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  • Maio 7, 2018
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    Título: Simon vs A Agenda Homo Sapiens (Com amor, Simon)

    Autor (a): Becky Albertalli

    Editora: Intrínseca

    Sinopse: Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, um colega da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte. Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar. Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu. Uma história que trata com naturalidade e bom humor de questões delicadas, explorando a difícil tarefa que é amadurecer e as mudanças e os dilemas pelos quais todos nós, adolescentes ou não, precisamos enfrentar para nos encontramos.

    “Com Amor, Simon” pode ser considerado um dos livros de literatura young adult que mais ganhou espaço no Brasil esse ano. O enredo ganhou destaque com o filme, que foi lançado em Abril (eu ainda não assisti! E tô louca para poder ver!). Antes de assistir o longa, eu queria ler o livro. Eu já sabia um pouquinho do que me esperava: a autora Becky Albertalli é a mesma de Os 27 Crushes de Molly, romance que eu li no final de 2017. A autora de Atlanta é conhecida por escolher protagonistas que não se encaixam no padrão que sempre vemos nos livros jovens. Molly tinha transtorno de ansiedade e era gorda, fugindo dos padrões estéticos; e Simon é gay.

    Simon está no último ano do ensino médio e ele tem certeza da sua sexualidade; a única coisa que ele não sabe é como vai compartilhar isso com os seus amigos, e com o mundo. Ele não quer que o fato de ele ser gay se torne uma grande coisa, principalmente entre a sua família. Os seus dois pais sempre querem se envolver na vida dos filhos (o protagonista tem duas irmãs), e Simon não sabe qual será a reação dos seus pais quando ele revelar o seu segredo.

    A única pessoa que sabe da verdade sobre Simon é Blue, um garoto anônimo da sua escola que ele se corresponde por e-mails, que também é gay. Os dois, apesar de serem extramamente próximos, não se conhecem pessoalmente. Eles apenas sabem que frequentam o mesmo ensino médio. Blue também está encarando, assim como Simon, a jornada de se assumir: para a família e para os outros. Porém, cada um deles tem ritmos diferentes. Em alguns momentos, Simon se sente mais confiante que Blue e vice-versa.

    Apesar de ter amigos muito próximo e que o conhecem pela vida inteira (Leah e Nick), Simon constrói um laço de amizade forte com a nova recém chegada no grupo, Abby. Ela é a primeira pessoa o qual ele confia para contar sobre o fato de ser gay. E aqui entram questões que o personagem encara: ele tem medo de os amigos não o verem mais do mesmo jeito. A diferença entre Leah, Nick e Abby é que a última não conhece a vida inteira de Simon. Por isso, ele se sente mais livre para mostrar quem é.

    O mais interessante da história é como Becky Albertalli – que é experiente nisso – sabe tratar de temas complicados de forma delicada e honesta com os seus personagens. Simon não é perfeito – ele está longe de ser o melhor amigo do mundo ou o melhor filho -, e acompanhamos a sua jornada de autoconhecimento aos poucos. Sair da zona-de-conforto depois de tantos anos não é nada fácil para ninguém: mas é ainda mais difícil quando você não se encaixa no padrão heterossexual. Inclusive, surgiu um debate quando o filme foi lançado, se assumir-se gay era um tema que “ainda” valia um filme. A resposta é: sim. Os LGBTQ+ sofrem com preconceito e exclusão todos os dias, e o ato de bater no peito e dizer quem você é, é pura resistência.

    A relação de Blue e Simon não é forçada e acontece naturalmente. Mas o menino não é o único apoio que ele tem. Os seus amigos, Leah, Abby e Nick, também estarão ao lado dele, mas Simon encontra dificuldades em se relacionar com Leah – que ele conhece há anos -, e revelar seu segredo para ela. Os dois parecem seguir caminhos diferentes ao longo da história; este ponto também foi bem realista para mim. Muitas vezes temos amigos que amamos, mas que em determinados momentos conflitos entram no meio e balançam a amizade. Isso não quer dizer que você deixe de amar menos aquela pessoa.

    A leitura fluiu rapidamente; “Simon” é daqueles livros gostosos de ler que você se encanta rapidamente. A sua importância também é enorme: a literatura LGBTQ+ jovem ainda está ganhando espaço no mercado editorial, e o sucesso deste livro só abre mais chances para outros também ganharem as livrarias. Vários amigos estavam lendo ao mesmo tempo que eu, e a opinião deles me marcou: “eu gostaria de ter lido um livro como esse quando estava me descobrindo.”

    Responder para Váh // Cancelar resposta

    1. Maíra Namba Mai 08, 2018

      Eu viiiiii o trailer desse filme!
      e queria muito assistir, acho lindo essa coisa mais amor, novo, recente, a descoberta, é muito lindo!
      E eu Não sabia que o livro tinha outro nome ahahahahaha

      é engraçado, mas quando você não conhece a pessoa, fica mais fácil de abrir, por não haver julgamentos, ou achamos isso errado. nossa me deu mais vontade de assistir o filme!

      acho muito bom ter referências LGBTQ+! adorei sua resenha, acho que traz mais ainda a importância da gente falar sobre isso!
      <3

    2. Váh Mai 08, 2018

      Não sou muito de ler, mas gostei da sinopse do livro e do que você disse sobre.
      É um assunto delicado, mas abordado de forma leve né?
      E a história virou filme??? AAAAH que dahora, o filme pode ser que eu veja haha :)
      Ah, sobre o texto que postou… achei incrível!
      Deixei um comentário lá.

      https://heyimwiththeband.blogspot.com.br/

    3. Camila Faria Mai 09, 2018

      Oi Ana, o livro mudou de nome por causa do filme?
      Eu não tenho muito costume de ler YA, mas tenho lido MUITAS resenhas positivas dele e fiquei até com vontade de me jogar na história. Acho tão importante esse tema e ainda MUITO relevante para os dias de hoje. Beijo, beijo :*

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