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    Livro: 13 Segundos – Bel Rodrigues

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    O Trem

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  • Abril 27, 2018
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    King Princess é uma artista do Brooklyn, em NYC, que apareceu de maneira tímida no mundo da música em Fevereiro, mas conquistou mais espaço em poucos meses. Ela lançou o seu primeiro single, “1950”, no início do ano, e chamou a atenção pelas suas letras saírem do comum e abordarem a visão do amor queer. A cantora escreve sobre amar outra mulher e na sua música de estréia, faz referência a época em que os LGBTQs+ não podiam demonstrar seus sentimentos em público (o que como nós sabemos, ainda é muito comum). A canção também descreve a insegurança que você sente quando está apaixonado, e que mesmo assim, ainda querer esperar por aquela pessoa.

    A artista foi contratada pela gravadora recém criada de Mark Ronson (que trabalhou com Lady Gaga no álbum Joanne e escreveu e produziu Uptown Funk com Bruno Mars). Ela é derivada da gravadora Columbia, que é a mesma de Harry Styles (fã assumido da cantora).

    A previsão é de que o seu primeiro EP saía ainda esse ano. O som dela é pop, delicioso de ouvir e tem letras com uma pegada honesta, que saem do clichê de pronomes e amor heterossexual. Todos os instrumentos usados em “1950” foram tocados por ela.

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    O segundo lançamento segue a vibe do primeiro, mas ambas as músicas possuem suas próprias identidades. “Talia” foi lançada em pouco menos de duas semanas e já possui dois milhões de execuções no Spotify. A letra narra o fim de um relacionamento; a pessoa não vai mais voltar, mas você ainda tem esperanças e queria que ela tivesse lá. E é exatamente esse o sentimento do refrão: “I can taste your lipstick, I can lay down next to you but it’s all in my head” (eu posso sentir o gosto do seu batom, eu posso deitar ao lado de você, mas está tudo na minha cabeça).

    Abril 21, 2018
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    Quem já estava com saudades de Ariana Grande? A cantora de 24 anos não havia lançado novos singles faz algum tempo, desde o seu terceiro álbum. Mas a espera acabou, e com o lançamento do quarto disco de estúdio, Ariana volta com o seu pop delicioso, o vozeirão e as letras que marcam. “No Tears Left to Cry” é o primeiro single do novo trabalho, e apesar da batida animada, a letra faz referência ao momento de quando você está mal e precisa reagir, secar as lágrimas e mudar a sua mentalidade.

    Abril 18, 2018
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    Em Fevereiro eu entrevistei aqui no blog a Bruna Morgan, autora do Universo em Bolha de Tinta. Bati um papo bem legal com a Bruna, e se ela já era uma das minhas ilustradoras favoritas, a admiração só ficou ainda maior! Carioca, Bruna mantém o seu blog faz anos e também posta os seus desenhos no Instagram. 

    No início de Abril ela lançou a sua campanha para financiamento coletivo do seu primeiro livro no Catarse. O projeto vai até o dia 28, e a meta a ser alcançada é R$8,000 (estamos na metade, em torno de R$3,700). A proposta é que o livro contenha 30 tirinhas, três HQs e 12 tirinhas novas e exclusivas para a publicação. No total, serão 84 páginas, com previsão para lançamento em Junho de 2018.

    O orçamento ocorre da seguinte maneira: 10% em brindes, 17% em envio dos livros, 13% vai para o Catarse e 60% para a impressão. É importante nós apoiarmos os artistas independentes, que estão na internet batalhando pelo seu espaço e para divulgar a sua arte. Sabemos que arte ainda não é tão valorizada no Brasil, mas ela pode ganhar uma força e espaço imensos com a ajuda da internet. Se você não pode apoiar financeiramente, ajude a divulgar!

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    Vale lembrar que essa é uma campanha tudo ou nada: caso a meta não seja atingida, o valor retorna para quem doou.

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    Os temas que a Bruna aborda me tocam profundamente (e acredito que grande parte do sucesso das suas tirinhas seja justamente por isso: porque muitas pessoas conseguem se identificar!). É importante que desabafos e relatos sobre saúde mental ganhem forma e espaço na arte, afinal, eles são relevantes e devem ser discutidos.

    Você pode apoiar o livro acessando a página no Catarse. Cada valor doado possui suas respectivas recompensas!

    Abril 9, 2018
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    Tom of Finland (2017) – Dirigido por Dome Karukoski

    Produzido pela Finlândia, Tom of Finland foi um daqueles filmes que se tornou uma surpresa agradável e que em uma hora e cinquenta minutos me ensinou sobre cultura, arte e direitos LGBTQ+ que eu ainda desconhecia. Protagonizado por Pekka Strang (Tom) o longa conta a trajetória de Touko Valio, nascido em 1920 na Finlândia. É durante a Segunda Guerra Mundial que Tom começa a explorar a sua sexualidade. Ele cresceu em um ambiente artístico, e por isso, desenha e produz desde jovem. Os seus desenhos possuem caráter homoerótico, e é por meio deles que ele explora os seus desejos e o seu talento.

    Na época, era proíbido na Europa qualquer tipo de manifestação e prática homossexual. Ou seja, os desenhos que Tom produzia de cenas eróticas eram ilegais e ele estava em constante risco de ser preso pelas leis do seu país. Por mais que sofresse preconceito da sociedade e da própria família, a sua arte alcança níveis inesperados (na época, nos Estados Unidos, a cultura gay ganhava ainda mais força, principalmente na Califórnia). Ele se torna ídolo para milhares de pessoas no mundo inteiro, e ninguém pode mais impedir os seus desenhos de ganharem vida própria.

    O filme carrega uma atmosfera pesada em alguns momentos – como quando trata de temas como a AIDS e a perseguição aos gays na Europa -, mas também trás cenas de esperança e união, quando Tom encontra pessoas que o apoiam e acreditam no que ele faz. A história é baseada na vida do artista que faleceu em 1991.

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    Capitão Fantástico (2016) – Dirigido por Matt Ross

    Um dos melhores filmes que assisti este ano: é assim que defino Capitão Fantástico. Com uma história elaborada e cheia de nuances, o filme de Matt Ross (e também com roteiro feito por ele), trás o pai de família Ben (Viggo Morten) que cria os seus seis filhos de uma maneira totalmente diferente do resto da sociedade. Eles vivem em uma floresta próximo de Washington, aprendendo a caçar e a viver da terra. Porém, apesar desse estilo de vida, as crianças são educadas com afinco e possuem conhecimento tanto prático quanto acadêmico. Tudo estaria ótimo se a mãe deles não estivesse longe há meses: ela sofre de Transtorno Bipolar, e precisa se tratar em uma cliníca. Os filhos sentem a sua falta e o que eles mais querem é ver a mãe.

    A família embarca em uma jornada que possui relação com a figura materna. É difícil, doído, emocionante e todos eles aprendem muito sobre si mesmos. Afinal, eles foram ensinados a viver de uma maneira diferente, mas não sabem lidar, por exemplo, com pessoas da sua idade, relacionamentos e convivío social. O filme tem uma forte pegada política e questionadora, que critica duramente o capitalismo e o status quo, mas sempre com uma mensagem de que fica à cargo do telespectador tirar as suas próprias conclusões. Destaque para a cena final ao som de “Sweet Child O’Mine”, sendo o momento mais bonito do filme.

    O longa rendeu uma indicação ao Oscar, Bafta e Globo de Ouro para o protagonista Viggo Morten.

    Março 29, 2018
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    Eu lido com ansiedade já faz alguns bons anos. É algo que esteve sempre presente na minha vida, e eu já falei algumas vezes aqui no blog sobre isso. Somente em 2016 fui diagnosticada com Transtorno de Ansiedade Generalizada, e foi ai que a minha jornada para cuidar de mim mesma e desse sintoma começou; descobrir com o que você está lidando, e as maneiras de tornar a sua vida melhor, é um processo. Ele começa devagar e acredito que eu sempre vou ter alguma coisa nova para aprender.

    Nesse post eu quero compartilhar algumas atividades e atitudes que eu faço rotinamente para que a minha vida em si seja melhor. Todo mundo que lida com ansiedade sabe como é difícil, e que ela desencadeia diversos outros sintomas e problemas na nossa vida. Nada que está escrito aqui é absoluto e funciona para todo mundo, afinal, a ansiedade nunca é igual. Cada pessoa possui o seu jeito específico para tratar; e isso a gente vai descobrindo com o tempo e depois de algumas tentativas! O que está escrito aqui são apenas sugestões. É claro que nem todos os dias são fáceis. Anteontem e hoje, por exemplo, foram difíceis. Mas eu sei que essa sensação não dura para sempre, e que as coisas podem melhorar.

     Terapia

    Eu faço terapia há tanto tempo que nem me lembro quando comecei. De verdade (acho que aos treze anos?). Eu descobri tanto sobre mim desde que comecei que chega a ser impressionante. Na nossa cultura muitas pessoas encaram terapia como algo fútil ou que você só precisa caso tenha algo de muito errado com você; essa é uma suposição muito comum e totalmente errônea. Ir ao psicólogo é algo que eu recomendaria fortemente para todo mundo, e não tem absolutamente nada de estranho nisso. Cuidar da saúde mental é tão importante quanto a física. Vale lembrar que vários convênios médicos oferecem esse serviço.

    Exercício é fundamental

    Eu nunca fui muito fã de esportes, quem dirá de exercícios fisícos. Eu não sou a pessoa mais fitness do mundo, mas descobri na academia e em outras práticas que essa é uma parte essencial do tratamento para a ansiedade. Eu só comecei a frequentar a academia regularmente em 2017. Durante todo o ano de 2016 fiz caminhadas ao ar livre, o que é uma boa dica para quem não pode gastar com a mensalidade da academia. E também funciona! Eu corria e caminhava três vezes na semana. Faz uma diferença grande no meu humor (graças à famosa serotonina).

    Não guarde os seus sentimentos

    Normalmente, os ansiosos costumam guardar tudo para si. Até que uma hora acabamos explodindo. Uma das melhores formas de  fazer a ansiedade aliviar um pouco (principalmente quando a minha cabeça está cheia demais e os pensamentos não param nunca) é colocar as coisas no papel. Escrever, anotar, mesmo que seja coisas aleatórias. Desenhar também é uma das coisas que eu mais curto fazer nos momentos que estou super ansiosa, porque começo a me sentir mais tranquila. Uma sugestão interessante também é manter um planner, em que você possa anotar as atividades que precisa realizar.

     

    Pratique yoga

    No início do ano passado eu estava tendo crises fortes, e mesmo com exercícios e a medicação, elas não paravam. Minha psicóloga na época me disse: “porque você não tenta fazer yoga?”. Essa foi uma das ideias mais certeiras que já me falaram. No mês que vem eu completo um ano na prática do yoga. Ele não é considerado um exercício físico, e sim algo que você vai praticar, seja com posturas, técnicas de respiração ou meditação. Existem diversas modalidades do yoga, por isso se você não curtir uma, sempre há outras opções para testar. As aulas que eu faço são de hatha yoga. Além de dicas práticas que ajudam a melhorar a sua ansidade, você vai aprendendo a viver a vida de uma maneira mais devagar, e a enxergar as coisas de um jeito diferente.

    Respeite o seu tempo

    Um dos maiores desafios do ansioso é respeitar o seu próprio tempo. Todos os dias eu tenho que me lembrar que o meu ritmo não é o mesmo dos outros, e que se eu insistir em entrar na mesma rotina que todo mundo, vou enlouquecer. Foi uma lição difícil de aprender, que cada um tem seu momento, e que eu não preciso seguir o de todas as outras pessoas, e está tudo bem assim. É um exercício diário, principalmente quando eu estou fazendo algo e já pensando na próxima atividade que eu terei que fazer. Tento respirar fundo e focar naquele momento.

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