• Capa_Angela.indd
    Livros

    Livros que eu li na faculdade #1

    ver post
  • Arte: Henn Kim @henn_kim
    Textos

    Rastros

    ver post
  • 1fa56655-c5d0-492b-ac49-5851d952c741-bccb073f-d38e-47d0-b171-f188697c72f4-hmrr_willian_kate_meghan_harry_ap_89-1
    Filmes, Livros, Música

    O que eu li, assisti e ouvi em Junho

    ver post
  • Garotas sensíveis são fortes. @AmbivalentlyYours
    Textos

    Reconstrução

    ver post
  • Abril 27, 2018
    postado por
    Captura de Tela 2018-04-26 às 21.12.26

    King Princess é uma artista do Brooklyn, em NYC, que apareceu de maneira tímida no mundo da música em Fevereiro, mas conquistou mais espaço em poucos meses. Ela lançou o seu primeiro single, “1950”, no início do ano, e chamou a atenção pelas suas letras saírem do comum e abordarem a visão do amor queer. A cantora escreve sobre amar outra mulher e na sua música de estréia, faz referência a época em que os LGBTQs+ não podiam demonstrar seus sentimentos em público (o que como nós sabemos, ainda é muito comum). A canção também descreve a insegurança que você sente quando está apaixonado, e que mesmo assim, ainda querer esperar por aquela pessoa.

    A artista foi contratada pela gravadora recém criada de Mark Ronson (que trabalhou com Lady Gaga no álbum Joanne e escreveu e produziu Uptown Funk com Bruno Mars). Ela é derivada da gravadora Columbia, que é a mesma de Harry Styles (fã assumido da cantora).

    A previsão é de que o seu primeiro EP saía ainda esse ano. O som dela é pop, delicioso de ouvir e tem letras com uma pegada honesta, que saem do clichê de pronomes e amor heterossexual. Todos os instrumentos usados em “1950” foram tocados por ela.

    30530957_158187438192849_2376605863885406208_n

    O segundo lançamento segue a vibe do primeiro, mas ambas as músicas possuem suas próprias identidades. “Talia” foi lançada em pouco menos de duas semanas e já possui dois milhões de execuções no Spotify. A letra narra o fim de um relacionamento; a pessoa não vai mais voltar, mas você ainda tem esperanças e queria que ela tivesse lá. E é exatamente esse o sentimento do refrão: “I can taste your lipstick, I can lay down next to you but it’s all in my head” (eu posso sentir o gosto do seu batom, eu posso deitar ao lado de você, mas está tudo na minha cabeça).

    Abril 22, 2018
    postado por
    tumblr_p7abyg6o6I1qdbl6to1_1280

    Recomeçar é parte da nossa natureza.

    Como espíritos livres que somos, corremos o máximo que podemos da mesmice, mas não é tão simples quanto parece. Existem coisas que precisamos fazer todos os dias e que acabam, de alguma forma, sufocando. Vai dizer que nunca foi dormir pensando em como queria que o dia seguinte simplesmente passasse direto, em branco? É uma sensação comum essa de achar que está perdendo tempo com coisas que, no fim, não agregarão em nada. Como seria bom se a vida fosse viajar e descobrir o mundo. Essa é a expectativa da população. A realidade é descobrir quem realmente somos enquanto lutamos para nos encaixar nas caixinhas impostas desde quando nascemos.

    É preciso recomeçar, então. Respirar fundo, derramar algumas lágrimas, tomar um sorvete e levantar da cama. Não tem problema não se conhecer de verdade. Digo, eu sei que eu odeio brócolis, mas não sei qual é o meu maior sonho. Deixa eu falar uma coisa: está tudo bem com isso. Minhas costas estão prontas para carregar uma mochila com os sonhos mais loucos e improváveis e mesmo assim eu não me importo de não saber quais são agora. Por enquanto, estou preocupada em seguir em frente. Quero dançar com os meus medos e tomá-los como coadjuvantes da minha história, não como protagonistas. O corpo é meu. Eu possuo controle sobre as confusões que incendeiam a minha mente.

    Se o tempo está passando muito rápido, é sinal de que estou cada dia mais perto de saber o meu propósito nesse lugar. Se ninguém tem tempo mais para ninguém, é sinal de que meu coração é da velha guarda e, por isso, raro. Nós não precisamos fingir que não temos olhos brilhantes e almas alucinadas por um mínimo de atenção. Se você sente a necessidade de correr para o mar mais próximo e navegar em águas desconhecidas, o que está esperando? É a sua chance de recomeçar. Imagine a sua vida como uma estrada de 200 km. Não faço a menor ideia de como fazer contas matemáticas, mas sei contar uma boa história.

    Você está no km 45. Também não sei se a sua jornada na Terra acaba nos duzentos ou antes, mas preste atenção: você está quase lá. De cinco em cinco, você chega lá. E se não sabe onde é o lá, outra novidade – não tem problema. Apenas continue caminhando e prepare-se para a visão mais bonita que você verá em toda a sua vida. É aquela luz de queimar os olhos de quem não sabe apreciar, só que, por você estar ali, não será prejudicada com tanta claridade. É o Sol do amanhã, é o recomeço tomando forma e se mostrando da maneira mais crua possível. Você está no km 60. Já se passaram 15 km e você ainda vê a luz.

    Esse é o fim do texto, mas também é o início dele. Não existe ordem cronológica aqui e nem na China.

    P.S Para leitores de outros planetas, a regra é a mesma. Você faz o seu tempo.

    Abril 21, 2018
    postado por
    30726718_10155368975121027_8077220680606679040_n

    Quem já estava com saudades de Ariana Grande? A cantora de 24 anos não havia lançado novos singles faz algum tempo, desde o seu terceiro álbum. Mas a espera acabou, e com o lançamento do quarto disco de estúdio, Ariana volta com o seu pop delicioso, o vozeirão e as letras que marcam. “No Tears Left to Cry” é o primeiro single do novo trabalho, e apesar da batida animada, a letra faz referência ao momento de quando você está mal e precisa reagir, secar as lágrimas e mudar a sua mentalidade.

    Abril 18, 2018
    postado por
    30582445_1682313098528967_8534345049331204096_n

    Em Fevereiro eu entrevistei aqui no blog a Bruna Morgan, autora do Universo em Bolha de Tinta. Bati um papo bem legal com a Bruna, e se ela já era uma das minhas ilustradoras favoritas, a admiração só ficou ainda maior! Carioca, Bruna mantém o seu blog faz anos e também posta os seus desenhos no Instagram. 

    No início de Abril ela lançou a sua campanha para financiamento coletivo do seu primeiro livro no Catarse. O projeto vai até o dia 28, e a meta a ser alcançada é R$8,000 (estamos na metade, em torno de R$3,700). A proposta é que o livro contenha 30 tirinhas, três HQs e 12 tirinhas novas e exclusivas para a publicação. No total, serão 84 páginas, com previsão para lançamento em Junho de 2018.

    O orçamento ocorre da seguinte maneira: 10% em brindes, 17% em envio dos livros, 13% vai para o Catarse e 60% para a impressão. É importante nós apoiarmos os artistas independentes, que estão na internet batalhando pelo seu espaço e para divulgar a sua arte. Sabemos que arte ainda não é tão valorizada no Brasil, mas ela pode ganhar uma força e espaço imensos com a ajuda da internet. Se você não pode apoiar financeiramente, ajude a divulgar!

    30707924_1684413631652247_5233764391475740672_n 30441138_1678950288865248_5939725893881561088_n

    Vale lembrar que essa é uma campanha tudo ou nada: caso a meta não seja atingida, o valor retorna para quem doou.

    29683339_1673708612722749_7327921996226022919_n

    Os temas que a Bruna aborda me tocam profundamente (e acredito que grande parte do sucesso das suas tirinhas seja justamente por isso: porque muitas pessoas conseguem se identificar!). É importante que desabafos e relatos sobre saúde mental ganhem forma e espaço na arte, afinal, eles são relevantes e devem ser discutidos.

    Você pode apoiar o livro acessando a página no Catarse. Cada valor doado possui suas respectivas recompensas!

    Abril 9, 2018
    postado por
    tomoffinland

    Tom of Finland (2017) – Dirigido por Dome Karukoski

    Produzido pela Finlândia, Tom of Finland foi um daqueles filmes que se tornou uma surpresa agradável e que em uma hora e cinquenta minutos me ensinou sobre cultura, arte e direitos LGBTQ+ que eu ainda desconhecia. Protagonizado por Pekka Strang (Tom) o longa conta a trajetória de Touko Valio, nascido em 1920 na Finlândia. É durante a Segunda Guerra Mundial que Tom começa a explorar a sua sexualidade. Ele cresceu em um ambiente artístico, e por isso, desenha e produz desde jovem. Os seus desenhos possuem caráter homoerótico, e é por meio deles que ele explora os seus desejos e o seu talento.

    Na época, era proíbido na Europa qualquer tipo de manifestação e prática homossexual. Ou seja, os desenhos que Tom produzia de cenas eróticas eram ilegais e ele estava em constante risco de ser preso pelas leis do seu país. Por mais que sofresse preconceito da sociedade e da própria família, a sua arte alcança níveis inesperados (na época, nos Estados Unidos, a cultura gay ganhava ainda mais força, principalmente na Califórnia). Ele se torna ídolo para milhares de pessoas no mundo inteiro, e ninguém pode mais impedir os seus desenhos de ganharem vida própria.

    O filme carrega uma atmosfera pesada em alguns momentos – como quando trata de temas como a AIDS e a perseguição aos gays na Europa -, mas também trás cenas de esperança e união, quando Tom encontra pessoas que o apoiam e acreditam no que ele faz. A história é baseada na vida do artista que faleceu em 1991.

    Captain-Fantastic-outdoor-cinema-Ibiza-2017-2

    Capitão Fantástico (2016) – Dirigido por Matt Ross

    Um dos melhores filmes que assisti este ano: é assim que defino Capitão Fantástico. Com uma história elaborada e cheia de nuances, o filme de Matt Ross (e também com roteiro feito por ele), trás o pai de família Ben (Viggo Morten) que cria os seus seis filhos de uma maneira totalmente diferente do resto da sociedade. Eles vivem em uma floresta próximo de Washington, aprendendo a caçar e a viver da terra. Porém, apesar desse estilo de vida, as crianças são educadas com afinco e possuem conhecimento tanto prático quanto acadêmico. Tudo estaria ótimo se a mãe deles não estivesse longe há meses: ela sofre de Transtorno Bipolar, e precisa se tratar em uma cliníca. Os filhos sentem a sua falta e o que eles mais querem é ver a mãe.

    A família embarca em uma jornada que possui relação com a figura materna. É difícil, doído, emocionante e todos eles aprendem muito sobre si mesmos. Afinal, eles foram ensinados a viver de uma maneira diferente, mas não sabem lidar, por exemplo, com pessoas da sua idade, relacionamentos e convivío social. O filme tem uma forte pegada política e questionadora, que critica duramente o capitalismo e o status quo, mas sempre com uma mensagem de que fica à cargo do telespectador tirar as suas próprias conclusões. Destaque para a cena final ao som de “Sweet Child O’Mine”, sendo o momento mais bonito do filme.

    O longa rendeu uma indicação ao Oscar, Bafta e Globo de Ouro para o protagonista Viggo Morten.

    subir
    elas disseram TODOS OS DIREITOS RESERVADOS © 2017 // DESIGN POR SARA SILVA