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    Série: Dark

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    Filme: Extraordinário

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    Séries

    Série: Atlanta

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  • November 8, 2017
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    Eu não posso te mandar mensagens. Não posso te ligar. E nem falar isso cara a cara, porque você provavelmente correria assustado. Então, eu vou falar tudo aqui. Como se estivesse dizendo em voz alta para você.

    Eu queria muito que tivesse dado certo. Eu queria que você tivesse tentado. Eu não sei se desde o inicio, você queria que isso se  tornasse alguma coisa. Talvez sim, talvez não. Eu nunca vou saber. E isso me deixa triste por dentro, por mais que por fora eu provavelmente pareça ser uma muralha. Eu sempre pareço. A verdade é muito doída de aguentar. Parece que machuca por dentro e vai quebrando tudo, pedacinho por pedacinho. Mas eu já aguentei isso outras vezes e sei que é possível superar, esquecer, e deixar para trás. Mas você é mais difícil de abandonar que as outras pessoas que conheci antes. Não tem nada mais para mim aqui. Só tem eu. Acho que sempre houve somente eu e mais ninguém. Então porque eu ainda insisti? Porque eu ainda achei que poderia funcionar? Foi por isso que eu tentei uma, duas, até três vezes. Mas vamos ser sinceros: eu tentei sozinha. Ou será que minhas tentativas saíram totalmente pela culatra? Será que você não percebeu? “Será que…”, eu e minha mania irritante de ver coisas onde não tem. De enxergar sentimentos onde não existe nada, absolutamente nada. Eu e minha mania insistente de criar uma versão sua que era bem melhor do que a original. De te deixar fixado na minha cabeça, do qual agora, você não quer mais sair. E fui eu que te coloquei aqui. Eu não quero me culpar; isso não é culpa de ninguém, aliás. Talvez um pouco mais minha, por ter criado expectativas injustas, por ter valorizado demais cada detalhe como se eles significassem muita coisa. Eles só faziam sentido na minha cabeça. A minha esperança é que isso tudo acabe quando eu não te ver mais. Daí eu não precisarei desejar com todas as minhas forças que você perceba que eu estou ali. E que eu finjo mal pra caramba. Que eu nunca sei falar nada quando você está por perto. Você sente alguma coisa? Ou é realmente frio desse jeito? Também finge, como eu, ser algo que não é?

    Talvez eu devesse seguir o conselho dos outros. De entender as relações modernas. Que conversas não significam muita coisa, “oi” é a palavra mais normal do mundo e sorrisos são só isso: sorrisos. Mas na cabeça do romântico, tudo é mais relevante.

    Eu queria te dizer muitas coisas, mas nunca vou ter coragem. Então elas estão aqui. Queria falar também que você me impactou de uma maneira louca e provavelmente nem desconfia. E agora eu preciso ir, porque nunca houve um espaço para eu ficar aqui.

    November 5, 2017
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    Título: Os 27 crushes De Molly

    Autor (a): Becky Albertalli

    Editora: Intrínseca

    Sinopse: Molly já viveu muitas paixões, mas só dentro de sua cabeça. E foi assim que, aos dezessete anos, a menina acumulou vinte e seis crushes. Embora sua irmã gêmea, Cassie, viva dizendo que ela precisa ser mais corajosa, Molly não consegue suportar a possibilidade de levar um fora. Então age com muito cuidado. Como ela diz, garotas gordas sempre têm que ser cautelosas. Tudo muda quando Cassie começa a namorar Mina, e Molly pela primeira vez tem que lidar com uma solidão implacável e sentimentos muito conflitantes. Por sorte, um dos melhores amigos de Mina é um garoto hipster, fofo e lindo, o vigésimo sétimo crush perfeito e talvez até um futuro namorado. Se Molly finalmente se arriscar e se envolver com ele, pode dar seu primeiro beijo e ainda se reaproximar da irmã. Só tem um problema, que atende pelo nome de Reid Wertheim, o garoto com quem Molly trabalha. Ele é meio esquisito. Ele gosta de Tolkien. Ele vai a feiras medievais. Ele usa tênis brancos ridículos. Molly jamais, em hipótese alguma, se apaixonaria por ele. Certo? Em Os 27 crushes de Molly, a perspicácia, a delicadeza e o senso de humor de Becky Albertalli nos conquistam mais uma vez, em uma história sobre amizade, amadurecimento e, claro, aquele friozinho na barriga que só um crush pode provocar.

    “Os 27 Crushes de Molly” foi um livro que me chamou a atenção pelo título, pela capa, e por ser um Young Adult. Eu comentei algumas vezes no blog que esse é, definitivamente, o meu gênero favorito (talvez mude no futuro, quem sabe?). “The Upside of Unrequited” traz como protagonista a adolescente de dezessete anos Molly Peskin. Ela tem uma irmã gêmea chamada Cassie – que não poderia ser mais diferente de Molly -, e duas mães incríveis, Nadine e Patty, e um irmão mais novo, o Xavier.

    O livro é narrado em primeira pessoa por Molly, e justamente por isso ela é a personagem que dá todo o tom a história. Eu consegui me identificar bastante com ela. Ela é uma garota insegura, que sofre de ansiedade e também tem que lidar com a sua auto estima. Molly é gorda e sofre diversas experiências com gordofobia, e micro agressões o tempo todo. Apesar de ter uma família que a apoia em todos os momentos, ela também precisa enfrentar o mundo lá fora, e isso é algo que a assusta.

    A protagonista prefere viver na sua zona de conforto, sem se arriscar muito. E este é um dos motivos pelo qual ela teve diversas paixões platônicas, que passaram longe de se concretizar. O medo de ser rejeitada era enorme, a impedindo de realmente tentar algo, e ela carrega essa frustração de nunca ter tido uma experiência amorosa, ou não ter dado o seu primeiro beijo, enquanto as melhores amigas já estavam vivendo relacionamentos.

    “Acontece algo horrível quando um cara acha que você gosta dele. É como se ele estivesse todo vestido e você estivesse nua. É como se seu coração de repente ficasse fora do corpo, e, sempre que ele quisesse, pudesse esticar a mão e espremê-lo.”

    No meio de tantas dúvidas, ela encontra conforto na amizade com a irmã Cassie, que também é sua melhor amiga. As duas sempre foram muito próximas e dividiram momentos especiais a vida inteira. Molly sente uma espécie de conexão especial com a irmã, que começa a se perder quando Cassie começa o seu primeiro relacionamento oficial. A sua namorada, Mina, começa a ocupar o lugar que antes era de Molly, e o ciúme se instala na relação das duas irmãs.

    O livro aborda relacionamentos o tempo todo: sejam eles familiares ou amorosos, e suas complexidades. Este é um dos trunfos da autora, que explora não só o que Molly sente, mas os outros personagens também. Representação também é um ponto que merece ser citado, e algo que sempre está presente nos livros da autora Becky Albertalli. Temos, em um dos enredos do livro, um casamento LGBTQ+ acontecendo (o das mães de Cassie e Molly), um namoro entre duas garotas sendo tratado de forma honesta e sensível, e também a personagem Mina, que é assumidamente panssexual.

    A autora também insere personagens preconceituosos que não aceitam as escolhas da família de Molly e Cassie. Eles não são estranhos, mas sim a própria avó das garotas e a tia delas. E ao mesmo tempo em que o ambiente em que elas vivem seja extremamente tolerante, elas precisam lidar com pessoas especiais para elas – da sua própria família -, que não aceitam Nadine, Patty e Mina como elas são.

    A vida amorosa de Molly é um dos pontos mais desenvolvidos durante o enredo. Apesar de ter uma queda por Will – o melhor amigo de Mina -, o coração dela bate mais forte mesmo é por Reid, um garoto que gosta de filmes nerd e festas à fantasia medievais. É o primeiro crush de Molly que realmente pula do seu imaginário para a vida real. Tudo está lá: a expectativa, emoção, paixão, e o medo de não ser correspondida.

    Apesar do livro ser focado nos romances da personagem, eu sinto que as partes mais importantes são no fato de ela tentar conhecer e compreender a si mesma, mesmo com a sua ansiedade a mil e as cobranças que faz. O mais legal, para mim, não era Molly ser correspondida, mas sim se aceitar mais como ela realmente era. Talvez por eu ter passado por situações parecidas, o meu desejo era ver a personagem feliz, sem precisar de um namorado para isso. Afinal, nossas inseguranças não vão sumir milagrosamente por causa de um amor correspondido, certo?

    “Eu penso no assunto. Não consigo decidir se é engraçado ou triste, mas passei tanto tempo querendo um namorado que não consigo imaginar não querer um. Consigo me imaginar dizendo que não quero um, mas não consigo conceber essa realidade.

    E talvez isso seja mais uma coisa minha, um pouco traumatizada depois de vinte e seis histórias de amor não correspondido. Talvez seja um efeito coleteral.”

    “Os 27 Crushes de Molly” é um livro leve que trata de temas importantes e traz uma representação que falta (e MUITO!) em livros jovem adulto. Eu esperava mais do desfecho – pelo motivo que comentei acima -, mas não deixei de gostar do livro por isso. Minha próxima pedida é “Simon vs The Homo Sapiens Agenda”, a obra mais elogiada (e consagrada) da autora.

    October 26, 2017
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    Eu já tinha ouvido falar de Billie Eilish, uma adolescente de 15 anos residente de Los Angeles, na California, mas eu demorei para ouvir a artista, que alcançou em 2017 um espaço definitivo na música pop alternativa. Com uma pegada inspirada em LordeLana Del Rey, as músicas de Billie tem batidas contagiantes (sem serem radiofônicas) e letras que falam sobre relacionamentos e também personagens inventados por ela, como em “Bellyache”, canção escrita pela visão de um serial killer.

    O seu primeiro single, “Ocean Eyes”, foi produzido pelo seu irmão e lançado na internet em 2015. A canção ganhou um sucesso inesperado – segundo Billie, ambos a colocaram na internet de maneira despretensiosa, sem esperar por uma repercussão – e ela possui mais de 20 milhões de execuções só no Spotify. A cantora escreve as suas letras e também quer aprender a produzir suas faixas (quem a ajuda é o seu irmão, Finneas O’Connell).

    Ela assinou contrato com a Interscope Records – mesma gravadora de Lady Gaga, Selena Gomez e Lana -, e planeja mais lançamentos para o futuro. O seu primeiro EP, “Don’t Smile At Me” foi lançado em Agosto, e alcançou ótima posição nos charts da Nova Zelândia, e nos Estados Unidos.

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    A voz de Billie é doce, mas as suas letras são fortes e sinceras. Algumas canções são sobre relacionamentos, e é interessante ver a abordagem que ela segue. Em “My Boy”, ela canta que o seu parceiro está longe de ser um homem de verdade: ele é mentiroso, e apesar de dizer que iria mudar, mantém o mesmo comportamento. “But if you want a good girl, then goodbye”, (Mas se você quer uma boa garota, então adeus).

     

    Algumas músicas de Billie também estão na trilha sonora de 13 Reasons Why e Pretty Little Liars, como “Bored” e “Fingers Crossed”.

    October 23, 2017
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    Já faz um bom tempo que eu quero fazer esse post, e apresentar para vocês o trabalho incrível da Bruna Lima, de 19 anos e do Rio de Janeiro. Eu descobri os desenhos dela pelo Tumblr, em uma das minhas noites procurando ilustrações no site. Ao me deparar com o Poeticamente Flor, foi paixão a primeira vista! Sabe quando você realmente se conecta com uma arte? Foi assim comigo! Os desenhos da Bruna são feitos – em sua maioria -, com os detalhes das linhas (conhecidos como line drawnings). Ela também desenvolve pinturas em quadros, bordados, e possui a sua loja no Society 6 (além de aceitar encomendas no Instagram!).

    Quando comecei a acompanhar o trabalho da Bruna nas suas redes sociais, também percebi como é importante nós apoiarmos os artistas independentes. As redes sociais são responsáveis por divulgar diversos artistas (foi assim que a Rupi Kaur se tornou tão conhecida!), e nos dão acesso a arte que não estão nas mídias tradicionais. E somos nós que podemos proporcionar mais visibilidade aos artistas: seja divulgando, compartilhando com os amigos, ou apoiando-os na internet.

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    Eu tive a oportunidade de conversar com a Bruna para falar sobre o seu trabalho, como foi o processo de começar a desenhar, quais são as suas influências, entre outros detalhes. Queria agradecer novamente por ela ter aceitado esse convite, e compartilhar conosco mais sobre a sua arte!

    1. Eu li no seu tumblr que você começou a desenhar em 2015. Em torno de dois anos depois, você já possui um reconhecimento super legal da sua arte. O processo artístico sempre fez parte da sua vida? Ou só apareceu na adolescência?

    Bruna: Bom, desde muito cedo eu fui impulsionada pela minha mãe a desenhar, pintar, recortar, colar. Desde meus 2 anos de idade ela já comprava muitos materiais artisticos pra mim, e então eu nunca mais parei, só fui me interessando e me apaixonando cada vez mais. Porém, esse meu estilo de traço veio surgindo mais na adolescencia sim, por volta de 2014 e 2015.

    2. Vários artistas atualmente escolhem expor a sua arte nas mídias sociais. O Instagram é um dos lugares mais interessantes para isso, na minha opinião. O que você acha desse momento que estamos vivendo, em que os artistas ganham mais espaço pela internet?

    Bruna: Em meio a tanta notícia triste na internet e a coisas ruins nos rodeando, ver um quadro, um desenho, uma fotografia de algum artista no nosso “feed” é algo de tanta importancia. Sempre tentei me rodear de artistas nas redes sociais pois isso sempre me influenciou de maneira positiva e me trouxe muita inspiração. A importância da internet pra nós, artistas independentes, é ainda mais fundamental.

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    3. O seu artista favorito é o Claude Monet. Quem te inspira atualmente na arte contemporânea? Há algum artista em especial, ou mais de um?

    Bruna: Claude Monet sempre foi e será meu maior influenciador, tanto em relação aos rostos brancos, como as flores que coloco em meus desenhos. Os line drawings do Pablo Picasso e Matisse também foram minhas referências. Atualmente, eu amo as ilustrações da Henn Kim, Boris Schmitz, e Fréderic Forest.

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    4. O seu traço mais marcante é o das linhas, que é sempre visto nos seus desenhos. Mas eu também já notei que muitas vezes você experimenta coisas diferentes, como colocar mais cores nos desenhos e também nas telas que você pinta. Como isso acontece? É algo natural ou ocorre de forma planejada?

    Bruna: Gosto muito inovar em minha arte, e expandi-la em diferentes coisas, então de vez em quando gosto de colorir uns desenhos, mas não de forma planejada, só sinto a necessidade de fazer algo novo e diferente.

    5. Você também faz bordados, estojos, possui uma loja no Society 6 e recebe encomendas. É fácil ou difícil lidar com esses processos, desde encomendas, até as entregas? Alguém te ajuda com tudo isso?

    Bruna: Sempre tive em mente o que quero fazer em relação a minha arte, como os bordados, telas, loja, entre outras coisas que ainda tenho em mente. No começo tudo é complicado, e eu não entendia muito de envios, administrar o dinheiro, e afins. Foi na base da persistência e muita pesquisa mesmo. Tive apoio de um amigo chamado Lucas e das minhas mães com conselhos, dicas, ajuda na hora das pesquisas sobre o que era necessário para eu conseguir por minhas ideias para frente, mas quem sempre pôs a mão na massa foi eu.

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    6. Por último, eu gostaria de saber como é, para você, receber essa atenção e tantos apoiadores – tanto na internet como na vida real -, de pessoas que te acompanham. Vocë já se acostumou?

    Bruna: Nunca pensei que alguém diria que um desenho meu a fez sorrir, nem que me pedissem desenhos de suas fotos e muito menos que tatuassem minha arte. É algo que nunca tive em mente, e nunca esteve em meus planos. Nem sei se um dia irei me acostumar. Tudo o que conquistei até agora foi consequência do meu amor pelo que faço, e me sinto muito grata por poder fazer parte de algo que faz as pessoas se sentirem bem.

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    Para encomendas, é preciso entrar em contato com ela por DM no Instagram ou uma mensagem privada no Tumblr.

    October 19, 2017
    postado por
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    Título: A Morte Te Dá Parabéns (Happy Death Day)

    Diretor (a): Christopher B. Landon

    Gênero: Suspense, terror

    Elenco: Jessica Rothe, Israel Broussard, Ruby Modine, Charles Aitken, Rachel Matthews.

    Sinopse: Uma mulher é assassinada e fica presa entre vida e morte. Ela deve resolver o mistério de seu próprio assassinato, ressucitando várias vezes até descobrir quem foi o responsável pelo crime. Só quando ela compreender o que causou sua morte, pode conseguir escapar de seu destino trágico.

    Quando eu assisti o trailer de A Morte te Dá Parabéns, confesso que o longa não me chamou muito a atenção. O gênero de suspense não é o meu favorito, e eu quase nunca assisto filmes desse estilo no cinema. Mas após ler as críticas positivas sobre ele, eu resolvi apostar. O filme é uma boa pedida para quem quer assistir algo com os amigos que seja engraçado, leve, mas uma boa escolha para assistir em Outubro, mês em que as estreias de terror dominam os cinemas.

    Eu usei a palavra “leve”, porque esse não é um filme de terror que aposta em cenas sangrentas que vão deixar o telespectador chocado. Ele segue a vibe de “It”, com um suspense inteligente, que te deixa curioso e sim, provoca vários sustos no cimema. Um dos trunfos mais legais do filme está na protagonista, Tree (interpretada pela atriz relativamente desconhecida, Jessica Rothe) uma universitária que, apesar de ser irritante e prepotente, tem carisma suficiente para fazer com que o público torça por ela. O dia do aniversário de Tree é um momento que a personagem, desde a morte da sua mãe – que também comemorava o aniversário no mesmo dia que a filha -, prefere esquecer.

    Porém as coisas mudam de rumo quando ela é assassinada, de maneira misteriosa, no dia do seu aniversário. Tree acorda no dia seguinte com a certeza de que teve um dejá vú, mas ela só está repetindo novamente o fatídico momento da sua morte. O filme mistura uma boa trilha sonora com momentos engraçados – e assustadores – em que a personagem tenta descobrir o que está acontecendo e quem é o seu assassino. O problema é que desmascará-lo não é uma tarefa fácil, já que Tree tinha uma legião de pessoas que tinham diversos motivos para se vingar dela.

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    A única pessoa que parece disposta a ajudá-la é Carter (Israel Broussard), que esteve com ela na noite anterior do seu aniversário. Por mais que Tree o rejeite no início, o personagem de Carter é como se fosse uma representação da redenção que ela precisa alcançar, até descobrir definitivamente quem está matando-a.

    As sequencias em que Tree está prestes a perder a vida são bem cativantes. Ela morre de diversas formas diferentes (e algumas, bem surpreendentes), e as cenas cumprem a proposta de deixar quem está assistindo ao filme com os olhos grudados na tela. Uma das melhores cenas acontece no hospital – quando as suspeitas de quem é o seu assassino começam a crescer -, quando ela é perseguida no estacionamento pelo assassino, e posteriormente, em plena rodovia. A cena é de tirar o fôlego e uma das melhores do filme.

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    O que eu também achei interessante no filme foi a forma como a protagonista é conduzida. No inicio, nós só vemos a superficialidade dela. Mas posteriormente, após as suas experiências horrorosas com a morte, as outras camadas da personagem começam a ser reveladas. A atriz também sustenta bem o papel, convencendo tanto nas cenas de alivio cômico, quanto nas de suspense. A personagem também é irônica, corajosa e engraçada. Ou seja: ela passa longe do clichê de mocinha em apuros, tão comum nos filmes de terror (e que ninguém aguenta mais ver).

    Destaque também para os plot twist que ocorrem durante o enredo, que conseguem nos convencer (e mudar de ideia logo depois!). Apesar de alguns erros, como uma saída um pouco previsível para o motivo do assassino estar atrás de Tree, e uma fórmula que já está batida no cinema, “A Morte Te Dá Parabéns” é o longa ideal para assistir com os amigos nas vésperas do dia 31.

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