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  • Agosto 11, 2018
    postado por

    pexels-photo-934718

    Eu sou a minha própria artista. Dentro dos livros de história sobre a minha vida, eu criei arte para tentar explicar o furacão de sentimentos que ecoam no meu coração.

    As palavras existem dentro de mim porque eu sinto muito de uma forma que não consigo fazer com que eu seja entendida.

    Eu enxergo o mundo de cabeça para baixo. As estrelas do céu são os pedaços de chão que eu piso todos os dias. As calçadas servem como iluminação na minha jornada e eu me vejo capaz de nadar em um oceano onde as águas são os astros e a poeira cósmica do universo.

    Eu enxergo o mundo com os olhos cegos. Penetro o meu olhar nas pessoas que mais sorriem, pois elas são as que mais sofrem. Durmo pensando em como gostaria de extinguir a dor e injetar pelo menos cinco segundos de felicidade real, mas, novamente, o que seria da arte senão uma válvula de escape para toda a dor da humanidade?

    Eu enxergo o mundo com as tintas mais sensíveis. Encaro o quadro vazio e permito que a minha alma grite alto o suficiente para sair de mim e expressar o que sinto. Se cada um de nós pararmos para pensar, não existe uma definição exata para o que é o mundo. Nós temos apenas uma ideia individual e ilusória sobre o que ele é.

    Eu enxergo o silêncio do mundo. Enxergo o escuro, o quieto, as meias palavras, a boca entreaberta, o olhar vago… Eu não gosto de deixar nada passar despercebido, mas eu sou uma desconhecida para os outros e, principalmente, para mim. Quem sou eu, além de alguém que cria a própria arte para não enlouquecer?

    Quem sou eu, além de alguém que está constantemente quebrada e nunca inteira?

    Eu sou a minha própria artista, porque se não for eu, quem será por mim? Todo mundo está ocupado com a própria loucura. Não cabe a mim pedir que alguém me salve de mim.

    Minha essência jorra em cada pedaço de arte que eu crio em meus momentos de solidão, e se sentes que o teu mundo está prestes a explodir, saiba: eu renasço a cada extinção. Você também.

    Se chegar a hora em que o teu coração berrar por uma liberdade que você não consegue explicar, saiba: você é o artista da sua própria vida. Você é o fogo no centro do frio e um mar de emoções durante uma tempestade de rasos.

    Eu renasço a cada extinção porque eu preciso carregar a minha alma para onde ela pertence, que é um lugar que ainda não conheço. A minha casa é o lugar nenhum, e eu sinto a necessidade de continuar criando arte até descobrir o caminho para lá.

     

    1. Camila Faria Ago 14, 2018

      Que beleza Júlia, você escreve muito! <3

      • Julia Vilarim Ago 17, 2018

        Esse elogio me deixou boba! Muito obrigada <3

    2. Yasnaya Ago 16, 2018

      Que bonito Júlia!
      Somos multitudes, podemos tudo e ao mesmo tempo não somos nada.
      A arte vem me salvando desde os 10 anos, e todo dia ela me move, me motiva.
      Viver e ter a certeza que podemos ser felizes, mesmo incompletos.

      • Julia Vilarim Ago 17, 2018

        A arte nos salva de nós mesmos todos os dias. Obrigada <3

    3. Vanessa Alves Ago 17, 2018

      Adorei seu post.

      • Julia Vilarim Ago 17, 2018

        MUITO obrigada <3

    4. Julia Vilarim Ago 17, 2018

      AAAA Muito obrigada <3

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