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    Livros que eu li na faculdade #1

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  • Arte: Henn Kim @henn_kim
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    Filmes, Livros, Música

    O que eu li, assisti e ouvi em Junho

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  • Garotas sensíveis são fortes. @AmbivalentlyYours
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    Reconstrução

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  • Junho 10, 2018
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    O final de Maio trouxe um monte de clipes novos e Junho também está seguindo o mesmo caminho. A maioria dos lançamentos ocorreram no mundo da música pop: clipe novo de Selena Gomez (com uma pegada vintage e bem legal), novo vídeo de Hayley Kyoko – que sempre faz um trabalho sensacional -, em parceria com a Kehlani. No inverno eu sempre gosto de playlists mais calminhas, mas confesso que a desse ano é uma mistura de dois humores. Vem ouvir!

    Junho 3, 2018
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    How-to style_

    Não há dúvidas: o acessório mais quente desse inverno é o óculos vintage, principalmente o cat eye, que aparece em diversas cores diferentes (o vermelho e o preto são as mais populares). Mas há diversas opções disponíveis, seja qual for o seu estilo. Mais discreta ou fashionista, é possível achar versões nas lojas de departamento, online e no câmelo também (minha amiga encontrou um modelo vermelho por R$80,00). Tudo depende da qualidade que você está buscando e do seu modelo favorito. A dica é sempre ir procurando, mas o que não falta são lugares para achar o seu!

    Duas primeiras imagens: @jaygrafias/Jayme João

    Duas primeiras imagens: @jaygrafias/Jayme João

    Esse modelo das duas primeiras imagens (usado por mim e pela minha amiga) é um vermelho mais clássico com um cat eye mais discreto. O interessante dele é que ele se torna o destaque em qualquer visual, seja ele mais básico ou não. O acessório faz toda a diferença. Eu particularmente sou apaixonada por vermelho, então essa é definitivamente minha cor favorita de cat eye. Já o preto da última foto é aquele modelo certeiro, que nunca sai de moda.

    Design sem nome

    O acessório é escolha favorita de Gigi Hadid, que foi uma das celebridades que popularizou o modelo. Não importa se é verão ou inverno: ele combina bem com looks de calor e de frio. Se você gosta de versões diferentes, aposte também nas armações coloridas, afinal, não só de vermelho e preto vivem o cat eye. Esse amarelo é bem charmoso!

    ÓCULOS VINTAGE

    Separamos algumas opções online para que você encontre os seus de maneira mais prática:

    • The Vintage Shop: Esse é o e-commerce do site Steal the Look. Nessa seção, que corresponde somente à roupas e acessórios vintage, você encontra os óculos cat eye preto e vermelho. Cada um deles custa R$129,00 (ou 5x de R$64,50). Também há outros modelos antigos.
    • Enjoei: Se você quer encontrar acessórios e óculos em boa qualidade e por um ótimo preço, o Enjoei é definitivamente uma das suas melhores opções. Vale lembrar que na descrição do produto eles avisam se ele já foi usado ou não (alguns estão bem novinhos). O primeiro está R$50,00 e o segundo R$99,00.
    • Ziovara: O grande destaque da Ziovara é ter um monte de opções diferentes de óculos vintage e cat eye, incluindo versões estampadas até com animal print. Os preços começam em R$65,00 e vão até R$99,00. São muitas versões diferentes!
    Maio 26, 2018
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    Título: O Papel de Parede Amarelo

    Autor (a): Charlotte Perkins Gilman

    Editora: José Olympio

    Sinopse: Um clássico da literatura feminista pela primeira vez no Brasil. Uma mulher fragilizada emocionalmente é internada, pelo próprio marido, em uma espécie de retiro terapêutico em um quarto revestido por um obscuro e assustador papel de parede amarelo. Por anos, desde a sua publicação, o livro foi considerado um assustador conto de terror, com diversas adaptações para o cinema, a última em 2012. No entanto, devido a trajetória da autora e a novas releitura, é hoje considerado um relato pungente sobre o processo de enlouquecimento de uma mulher devido à maneira infantilizada e machista com que era tratada pela família e pela sociedade.

    Vou começar essa resenha falando primeiramente sobre a autora Charlotte Perkins Gilman, nascida em 1860 em Connecticut, nos Estados Unidos. Gilman viveu até 1935; publicou diversos livros, e seu tema principal a ser debatido foi o feminismo. Além de ter sido uma romancista, também escreveu sobre arquitetura, política e economia. Eu ganhei “O Papel de Parede Amarelo”, seu conto mais famoso, de aniversário, e a dedicatória que minha amiga escreveu resume um pouco do sentimento que tive sobre a obra perfeitamente: “Te presenteio com essa altura curta, porém de altíssimo impacto.”

    Charlotte teve uma infância difícil; o pai abandonou a família e eles viviam na pobreza. A educação que ela possuiu foi curta, mas a autora conseguiu estudar por um tempo na escola de Design em Rhode Island. Se casou em 1884, mas se separou em 1894. Charlotte não se adequou a vida de esposa em casa: ela se sentia limitada, melancólica e depressiva. Esse é, inclusive, um dos maiores temas abordados em seus livros, e o fator que leva alguns críticos a citarem este conto como uma quase autobiografia.

    A protagonista deste conto não leva nome, e durante a leitura percebemos que ela é um reflexo de milhares de mulheres em apenas uma personagem; apesar desta possuir características bem específicas. O conto é narrado por uma esposa que sofre com problemas mentais. Seu marido é médico e a leva para uma casa afastada da cidade, porque ele “acredita” que é naquele local que ela poderá melhorar. Desde o início, fica claro que a sua vontade é totalmente negada. Os homens da família – que recebem o título de médicos e pessoas mais experientes que a protagonista -, decidem o futuro e o destino dela.

    Todos os passos dela são controlados pelo marido, que tenta fazer acreditá-la que ele sabe o que é melhor para ela. Seus dias são preenchidos com a companhia da cunhada – que é a única mulher que também aparece no conto -, que apenas obdece às ordens de John.

    “Agora passo muito tempo deitada. John diz que é bom para mim, que devo dormir o máximo que puder. Na verdade adquiri o hábito por causa dele, porque ele me obrigava a dormir por uma hora depois de cada refeição.”

    Os grandes momentos psicólogicos do conto giram em torno do papel de parede amarelo do quarto em que a protagonista passa grande parte dos seus dias. Desde o início, ela o odiou: ele era feio, desconfortável, e com padrões que se alteravam. O papel é uma metáfora para os seus transtornos psicológicos, e também para a mulher presa e dominada dentro de casa do século 19. Com o tempo ela se torna obcecada em decifrar aquele papel de parede.

    “À noite, sob qualquer tipo de luz – à luz de crepúsculo, à luz de velas, à luz de lampiões ou à luz da lua, que é a pior -, transforma-se em grades! Estou falando aqui do padrão em primeiro plano, e a mulher que se esconde por trás dele torna-se tão evidente quanto pode ser. (…) Durante o dia ela é discreta, calada. Imagino que seja o padrão que a mantenha tão quieta. É intrigante.”

    A protagonista tenta desesperadamente criar um plano para salvar a mulher que está por trás daquele papel de parede. O climax é construído aos poucos, e pode ser que esse tenha sido um dos motivos pelo conto de Charlotte ter sido rotulado como um thriller durante muitos anos. Mas ele é, na verdade, um retrato sombrio da limitação e da liberdade roubada da mulher que deveria viver à sombra do marido, e que não possuía nem autonomia para manifestar-se sob a sua própria saúde mental.

    Descobrimos que o papel guarda não apenas uma mulher, mas várias, que se livram daquele local de aprisionamento rastejando. A autora narra o conto de uma maneira cru e honesta.

    “Não quero sequer olhar pelas janelas – há tantas mulheres rastejando, e elas rastejam tão depressa! Fico imaginando: e se todas saírem do papel de parede como eu sai?”

    Como citado no início do texto, ele é curto. Eu li durante uma aula de Sociologia, mas o impacto é fortíssimo. Fiquei horas pensando sobre o conto e também já selecionei a próxima obra da Charlotte que lerei: “Herland”, publicado em 1915. O papel de parede é uma ótima sugestão para dar de presente para as amigas e também para conhecer mais sobre a literatura feminista. Minha vontade de estudar e saber mais sobre a Charlotte é enorme!

    Maio 26, 2018
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    É oficial: o Inverno está chegando (apesar de ainda estarmos no Outono) e as temperaturas definitivamente caíram em grande parte das cidades brasileiras. Eu prefiro essa estação para me vestir (consigo ser mais criativa), e separei alguns looks que misturam tendências atuais que ganharam espaço para te inspirar a aplicá-las na sua rotina.

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    A cor do ano segundo a Pantone é o Ultra Violet, mas o vermelho também roubou um holofote só para si. Os sapatos no tom desse  vermelho bem aberto já podem ser vistos em muitas fast fashion; eles substituem até a nossa clássica botinha preta. Se você é discreta, esse pode ser o ponto de destaque do seu look.

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    Moletom é a peça mais confortável para se usar no inverno, e já fazem muitas estações que eles deixaram de ser um ítem só para usar em casa. As últimas temporadas escolheram o modelo oversized como o queridinho. É bem fácil de usá-lo: seja com calça jeans, bota ou all star, invista em estampas e cores que te agradam. Uma boa opção também é combinar com meia calça e coturno.

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    Além do moletom, não teve para ninguém: o faux fur, casaco quentinho de pele, é a peça favorita da temporada. É também a opção ideal se você mora em cidades realmente frias (como no Sul do Brasil). Importante lembrar que as opções mais legais são aquelas com pele falsa; na Renner, C&A e Forever 21 você encontra algumas. Se preferir modelos mais simples, aposte também na bomber estampada, como a da primeira foto.

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    Estação vai, estação vem, e a jaqueta de couro continua firme e forte sendo a nossa melhor amiga: assim como a jeans. Para quem mora em cidades quentes (alô, Rio!) é bem mais fácil combinar um vestidinho leve com uma jaqueta, assim como as versões mais leves da jeans. Se as temperaturas caíram para você, aposte nas sobreposições e tecidos mais pesados para usar com vestido e saia.

    Maio 18, 2018
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    É impossível começar a playlist desse mês sem falar do clipe de This is America, lançado por Childish Gambino no último dia seis. O ator, produtor, escritor e cantor (e mais um milhão de coisas) Donald Glover se tornou o destaque nas últimas semanas com o lançamento do vídeo de sua nova faixa. Ela fala sobre a situação atual dos Estados Unidos e aborda diversos temas, dentre eles a morte da população negra, e a perseguição brutal da polícia contra eles; o ato de resistência e diversas referências que, para entender, é necessário mesmo ler as análises feitas sobre o vídeo, que é um dos mais revolucionários e político dos últimos tempos no mundo da música.

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