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    Filme: A Morte Te Dá Parabéns

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    Playlist: Outubro

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    Beleza

    Cabelo curto para se inspirar

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    Looks, Moda

    O estilo da Noora Sætre de Skam

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  • October 8, 2017
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    Eu não quero que esse texto seja romântico. Mas talvez seja difícil evitar. Aliás, evitar você é quase impossível. Eu tento, eu juro. Eu fiz uma promessa para mim mesma que arriscaria mais. Que iria me permitir sentir mais. Eu não quero ser um robô que tenta controlar todos os meus sentimentos. E afinal, se eu estou aqui, é para viver, não é? Mas as coisas são mais complicadas que parecem. Você apareceu do nada, mas eu sei que quem procurou foi eu. Então, seria injusto dizer que você surgiu sem eu querer de verdade. Mas eu ainda sei muito pouco sobre mim e você bagunça todas as minhas tentativas de autocontrole, sem ao menos saber. Parece que eu chego no meu limite; e eu não faço ideia se são borboletas no estômago ou a minha ansiedade pedindo ajuda.

    Controlar a mim mesma é algo que simplesmente não existe quando você está perto. E o pior é que você nem precisa fazer nada. É só dar um sorriso que parece que alguma coisa no meu estômago se revira 10 vezes seguida, e eu confesso, minha primeira ação é ficar paralisada. E depois querer correr. Eu sei, eu estou me auto sabotando e isso é horrível. É péssimo que a minha cabeça queira fugir de uma coisa que pode se transformar em algo bom.

    Deixar as pessoas entrar às vezes pode ser muito difícil. E eu sei que estou sendo resistente e dura demais comigo mesma. Mas é que eu tenho medo de verdade de depois, eu ter que recolher todos os pedacinhos sozinha. Porque isso já aconteceu antes. E eu tentei te deixar de lado. Tentei não prestar atenção, nem me importar. E funcionou. Por dois dias. Foi só você aparecer de novo que eu já voltei à estaca zero.

    Eu não sei se quero ficar nessa estaca zero. Eu não sei, de verdade, se devo dar uma chance para mim, para você, e simplesmente deixar as coisas acontecerem. É complicado, quando existem dias que a minha cabeça anda a milhão e eu só quero não pensar em nada. Mas não adianta: você achou um lugar na minha mente faz algumas semanas e não saiu mais. Grudou aqui e se recusa a ir embora. E eu confesso que gosto. Às vezes eu fico irritada, e digo pra mim mesma e todo mundo que chega, eu tenho prioridades importantes, mas você se tornou uma prioridade instável no meio de um turbilhão de ansiedades.

    Acho que gosto de não saber o que você vai fazer, mesmo que a instabilidade me assuste um pouquinho. Sempre foi assim. Eu gosto do que é fixo, imutável, e só precisa de cinco minutos para saber que você está bem longe de ser essas duas coisas. Mas talvez isso seja algo positivo para alguém como eu, que corre o risco de se estagnar onde está.

    Eu não quero depositar um monte de expectativas em você. De idealizar alguém que não existe, de imaginar qualidades e defeitos que não estão ali. Eu quero ser mais sincera comigo, com os outros, e não cobrar coisas impossíveis de pessoas que não merecem isso (e ninguém merece). Então, desculpa se no meio do caminho eu vou tropeçando e criando coisas na minha cabeça que nem existem. Eu custumo fazer isso. Mas quero melhorar. Tô aqui, me dispondo a alterar esse hábito.

    Daqui a uma semana, três dias, tudo pode mudar. Talvez a minha opinião não seja mais a mesma. Talvez sua paciência acabe. Mas eu queria colocar isso para fora. Quero dizer que, apesar dos pesares, é muito bom, em alguns momentos, estar próxima de alguém como você.

    August 9, 2017
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    Eu gosto de observar casais. Pode parecer estranho, mas eu sempre encontro alguma beleza nos casais que andam pela rua. Eles não precisam estar expressando nenhum tipo de afeto: é possível reconhecer um sentimento mútuo só pelos olhares. Outras pessoas preferem demonstrar de outras maneiras. E o que eu percebo é que as palavras sempre ficam como segunda opção. Pode ser um abraço, um afago no braço ou o leve tocar de mãos. Cada coisa pequena carrega um significado enorme. E tem algo de charmoso em perceber o quanto um olhar pode dizer tudo: mesmo que a boca não diga simplesmente nada.

    Eu sei que todos os dias a gente sai de casa apressado e correndo contra o relógio. Eu mesma sempre tenho milhares de coisas para fazer, e eu acabo não enxergando nada no caminho. Parece que tudo é um borrão. E inevitavelmente esquecemos de reparar em coisas significativas que acontecem ao nosso redor. Elas não precisam ser grandes: mas elas estão sempre ali. O mundo é caótico e todo mundo está meio perdido, eu sei. Mas eu tento não deixar o meu lado sensível desaparecer. Por mais que o meu lado realista seja mais forte que o meu lado romântico, eu ainda quero manter a minha sensibilidade. Para mim, conseguir enxergar o outro é importante. Eu não quero ver só eu mesma, ou ter a minha visão limitada à minha rotina e aos meus problemas.

    Eu passei anos enxergando o mundo de uma maneira extremamente cinza. Eu não via graça em nada. Tudo era difícil, complicado e trabalhoso demais. E até as coisas leves me irritavam. A minha ansiedade tem uma boa parcela de culpa nisso tudo. E quando eu consegui me desamarrar dela, eu decidi que seria um pouco mais gentil. Eu só consegui fazer isso após aprender a ser gentil comigo mesma; e há mais de um ano, eu prometi que tentaria ver as coisas de outro modo. De uma maneira melhor. De vez em quando eu observo uma situação que faz o meu coração se sentir confortado. Até mesmo quando eu não estou tendo um dia bom.

    Eu não comecei a ter essa visão de um dia para o outro; demora um tempo até a gente se acostumar a ver os dias de uma maneira mais positiva. Pode ser complicado encontrar beleza em certos lugares. E de fato, existem momentos em que ela parece realmente não existir. É aí que eu me dou o direito de ficar no meu canto, sem exigir demais de mim mesma.

    Depois de algumas decepções e caras quebradas, eu achei que deveria ser mais realista. Que eu tinha que parar de idealizar as coisas na minha cabeça, vê-las de uma forma totalmente diferente do que elas eram. Eu achei que para ser forte eu não podia me apegar demais, deixar os meus sentimentos expostos. Parar de me doar tanto. E até hoje, eu confesso que ainda sou fechada. Demoro para me envolver e mais ainda para dizer o que eu sinto. Mas eu percebi que cultivar a sua sensibilidade não tem nada a ver com ser fraco. Decidir ir contra a maré e assumir o que você sente, chorar quando quiser e não ter medo de sentir, é a atitude mais forte que existe. É preciso coragem para bancar os seus sentimentos.

    E às vezes, não tem nada que demonstre mais a sua força que isso. E eu sinto orgulho de mim mesma por tentar, mesmo que aos poucos, ver as coisas que estão tão perto de nós, de um jeito um pouco mais belo.

    November 20, 2016
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    Eu fiz esse texto curto para dizer que eu quero conhecer você. Eu sei, você nunca vai ler, mas eu queria colocar para fora. Eu quero conhecer as suas músicas favoritas. A banda que você mais ouve, o que você planeja para o futuro, o que te faz rir, o que você faz quando não está rodeado de livros, prestando atenção fixamente em um quadro branco. Sem piscar, sem olhar para o lado. Como se o mundo inteiro se resumisse em estar ali. Eu gostaria de poder te mostrar que ele não se resume: que isso é só um pedaço pequeno da terra e que, sinceramente, nem significa tanta coisa assim. Eu queria poder te perguntar coisas bobas, como qual é o grau do seu óculos e a série que você mais gosta. Queria poder conversar, saber o que tem por trás desse jeito quieto de quem guarda muita coisa e raramente compartilha algo. Talvez você seja uma daquelas pessoas difíceis de deixar alguém entrar no seu ambiente, mas que é também extremamente interessante. Ou talvez não. Pode ser que você simplesmente não tenha nada para dizer, e prefere manter tudo para si mesmo. Mas algo me diz que você não é assim: eu nunca fui muito de acreditar em sexto sentido, mas às vezes o meu insiste em falar mais alto do que tudo. Eu queria saber o que se passa por trás desses olhos azuis, que ficam o tempo inteiro contrastando com as suas roupas escuras e o cabelo preto. Você não sorri e nem gargalha muito. Mas quando faz isso, parece que poderia fazer tudo parar por alguns segundos, só para as pessoas te admirarem. Faz muito tempo que eu não via um sorriso tão bonito, que só aparece em pequenos momentos, tão rapidamente que se a gente não prestar a atenção, acaba perdendo-o. Eu quero chamar a sua atenção, mas é complicado. Eu quero falar sobre qualquer coisa aleatória, só para ouvir sua voz, sempre tão baixinha, inconstante, que eu tenho que me esforçar para não perder nada, porque qualquer palavra pode ser muito valiosa. Pode ser que eu esteja te imaginando demais. Eu sempre fui boa nisso. Eu sei que eu tenho pouco tempo e as chances de eu não te ver mais são grandes. Mas, quem sabe o que os próximos meses guardam? Essa cidade nem é tão grande assim. Talvez os nossos caminhos ainda se cruzem. Eu já achei que algumas histórias tinham acabado, quando elas ainda nem haviam começado de verdade. Talvez eu ainda tenha a chance de te conhecer.

    May 30, 2016
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    Todo mundo sempre tá falando sobre amor. O amor correspondido, o não correspondido, o coração partido, os términos, as traições, ou seja lá o que for. Definições de amor e romance não faltam em nenhum lugar, assim como reclamações sobre relacionamento. Mas eu vejo pouca gente falando de algo que na verdade, nem é chamado de amor pela maioria. Aquele, que fica sempre esquecido, de lado. Tudo bem, é compreensível que ele não seja muito lembrado. Afinal, ele nunca chega a se concretizar: pelo menos, em 90% das vezes. Mas para as pessoas que sentem – normalmente as sonhadoras, que leram uns dez livros da Meg Cabot na adolescência – ele é real. E tem algum tipo de sentimento que não seja real, por acaso? Eu afirmo que não.

    Todos podem ser, mesmo que eles nunca sejam reconhecidos, mesmo que eles não vejam à luz do dia e que só você mesmo saiba sobre eles. Eu confesso que tenho muita experiência no dito cujo. Amor platônico (quem nunca?) é algo meio engraçado e dramático para mim. Resultado de uma mente fértil que sempre gostou de idealizar praticamente todo mundo que vê pela frente, ele foi o responsável por grande parte das minhas paixões. O curioso é que elas sempre eram intensas, mas acabavam rápido, e não de  maneiras muito agradáveis.

    “Mas e a outra pessoa?” Elas nunca chegavam a saber de nada. Juro. Pelo menos eu acho. A maioria nunca nem suspeitou que eu nutrisse algum sentimento afetivo por eles. A paixão platônica não tem muitos limites. Ela pode surgir do nada, literalmente: sem você menos esperar aparece aquela pessoa impossível, inalcançável, seja lá por qual motivo. E isso é o suficiente para você, romântico que adora Taylor Swift, começar a criar histórias na sua cabeça. Eu não tomava atitudes drásticas. Não tentava, de verdade, me aproximar daquelas pessoas. E isso não significa que o sentimento seja menos válido; é só que, no fundo, eu não queria destruir aquela idealização legal que eu tinha de alguém. Ou eu não queria arriscar, ou não tive coragem.

    E às vezes a gente tem medo mesmo, e não há nada de errado nisso. Óbvio que um relacionamento real é muito melhor. Mas estamos falando aqui do que é platônico, algo que não se realiza; e talvez seja justamente isso que atrai tantas pessoas. Você não vai se machucar, não vai se decepcionar (em tese): então, assim tá ótimo. Por outro lado, amor platônico também pode te fazer querer ouvir músicas melancólicas e passar dois dias sem sair de casa. No meu caso, quando eu superava, eu sempre olhava para trás e dava algumas risadas das situações que aconteceram comigo.

    Foram muitas: a paixão que eu tive aos 14 anos por um garoto mais velho, e quando eu finalmente arranjei coragem e falei com ele, descobri no dia seguinte que ele mudaria de colégio (e de cidade). Na época, foi triste. Hoje, eu acho engraçado. Ou quando eu fiquei três meses tentando falar com um cara, só para depois descobrir que ele tinha namorada (não tá fácil pra ninguém, né?). E não foram somente essas; existiram outras, que me provocaram frio na barriga, dor de cabeça ou tristeza por algumas semanas. Talvez elas não sejam as únicas: pode ser que eu ainda tenha muitas outras paixões platônicas.

    Mas o que sempre fica na minha cabeça é que você deve se permitir sentir o que quiser. E que, modéstia a parte, arriscar é sempre melhor. Mesmo que seja só para descobrir que a realidade é bem diferente daquilo que você tanto imaginou.

    May 4, 2014
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    As pessoas dizem que amor não tem explicação. E no fundo, eu acho que não tem mesmo. Não há fórmulas, frases clichês ou textos que expliquem coisas que nem todo mundo descobriu ainda. Que expliquem coisas que muitas pessoas não sentiram ou nem sabem direito o que é.

    Talvez gostar de alguém seja uma coisa meio estranha, que surge do nada. Não há controle sobre isso. A gente pode até saber quando deve se apaixonar ou não. Existem pessoas que vem quase que com um aviso na testa: “Não se apaixone por mim. Isso vai acabar mal.” Mas quem disse que a gente liga? Ignoramos. Pulamos num mar imprevisível assim mesmo. Não obedecemos a nossa intuição, que em alguns momentos é melhor que qualquer conselho no mundo e pode ser uma alternativa poderosa pra escapar de burradas.

    No final da história talvez a gente deva se permitir. Permitir que se faça escolhas erradas, decisões que podem não ser as melhores do mundo. Está escrito em algum lugar que não devemos mudar de ideia? Não. Alguém definiu que é regra qual é o tipo de pessoa que você tem que gostar? Também não. Não precisamos saber de tudo o tempo todo. Não precisamos ter a resposta de todas as nossas milhares dúvidas. De vez em quando indecisão ou confusão é bom. Você passa a se conhecer melhor.

    Existem amores platônicos, não correspondidos, recíprocos, ou aqueles que não vão te levar pra lugar nenhum, mas quem liga? Nós não temos o direito de julgar ninguém. Não é nossa decisão de quem o coração dos outros vai pertencer. Nunca é. Podemos tentar, mas isso não cabe a nós, acredite. Não se decide os sentimentos alheios. Nunca.

    Eu sei que tem pessoas que evitam tudo isso ao máximo. O amor traz consequências e às vezes elas não são muito boas. É pensar negativo? Não, é tentar ser realista. Porque é de conhecimento do mundo inteiro que quando você confessa que sim, está apaixonado, diz quais são seus sentimentos, vai estar vulnerável e a chance de sair magoado é muito maior. Ninguém é obrigado a sentir o mesmo, e nos negamos a entender isso.

    Talvez a gente só devesse parar de ser um pouco amargo de vez em quando. Não esperar sempre o pior. E se isso der certo? E se o que você realmente quiser acontecer? O futuro é imprevisível e é impossível saber que rumo as coisas vão tomar. Mas eu acho que de vez em quando é necessário um pouco de coragem. É o que dizem: amar é só pra quem tem coragem. Se você não tem ou não quer assumir os riscos, é melhor sair dessa. Se você quer, então pode colher surpresas ruins, mas outras incrivelmente boas no caminho também.

    É o que eu sempre digo: a gente nunca sabe. É o legítimo “pagar pra ver.” De vez em quando tem coisas que só vamos saber se valem a pena, se a gente tentar. Ficar só na imaginação nunca é uma opção muito boa. As pessoas podem te surpreender positivamente. Quem sabe, né?

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