Agosto 17, 2018 por em Uncategorized
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Eu vivo por momentos como esse.

Momentos onde não sei o que acontecerá no próximo segundo onde farei minha próxima respiração. Momentos onde a zona de conforto é algo que está atrás da minha própria existência. Momentos onde eu sei que jamais serei tão jovem quanto sou nesse exato agora.

É como se eu estivesse subindo o primeiro degrau de um avião que irá me levar para um novo mundo, aquele que ainda não conheço e que, por muito tempo, estive morrendo de medo de conhecer.

Mas o que é estar viva se não for para morrer e renascer todos os dias?

Eu não sei para onde essa jornada está me levando. O que posso pedir, de cada pedaço das minhas veias, é que este caminho me traga o que eu sempre quis: tudo o que eu não estou familiarizada.

Durante todo o percurso, penso em todas as vidas que já vivi dentro de uma só: o que fui, o que fiz, o que senti, o que chorei e o que lamentei. Estaria eu preparada para mais um furacão de novas vivências, considerando que viver é permitir que a alma seja machucada pelo mundo?

Talvez sim, talvez não. Mas eu não pretendo deixar essa dúvida me prender, sendo que eu sou uma alma feita para ganhar asas e voar em todos os tipos de céu, nublados ou não.

Eu amo pessoas, mas eu amo colocar uma mochila repleta de sonhos nas minhas costas e seguir em frente.

Admito – tenho medo de mudanças, mas sou uma metamorfose. Eu vivo por momentos como esse: estou prestes a descer do avião.

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