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    Filmes

    Filme: Extraordinário

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    Playlist

    Playlist: Dezembro

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    Séries

    Série: Atlanta

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    Música

    As mulheres indicadas ao Grammy

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  • November 22, 2017
    postado por
    space love xx Scott Brian Madeiras

    Arte: space love –  Scott Brian Madeiras

    Eu sinto raiva de você.
    Mas também sinto afeição.
    Eu acho que você não sente nada.
    Mas no dia seguinte, você parece sentir tudo.
    Ou seria só uma ilusão minha?
    Eu gosto de tudo em você
    Mas eu também odeio todas essas coisas
    Não quero sentir nada disso
    Mas ao mesmo tempo, quero sentir tudo
    Eu não quero te ver
    Mas sei que estou mentindo, porque só o que eu desejo é poder
    te ver no dia seguinte, e depois de amanhã, e talvez sempre
    Só para nos minutos seguintes desejar que você suma
    Que você exploda
    Que você nunca mais volte
    Eu prometo que vou desistir, esquecer
    E logo depois, eu sinto falta de você
    Mesmo que você nunca esteja presente de verdade
    Talvez seja só uma invenção da minha cabeça
    Querer afagar o seu cabelo
    Querer ver o seu sorriso
    Que nunca aparece
    Te enxergar de perto, te ouvir falar
    Enquanto quero fugir, correr
    Porque eu não sinto orgulho disso
    O meu orgulho está perdido em algum lugar por ai, temo dizer também que o meu amor próprio sumiu, se escondeu
    E eu repito para todo mundo que vou conseguir
    Eu repito para mim, para quem quiser ouvir
    Talvez seja uma mentira deslavada que eu insisto em contar
    Fingir que não te vejo, fingir que não quero cada pedacinho de você
    Até aqueles que são sem graça, que ninguém gosta, que ninguém vê
    Eu quero todos eles
    Mesmo que no meio desse querer, você esteja
    afagando outro cabelo e vendo outro sorriso
    que nunca será o meu.

    November 17, 2017
    postado por

    A proposta desse post é trazer ideias de roupas para o verão que sejam práticas e fáceis de se inspirar. A estação só começa oficialmente em Dezembro, mas na maioria do Brasil as temperaturas estão aumentando. Dá para confessar que nos dias mais quentes dá uma preguiça enorme de se arrumar (a vontade é de pegar a primeira roupa que achar e pronto!), mas é possível usar um look legal sem muito esforço!

    Design sem nomeNikki S, Joy Li, e Karina Vartanovy

    Design sem nome-3Vera Vonk, Melody Jacob e Carina Gonçalves

    Design sem nome-2Magdalena Scierska, Kareva Daria e Anna Jaroszewska

    Design sem nome Lavie Deboite, Claudia Hi e Pamela

    November 15, 2017
    postado por
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    Título: A Química Que Há Entre Nós

    Editora: Globo Alt

    Autor (a): Krystal Sutherland

    Sinopse: Grace Town é esquisita. E não é apenas por suas roupas masculinas, seu desleixo e a bengala que usa para andar.
    Ela também age de modo estranho: não quer se enturmar com ninguém e faz perguntas nada comuns.
    Mas, por algum motivo inexplicável, Henry Page gosta muito dela. E cada vez mais ele quer estar por perto e viver esse sentimento que não sabe definir.

    Onde comprar: Amazon, Saraiva, FNAC

    “Our Chemical Hearts” é o livro de estreia da australiana Krystal Sutherland, que atualmente reside em Hong Kong. O primeiro lançamento da autora foi classificado como Young Adult. À primeira vista, e pela sinopse, ele é um livro de romance que todos nós já lemos milhares de vezes: garoto encontra menina “estranha”, que foge dos padrões, e se apaixona por ela. Mas não se deixe enganar pela sinopse: Krystal aborda de maneira profunda os relacionamentos humanos, principalmente os que acontecem entre os jovens.

    Henry Page é o nosso protagonista, um garoto que está no último ano do colegial e possui uma vida relativamentra tranquila. Ele tem dois melhores amigos: Lola e Murray, que o conhecem há anos; eles fazem tudo juntos, e passaram por muita coisa. Henry ajudou Lola no processo de assumir sua homossexualidade, e Murray, a tentar superar a ex-namorada. O personagem é apaixonado por escrever – o seu sonho é ser o diretor chefe do jornal da escola, para tentar entrar em uma faculdade razoavelmente boa -, mas ele só é bom com as palavras no papel. No dia-dia, Henry nunca teve experiências amorosas, muito menos quis sair da sua zona de conforto.

    É na escola que Henry conhece Grace Town, uma menina de sua cidade que estudava em outra escola. Grace chama sua atenção logo de cara, mas não pelos motivos óbvios: ela está sempre séria, não fala com ninguém, usa roupas grandes demais para ela – que parecem não ser sua -, e carrega um mistério consigo. Pouco se sabe sobre ela, e é Henry que se aproxima pela primeira vez. O que ele descobre é que, além dele ser encarregado de trabalhar no jornal da escola, Grace também é. Ela é experiente com a escrita, e carrega consigo um poema do Pablo Neruda. Porém, por motivos desconhecidos, faz alguns meses que ela não escreve.

    Mesmo que a aproximação dos dois de início seja tímida, Grace e Henry encontram milhares de gostos em comum logo de cara. Suas personalidades são diferentes, mas eles gostam de coisas semelhantes. É no escritório da escola em que produzem o jornal que a amizade dos dois cresce; e Henry se vê instigado por aquela garota ele conhece tão pouco. Ela não explica porque anda com roupas velhas ou sempre está usando a sua bengala. Muito menos porque não deixa o amigo entrar na sua casa, e porque vai aos cemitérios todo dia após deixa-lo em casa, sempre percorrendo o mesmo caminho.

    A personagem é complexa e bem trabalhada. Ainda no início do enredo, a própria autora brinca com o fato de Grace ser uma suposta Manic Pixie Dream Girls, tipo de personagem feminina que é muito criticado na cultura pop (ex: Ramona Flowers de Scott Pilgrim e Summer de 500 Dias com Ela). Quando a história ainda não havia chegado na metade, eu, como leitora, estranhava a paixão repentina de Henry por Grace, que simplesmente não mostrava quem ela era de verdade. Mas é no decorrer da leitura que vamos desvendando-a camada por camada, até conhecer quem ela realmente é.

    Grace sofreu um acidente de carro há alguns meses e ainda tentava se recuperar do fato. É na tragédia que ela perde o namorado, o melhor amigo e o companheiro do lugar que ela mora: Dom. Os dois se conheciam desde a infância e o garoto teve um papel extremamente importante na vida de Grace, e no “eu” que ela deixou para trás. Uma pessoa extrovertida, que possuía muitos amigos e estava sempre no centro de tudo: o oposto do que ela havia se tornado.

    O romance entre Grace e Henry se desenvolve, mas com muitas dificuldades e momentos de dúvidas. Henry não quer competir com o fantasma de Dom, alguém que marcou a vida da menina de uma maneira inapagável. Mas ao mesmo tempo, ele quer que ela goste dele de verdade. A autora usa elementos também, para ressaltar o amor idealizado e romântico que o protagonista tanto deseja, por uma esfera realista. A própria Grace o questiona se ele quer a imagem que ele inventou dela, ou quem ela realmente é.

     “- Queria ver como você reagiria. Se eu me esforçasse a ser ela por uma noite. Grace Kintsukuroi, toda costurada com ouro fundido. Você nunca tinha me olhado daquele jeito antes, quando me viu pela multidão. Acho que você tem sentimentos por alguém que não existe.”

    Esse é um dos trunfos do livro: o tempo todo, nós percebemos – assim como os amigos de Henry – que o relacionamento dos dois personagens é crível, amoroso e intenso (tudo ao mesmo tempo) mas é difícil demais para ser bom de verdade. A intensidade dos sentimentos dos dois chega a limites, e ambos acabam machucados. Henry, por não ser correspondido do jeito que queria, e Grace, por não conseguir superar o trauma do acidente.

    “Fechei os olhos e pensei. Tentei pensar em um período maior do que poucas horas em que eu estivera feliz de verdade com Grace. Eu me lembrava da ansiedade, do estresse, da dor, da tristeza, o ácido do meu estômago devorando tudo na altura do pulmão. Eu me lembrei de amá-la, com desespero.”

    O livro aborda o luto, a dor, a solidão, o amor, e os sentimentos a flor da pele com profundidade, delicadeza, mas de uma maneira realista e bem dolorida. Para os fantasiosos, como eu, parece que a autora nos dá um tapa na cara, dizendo: “chega de romantizar tudo!”. Porém, ainda fica a conclusão de Henry que esse amor foi válido e o marcou de maneira impressionante, e só porque não deu certo, não quer dizer que não valeu a pena.

    Krystal Sutherland me supreendeu com maestria. Ela transformou uma história que poderia cair no lugar comum, para um enredo sobre superação e corações partidos, de uma maneira muito honesta.

    November 9, 2017
    postado por
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    O mundo da música se prepara para o lançamento do sexto álbum de Taylor Swift, chamado de “Reputation” nesta Sexta-Feira (10/11). Algumas músicas já foram divulgadas, como o primeiro single, seguido de Ready for It, Gorgeous e a mais recente – e mais romântica também – Call It What You Want (na minha opinião, a mais legal divulgada até agora, e que lembra muito as músicas mais antigas da Taylor!). O que se sabe até agora é que a tracklist já foi divulgada, e inclui uma parceria com Ed Sheeran Future, na faixa “End Game”. É raro a cantora fazer parcerias: nos cinco discos lançados, ela possui apenas três.

    November 8, 2017
    postado por
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    Eu não posso te mandar mensagens. Não posso te ligar. E nem falar isso cara a cara, porque você provavelmente correria assustado. Então, eu vou falar tudo aqui. Como se estivesse dizendo em voz alta para você.

    Eu queria muito que tivesse dado certo. Eu queria que você tivesse tentado. Eu não sei se desde o inicio, você queria que isso se  tornasse alguma coisa. Talvez sim, talvez não. Eu nunca vou saber. E isso me deixa triste por dentro, por mais que por fora eu provavelmente pareça ser uma muralha. Eu sempre pareço. A verdade é muito doída de aguentar. Parece que machuca por dentro e vai quebrando tudo, pedacinho por pedacinho. Mas eu já aguentei isso outras vezes e sei que é possível superar, esquecer, e deixar para trás. Mas você é mais difícil de abandonar que as outras pessoas que conheci antes. Não tem nada mais para mim aqui. Só tem eu. Acho que sempre houve somente eu e mais ninguém. Então porque eu ainda insisti? Porque eu ainda achei que poderia funcionar? Foi por isso que eu tentei uma, duas, até três vezes. Mas vamos ser sinceros: eu tentei sozinha. Ou será que minhas tentativas saíram totalmente pela culatra? Será que você não percebeu? “Será que…”, eu e minha mania irritante de ver coisas onde não tem. De enxergar sentimentos onde não existe nada, absolutamente nada. Eu e minha mania insistente de criar uma versão sua que era bem melhor do que a original. De te deixar fixado na minha cabeça, do qual agora, você não quer mais sair. E fui eu que te coloquei aqui. Eu não quero me culpar; isso não é culpa de ninguém, aliás. Talvez um pouco mais minha, por ter criado expectativas injustas, por ter valorizado demais cada detalhe como se eles significassem muita coisa. Eles só faziam sentido na minha cabeça. A minha esperança é que isso tudo acabe quando eu não te ver mais. Daí eu não precisarei desejar com todas as minhas forças que você perceba que eu estou ali. E que eu finjo mal pra caramba. Que eu nunca sei falar nada quando você está por perto. Você sente alguma coisa? Ou é realmente frio desse jeito? Também finge, como eu, ser algo que não é?

    Talvez eu devesse seguir o conselho dos outros. De entender as relações modernas. Que conversas não significam muita coisa, “oi” é a palavra mais normal do mundo e sorrisos são só isso: sorrisos. Mas na cabeça do romântico, tudo é mais relevante.

    Eu queria te dizer muitas coisas, mas nunca vou ter coragem. Então elas estão aqui. Queria falar também que você me impactou de uma maneira louca e provavelmente nem desconfia. E agora eu preciso ir, porque nunca houve um espaço para eu ficar aqui.

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