Eu quero conhecer você
20/11/2016 | Categoria: Amor, Textos

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Eu fiz esse texto curto para dizer que eu quero conhecer você. Eu sei, você nunca vai ler, mas eu queria colocar para fora. Eu quero conhecer as suas músicas favoritas. A banda que você mais ouve, o que você planeja para o futuro, o que te faz rir, o que você faz quando não está rodeado de livros, prestando atenção fixamente em um quadro branco. Sem piscar, sem olhar para o lado. Como se o mundo inteiro se resumisse em estar ali. Eu gostaria de poder te mostrar que ele não se resume: que isso é só um pedaço pequeno da terra e que, sinceramente, nem significa tanta coisa assim. Eu queria poder te perguntar coisas bobas, como qual é o grau do seu óculos e a série que você mais gosta. Queria poder conversar, saber o que tem por trás desse jeito quieto de quem guarda muita coisa e raramente compartilha algo. Talvez você seja uma daquelas pessoas difíceis de deixar alguém entrar no seu ambiente, mas que é também extremamente interessante. Ou talvez não. Pode ser que você simplesmente não tenha nada para dizer, e prefere manter tudo para si mesmo. Mas algo me diz que você não é assim: eu nunca fui muito de acreditar em sexto sentido, mas às vezes o meu insiste em falar mais alto do que tudo. Eu queria saber o que se passa por trás desses olhos azuis, que ficam o tempo inteiro contrastando com as suas roupas escuras e o cabelo preto. Você não sorri e nem gargalha muito. Mas quando faz isso, parece que poderia fazer tudo parar por alguns segundos, só para as pessoas te admirarem. Faz muito tempo que eu não via um sorriso tão bonito, que só aparece em pequenos momentos, tão rapidamente que se a gente não prestar a atenção, acaba perdendo-o. Eu quero chamar a sua atenção, mas é complicado. Eu quero falar sobre qualquer coisa aleatória, só para ouvir sua voz, sempre tão baixinha, inconstante, que eu tenho que me esforçar para não perder nada, porque qualquer palavra pode ser muito valiosa. Pode ser que eu esteja te imaginando demais. Eu sempre fui boa nisso. Eu sei que eu tenho pouco tempo e as chances de eu não te ver mais são grandes. Mas, quem sabe o que os próximos meses guardam? Essa cidade nem é tão grande assim. Talvez os nossos caminhos ainda se cruzem. Eu já achei que algumas histórias tinham acabado, quando elas ainda nem haviam começado de verdade. Talvez eu ainda tenha a chance de te conhecer.


Amores que não se realizam
30/05/2016 | Categoria: Amor, Textos


Todo mundo sempre tá falando sobre amor. O amor correspondido, o não correspondido, o coração partido, os términos, as traições, ou seja lá o que for. Definições de amor e romance não faltam em nenhum lugar, assim como reclamações sobre relacionamento. Mas eu vejo pouca gente falando de algo que na verdade, nem é chamado de amor pela maioria. Aquele, que fica sempre esquecido, de lado. Tudo bem, é compreensível que ele não seja muito lembrado. Afinal, ele nunca chega a se concretizar: pelo menos, em 90% das vezes. Mas para as pessoas que sentem – normalmente as sonhadoras, que leram uns dez livros da Meg Cabot na adolescência – ele é real. E tem algum tipo de sentimento que não seja real, por acaso? Eu afirmo que não.

Todos podem ser, mesmo que eles nunca sejam reconhecidos, mesmo que eles não vejam à luz do dia e que só você mesmo saiba sobre eles. Eu confesso que tenho muita experiência no dito cujo. Amor platônico (quem nunca?) é algo meio engraçado e dramático para mim. Resultado de uma mente fértil que sempre gostou de idealizar praticamente todo mundo que vê pela frente, ele foi o responsável por grande parte das minhas paixões. O curioso é que elas sempre eram intensas, mas acabavam rápido, e não de  maneiras muito agradáveis.

“Mas e a outra pessoa?” Elas nunca chegavam a saber de nada. Juro. Pelo menos eu acho. A maioria nunca nem suspeitou que eu nutrisse algum sentimento afetivo por eles. A paixão platônica não tem muitos limites. Ela pode surgir do nada, literalmente: sem você menos esperar aparece aquela pessoa impossível, inalcançável, seja lá por qual motivo. E isso é o suficiente para você, romântico que adora Taylor Swift, começar a criar histórias na sua cabeça. Eu não tomava atitudes drásticas. Não tentava, de verdade, me aproximar daquelas pessoas. E isso não significa que o sentimento seja menos válido; é só que, no fundo, eu não queria destruir aquela idealização legal que eu tinha de alguém. Ou eu não queria arriscar, ou não tive coragem.

E às vezes a gente tem medo mesmo, e não há nada de errado nisso. Óbvio que um relacionamento real é muito melhor. Mas estamos falando aqui do que é platônico, algo que não se realiza; e talvez seja justamente isso que atrai tantas pessoas. Você não vai se machucar, não vai se decepcionar (em tese): então, assim tá ótimo. Por outro lado, amor platônico também pode te fazer querer ouvir músicas melancólicas e passar dois dias sem sair de casa. No meu caso, quando eu superava, eu sempre olhava para trás e dava algumas risadas das situações que aconteceram comigo.

Foram muitas: a paixão que eu tive aos 14 anos por um garoto mais velho, e quando eu finalmente arranjei coragem e falei com ele, descobri no dia seguinte que ele mudaria de colégio (e de cidade). Na época, foi triste. Hoje, eu acho engraçado. Ou quando eu fiquei três meses tentando falar com um cara, só para depois descobrir que ele tinha namorada (não tá fácil pra ninguém, né?). E não foram somente essas; existiram outras, que me provocaram frio na barriga, dor de cabeça ou tristeza por algumas semanas. Talvez elas não sejam as únicas: pode ser que eu ainda tenha muitas outras paixões platônicas.

Mas o que sempre fica na minha cabeça é que você deve se permitir sentir o que quiser. E que, modéstia a parte, arriscar é sempre melhor. Mesmo que seja só para descobrir que a realidade é bem diferente daquilo que você tanto imaginou.


Aposte para ver
04/05/2014 | Categoria: Amor

As pessoas dizem que amor não tem explicação. E no fundo, eu acho que não tem mesmo. Não há fórmulas, frases clichês ou textos que expliquem coisas que nem todo mundo descobriu ainda. Que expliquem coisas que muitas pessoas não sentiram ou nem sabem direito o que é.

Talvez gostar de alguém seja uma coisa meio estranha, que surge do nada. Não há controle sobre isso. A gente pode até saber quando deve se apaixonar ou não. Existem pessoas que vem quase que com um aviso na testa: “Não se apaixone por mim. Isso vai acabar mal.” Mas quem disse que a gente liga? Ignoramos. Pulamos num mar imprevisível assim mesmo. Não obedecemos a nossa intuição, que em alguns momentos é melhor que qualquer conselho no mundo e pode ser uma alternativa poderosa pra escapar de burradas.

No final da história talvez a gente deva se permitir. Permitir que se faça escolhas erradas, decisões que podem não ser as melhores do mundo. Está escrito em algum lugar que não devemos mudar de ideia? Não. Alguém definiu que é regra qual é o tipo de pessoa que você tem que gostar? Também não. Não precisamos saber de tudo o tempo todo. Não precisamos ter a resposta de todas as nossas milhares dúvidas. De vez em quando indecisão ou confusão é bom. Você passa a se conhecer melhor.

Existem amores platônicos, não correspondidos, recíprocos, ou aqueles que não vão te levar pra lugar nenhum, mas quem liga? Nós não temos o direito de julgar ninguém. Não é nossa decisão de quem o coração dos outros vai pertencer. Nunca é. Podemos tentar, mas isso não cabe a nós, acredite. Não se decide os sentimentos alheios. Nunca.

Eu sei que tem pessoas que evitam tudo isso ao máximo. O amor traz consequências e às vezes elas não são muito boas. É pensar negativo? Não, é tentar ser realista. Porque é de conhecimento do mundo inteiro que quando você confessa que sim, está apaixonado, diz quais são seus sentimentos, vai estar vulnerável e a chance de sair magoado é muito maior. Ninguém é obrigado a sentir o mesmo, e nos negamos a entender isso.

Talvez a gente só devesse parar de ser um pouco amargo de vez em quando. Não esperar sempre o pior. E se isso der certo? E se o que você realmente quiser acontecer? O futuro é imprevisível e é impossível saber que rumo as coisas vão tomar. Mas eu acho que de vez em quando é necessário um pouco de coragem. É o que dizem: amar é só pra quem tem coragem. Se você não tem ou não quer assumir os riscos, é melhor sair dessa. Se você quer, então pode colher surpresas ruins, mas outras incrivelmente boas no caminho também.

É o que eu sempre digo: a gente nunca sabe. É o legítimo “pagar pra ver.” De vez em quando tem coisas que só vamos saber se valem a pena, se a gente tentar. Ficar só na imaginação nunca é uma opção muito boa. As pessoas podem te surpreender positivamente. Quem sabe, né?


E agora nós?
04/03/2014 | Categoria: Amor, Comportamento, Textos

Mas tudo bem, tudo bem. Pode acreditar em mim. Não devíamos ter confundido tanto as coisas. Nascemos para sermos amigos. A-m-i-g-o-s. Desses que ficam semanas sem se falar e quando se procuram nada mudou. Nem a forma de abraçar ou o “oi” através de mensagens. Esses amigos que implicam 24 horas por dia um com o outro. Tudo bem. Naquele último dia em que nos vimos, na última conversa que tivemos pessoalmente, por mais duro e difícil que foi eu descobri que não poderíamos ser nada mais que amigos. Não simples amigos, você sabe, nós dois nunca fomos simples em nada. Complicamos tudo, absolutamente tudo. “Simples amigos” não serve para nós dois. Naquela festa, eu descobri isso. Eu percebi que seria loucura tentar amar você como minha mãe ama o meu pai ou como o seu pai ama a sua madrasta. Você entende? Não dá. Simplesmente não dá. Por quê? Eu também não sei. Mas quando você estava lá, conversando com aquele seu amigo bêbado e eu te observando (in) quieta, eu tive certeza disso. Por mais difícil e triste que seja de aceitar, eu precisei parar de insistir. Porque simplesmente não era pra ser. Mesmo que eu tenha pedido você em todas as estrelas cadentes que eu já vi. E todas as moedas que eu joguei na fonte, meu pedido era você. E quando eu ouvia alguma música, meu pensamento voava até você. Nos meus sonhos, era você. Tudo. Absolutamente tudo. Os caminhos que eu seguia, os passos que eu dava, sempre pensando em você. E nada poderia ser mais triste do que aceitar o fato de que não era pra ser. De que nunca passaríamos de bons amigos. Nem mesmo uma “amizade colorida” funciona com nós dois, porque complicamos tudo. Porque sempre queremos mais e mais, além da simplicidade, além do que podemos. E assim acabamos esquecendo que isso pode ser que tanto procuramos. Mas, olha, está tudo bem. Antes perceber cedo do que insistirmos até não conseguirmos mais olharmos um para a cara do outro, não é? É. Claro que é. Melhor assim. Amigos. Como sempre foi, como sempre deveria ter sido. Nada além. Eu não te procurei porque achei que deveria sentir a minha falta. E parece que você sentiu! Por um momento, eu senti um fio de alegria, de esperança… Mas lembrei de tudo e não, só amigos. Lembra? Lembro. Então, é isso. Você vai precisar visitar o seu pai qualquer dia, vai me mandar alguma mensagem dizendo que está na cidade, se podemos nos ver. Só para conversar. E eu não vou conseguir digitar um “não” como resposta e enviar. Só que dessa vez nossas intenções serão diferentes. Você não vai mais reclamar por eu ter demorado tanto pra chegar ou pela forma que eu arrumei o cabelo. Nem mesmo vai se preocupar se eu não estou com frio ou calor com a roupa que estarei usando. Vamos sentar, pela primeira vez, a quase um quilômetro de distância um do outro e, agora, diferente das outras vezes, você não vai se importar em eu ter sentado um degrau a mais que você. Porque agora já não faz tanta diferença eu parecer um pouquinho mais alta que você. E também não vamos sair correndo, com medo, quando um casal chegar no parque e nos ver por lá. Dessa vez, somos amigos. Nada mais. E você vai olhar para o longe, e eu já não irei comentar sobre o tempo, como o céu está cinza, porque o seu silêncio me assusta e me dói. Mas é uma dor bonita. Meu telefone irá tocar algumas vezes, mensagens dos meus outros amigos. Não tão especiais e importantes como você. Não tão essenciais na minha vida como você. Não tão incríveis como você. E eu vou ler, e rir. E você vai sorrir de canto para mim, num silêncio quase infinito. E o tempo passa, as nossas conversas já não são mais as mesmas, tudo mudou. Mas meu coração ainda irá acelerar quando os teus olhos castanhos ficarem dourados no reflexo do sol. E minha risada será ainda mais verdadeira quando você contar uma das tuas histórias. Porque existem certas coisas que não mudam. Jamais. Na hora de ir embora, nos abraçaríamos. Aqueles abraços que não dá vontade de sair, nunca, você sabe? E eu iria te dar tchau, você acenaria de longe e depois desapareceria. E eu ficaria ali, por um bom tempo, tentando absorver tudo. Tudo. E depois, todo o meu pensamento se transformaria em lágrimas, em lembranças. Doces lembranças. Porque eu sei que nunca vai ter alguém como você. Nem para ser meu amigo ou meu namorado, marido. Porque você é único. A sua risada é única, seu jeito de me fazer sorrir, a cor do seu cabelo é única. Seu cheiro não se encontra nem nas melhores lojas de perfumes. Seu abraço, sua respiração, seu coração batendo junto ao meu… Nada nunca será igual com outra pessoa. Agora nós somos amigos. E você talvez nunca tenha sentido algo como eu senti, nem tenha percebido o que eu percebi. Talvez tudo aconteça diferente, quem sabe, eu olhe para trás e veja: ele é o homem da minha vida. E você é. Mas antes disso você precisa parar e perceber que também precisa de mim. Precisa voltar a me ligar às 4 da manhã, em número desconhecido, para saber se eu ainda reconheço a tua voz. Precisa voltar a me provocar até que eu sinta ciúmes de você, até sentir que eu ainda sou a mesma. Precisa me irritar, me tirar do sério, precisa dizer coisas bobas. E sabe, semana passada eu conheci um outro garoto. E ele é divertido e tem uma conversa legal. Ele tem olhos azuis e o cabelo loiro cheio de cachos. E nós ficamos abraçados por um bom tempo. Mas eu percebi que ele é só mais um, e mesmo que eu tenha pensado em ligar para ele por dois dias, eu penso em ligar para você há muito mais tempo. E eu amo você, ainda que você já saiba. Eu amo muito você, muito, muito. E não importa o que o futuro nos reserve, ainda amarei você. Nunca ninguém conseguirá o que você conseguiu de mim. Você é a minha melhor lembrança, você é uma força, você é o melhor amigo, o melhor beijo, o melhor abraço. E ninguém nunca vai tirar você de mim.


Namoro à distância
21/01/2014 | Categoria: Amor, Comportamento

Tá ai um assunto que é polêmico. As opiniões se dividem: algumas pessoas acreditem em namoro à distância, outros não. Eu nunca tinha conhecido muitos casais que passassem por isso, então não podia opinar. Afinal, eu acho que a gente deve ter vivido isso, ou pelo menos conhecer alguém que esteja em um relacionamento assim, para poder saber de perto o que é o namoro à distância. É muito difícil fazer suposições só em base na opinião dos outros ou no que você acha.

Na minha opinião, para começar, namoros não são a coisa mais simples do mundo. E acho que mesmo as pessoas se vendo todos os dias, na escola, no bairro ou em qualquer outro lugar, vão passar por problemas muitos semelhantes aos casais que tem alguns (ou muitos) km os separando. Não há tantas diferenças. O ciúme está ali, assim como as brigas, os desentendimentos que podem surgir, porém, os momentos bons também devem estar presente. Aqueles momentos de felicidade, as comemorações das datas (de namoro ou de aniversário) as experiências que eles passam juntos. Viu como a diferença não é tão grande assim?

É óbvio que saudade atrapalha. Se eu estivesse apaixonada também ia sentir saudade da pessoa e achar bem melhor vê-la todo dia. Mas confesso que em muitos momentos acho que o espaço é importante sempre. Não é legal namorar alguém e as duas pessoas ficarem sufocadas, juntas o tempo inteiro. Parece que se tornam um só, e vamos combinar que todo mundo sabe o final dessa história: o fim um dia pode chegar, e você não pode depositar sua felicidade ou colocar todas as suas atividades diárias ou expectativas nas costas de alguém.

A sorte é que a internet, o whatsapp, o skype, o facebook, o SMS, está ai para facilitar a vida de muita gente. Assim como tantas outras redes sociais que podem aproximar muito o casal. É tão simples, com toda essa tecnologia, eles compartilharem os momentos que quiserem do seu dia-dia com o parceiro. Um clique ali, outro aqui, e pronto: você manda uma foto, uma mensagem, qualquer coisa, e o dia não passa em branco. Não é como se eles deixassem de participar da vida um do outro por causa da distância.

Eu acho que quando um pessoa quer algo de verdade ela pode fazer dar certo sim. É aquele velho clichê do não importa os obstáculos, se ela estiver com vontade, a fim mesmo, vai ir atrás e não vai se deixar abalar pelos problemas de passagem, de muitas horas de viagem, de não conseguir ver o namorado todo mês… É claro que isso não é fácil. Não é simples lidar com um relacionamento que exige tanto de ambos, afinal, para que dê certo, é necessário o comprometimento das duas pessoas. Se uma não quiser se dedicar do mesmo jeito, não vai rolar. Mas se acontecer de você encontrar alguém que também vai se envolver do mesmo jeito, então, uma dose de boa vontade e as coisas irão funcionar.

Existem pessoas que não entrariam num relacionamento à distância simplesmente porque não gostariam de lidar com outras questões X que surgem no namoro. Vai da decisão de cada um. Mas eu acho que a partir do momento que você gosta mesmo de alguém, vale a pena apostar, ainda mais se tiver o apoio dos amigos e dos pais. O amor não tem lugar marcado pra acontecer. Não precisa ser na sua rua ou na sua escola. Pode ser durante uma viagem, um feriado, um passeio pra uma cidade distante. Nem sempre está ali do seu lado.

Todo namoro vai ter problemas. E todo namoro vai ter coisas boas também. Basta saber lidar com isso, o que não é a parte mais fácil, claro, mas quando a gente quer realmente alguma coisa pode fazer acontecer, e dar certo. E isso vale para namoros à distância, ou aqueles do qual o namorado (a) está bem perto de você.


Namoros, rapidez, e individualidade
03/01/2014 | Categoria: Amor, Comportamento, Textos

Um dos assuntos que mais foi votado no formulário que eu criei para saber a opinião das leitoras sobre o blog, além de mais posts sobre estudos, faculdades e profissões (em primeiro lugar) foi o assunto namoro e relacionamentos. Inclusive, estou preparando alguns posts bem legais sobre esse tema aqui para o site. Hoje, para começar, eu queria falar sobre aquela história que eu aposto que muita gente já se deparou ou enfrentou: de vez em quando, parece que o mundo todo quer estar em um relacionamento. Sua prima, sua irmã, suas amigas. O “relacionamento sério” se tornou literalmente um status. Eu nunca namorei, então não posso vir aqui e contar sobre como é essa experiência para vocês.

Mas posso contar como é conviver com toda aquela juventude, que todos os dias, parece tanto buscar algum ficante, parceiro, enfim, alguém para dizer que é o seu namorado. Ou como tudo parece andar rápido demais. Namoros acabam e voltam na velocidade da luz, e quando você acha que alguém está com aquela pessoa, um susto: na semana que vem ela já apareceu com outra. E no mês seguinte, já trocou também. Não estou dizendo que é legal que as pessoas fiquem na fossa durante meses ou lamentando uma decepção. Só que, pera ai, né? Quando é “amor” mesmo, não se supera em uma semana!

Confesso que ando meio desiludida com esse mundo ai, que prega tanto os namoros e depois quando tudo termina as pessoas estão lá, se odiando nas redes sociais, ou tentando provar que vivem super felizes com mil fotos na balada e letras da última música sobre desapego de um cantor sertanejo no Facebook. Se identificou? Então é porque você já viu isso acontecendo ou até já fez. Se tem uma coisa que eu percebi é que faz mal, muito mal, para a nossa personalidade, fingir ser algo que não somos. E no fundo, podemos até tentar enganar uma ou outra pessoa, mas nunca vamos conseguir enganar a nós mesmos.

Por isso que quando eu vejo um casal que se gosta de verdade, que sei que dá pra sentir que não é paixãozinha de duas semanas, e sim algo verdadeiro, dá uma vontade de de apoiar. Porque isso é raro. Muito raro! Ainda mais quando as pessoas tem 15, 16 ou 17 anos, e magoam os outros com uma facilidade incrível. Conseguem gostar de alguém num dia e no outro acabar com tudo rapidamente. Namorados que são fieis, apoiam uma garota e realmente vão estar ao lado dela, merecem ser valorizados. Então, se você tem um que preenche essas características, valorize-o, viu? Porque eu garanto, não é nada fácil encontrar uma pessoa que goste de você sem meio termo, sem indecisões e de verdade.

Óbvio que namoros não são flores. No inicio pode até parecer, mas depois você vai conhecendo os defeitos e as manias supostamente chatas da outra pessoa. E ai você vai saber se ama ela mesmo quando aprender a aceitar isso. Quando ver que a conversa é a opção mais sensata, e não as brigas, os chiliques e as palavras cruéis: elas não vão solucionar nenhum problema. Gostar de alguém de verdade não é querer moldá-la, deixá-la do jeito que você quer. Isso é idealizar alguém. Gostar de alguém é saber lidar com isso.

Um relacionamento deve ser ótimo quando as pessoas se completam, aprendem a conviver com as coisas boas e ruins um dos outros, e de certa forma quando estão juntos conseguem deixar tudo mais agradável e melhor. E para isso se prolongar, é necessário um sentimento verdadeiro, e que deve ser preservado. Não deixe escapar se alguém te proporciona essa sensação!

Também acho importante que as pessoas tenham seu espaço. Conheçam a si mesmas antes de embarcar em um relacionamento, e aprendam a cuidar da sua individualidade. Afinal um namoro é para nos completar, e não para se tornar o significado do nosso mundo; é necessário ser cuidadoso, antes de depositar todas as suas felicidades ou expectativas nas mãos de outra pessoa.


Num café
29/10/2013 | Categoria: Amor, Conto, Crônicas, Textos

Mas um dia a gente se encontra em uma rua qualquer e você me convida para um café que fica na próxima esquina no qual costumávamos nos encontrar. Pedimos o de sempre e o clima de nostalgia nos acompanha. Você me observa enquanto mexo o saquinho de chá dentro da xícara e isso é sinal de que a vergonha passou por mim e ficou. E percebemos que nada mudou, quero dizer, eu e você mudamos, mas o nós de nós dois juntos, isso não mudou nada. E de repente começamos a rir porque estamos pensando exatamente sobre isso e estamos nervosos. Mordo os lábios. Mais um sinal o que indica meu nervosismo por estarmos ambos calados. E você coloca sua mão em meu queixo fazendo com que meus dentes soltem meu lábio inferior, como fez inúmeras vezes antes.

E de repente começamos uma conversa desenfreada por lembranças que somente nós conhecemos. E já não falamos mais do passado, mas o que queremos do futuro. Percebo que continua querendo formar em engenharia e você ri por eu ainda sonhar em ter meus livros nas prateleiras das bibliotecas e livrarias. Isso te faz lembrar da promessa que fiz sobre escrever nossa história e confesso que falta apenas alguns capítulos, mas terei de acrescentar mais um para contar esse encontro inesperado que tivemos.

Depois de outros dois anos, estamos aqui. Queria acreditar que as coisas não mudaram tanto, mas mudaram e mesmo parecendo o contrário somos pessoas diferentes agora. Temos os mesmos planos, mas de uma forma mais madura. O silencio paira sobre a gente e ao te olhar encontro em seu pescoço a corrente que te dei de presente no seu aniversário. Você afirma que nunca a tirou desde nossa ultima conversa e sempre que te perguntam dela você diz apenas que é algo especial. Não sei como reagir quanto a isso e tentando mudar de assunto pergunto sobre sua mãe. Você diz que ainda continua citando meu nome a toda discussão que vocês têm e que talvez até hoje ela não tenha aceitado nosso fim. Eu dou risada disso, porque só ela agiria assim. Você entorta a cabeça para o lado e dá um sorriso, dizendo que esse som é o mais lindo que já ouviu. Volto a mexer meu chá.

Te pergunto sobre as garotas e você diz que namorou uma, mas não durou três meses, ao questionar o porque, você apenas me responde que não era ela. Tenho a impressão que sua resposta quer dizer mais do que aparenta, mas não digo nada. Você continua contando que ficou com muitas meninas depois que terminamos, mas com o tempo tudo foi perdendo a graça. Já eu conto que fiquei na minha durante um tempo, tentando me adaptar a nova rotina, mas depois comecei a sair com algumas amigas e encontrei uma nova forma de encarar a vida. Digo sobre os caras, que não namorei outro e nem quero por agora, brinco que estou na lei do desapego, só para não confessar que não quero correr o risco de me machucar novamente, porque as feridas antigas ainda estão abertas.

Olho o relógio, vejo que já se passaram duas horas e meia e realmente preciso ir. Você me passa seu numero e eu o meu a você. Agradeço pelo chá, pela tarde e pela conversa. Antes de ir, você me compra um bombom, o de sempre de alguns anos atrás, agradeço mais uma vez. Nos despedimos, você me acompanha até a porta do café e eu vou embora sem olhar para trás.

Enquanto caminho ouço meu celular tocar indicando uma nova mensagem. Ao olhar sorrio: “A melhor tarde que tive desses dois anos, obrigado. Podemos repetir?”.


Não é um conto de fadas
29/09/2013 | Categoria: Amor, Comportamento, Textos

Princesas. Contos de fada. Taylor Swift tocando ao fundo e alguém correndo em algum campo pronto para me encontrar, me abraçar e logo depois surgiria na tela aquele “final feliz” com uma música emocionante e os créditos finais subiriam na tela. Aplausos e mais aplausos, pessoas sorrindo e saindo da sala de cinema. Como num filme. Ou alguém lendo um livro e louco para chegar no final, no último capítulo, onde finalmente saberia se os personagens principais ficariam juntos ou não, se a vilã cruel que atrapalha qualquer relacionamento enfim fora derrotada. O príncipe de olhos azuis descendo de um cavalo branco, estendendo a mão, e enfim as coisas se acertando e se encaixando. Clichê demais. Tudo muito calculado e planejado, exatamente como todas as pessoas que já viram aquele filme ou leram aquela história, elas já sabem o que ia acontecer. Já sabiam antes mesmo de tudo começar, qual seria o final. Fora das salas e das capas de livro a protagonista era bem diferente daquela. Não era tão bonita e não usava vestidos longos. O príncipe? Ah, esse ai também não tinha nada a ver com a descrição igual aquele que salva a garota no final. Ele tinha cabelo desarrumado, roupas e combinações meio estranhas e vamos dizer que ele não se preocupava muito com o certo e com o errado. Aqui, não existem vilões propriamente ditos. Existem amigos, colegas, familiares, todos eles sempre aparentemente normais, mas alguns podem esconder alguma coisa que você não imagina e pode ser logo eles que não queiram a sua felicidade. Não existe nenhum personagem caricato e a trilha sonora não é tão incrível assim, a não ser que você esteja com os seus fones de ouvido. Castelo? Ele seria substituído por uma escola sem graça onde todo mundo é igual e pensa do mesmo jeito. O hobbie não incluía andar por um jardim cheio de flores e não teria nenhum baile. Seriam só horas gastas na frente do computador e as reviravoltas não iriam acontecer de graça. Acredite, você ia ter que lutar e se esforçar muito para elas acontecerem. A princesa ia cometer vários erros e beijar muitos, mas muitos sapos. Iria acreditar na maioria deles e depois de um tempo iria finalmente endurecer e amadurecer. E depois ia perceber que contos de fadas só existem em clipes e em filmes antigos da Disney (já que os novos não fazem mais nenhuma questão de mostrar isso). Um dia essa menina ia acabar aceitando que a vida, mesmo que nada parecida com as histórias românticas e bobas que a gente lê, ouve e vê todos os dias, poderia ser maravilhoso do mesmo jeito também. Claro, talvez as coisas não venham tão fácil. E muitas vezes ela ia acreditar demais nas pessoas que não queriam o bem dela. Eu ainda acho que a ficção às vezes é muito melhor que a realidade. Mas talvez, no futuro eu mude de ideia. Depois de amadurecer, quem sabe, eu descubra histórias melhores que aquelas que eu quis tanto viver.


Não houve adeus
25/09/2013 | Categoria: Amor, Crônicas, Escrita, Saudades, Textos

Você soltou minha mão e continuou seu caminho sem mim. E eu fiquei apenas observando nossas vidas se afastarem a cada novo passo que dava sem olhar ao menos para trás. Não houve despedidas. Sua partida surpreendeu-me tanto que não pude pensar em um modo de te fazer permanecer, e mesmo se houvesse uma maneira, não seria o suficiente para te fazer ficar, porque você, meu bem, já havia decidido ir. O seu silencio por tanto tempo já era a resposta para a pergunta que me incomodava por dentro. Eu só não sabia que silencio também é resposta, mas agora eu sei e percebi que há muito você me dava pistas de que iria embora deixando comigo a sua falta e alguns poucos pertences. Eu só não previa que seria tão logo. E se fosse possível pedir, pediria que voltasse, que ficasse mais um pouco e me desse a honra de apreciar a sua insubstituível companhia e pudesse preparar-me para a sua ida, ou talvez ficasse mais difícil ainda o adeus.

Não houve nem mesmo um olhar de “sinto muito!”. Não houve troca de olhares porque você não foi capaz de sustentar a angustia que meus olhos traziam. E enquanto me permanecia – ou tentava – determinado a olhar-te com meus olhos duros e cheio de dores, porem em busca de respostas, sua cabeça cabisbaixa dava a certeza que a sua covardia e orgulho eram maiores que qualquer sentimento de afeto que um dia sentiu por mim. A sua falta de consideração por uma despedida justa me trouxe uma sensação esmagadora que me afeta nas noites de solidão causada pela sua não presença. E fico horas deitado na cama acompanhado com o silencio que um dia foi preenchido por sua respiração. Duas, três, quatro horas da manhã e nada do sono chegar me tirando o vazio que ficou por você ter ido. É comum acostumarmos com rotinas, porém não se acostuma com noites silenciosas, pelo contrario se torna cada vez mais difícil.

É que os dias também ficam monótonos quando não esta aqui e fico preso nas lembranças que você deixou, na esperança de que um dia elas não doam mais e que só me arranquem sorrisos ao invés de lagrimas. Já aprendi que devo evita-las porque a dor latejante que sentimos ao lembrar de algo que partiu fica insuportável quando estamos sozinhos, mas fica difícil não pensar em você quando esta tudo quieto ou quando meu olhar vago se prende a algo. E eu te encontro e reencontro nos meus sonhos, no sofá da sala e em cada lugar que frequento, porque você foi, mas deixou um pedacinho seu em cada canto.

E eu sinto a sua falta. Falta porque ela é a única que me trás você de volta. E você não disse um “adeus, meu bem” o que me deixou esperanças de que sua partida fosse breve e que logo voltasse. Você foi e eu fiquei. Fiquei na angustia da espera e esqueci de continuar meu caminho. Ate mesmo quando sumiu de vistas permaneci parado no lugar na expectativa de que meus olhos voltassem a te ver retornando para meus braços que continuam abertos para você. Enfrentei a chuva do inverno e nada de você retornar. Peguei gripe, fiquei todo ensopado esperando por você, no final tudo em vão, porque você não voltou.

Mais uma noite chegou. Apaguei a luz, mas dessa vez também apaguei você.


O que levei de você
12/09/2013 | Categoria: Amor, Conto, Saudades, Textos

Dizemos adeus e partimos. Dali pra frente seria cada um para um lado, por si. Não carregaríamos mais um ao outro, não compartilharíamos mais nenhuma história, e tudo o que passamos ficaria no passado. Acontece que levamos um pedaço de todo relacionamento que temos, e do nosso peguei uma bagagem um tanto pesada.

Levei um pouco de nós. De certos momentos que seriam uma pena jogar fora, então também coloquei na mala para quando tivesse coragem deixasse em algum lugar por aí. Trouxe comigo nossas músicas e juntamente nossa primeira dança. Foi impossível também esquecer nossos beijos… Foi só o que deu para levar de nós.

Já de você, trouxe tudo. Não pude jogar nada fora, e confesso a parte mais difícil foi ter que guardar tudo, sabendo que carregaria algo que não poderia abrir mais tarde, a não ser para jogar fora depois.

Levei comigo seu abraço que por muito me protegeu de inúmeros perigos. Seu toque que por sempre me trouxe a sensação de paz. Suas manias e seus gostos. Trouxe comigo a sua voz e o som da sua risada que possuíam o dom de me acalmar. O seu sorriso e seu olhar que por serem os mais sinceros me traziam a mais pura felicidade. Levei sua leveza e espontaneidade de encarar a vida.

Levei comigo também seus conselhos que sempre me guiaram para o lado bom da vida. Suas palavras de conforto quando tudo estava desabando, para que lembrasse nos momentos ruins que sempre a um caminho a seguir. Coloquei na bagagem todo o seu encanto, para que às vezes eu recordasse todos os motivos que me fizeram ficar com você e a raiva de você não me dominasse. Tudo o que aprendi com a sua presença, também trouxe comigo.

Não abandonei nada de você, porque sabia que ainda precisaria dessas coisas comigo que me fizeram e que me construíram. Não pude deixar parte da minha história para trás, porque elas se tornaram minhas partes. Talvez um dia eu me torne outro alguém, construído por outras partes e deixasse essas de uma vez por todas. Mas isso não é assunto para agora, seria mais para frente, quando eu estivesse acostumado com sua falta e finalmente não precisar mais dessa bagagem.

Nada disso pesou tanto quanto a saudade e o amor que levei de você. Ah, esses dois não pude me separar, mesmo querendo. E eu queria! Mas foi impossível separar dessas duas bagagens que pesarão por uma longa caminhada. Eu fui e comigo levei a saudade da sua presença, da sua proteção, do seu carinho, do seu afago… Saudade de você! Você foi e me deixou seu amor e levei comigo, o seu e o meu.

E à medida que perceber que não preciso de certas bagagens vou me desfazendo de cada uma delas, deixando pelo caminho até no final não ter mais nada de você, mas por enquanto: o que levei de você, foi você!