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    Playlist: Dezembro

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    Carta de amor para os nômades

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  • Julho 12, 2018
    postado por

    Por incrível que pareça, o primeiro semeste da faculdade me possibilitou mais tempo para ler livros. Os dois anos que fiz cursinho pré-vestibular me fizeram ter uma rotina mais agitada e eu mal tinha tempo pra leituras. Nesses últimos meses eu consegui explorar bastante outros gêneros (o meu favorito é o Young Adult, que sempre aparece nas resenhas aqui). Fiz um apanhado dos meus favoritos, e porque você deveria lê-los!

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    Zygmunt Bauman – Amor Líquido

    Sinopse: A modernidade líquida, ‘um mundo repleto de sinais confusos, propenso a mudar com rapidez e de forma imprevisível’ em que vivemos, traz consigo uma misteriosa fragilidade dos laços humanos, um amor líquido. Zygmunt Bauman, um dos mais originais e perspicazes sociólogos em atividade, investiga de que forma nossas relações tornam-se cada vez mais ‘flexíveis’, gerando níveis de insegurança sempre maiores. A prioridade a relacionamentos em redes, as quais podem ser tecidas ou desmanchadas com igual facilidade – e frequentemente sem que isso envolva nenhum contato além do virtual -, faz com que não saibamos mais manter laços a longo prazo. Mais que uma mera e triste constatação, esse livro é um alerta: não apenas as relações amorosas e os vínculos familiares são afetados, mas também a nossa capacidade de tratar um estranho com humanidade é prejudicada.

    Bauman faz parte da cultura pop. O socíologo polonês é um dos autores mais conhecidos na internet, nas ruas, nas mídias sociais e nas universidades. Sua escrita é fácil de ler e compreender e os questionamentos trazidos por ele se aplicam facilmente ao nosso dia-dia. “Amor Líquido” é a sua obra mais conhecida – e segundo minha professora de Sociologia, feita para alcançar um público maior -. Esse livro caiu nas minhas mãos exatamente quando eu precisava e ficava me perguntando um monte de coisas sobre os relacionamentos atuais. Por que eles duravam tão pouco, e principalmente, qual era o motivo de estarmos todos nos tratando como objetos, tão descartáveis quanto o nosso celular antigo quando sai um modelo novo.

    Esse livro faz mais perguntas do que respostas, mas abre nossa mente para questionar como os laços de amizade e amorosos estão tão fragilizados. Boa parte disso vem da nossa cultura da internet, de simplesmente deletar e largar algo quando cansamos; aprendemos desde o início a fazer isso com os nossos bens materiais, então, qual seria a diferença de fazer isso com seres humanos também? Durante a leitura, me lembrei bastante deste texto da Valéria que eu havia lido há algumas semanas antes.

    Motivos para ler: Se você gosta de sociologia – principalmente em um viés muito contemporâneo -, essa é uma boa sugestão de livro para começar.

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    Sobre o suicídio – Karl Marx

    Sinopse: ‘Sobre o Suicídio’ é uma peça ‘insólita’ em meio aos trabalhos já publicados por Marx, como coloca Michael Löwy na apresentação do livro. É um Marx que trata da esfera da vida privada, das angústias da existência mediada pela propriedade e pelas relações de classe, e que antecipa temas como o direito ao aborto, o feminismo e a opressão familiar na sociedade capitalista. Diferente também na sua origem, o texto tem por base uma tradução comentada de passagens de Du suicide et ses causes, um capítulo das memórias de Jacques Peuchet, que se torna uma espécie de ‘co-autor’ desta obra.

    É de conhecimento de poucas pessoas, mas Karl Marx escreveu um ensaio sobre suícidio, feminismo, e misognia (debatendo os três temas e suas ligações). Esse é um livro bem curto, prático para ler em um dia, e muito interessante para quem gosta de leituras feministas. O ensaio de Marx foi baseado numa análise de suícidios elaborada pelo filósofo francês Michel Pêcheux. Dessa maneira, o alemão se debruçou sobre os casos. Todos eles eram protagonizados por mulheres, com exceção de um. Essas mulheres eram burguesas que haviam sofrido por diversos motivos: casamentos infelizes, limitação de suas vidas e personalidades, humilhação pelas famílias, dentre outros, o que as levou à morte. O autor critica e expõe o machismo e ressalta que seria uma das prioridades desconstrui-lo.

    Em um dos trechos, Marx afirma que não é necessário ser socialista para criticar e lutar contra o status quo.

    Motivos pra ler: Esta é uma visão quase desconhecida do autor. Por isso, é inovador ver o lado engajado de Marx contra o machismo.

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    Mulheres, raça e classe – Angela Davis

    Sinopse: Mais importante obra de Angela Davis, “Mulheres, raça e classe” traça um poderoso panorama histórico e crítico das imbricações entre a luta anticapitalista, a luta feminista, a luta antirracista e a luta antiescravagista, passando pelos dilemas contemporâneos da mulher. O livro é considerado um clássico sobre a interseccionalidade de gênero, raça e classe. A perspectiva adotada por Davis realça o mérito do livro: desloca olhares viciados sobre o tema em tela e atribui centralidade ao papel das mulheres negras na luta contra as explorações que se perpetuam no presente, reelaborando-se. O reexame operado pela escrita dessa ativista mundialmente conhecida é indispensável para a compreensão da realidade do nosso país, pois reforça a práxis do feminismo negro brasileiro, segundo o qual a inobservância do lugar das mulheres negras nas ideias e projetos que pensaram e pensam o Brasil vem adiando diagnósticos mais precisos sobre desigualdade, discriminação, pobreza, entre outras variáveis.

    A vontade de ler Angela Davis (e querer devorar todas as suas obras!) surgiu quando fiz novas amizades na faculdade e estávamos debatendo o tema do feminismo interseccional. Eu já tinha lido e entendia um pouco sobre, mas queria realmente sentar e estudar. Afinal, se não pararmos para prestar a atenção ao nosso redor, vamos acabar na bolha do feminismo branco. É inegável que a vivência das mulheres negras é diferente das minhas; suas experiências, seus desafios. Eu queria compreender mais sobre isso. A ativista Angela Davis possui uma lista extensa de obras, mas esta é a sua mais famosa.

    Mulheres, raça e classe é dividido em diversos capítulos que abordam temas como o sufrágio feminino, a participação das mulheres negras no movimento – e suas principais ativistas -, e como diversos passos importantes na luta do feminismo simplesmente tentavam excluir as mulheres negras do processo. É uma leitura essencial, que eu indico para todxs.

    Motivos para ler: Considero este livro fundamental para qualquer mulher que se considere feminista. É importante estar sempre expandindo as suas ideias sobre a causa e enxergar outras visões.

    Responder para Thayane Ramos // Cancelar resposta

    1. Thami Sgalbiero Jul 13, 2018

      Eu li muito de Bauman pra compor o meu TCC também, to chocada, haha! Mas esse que você leu, eu não li. Ainda. Li Karl Marx também, mas não foi ligado ao tema de suicídio. Como meu tema teve um lado mais de construção de imagem do artista, aí foram outras obras que me ajudaram. Em um momento do meu TCC eu falei sobre o feminismo e todo o começo dele, acredito que esse livro “Mulheres, raça e classe” seria perfeito pra parte em que eu falo do movimento sufragista. Muito bom o post! Gostei das indicações.

    2. Taís Jul 13, 2018

      Fiquei muito interessada em ler Mulheres, Raça e Classe… parece ser um daqueles livros bons e essenciais. Obrigada pela dica :)

    3. Claudia Hi Jul 17, 2018

      Oi Ana! Nossa faz um tempo que não leio livros acredita? E nem é por falta de tempo. É falta de vontade mesmo. Sabe quando a gente lê meio forçado, porque a história tá sem graça? Eu estava assim, aí acabei dando uma parada.

      Um dia ainda vou ler (ou tentar ler) um livro do Karl Marx. Falam tanto dele, mas nunca tive oportunidade.

      Bjaoo

    4. Thayane Ramos Jul 17, 2018

      Nossa que post surpreendente em, adorei seu post muito interessam, na verdade estou adorando navegar em seu site, pois aqui encontro vários artigos interessantes de se ler como este.
      https://www.noticiasdaweb.com.br
      Bjss!

    5. Camila Faria Jul 18, 2018

      Eu nunca li nada da Angela Davis, é quase uma falha no meu caráter isso. Hahaha!
      Quero muito começar pelo Mulheres, raça e classe, que todo mundo diz ser incrível.
      Bauman e Marx eu li bastante também, durante a faculdade de jornalismo.

      Beijo, beijo :*

    6. Bruna Morgan Jul 19, 2018

      Eu quero muito ler o da Angela, baixei pdf, mas sou horrível pra ler no celular ou no tablet, quero mesmo a versão física

    7. Gabriela Farias Soares Jul 23, 2018

      Eu ouvi falar tanto do Bauman quando tava no cursinho pré-vestibular que sinto como se conhecesse o cara hahahah, mas nunca parei pra, de fato, ler a escrita do autor. Tenho muita curiosidade com Amor Líquido, vou ver se acho nas bibliotecas por aqui. Eu não tinha ideia que o Karl Marx tinha um livro desses, mas fiquei muito interessada, outro que vai entrar pra minha lista. E Angela Davis… ah, Angela Davis. Quero TANTO ler os livros dessa mulher, tá na minha lista há tempos! Adorei as dicas <3
      Um beijão,
      Gabs | likegabs.blogspot.com ?

    8. Ana Barros Jul 25, 2018

      Esses 3 livros parecem super interessantes! Eu sempre quis ler Amor Líquido e Mulheres, Raça e Classe, mas coloquei outros livros na frente… adorei as resenhas e me deu mais vontade de ler :) Não sabia desse livro do Marx, mas me parece bem bom e pelo o que você disse, bem rápido de ler!

      Adorei as dicas, beijos <3

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