Entre amigas: Rivalidade
22/04/2011 | Categoria: Amizade

Hoje inauguraremos uma nova seção no site, que se chamará Entre Amigas. Discutindo questões sobre vários temas que sempre afligem uma amizade, serão escolhidas várias meninas para dar a sua opinião sobre vários assuntos, e o dessa semana é rivalidade. Algumas meninas que são leitoras do site aceitaram participar do primeiro tema da semana, e a baixo você confere os temas escolhidos e a opinião delas sobre o assunto.

“Se uma rivalidade atingisse o limite máximo em uma amizade, o que vocês fariam?”

(Camilla Bechan – 16) Provavelmente seria sincera ao máximo para a amizade não chegar a esse ponto, ou ao menos colocar as cartas sobre a mesa e abrir o jogo, porque se eu me achar incomodada por isso, me afastaria ou simplesmente passaria a ignorar a pessoa, porque amizade não é um desafio para ver quem é a melhor, e se isso acontecer é porque nunca foi amizade.

(Francielle Lopes – 14) Primeiramente, tentaria compreender o motivo e desfazer uma parte da mesma, afinal, verdadeiras amizades não devem acabar de uma forma banal. Se não houver uma forma de reverter a situação, provavelmente eu não abasteceria este ódio contido na relação, já que anteriormente fora algo importante para mim. Ou não, já que nem todas as amizades são completamente igual, na forma de intimidade. Mas, se possivel, como já citara anteriormente, não deixaria a mesma acabar por um comentário inútil ou algo do tipo. E amizades não se encontram em árvores, portanto, melhor preservá-las.

“Se você percebesse que uma amiga sempre tenta competir com você, competiria também ou não?”

(Francielle Lopes – 14) Acho que a competição é algo raro em alguma amizades. Dependendo do caso, algumas pessoas chegam à um limite, onde não aguentam mais esta dita “competição”. Na maioria das vezes é algo tão estúpido, que não há necessidade de se preocupar, mas algumas vezes é algo que incomoda e te atinge de certa forma. Em todo e qualquer conflito na amizade, primeiramente acho que deve haver uma conversa para o esclarecimento da situação. Se continuar, o negócio é entrar na dela e dar o melhor de si.
(Camilla Bechan – 16) Depende, se me levar há um nível extremo de ódio, dane-se. Não irei pensar no que passou, já que atravessou a cerca, vá até o final. Mas que seja com classe. Mas se eu notar isso e puder salvar a amizade antes que ela chegue a esse ponto, faria o possível.
(Fernanda, 13 anos) Não, eu apenas iria falar com ela pra saber o que estava acontecendo, quais eram os motivos dela estar fazendo isso e etc. Caso essa competição tenha surgido de uns tempos pra cá, com certeza deve ter algum motivo.
“E você, já criou alguma rivalidade com uma amiga? O que impulsionou isso?”

(Camilla Bechan – 16) Não, amizade pra mim é na base da mais pura verdade e do mais puro amor, porque quando os dois lados são fortes, nada o deixará de ser verdadeiro.
(Fernanda, 13 anos) Rivalidade, não. Já tive algumas brigas bobas com as amigas, mas acho que se a amizade é verdadeira, basta só conversar que se acerta.
(Francielle – 14) Sim, certa vez uma série de fofocas e mal entendidos foram submetidos em minha cabeça e de minha amiga. Nosso afastamento na escola contribuira para que estes fatos parecessem reais, e de certa forma, foram. Cada vez mais xingamentos foram postos em nossas bocas, e criamos certo rancor. Depois pudemos compreender o que de fato se passara e voltamos a conversar normalmente. Hoje somos melhores amigas.
Obrigada pela participação de todas as meninas. Quem quiser participar do tema na próxima semana, envie um comentário com o seu modo de contato.

A base de tudo
09/04/2011 | Categoria: Amizade, Reflexão

Eu acredito que a base toda relação, amizade ou relacionamento estável seja a confiança. Em quase tudo na nossa vida, é ela quem está em jogo, é ela que está colocando em prova as maiores amizades ou amores. O motivo? Confiança é muito mais do que você confiar eternamente em alguém. É você ter certeza absoluta que ela é fiel à você, em todos os sentidos, confia na sua amizade e estará lá em todos os momentos que você precisar, mas mais do que isso, também se dedica aquele relacionamento assim como você se dedica. Confiança não pode ser pela metade, meia boca, ou um pouco. Tem que ser total, completa. Pelo menos é essa a minha opinião. Você tem que saber, com toda a certeza, que aquela pessoa também confia em você e que também lhe ajudará sempre quando precisar. Eu já desisti de ter amizades onde a confiança não existe, ou onde ela é só uma imagem falsa. Não lhe adianta união, juras de amizade ou palavras, segredos trocados. Nada disso adianta quando a situação aperta e a confiança não existe naquele vínculo, além de meras palavras ditas. Porque é muito fácil dizer que gostamos daquela pessoa e iremos continuar a amizade ou o amor sempre, mas é difícil quando os problemas aparecem, quando você não concorda com tudo, quando lhe começam a apontar erros e defeitos. As coisas se complicam quando a base de tudo desaparece, quando as promessas são quebradas, quando os problemas começam a tomar aquela amizade por inteiro e as pessoas não sabem mais o que fazer. Também não podemos esperar receber e não dar nada em troca nas amizades, quando as pessoas se dedicam inteiramente à você, são amigos fieis, mas não reconhecemos isso, os substituindo ou procurando outras pessoas para ocupar esse espaço, fingindo que não estão vendo os esforços que estão fazendo. A confiança é muito difícil de ser ganhada, mais é fácil demais de ser quebrada. Uma vez quando se erra é quase impossível retomá-la novamente. E como dizem, confiança é como um espelho: você pode juntá-lo, mas a rachadura sempre estará lá. A falta de confiança, o pé atrás, sempre aparecerá. A desconfiança continua nos nossos pensamentos com medo que a pessoa erre, cometa tudo mais uma vez. Mas sempre temos que entender que as pessoas erram. Mas antes de cometermos um erro, antes de continuarmos amizades ou namoros, temos que pensar nela. Na confiança. Se você confia totalmente em alguém e ela em você, as coisas irão para frente. Se não, é tudo apenas por um tempo passageiro, porque quando você mais precisar, as coisas não irão acontecer. Não sem confiança.


Os melhores tempos
27/03/2011 | Categoria: Amizade

Eu me lembro de quando nos conhecemos. Eu era só mais uma colega de sala, e essas duas pessoas não significavam nada para mim até então.  Pensei que éramos diferentes, distintos. E até hoje somos pessoas totalmente diferentes uma das outras, que não sabemos ao certo porque damos tão certo juntos. E quando eu conheci as  duas pessoas mais importantes da minha vida, há cinco anos atrás, não imaginava a importância que elas teriam. E foi no momento que eu mais precisei, naquele momento que todos os outros “amigos” sumiram, que eles estavam presentes, mesmo sem ter muito contato comigo. Pessoas que eu achava que eram pequenas amizades supérfluas, se tornaram uma das amizades mais importantes, uma das mais sólidas, e maravilhosas que eu já pude ter. Os melhores, na verdade. Nunca vou me esquecer de vocês, e do começo do nosso trio. Das risadas, dos momentos que compartilhávamos segredos, umas das milhões de vezes que saímos todos juntos, nós três, fazendo tudo o que há de pior que três pessoas possam fazer, compartilhando momentos que com certeza nunca serão esquecidos. Bons tempos aqueles. Não posso dizer que nossa amizade é perfeita e que nunca brigamos. Brigamos sim, até demais (da conta) mas não passamos alguns dias sem nos falar, porque é praticamente impossível. Parece que falta um pedaço de nós, uma parte importante que simplesmente deixamos de lado. E no outro dia, lá estamos nós de novo, nos falando como se nada tivesse acontecido, compartilhando aqueles momentos que ninguém nunca pode interferir. Nem tudo foram rosas. Algumas pessoas já interferiram de um jeito horrível em nossa amizade, e eu cheguei a pensar que talvez tudo acabasse, mas não acabou. Sempre escolhemos os amigos no final, sempre acabamos rindo das piadas um dos outros, nos provocando, terminando o dia abraçados. Desde os oito anos de idade, quando nos aproximamos como qualquer um colega, quando ficamos tão próximos que nenhum de nós poderia imaginar. Aqueles foram os melhores tempos que eu já tive, admito. Aqueles em que os problemas não existiam porque vocês estavam lá. Quando algo tão ruim acontece eu não posso suportar sozinha, sempre me lembro que nunca vou acabar só, pois vocês dois estarão ao meu lado não importa o que aconteça. E, em pouco tempo, foi surgindo mais uma integrante no nosso trio. Mais uma que combinaria igualmente conosco. E mais um, mais outro. Quando vimos, já estávamos formando nosso próprio círculo de amizade, o único em que eu me sinto totalmente confortável, aquele em que eu sei que posso ser quem eu quero ser, sem julgamentos. Aquele em que nenhum de nós tem papas na língua, as pessoas que você sabe que pode se expressar livremente. Elas não vão te julgar. Nunca. Elas apontarão as suas qualidades e te ajudarão a seguir o caminho certo… aquele caminho inesquecível. Amo vocês.


Mais que um amigo.
22/02/2011 | Categoria: Amizade

Amizade é tão mais do que simplesmente estar ali. Não importa o que digam as sentimentalidades extremas; não para mim. Talvez eu tenha me rendido de verdade a meu próprio egoísmo, mas para mim, amigos não estão ali só por estar. Não é estar radiante que conta. Um abraço faz bem; um carinho desata nós, mas as cordas continuam tão apertadas em minha garganta… Eu preciso de alguém que me ouça. Eu preciso voltar a uma sala cheia de pessoas alegres e falantes, e saber que não estou sozinha quando grito por dentro.

Eu quero alguém para conversar.
Alguém que não tenha medo dos fantasmas que eu possuo e trato com afeto.
Alguém que segure a corda do barco, só para que eu não flutue sozinha, preocupado com as possibilidades de naufrágio.
Alguém que saiba tanto de mim, que eu me sinta envergonhada por seu olhar, e ao mesmo tempo protegida em sua presença.

Eu quero um amigo tão corajoso que, às vezes, suporte ver-me chorar e não pensar que eu enlouqueci. Alguém que diga palavrões fortes aos que não me entendem — e os diga a mim quando eu não me entender.

Não preciso que beijem-me os lábios, envolvam-me com abraços, o físico pra mim sempre foi quase desnecessário. O toque nunca me trouxe essa paz que todos necessitam para continuar vivendo. Eu preciso de um amigo, um amigo que nunca se mostre surpreso e que seja a estrutura quando eu tiver de desabar.

Quero uma ligação espiritual, uma conexão imediata, uma rede onde possa lançar, sem medo, minhas loucuras, filosofias e insanidades.

E se eu não encontrar esse amigo, creio que me perderei, e afogarei a mim mesma. Nesta hipótese, sou fraca.
Na hipótese de ser uma pessoa mais forte do que acredito ser…

Colaboradora: N., 14 anos, de SG – RJ escreveu esse texto em suas experiências com amigos e amizade. Ela posta várias de suas histórias pela internet, além de ter muito retorno com seus ótimos textos. Também já escreveu diversas histórias, dentre elas publicadas em comunidades no Orkut e divulgadas por amigos.


Amigos ou donos?
17/02/2011 | Categoria: Amizade, Reflexão

Eu juro que não consigo entender muito bem aqueles amigos possessivos ou doidos pela amizade do colega. Eu confesso que sou uma amiga que sente muito ciúme, que não é tão fácil de lidar: e meus amigos verdadeiros sabem muito bem disso. Mas eu não entendo algumas pessoas que privam seus amigos de conhecer outras pessoas, de sair com outros amigos, de ter relacionamentos amorosos, em que o ciúme impede que a outra pessoa faça tudo que ela quer, e que se não agir de forma que o amigo quer, ele fica bravo e parte para o gelo. Eu não entendo isso. Que eu saiba, amizade é uma estrada de duas mãos, ou seja, os dois devem estar felizes e fazendo o que bem entender. Amigos são amigos, e não namorados. Eles não podem privar as pessoas de sair ou fazer o que elas bem entenderem quando bem quiserem. Ao contrário, eles devem saber lidar com a situação e estar ao lado de seus amigos sempre quando precisam. Eu confesso que já inverti os papéis e achava que meus amigos só deveriam fazer o que eu quisesse, mas logo percebi que isso é totalmente errado, afinal, a amizade significa ter um vínculo especial e não ser dono da pessoa, impedindo-a de ser feliz e fazer o que ela quiser. Os amigos são as pessoas que estão lá para nos apoiar, para nos aconselhar, para nos ajudar nos momentos difíceis e estar presente nos felizes também. Mas isso não significa decidir com quem a outra pessoa vai andar, falar, desabafar ou até mesmo namorar. Porque tanta passividade? Vamos deixar nossos colegas e amizades continuarem suas vidas assim como continuamos as nossas, sem brigar por suas escolhas. Afinal, quem tem que decidi-las, são eles, não nós.


Somos parecidas, mas não iguais
01/02/2011 | Categoria: Amizade, Comportamento

Ela, ou eu? Qual de nós duas é a melhor? Quem tem mais amigos? Quem tem mais garotos apaixonados? Eu não sabia a resposta. Mas ela continuava em minha cabeça todos os dias, infernizando minha vida e a transformando em um completo ringue de competição. E o pior é que eu não poderia culpá-la por tudo o que estava acontecendo: a inveja e o ódio vinham de mim mesma. Eu era que estava transformando aquela situação em algo impossível de se lidar, e a culpa era completamente minha. Eu não enxergava quem eu era de verdade, e a inveja ofuscava os meus olhos, tapava os meus sentidos e me fazia perder amizades, causar brigas. Apenas pelo gosto de ser a melhor, de estar no comando, de ter aos meus pés quem quer que fosse. Minha vida não era mais apenas minha: era dela também. Todos os seus passos eram vigiados por mim, cada palavra era marcada no meu cérebro para ser usada (ou repetida) depois. Eu só pensava em mostrar a todos o que eu era, a minha personalidade e o meu melhor. Mas o fato é que eu estava esquecendo de mim mesma, deixando a minha própria vida de lado para cuidar da dos outros, focando meus problemas em outras pessoas, perdendo a cabeça, fazendo atitudes incontestáveis e esquecendo da pessoa principal naquela história: eu. Eu não enxergava mais minhas qualidades, meus amigos, minha família. Só assisti a mesma cena todos os dias. A minha própria cena. De inveja e de medo de perder tudo o que eu tinha. Talvez esse capítulo aconteça na história de todas as garotas, pelo menos uma vez na vida. Sentimentos tão ruim nos invadindo sem pedir licença, acabando conosco e pensando que podem nos dominar. O único remédio para isso é prestar a atenção na pessoa que realmente importa, que devemos cuidar: nós e quem amamos. E não outros que apareçam em nossa vida apenas para serem excluídos. Amor próprio, é o que isso se chama. A vontade de amar a si mesmo, e não cobiçar o próximo.


Dividindo a amiga
29/01/2011 | Categoria: Amizade, Comportamento

Por mais que as pessoas tenham medo de mudanças, elas sempre surgem. E por mais que nós tentamos (em vão) evitá-las, sempre surgem novas pessoas no circulo de nossas amizades. Essa é uma ótima chance para fazer novos amigos e conhecer pessoas novas. Mas muitas meninas se sentem inseguras quando uma nova garota entra na turma e vira também sua amiga: o medo de perder aquela pessoa tão importante se torna muito grande. Qual será o motivo? Ciúme? Se está nessa situação, avalie a baixo.

Tenho medo de perder minha amiga: Ter medo de perder pessoas que você tanto gosta é comum, ainda mais se elas encontrarem outras amigas para compartilhar segredos e momentos felizes. Insegurança pode ser normal, afinal, estamos na fase da insegurança. Mas se sua amiga diz que você é tão igualmente importante para ela, e a amizade de vocês é forte e sólida há muito tempo, não a nada a temer. Você poderia dar até mesmo uma chance para a nova menina. Quem sabe vocês não se tornam um trio?

Não gosto dela: Pode acontecer de sua melhor amiga conhecer uma nova garota do qual você não gosta. Primeiro, avalie se você não gosta mesmo dela ou se é apenas birra. Se é a primeira opção, tente conhece-la melhor, combinar passeios, conversar com ela. Ela pode ser uma pessoa nova que, no futuro, se torne próxima de você. Se é a segunda opção, não é fácil lidar com isso. Mas a dica é conversar com sua amiga e dizer que ela é muito importante para você, e que ninguém irá interferir nessa amizade. Depois, é só ter jogo de cintura.

Minha amiga me trocou: Essa é uma situação mais difícil. Talvez sua amiga esteja andando mais com a nova garota sem ao menos perceber, e não se ligou que você está se sentindo deixada de lado e chateada com a situação. Chame ela (a sós) para conversar e explique que você não quer perder sua amizade, mas se sente excluída do grupo. Se ela é mesmo sua amiga, vai entender. E vale conversar mais vezes.

Também vale a pena sempre conhecer pessoas novas. Amizades são ditas que tem que ser para sempre, mas às vezes, mudanças podem surgir. Bons exemplos de amigas que duram há tempos, por exemplo: Blair e Serena, mesmo com as brigas e de serem competitivas, sempre estão lá uma pela outra. Elena, Bonnie e Caroline, que são um trio inseparável. Sempre podemos conhecer novas pessoas, e quem sabe, ter mais de uma melhor amiga.