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  • Abril 22, 2019
    postado por
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    Djamila Ribeiro é brasileira, mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo, colunista da Carta Capital e da Marie Claire Brasil. É pesquisadora, escritora e responsável por uma das coleções de livros mais relevantes do Brasil na última década: “Feminismos Plurais”, inicialmente lançado pelo selo Sueli Carneiro, e que ganha nova edição pela Pólen Livros. Djamila consegue estabelecer no país discussão sobre temas importantes trazendo como viés o feminismo negro. Tivemos três lançamentos até o final de 2018: “Lugar de Fala”, escrito por Djamila, “O que É Encarceramento em Massa?“, de Juliana Borges, e “O Que É Empoderamento?“, por Joice Berth, além de “O que é racismo estrutural?”, de Sílvio Almeida, e “Interseccionalidade”, de Carla Akotirene, em 2017.

    O próximo nome da coleção chegou no início do mês de Abril: “Racismo Recreativo”, de Adilson Moreira.

    Além de ter no currículo os seus próprios títulos, a autora também faz um trabalho fundamental como editora, pois conseguiu estabelecer uma coleção que trouxesse a discussão de maneira didática; todos os livros estão no valor de R$19,90.

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    Começar a leitura da coleção Feminismos Plurais foi um dos primeiros passos para mim em uma trajetória de conseguir compreender profundamente a ligação do feminismo com a raça, a classe e o gênero. Bell hooks já nos explica que para ser feminista é necessário ser antirracista, e entender as complexidades estruturais disso é relevante.

    Juliana Borges trás em “O Que É Encarceramento em Massa?”, uma das pautas que por diversas vezes, é esquecida nos movimentos sociais: o que é ser antipunitivista? Porque a maioria da população carcerária é negra? A população feminina nos presídios só aumentou nas últimas décadas; porém essas mulheres tem cor e classe social específicas. Como o feminismo deve agir sob esse tema?

    Entre 2006 e 2014, a população feminina nos presídios aumentou em 567,4%, nos colocando no ranking dos países que mais encarceram no mundo, ficando no 5º lugar. 67% destas mulheres são negras e 50% são jovens. Justificando

    Já a arquiteta e ativista Joice Berth desmistifica o que significa empoderamento. Desde o início do boom do feminismo no Brasil ouvimos essa palavra todos os dias, mas o que ela realmente significa? O que pode ser considerado se empoderar? Uma pesquisa profunda feita pela acadêmica abre os nossos olhos sobre o conceito. O empoderamento é um processo que deve partir de si mesmo – e não apenas de maneira individual, mas sim coletiva -, ou seja, a atitude de empoderar-se deve promover alterações na estrutura social, caso contrário, só irá manter o status quo.

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    “Quem Tem Medo do Feminismo Negro?”, foi lançado em 2018 pela Companhia das Letras, e reúne textos de algumas colunas que Djamila escreveu para a Carta Capital, além de inéditos. Os temas debatidos são diversos, e o interessante é que os textos são curtos e rápidos de ler; além da linguagem acessível, a autora aborda diversas problemáticas, como o ativismo nas redes sociais, o racismo sofrido pela tenista Serena Williams, e também a sua trajetória na infância, os passos que ela enfrentou até chegar a se empoderar.

    As ações serão no sentido de manter os lugares construídos por uma sociedade machista e racista. Mulheres podendo ser até belas, recatadas e do lar, mas não agentes de mudança e ocupando espaços de poder. Da população negra limpando, mas não sentando nos banco da universidade. Da manutenção das mulheres negras dentro de uma lógica escravista. É como se eles dissessem: “vocês já viram demais.

    O sucesso e relevância da autora é tanto que os seus livros vão ser lançados na França em Maio, coincidentemente no mesmo país de uma de suas maiores referências: Simone de Beauvoir. Djamila estuda o pensamento da filósofa francesa há anos e “O Segundo Sexo”, é uma das suas maiores referências em diversas publicações da autora paulista.

    Escolhida pelo próprio governo de Emmanuel Macron, a ativista participou do programa “Personalidades do Amanhã”, com diversos ativistas também da América Latina.

    REFERÊNCIAS

    • RIBEIRO, Djamila. “Feminismo negro não exclui, amplia”, diz Djamila Ribeiro. Disponível em: <https://www.cartacapital.com.br/sociedade/feminismo-negro-nao-exclui-amplia-diz-djamila-ribeiro/>. Acesso em: 20 de Abril de 2018.
    • JUSTIFICANDO. “Pesquisadora discute encarceramento em massa com base em pensadoras negras.” Disponível em: <http://www.justificando.com/2017/12/08/pesquisadora-discute-encarceramento-em-massa-com-base-em-pensadoras-negras/>. Acesso em: 21 de Abril de 2018.
    • SOUZA RODRIGUES, Wallesandra. “O que é empoderamento?” Disponível em: <http://revistaalabastro.fespsp.org.br/index.php/alabastro/article/download/247/121>. Acesso em: 21 de Abril de 2018.
    • RIBEIRO, Djamila. “É hora de enfrentamento e resistência.” Disponível em: <https://www.cartacapital.com.br/politica/e-hora-de-enfrentamento-e-resistencia/>. Acesso em: 21 de Abril de 2018.

    Responder para Juliana Rabelo // Cancelar resposta

    1. Bruna Morgan Abr 23, 2019

      Eu amo o trabalho dessa mulher e a representatividade que ela carrega!

    2. Juliana Rabelo Abr 24, 2019

      Que post incrível! É bom saber que existe mulheres guerreiras e que conta histórias de mulheres guerreiras.

      Ótimo post!
      >>> https://blogjulianarabelo.blog/

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