primeiro episódio na HBO, emissora conhecida por apostar em séries polêmicas (Game of Thrones, True Blood) e que não possuem cautela nas cenas explícitas, por exemplo. Quando esta série protagonizada por Nicole Kidman, Reese Whiterspoon e Shailene Woodley entrou para o catálogo, algumas pessoas torceram o nariz, achando que ela seria um guilty pleasure (termo que na tradução significa “prazer culposo”, e normalmente é usado para taxar séries protagonizadas por mulheres, como produções bobas). Mas Big Little Lies apresenta, tanto na sua adaptação televisiva quanto no seu script original – derivado do livro escrito pela australiana Liane Moriarty – um seriado que traz mulheres como protagonistas da própria história, esta que muitas vezes, está longe de ser fácil.

    Madeline é forte e passional. Separada, precisa lidar com o fato de que o ex e a nova mulher, além de terem matriculado a filhinha no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline, parecem estar conquistando sua filha mais velha. Celeste é dona de uma beleza estonteante. Com os filhos gêmeos entrando para a escola, ela e o marido bem-sucedido têm tudo para reinar entre os pais. Mas a realeza cobra seu preço, e ela não sabe se continua disposta a pagá-lo. Por fim, Jane, uma mãe solteira nova na cidade que guarda para si certas reservas com relação ao filho. Madeline e Celeste decidem fazer dela sua protegida, mas não têm ideia de como isso afetará a vida de todos. Reunindo na mesma cena ex-maridos e segundas esposas, mães e filhas, bullying e escândalos domésticos, o romance de Liane Moriarty explora com habilidade os perigos das meias verdades que todos contamos o tempo inteiro.

    Eu comecei a ler o livro nas férias antes de iniciar a série, mas a expectativa foi tanta que eu me revezei entre os capítulos e os episódios (o que fez eu me adentrar na história de maneira intensa). São mais de 400 páginas que narram a rotina e a vida pessoal de Madeline, Celeste e Jane, que possuem apenas uma coisa em comum: os seus filhos pequenos estudam na mesma escola, em uma cidade litorânea na Austrália. Fora isso, elas são muito diferentes, mas encontram entre si fatores em comum que fazem crescer uma amizade entre as três. Madeline e Celeste são amigas há um bom tempo, mas a chegada de Jane na cidade – que é mais nova que as duas e mãe solo -, transforma a dupla em trio.

    Há algumas diferenças leves entre o livro e a série, e elas atrapalham em pouco a trama. A maioria dos diálogos são exatamente iguais no seriado produzido por Reese Whiterspoon. O maior trunfo de Big Little Lies é narrar, de maneira honesta, a vida dessas três mulheres, e de outras personagens presentes no livro. Apesar de Madeline e Celeste viverem uma vida aparentemente “perfeita”, descobrimos que a perfeição está longe de ser uma característica da rotina delas. Elas podem ter uma casa maravilhosa, serem casadas com homem bem sucedidos e possuírem uma vida financeira estabilizada, mas suas vidas íntimas possuem traumas, dores e muitos conflitos. Jane é a única das três que é vista na cidade como alguém que não possui uma vida ideal, por ser mãe solteira e ter o filho apontado na escola como o causador de bullying contra uma colega.

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    O enredo possui como pano de fundo um assassinato, que ocorre durante um evento escolar organizado apenas para os pais da comunidade que possuem filhos na escola. Os capítulos e as cenas do seriado são mesclados com depoimentos de outras pessoas que também estavam na festa. Apesar de mover a trama, o grande foco são as relações entre os personagens e a vida das protagonistas, e como cada uma delas enfrenta suas próprias batalhas. Celeste (Nicole Kidman) é alvo de violência doméstica em um casamento que é visto pelos outros como exemplar. Porém, ninguém sabe de verdade o que se passa na vida dela, que sofre com o marido abusivo Perry (Alexander Skarsgård). As cenas de violência são tensas e cruas, levando à tona a discussão sobre violência doméstica e como ela pode acontecer, sim, com qualquer pessoa, não importa o status social.

    Jane (Shailene Woodley) não chegou perto dos 30 anos e encontra uma chance de recomeçar de novo naquela cidade. Como esperado, nem tudo ocorre como ela planejou. O seu filho Ziggy enfrenta diversos problemas na escola, ao ser acusado de praticar bullying, fazendo Jane questionar o comportamento do próprio filho. Em paralelo, descobrimos que muitas das suas aflições e traumas foram causados por uma experiência que gerou a criança: Jane foi vítima de estupro.

    Madeline (Reese Whiterspoon) tem uma rotina que inclui cuidar dos filhos, administrar a peça de teatro da cidade, manter o casamento com Ed (Adam Scott), e sobreviver à sua relação conturbada com a filha mais velha, Abigail (Kathryn Newton), que para revolta de Madeline, está passando muito tempo com o pai que sumiu quando ela era ainda bebê, e a madrasta Bonnie (Zoë Kravitz).

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    É difícil elencar todos os temas abordados pelo seriado e pelo livro, mas eles tem o traço em comum de serem conflitos que estão presentes na jornada de todas as mulheres que aparecem na série – e não só as principais -, seja o papel da maternidade (que é muito questionado durante os episódios; algumas mulheres são julgadas por não possuírem uma carreira para cuidar dos filhos, e outras, por terem!), abuso sexual, traumas e sororidade, e amizade feminina.

    Cada um deles é desenvolvido com maestria e ganha espaço em tela, nos fazendo questionar e refletir após terminar os episódios. Big Little Lies mostra o quanto a união entre mulheres pode ser poderosa e literalmente, salvar vidas. Por mais que algumas personagens tenham conflitos entre si em muitos momentos, a série não transforma isso em uma típica representação machista que mulheres não podem ser amigas de outras mulheres; pelo contrário, ela justifica o quanto essas mesmas pessoas que brigaram anteriormente, podem se unir quando necessário.

    Essa história é importante e vai mexer com você, eu garanto. Seja no papel ou na televisão, não deixe de dar uma chance.

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