Dezembro 26, 2019 por em Elas Indicam, Música

2019 para mim foi o ano das mulheres na música. É fato que elas dominaram  a indústria musical em outros momentos também, mas  nos últimos doze meses minhas descobertas musicais – tanto nacionais quanto internacionais – permearam entre letras sobre assumir sua sexualidade, superar o final de um relacionamento, dar voz às outras mulheres na música: é só dar uma olhada no post do Valkírias de melhores do ano que podemos perceber que as composições e revelações do ano ficaram para as mulheres. Sejam elas jovens – como Billie Eilish -, ou já maduras no cenário, como Beyoncé, sem dúvidas nossas playlists foram dominadas por cantoras do pop ao rock, que cantaram suas verdades nos últimos doze meses.

 #1 Clairo

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Claire Cottrill, também conhecida como Clairo, nasceu em Boston, nos EUA, e despontou este ano como uma das porta-vozes de uma juventude queer, que busca referências na música e em outros lugares da cultura pop; assumida como bissexual há algum tempo, foi com o seu álbum de estreia, Imunnity, que a cantora expôs sentimentos que ela guardou durante toda a adolescência, e só foram compreendidos na universidade.

A principal faixa do primeiro disco é Bags, que a cantora performou nos últimos meses com sua guitarra em mãos; a música fala sobre um relacionamento LGBT na qual Clairo tem medo de que acabe rápido, caso os seus sentimentos sejam expostos. Em Sofia – um dos grandes destaques de Immunity -, ela celebra a sua sexualidade, e diz: “nós não deveríamos nos sentir como um crime.”

#2 Luedji Luna

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Luedji Luna já é um destaque nacional a alguns anos, mas foi só em 2019 que eu – finalmente – descobri essa cantora maravilhosa, autora do álbum Um Corpo no Mundo. Mas antes tarde do que nunca, né? Se eu pudesse escolher uma artista em específico que eu tive como trilha sonora em diversos momentos, seja nas noites de Quinta-Feira (com choro, lágrima, bebida, sorriso e tudo mais) seria a Luedji; a música dela sempre foi a protagonista. Nas rodas de samba ou no festival de brasilidades, em que a melhor parte, foi, sem dúvidas, ouvir Banho de Folhas no meio de um monte de gente.

Ou naqueles dias sozinhos no ônibus, depois da faculdade – ou antes do trabalho – que Um Corpo no Mundo me acolheu de maneira que canção nenhuma poderia fazer. Obrigada, Luedji!

#3 Girl in Red

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Conhecida artisticamente como Girl in Red, a norueguesa Marie Ulven tem apenas 20 anos e começou a sua carreira musical produzindo e escrevendo todas as suas músicas no seu quarto. Foi quando começou a compor em inglês que suas canções viralizaram na internet; o próximo passo foi uma turnê internacional. Mas o que mais aproxima a cantora dos seus fãs é que o seu pop é honesto, simples e traz uma perspectiva de uma jovem lésbica, falando sobre aceitar a si mesma e paixões não correspondidas.

Sua sinceridade já atraiu alguns comentários negativos, mas em entrevista, a cantora disse que nunca vai parar de escrever sobre suas experiências como uma mulher queer; e que já recebeu mensagens de fãs que se assumiram após se inspirarem com suas letras.

#4 FKA Twigs

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Atrasada? Sim! Mas foi com um dos melhores álbuns de 2019 que FKA Twings me surpreendeu e conquistou. MAGDALENE, segundo álbum de estúdio da cantora – desde o seu primeiro em 2014 – , escolhido como um dos lançamentos mais incríveis do ano por críticos especializados, é um disco conceitual com músicas sobre coração partido. Mas não apenas dessa maneira que parece tão simples; é com músicas como Cellophone que a cantora consegue transparecer a sua dor sobre um rompimento brutal que passou.

Acompanhado das músicas impecáveis, os clipes também se encaixam em histórias que condizem com as letras. Home to You mostra a cantora em uma situação na qual ela precisa descobrir a si mesma, se conhecer novamente, depois das decepções que enfrentou; é quase como renascer. A letra também fala sobre problemas sérios de saúde que a cantora lidou nos anos anteriores.

#5 Phoebe Bridgers

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Phoebe Bridgers é uma das mulheres mais conhecidas quando se fala em indie rock. Seu disco, Strangers in the Alps, ganhou destaque na música alternativa. Phoebe ganhou ainda mais notoriedade quando lançou um EP com Julian Baker e Lucy Dacus, intitulado de Boygenius. Mas não foi apenas com suas músicas que Phoebe ganhou destaque: a campanha contra o assédio sexual, #MeToo ocorreu em 2018 no cinema, mas foi só em 2019 que ela também chegou a música, e a cantora foi uma das artistas que denunciou o cantor Ryan Adams. Ele foi acusado de abuso sexual e emocional pela ex-mulher, Mandy Moore, Phoebe e fãs menores de idade, em uma reportagem do The New York Times.

Com um catálogo cheio de músicas com letras marcantes, o destaque fica para Scott Street, que ganhou uma versão incrível ao vivo no Youtube no ano passado, e Motion Sickness, sobre um relacionamento tóxico. Phoebe irá abrir os shows da turnê atual dos britânicos do The 1975.

  1. Mayra Silva Jan 08, 2020

    Nossa que artigo fantástico, por isso que estou quase todos os dias visitando e lendo seus artigos. Porque sempre tem conteúdos interessantes e de qualidade.

    Beijos ?? !!

    Meu Blog: Jogar nas Loterias

  2. Simone Benvindo Jan 13, 2020

    Mulheres lindas e talentosas, gostei muito.
    Charme-se ?

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