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    Filmes

    Filme: Colette (2018)

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    Música

    Conheça a belga Angèle

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    Música, Playlist

    Playlist: Dezembro

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    Comportamento, Textos, Viagens

    Carta de amor para os nômades

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  • Dezembro 17, 2018
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    Título: Colette

    Diretor (a): Wash Westmoreland

    Elenco: Keira Knightley, Dominic West, Denise Gough, Eleanor Tomlinson

    Sinopse: Colette (Keira Knightley) é uma romancista francesa que sofre com o seu casamento abusivo e com o seu parceiro que tenta ganhar créditos em cima de suas obras de maneira ilegal.

    Estamos na França, um dos países mais culturais da Europa, durante a Belle Époque, era em que a efervescência da arte estava no seu auge; é em 1873, no interior da França, que nasce Sidonie Gabrielle Colette, uma garota do interior, que gosta da natureza e do clima pacato, longe da cidade. Colette (Keira Knightley) se casa ainda jovem com Henry Gauthier-Villars (Dominic West), também conhecido como Willy, um crítico de música e aspirante a escritor, e se muda para Paris com ele. A capital francesa é diferente de tudo que ela já viu, e desempenha papel importante na mudança e crescimento de Gabrielle.

    Inspirado em uma história real – como você já deve ter notado -, o longa nos transporta para o final do século 19, na pele da protagonista, que está tentando se adequar aos primeiros anos do seu casamento. No início ela é apaixonada pelo marido – que é visto quase como um “mentor”, por ela -, um homem egocêntrico e que, apesar de afirmar amá-la, é extremamente controlador. Gabrielle, como uma escritora nata, começa os rascunhos do seu primeiro livro, com inspiração nas suas experiências da infância. Claudine à l’école é lançado em 1900, se tornando um romance de grande sucesso na França –  e considerado polêmico, por falar de desejos de uma personagem adolescente pela primeira vez -, porém o livro é publicado pelo nome de Henry e não de Colette, ou seja, ele leva todos os créditos da história escrita pela esposa.

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    Com o sucesso de vendas instâneo, o marido a obriga a produzir mais livros. É da inspiração de Gabrielle – que por fim se torna Colette – que origina-se mais sucessos franceses: “Claudine em Paris”, também lançado em 1900, “Claudine e Anne”, dentre outros. O filme tem um ritmo mais lento, o que é positivo para abordar de maneira profunda as diversas fases da protagonista. Mesmo no início, sendo tímida e sem expressar sua voz, Colette já não se adequava aos padrões impostos pela sociedade francesa. Ela descobre, por meio do empoderamento da sua escrita e do sucesso, que é uma mulher capaz de se descobrir. 

    A experiência de uma mulher queer é o ponto alto do filme: Gabrielle descobre o seu interesse pelo mesmo sexo – algo que aparece de maneira sútil no início do filme -, e tem casos com mulheres durante o longa. O seu marido sabe e aceita; temos cenas interessantes, como as que Willy afirma que se ela tivesse um caso com o homem, ele não aceitaria, e Colette responde: “então o problema é com o gênero?”

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    Colette nunca quis se adaptar aos moldes que eram impostos às mulheres: um dos grandes amores de sua vida – do qual ela viveu em companhia de 1906 à 1910 – também ganha presença no filme; Matilde de Morny (Denise Cough), conhecida como Missy, possui uma presença assídua em grande parte da vida da escritora. As duas se apaixonam, e o diretor do longa, Wash Westmoreland, dá atenção devida ao tema. Missy veste roupas masculinas e é uma personagem genderfluid. Em uma das cenas, Willy insiste em chamar Missy de “ela”, e Colette o corrige várias vezes, dizendo “ele”. O casal inclusive trabalhou junto em uma peça em Moulin Rouge, não escondendo o seu relacionamento; a cena ganha destaque no filme, quando se beijam no palco e sofrem ataques do público parisiense.

    A representatividade também não ocorre só na ficção em Colette. Dois atores do filme são transsexuais interpretando personagens cisgêneros. Rachilde (Rebecca Root), personagem que prende a atenção de Colette em uma festa, e o seu marido, Gaston de Caillavet (Jake Graf), que torna-se próximo da personagem.

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    As quase duas horas de filme em alguns momentos se tornam lentas, mas o foco da descoberta e do amadurecimento de Colette, unidos da luta para ser reconhecida pelo seu próprio trabalho – do qual o marido se apossou durante anos -, são o ponto alto dessa biografia com clima de belle époque; posteriormente, a autora conseguiu provar a autoria dos livros de Claudine, e publicou mais de 30 romances durante toda sua carreira como escritora. Alguns deles polêmicos por retratarem sua vida e suas relações, que eram a inspiração principal na hora de escrever seus livros.

    Dezembro 11, 2018
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    Angèle Van Laeken, ou conhecida apenas por Angèle, é uma cantora belga de 22 anos que despontou na Europa no último ano. Seu primeiro álbum, lançado em Outubro de 2018 e intitulado de Brol, trás diversos singles, como “Flou”, “Tout Oblier”, “La Thune” e “Jalousie”. O meu interesse pela cantora veio pela indicação de uma amiga. Eu faço aulas de francês há um ano e meio, e ainda não tinha me apaixonado de verdade por alguém que cantava em francês, até conhecer o pop de Angèle. A carreira musical vem de família: seu irmão é o rapper Roméo Elvis, e os dois fizeram uma parceria juntos em Tout Oblier.

    Suas letras falam sobre amadurecimento, tristeza, desilusão e até mesmo sobre estar despontando na fama e acreditar que tudo isso pode ser ilusório: esse é um dos temas de Flou, uma das suas canções que eu mais gosto, em que ela assume ter medo, e que a sua vida mudou (inclusive os seus amigos), depois da carreira na música.

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    Além da estética criativa e visualmente bem feminina de seus vídeos (com cores como o rosa, vermelho, azul, e amarelo), as letras de Angèle abordam o feminismo, o machismo, a obsessão com as redes sociais, e a sociedade obcecada pelas aparências, e como tudo isso é falso. Seus clipes refletem suas letras do início ao fim e são um dos destaques da cantora.

    Ela foi escolhida pelo VEVO como uma das cantoras que devemos prestar a atenção em 2019, e a expectativa é que ela conquiste o seu espaço ainda mais; a cantora tem algumas músicas em inglês e outras que misturam o francês e a língua anglo-saxônica. Inclusive ela fez um cover maravilhoso no teclado de “I Kissed a Girl”, clássico de Katy Perry, em uma versão bem diferente.

    Dezembro 1, 2018
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    Dezembro chegou com álbuns novos à pleno vapor, já no primeiro dia do mês. Tivemos o lançamento do tão aguardado terceiro álbum da banda britânica The 1975, que não lançava inéditas desde 2016. “A Brief Inquiry Into Online Relationships“, trás a evolução do grupo de diversas formas: seja nas letras – que abordam as drogas, a superação dos vícios, o medo da morte, relacionamentos, traições e o mundo moderno -, ou nos instrumentais (que a banda sempre apostou) como o jazz, mas que dessa vez, aparecem para ficar e dão uma sonoridade ainda melhor para o grupo. É um álbum para se ouvir do início ao fim, é diferente, criativo, e tem até uma narração da Siri em “The Man Who Married a Robot.”


    Novembro 21, 2018
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    Título: O Mundo Sombrio de Sabrina

    Onde: Netflix

    Criador (a): Roberto Aguirre-Sacasa

    Elenco: Kiernan Shipka, Miranda Otto, Lucy Davis, Ross Lynch, Chance Perdomo, Michelle Gomez, Jaz Sinclair, Richard Coyle, Tati Gabrielle, Lachlan Watson

    Sinopse: Prestes a completar dezesseis anos, a jovem Sabrina Spellman (Kiernan Shipka) é obrigada a tomar uma decisão crucial que mudará sua vida para sempre. Ela deve escolher entre o mundo das bruxas e o mundo dos mortais, enquanto luta para proteger a família e os amigos de forças sombrias que os ameaçam.

    Inspirado na versão em HQ publicada pela Archie Comics, “Chilling Adventures of Sabrina” trás uma roupagem sombria do seriado que fez tanto sucesso nos anos 90, “Sabrina, Aprendiz de Feiticeira”, que foi ao ar de 1996 até 2003. No remake de 2018, lançado na Netflix em 26 de Outubro, Sabrina Spellman (Kiernan Shipka) é uma adolescente que vive com suas tias, Zelda (Miranda Otto), Hilda (Lucy Davis) e o primo mais velho, Ambrose (Chance Perdomo). Os seus pais morreram em um acidente de carro. Apesar de saber pouco sobre eles, é do pai e da mãe que Sabrina herdou sua maior característica: ela é metade humana e metade bruxa. Seu pai era o Sacerdote da Igreja da Noite, que promove à adoração a Satã e que as bruxas fazem parte, na cidade de Greendale. É no seu aniversário de dezesseis anos que Sabrina precisa escolher se vai assinar o livro que promete sua alma e devoção eterna ao Diabo, e que consequentemente, lhe dará seus poderes completos de bruxa.

    Esse é o ritual que toda a comunidade bruxa tem completo orgulho de fazer parte. É quando uma bruxa finalmente deixará sua infância para trás e ingressará na Academia de Artes Ocultas, que possui o propósito de ensinar todos os conhecimentos necessários que ela precisa saber. Porém, nossa protagonista foge um pouco da normalidade: questionadora e de personalidade forte, Sabrina sempre possuiu um elo forte com a sua vida humana. Suas melhores amigas, Rosalind (Jaz Sinclair) e Susie (Lachlan Watson) possuem uma forte conexão com ela. Sem falar no seu namorado, Harvey (Ross Lynch) pela qual ela é apaixonada. Caso ela escolha assinar o livro, vai precisar deixar toda a sua vida humana para trás.

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    É na primeira leva de episódios que já conhecemos as nuances da personagem principal, tão bem trabalhadas. Apesar de sua teimosia não agradar todos os telespectadores da série, Sabrina é uma adolescente forte, que acredita nas suas convicções. A série trabalha o elemento do feminismo muito bem, seja na representação da importância dos exemplos da tia Zelda Hilda, e na amizade que Sabrina desenvolve com suas amigas Susie e Rosalind. Susie se define como queer gender fluid, e sofre bullying na escola pelos garotos do time de futebol; sua amiga bruxa acaba usando os seus poderes para protegê-la, e de certa forma, empoderando Susie, que também possui sua própria jornada ao longo dos dez episódios.

    Por sua personalidade que Sabrina nega assinar o seu nome no Livro da Besta. Ela teria que abdicar de sua vida humana, deixando todas as suas escolhas de lado para sempre estar devota ao Diabo, que é o grande líder da Igreja da Noite. Esse é um dos primeiros dos seus vários atos de rebeldia. É também por essa decisão que ela entra em confronto com Prudence (Tati Gabrielle), bruxa que cria uma espécie de rivalidade com Sabrina.

    Um dos diálogos mais legais da série

    Um dos diálogos mais legais da série

    Mas não só da protagonista permeiam-se os episódios. Os personagens secundários – que em muitos momentos, também quase se tornam principais – conquistam o coração de quem está assistindo. Ambrose faz o papel de primo mais velho experiente e fiel escudeiro de Sabrina, que auxilia-a na execução de alguns feitiços. Por ter cometido um crime no passado, ele paga sua penitência estando aprisionado na casa que a família mora em Greendale. Mas nem por isso ele deixa de interagir com outros personagens, ganhando seu próprio arco e outras camadas. Descrito como um personagem panssexual, sua sexualidade é explorada em alguns momentos da série; porém, talvez se dê atenção demais somente para esse quesito, e eu espero que na segunda temporada ele ganhe destaque por outros arcos também, que se aprofundem mais na trajetória de Ambrose.

    As narrações de Rosalind e Susie também ganham destaque. Os amigos de Sabrina possuem o seu próprio envolvimento com o sobrenatural, e por mais que não sejam bruxos, também tem suas histórias particulares com o misterioso. Rosalind vem de uma família em que todas as mulheres possuem o sexto sentido aguçado; Susie é descendente de uma mulher guerreira e sobrevivente que apoiou as 13 bruxas que foram enforcadas em Greendale, em séculos anteriores. E os antecessores de Harvey, ironicamente, foram caçadores de bruxas.

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    Os 10 episódios são permeados por elementos sobrenaturais e muitas referências a filmes de terror clássico e histórias de horror aclamadas pela cultura pop. A série começa em uma clima mais leve, mas quando as histórias começam a se desenvolver e a aprofundar mais as mitologias sobre o mundo das bruxas, os plots ganham um tom mais sombrio e interessante. Aparições de demônios, rituais de exorcismo, simbologias e muitas histórias que misturam até mesmo religião ganham espaço nos episódios de quase uma hora de duração. Uma das cenas mais interessantes é quando Sabrina, ao fazer um feitiço, invoca o nome de mulheres que foram acusadas de ser bruxas e são lembradas pelos livros até hoje.

    Ao ser confrontada pelo próprio Dark Lord durante diversos momentos, a personagem precisa mostrar sua resiliência e força à não se curvar aquele que ela mais rejeita, enquanto tenta também equilibrar sua vida sobrenatural com a humana, enfrentando o ensino médio durante o dia e uma escola de artes ocultas a noite; a representação masculina no seriado – e do próprio Satã – é uma clara crítica ao patriarcado. Durante todos os episódios, a protagonista é subestimada pelos personagens masculinos, que tentam – seja pela violência, pela humilhação ou exposição – fazê-la mudar de ideia, para assinar O Livro da Besta, e revogar sua personalidade crítica.

    O Mundo Sombrio de Sabrina é uma adaptação que diverte e questiona. Apesar de possuir alguns furos, trás episódios bem elaborados; algumas tramas não ficaram tão bem amarradas, mas a Netflix já confirmou um episódio de Natal para o dia 14 de Dezembro, e a segunda temporada chega em 2019.

    Novembro 19, 2018
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    Meu estilo de make sempre foi bem básico. Base, pó, blush, e no máximo um delineador. Mas em 2018 eu comecei a brincar mais com as makes e me inspirar em amigas (que sempre apareciam com sombras coloridas, ou substituiam a sombra clássica por batom nas pálpebras), e encarei a maquiagem mais como uma diversão, um statement, uma forma de me expressar mesmo. Tudo se iniciou com uma sombra verde da Sephora que eu roubei do estojo da minha mãe, e desde então, não parei mais (gosto de usar os batons da Natura Faces como sombra também).

    Se você ainda se sente insegura, confere a minha seleção de imagens: elas vão te dar vontade de se arriscar também!

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