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  • January 3, 2014
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    Um dos assuntos que mais foi votado no formulário que eu criei para saber a opinião das leitoras sobre o blog, além de mais posts sobre estudos, faculdades e profissões (em primeiro lugar) foi o assunto namoro e relacionamentos. Inclusive, estou preparando alguns posts bem legais sobre esse tema aqui para o site. Hoje, para começar, eu queria falar sobre aquela história que eu aposto que muita gente já se deparou ou enfrentou: de vez em quando, parece que o mundo todo quer estar em um relacionamento. Sua prima, sua irmã, suas amigas. O “relacionamento sério” se tornou literalmente um status. Eu nunca namorei, então não posso vir aqui e contar sobre como é essa experiência para vocês.

    Mas posso contar como é conviver com toda aquela juventude, que todos os dias, parece tanto buscar algum ficante, parceiro, enfim, alguém para dizer que é o seu namorado. Ou como tudo parece andar rápido demais. Namoros acabam e voltam na velocidade da luz, e quando você acha que alguém está com aquela pessoa, um susto: na semana que vem ela já apareceu com outra. E no mês seguinte, já trocou também. Não estou dizendo que é legal que as pessoas fiquem na fossa durante meses ou lamentando uma decepção. Só que, pera ai, né? Quando é “amor” mesmo, não se supera em uma semana!

    Confesso que ando meio desiludida com esse mundo ai, que prega tanto os namoros e depois quando tudo termina as pessoas estão lá, se odiando nas redes sociais, ou tentando provar que vivem super felizes com mil fotos na balada e letras da última música sobre desapego de um cantor sertanejo no Facebook. Se identificou? Então é porque você já viu isso acontecendo ou até já fez. Se tem uma coisa que eu percebi é que faz mal, muito mal, para a nossa personalidade, fingir ser algo que não somos. E no fundo, podemos até tentar enganar uma ou outra pessoa, mas nunca vamos conseguir enganar a nós mesmos.

    Por isso que quando eu vejo um casal que se gosta de verdade, que sei que dá pra sentir que não é paixãozinha de duas semanas, e sim algo verdadeiro, dá uma vontade de de apoiar. Porque isso é raro. Muito raro! Ainda mais quando as pessoas tem 15, 16 ou 17 anos, e magoam os outros com uma facilidade incrível. Conseguem gostar de alguém num dia e no outro acabar com tudo rapidamente. Namorados que são fieis, apoiam uma garota e realmente vão estar ao lado dela, merecem ser valorizados. Então, se você tem um que preenche essas características, valorize-o, viu? Porque eu garanto, não é nada fácil encontrar uma pessoa que goste de você sem meio termo, sem indecisões e de verdade.

    Óbvio que namoros não são flores. No inicio pode até parecer, mas depois você vai conhecendo os defeitos e as manias supostamente chatas da outra pessoa. E ai você vai saber se ama ela mesmo quando aprender a aceitar isso. Quando ver que a conversa é a opção mais sensata, e não as brigas, os chiliques e as palavras cruéis: elas não vão solucionar nenhum problema. Gostar de alguém de verdade não é querer moldá-la, deixá-la do jeito que você quer. Isso é idealizar alguém. Gostar de alguém é saber lidar com isso.

    Um relacionamento deve ser ótimo quando as pessoas se completam, aprendem a conviver com as coisas boas e ruins um dos outros, e de certa forma quando estão juntos conseguem deixar tudo mais agradável e melhor. E para isso se prolongar, é necessário um sentimento verdadeiro, e que deve ser preservado. Não deixe escapar se alguém te proporciona essa sensação!

    Também acho importante que as pessoas tenham seu espaço. Conheçam a si mesmas antes de embarcar em um relacionamento, e aprendam a cuidar da sua individualidade. Afinal um namoro é para nos completar, e não para se tornar o significado do nosso mundo; é necessário ser cuidadoso, antes de depositar todas as suas felicidades ou expectativas nas mãos de outra pessoa.

    October 29, 2013
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    Mas um dia a gente se encontra em uma rua qualquer e você me convida para um café que fica na próxima esquina no qual costumávamos nos encontrar. Pedimos o de sempre e o clima de nostalgia nos acompanha. Você me observa enquanto mexo o saquinho de chá dentro da xícara e isso é sinal de que a vergonha passou por mim e ficou. E percebemos que nada mudou, quero dizer, eu e você mudamos, mas o nós de nós dois juntos, isso não mudou nada. E de repente começamos a rir porque estamos pensando exatamente sobre isso e estamos nervosos. Mordo os lábios. Mais um sinal o que indica meu nervosismo por estarmos ambos calados. E você coloca sua mão em meu queixo fazendo com que meus dentes soltem meu lábio inferior, como fez inúmeras vezes antes.

    E de repente começamos uma conversa desenfreada por lembranças que somente nós conhecemos. E já não falamos mais do passado, mas o que queremos do futuro. Percebo que continua querendo formar em engenharia e você ri por eu ainda sonhar em ter meus livros nas prateleiras das bibliotecas e livrarias. Isso te faz lembrar da promessa que fiz sobre escrever nossa história e confesso que falta apenas alguns capítulos, mas terei de acrescentar mais um para contar esse encontro inesperado que tivemos.

    Depois de outros dois anos, estamos aqui. Queria acreditar que as coisas não mudaram tanto, mas mudaram e mesmo parecendo o contrário somos pessoas diferentes agora. Temos os mesmos planos, mas de uma forma mais madura. O silencio paira sobre a gente e ao te olhar encontro em seu pescoço a corrente que te dei de presente no seu aniversário. Você afirma que nunca a tirou desde nossa ultima conversa e sempre que te perguntam dela você diz apenas que é algo especial. Não sei como reagir quanto a isso e tentando mudar de assunto pergunto sobre sua mãe. Você diz que ainda continua citando meu nome a toda discussão que vocês têm e que talvez até hoje ela não tenha aceitado nosso fim. Eu dou risada disso, porque só ela agiria assim. Você entorta a cabeça para o lado e dá um sorriso, dizendo que esse som é o mais lindo que já ouviu. Volto a mexer meu chá.

    Te pergunto sobre as garotas e você diz que namorou uma, mas não durou três meses, ao questionar o porque, você apenas me responde que não era ela. Tenho a impressão que sua resposta quer dizer mais do que aparenta, mas não digo nada. Você continua contando que ficou com muitas meninas depois que terminamos, mas com o tempo tudo foi perdendo a graça. Já eu conto que fiquei na minha durante um tempo, tentando me adaptar a nova rotina, mas depois comecei a sair com algumas amigas e encontrei uma nova forma de encarar a vida. Digo sobre os caras, que não namorei outro e nem quero por agora, brinco que estou na lei do desapego, só para não confessar que não quero correr o risco de me machucar novamente, porque as feridas antigas ainda estão abertas.

    Olho o relógio, vejo que já se passaram duas horas e meia e realmente preciso ir. Você me passa seu numero e eu o meu a você. Agradeço pelo chá, pela tarde e pela conversa. Antes de ir, você me compra um bombom, o de sempre de alguns anos atrás, agradeço mais uma vez. Nos despedimos, você me acompanha até a porta do café e eu vou embora sem olhar para trás.

    Enquanto caminho ouço meu celular tocar indicando uma nova mensagem. Ao olhar sorrio: “A melhor tarde que tive desses dois anos, obrigado. Podemos repetir?”.

    September 29, 2013
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    Princesas. Contos de fada. Taylor Swift tocando ao fundo e alguém correndo em algum campo pronto para me encontrar, me abraçar e logo depois surgiria na tela aquele “final feliz” com uma música emocionante e os créditos finais subiriam na tela. Aplausos e mais aplausos, pessoas sorrindo e saindo da sala de cinema. Como num filme. Ou alguém lendo um livro e louco para chegar no final, no último capítulo, onde finalmente saberia se os personagens principais ficariam juntos ou não, se a vilã cruel que atrapalha qualquer relacionamento enfim fora derrotada. O príncipe de olhos azuis descendo de um cavalo branco, estendendo a mão, e enfim as coisas se acertando e se encaixando. Clichê demais. Tudo muito calculado e planejado, exatamente como todas as pessoas que já viram aquele filme ou leram aquela história, elas já sabem o que ia acontecer. Já sabiam antes mesmo de tudo começar, qual seria o final. Fora das salas e das capas de livro a protagonista era bem diferente daquela. Não era tão bonita e não usava vestidos longos. O príncipe? Ah, esse ai também não tinha nada a ver com a descrição igual aquele que salva a garota no final. Ele tinha cabelo desarrumado, roupas e combinações meio estranhas e vamos dizer que ele não se preocupava muito com o certo e com o errado. Aqui, não existem vilões propriamente ditos. Existem amigos, colegas, familiares, todos eles sempre aparentemente normais, mas alguns podem esconder alguma coisa que você não imagina e pode ser logo eles que não queiram a sua felicidade. Não existe nenhum personagem caricato e a trilha sonora não é tão incrível assim, a não ser que você esteja com os seus fones de ouvido. Castelo? Ele seria substituído por uma escola sem graça onde todo mundo é igual e pensa do mesmo jeito. O hobbie não incluía andar por um jardim cheio de flores e não teria nenhum baile. Seriam só horas gastas na frente do computador e as reviravoltas não iriam acontecer de graça. Acredite, você ia ter que lutar e se esforçar muito para elas acontecerem. A princesa ia cometer vários erros e beijar muitos, mas muitos sapos. Iria acreditar na maioria deles e depois de um tempo iria finalmente endurecer e amadurecer. E depois ia perceber que contos de fadas só existem em clipes e em filmes antigos da Disney (já que os novos não fazem mais nenhuma questão de mostrar isso). Um dia essa menina ia acabar aceitando que a vida, mesmo que nada parecida com as histórias românticas e bobas que a gente lê, ouve e vê todos os dias, poderia ser maravilhoso do mesmo jeito também. Claro, talvez as coisas não venham tão fácil. E muitas vezes ela ia acreditar demais nas pessoas que não queriam o bem dela. Eu ainda acho que a ficção às vezes é muito melhor que a realidade. Mas talvez, no futuro eu mude de ideia. Depois de amadurecer, quem sabe, eu descubra histórias melhores que aquelas que eu quis tanto viver.

    September 25, 2013
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    Você soltou minha mão e continuou seu caminho sem mim. E eu fiquei apenas observando nossas vidas se afastarem a cada novo passo que dava sem olhar ao menos para trás. Não houve despedidas. Sua partida surpreendeu-me tanto que não pude pensar em um modo de te fazer permanecer, e mesmo se houvesse uma maneira, não seria o suficiente para te fazer ficar, porque você, meu bem, já havia decidido ir. O seu silencio por tanto tempo já era a resposta para a pergunta que me incomodava por dentro. Eu só não sabia que silencio também é resposta, mas agora eu sei e percebi que há muito você me dava pistas de que iria embora deixando comigo a sua falta e alguns poucos pertences. Eu só não previa que seria tão logo. E se fosse possível pedir, pediria que voltasse, que ficasse mais um pouco e me desse a honra de apreciar a sua insubstituível companhia e pudesse preparar-me para a sua ida, ou talvez ficasse mais difícil ainda o adeus.

    Não houve nem mesmo um olhar de “sinto muito!”. Não houve troca de olhares porque você não foi capaz de sustentar a angustia que meus olhos traziam. E enquanto me permanecia – ou tentava – determinado a olhar-te com meus olhos duros e cheio de dores, porem em busca de respostas, sua cabeça cabisbaixa dava a certeza que a sua covardia e orgulho eram maiores que qualquer sentimento de afeto que um dia sentiu por mim. A sua falta de consideração por uma despedida justa me trouxe uma sensação esmagadora que me afeta nas noites de solidão causada pela sua não presença. E fico horas deitado na cama acompanhado com o silencio que um dia foi preenchido por sua respiração. Duas, três, quatro horas da manhã e nada do sono chegar me tirando o vazio que ficou por você ter ido. É comum acostumarmos com rotinas, porém não se acostuma com noites silenciosas, pelo contrario se torna cada vez mais difícil.

    É que os dias também ficam monótonos quando não esta aqui e fico preso nas lembranças que você deixou, na esperança de que um dia elas não doam mais e que só me arranquem sorrisos ao invés de lagrimas. Já aprendi que devo evita-las porque a dor latejante que sentimos ao lembrar de algo que partiu fica insuportável quando estamos sozinhos, mas fica difícil não pensar em você quando esta tudo quieto ou quando meu olhar vago se prende a algo. E eu te encontro e reencontro nos meus sonhos, no sofá da sala e em cada lugar que frequento, porque você foi, mas deixou um pedacinho seu em cada canto.

    E eu sinto a sua falta. Falta porque ela é a única que me trás você de volta. E você não disse um “adeus, meu bem” o que me deixou esperanças de que sua partida fosse breve e que logo voltasse. Você foi e eu fiquei. Fiquei na angustia da espera e esqueci de continuar meu caminho. Ate mesmo quando sumiu de vistas permaneci parado no lugar na expectativa de que meus olhos voltassem a te ver retornando para meus braços que continuam abertos para você. Enfrentei a chuva do inverno e nada de você retornar. Peguei gripe, fiquei todo ensopado esperando por você, no final tudo em vão, porque você não voltou.

    Mais uma noite chegou. Apaguei a luz, mas dessa vez também apaguei você.

    September 12, 2013
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    Dizemos adeus e partimos. Dali pra frente seria cada um para um lado, por si. Não carregaríamos mais um ao outro, não compartilharíamos mais nenhuma história, e tudo o que passamos ficaria no passado. Acontece que levamos um pedaço de todo relacionamento que temos, e do nosso peguei uma bagagem um tanto pesada.

    Levei um pouco de nós. De certos momentos que seriam uma pena jogar fora, então também coloquei na mala para quando tivesse coragem deixasse em algum lugar por aí. Trouxe comigo nossas músicas e juntamente nossa primeira dança. Foi impossível também esquecer nossos beijos… Foi só o que deu para levar de nós.

    Já de você, trouxe tudo. Não pude jogar nada fora, e confesso a parte mais difícil foi ter que guardar tudo, sabendo que carregaria algo que não poderia abrir mais tarde, a não ser para jogar fora depois.

    Levei comigo seu abraço que por muito me protegeu de inúmeros perigos. Seu toque que por sempre me trouxe a sensação de paz. Suas manias e seus gostos. Trouxe comigo a sua voz e o som da sua risada que possuíam o dom de me acalmar. O seu sorriso e seu olhar que por serem os mais sinceros me traziam a mais pura felicidade. Levei sua leveza e espontaneidade de encarar a vida.

    Levei comigo também seus conselhos que sempre me guiaram para o lado bom da vida. Suas palavras de conforto quando tudo estava desabando, para que lembrasse nos momentos ruins que sempre a um caminho a seguir. Coloquei na bagagem todo o seu encanto, para que às vezes eu recordasse todos os motivos que me fizeram ficar com você e a raiva de você não me dominasse. Tudo o que aprendi com a sua presença, também trouxe comigo.

    Não abandonei nada de você, porque sabia que ainda precisaria dessas coisas comigo que me fizeram e que me construíram. Não pude deixar parte da minha história para trás, porque elas se tornaram minhas partes. Talvez um dia eu me torne outro alguém, construído por outras partes e deixasse essas de uma vez por todas. Mas isso não é assunto para agora, seria mais para frente, quando eu estivesse acostumado com sua falta e finalmente não precisar mais dessa bagagem.

    Nada disso pesou tanto quanto a saudade e o amor que levei de você. Ah, esses dois não pude me separar, mesmo querendo. E eu queria! Mas foi impossível separar dessas duas bagagens que pesarão por uma longa caminhada. Eu fui e comigo levei a saudade da sua presença, da sua proteção, do seu carinho, do seu afago… Saudade de você! Você foi e me deixou seu amor e levei comigo, o seu e o meu.

    E à medida que perceber que não preciso de certas bagagens vou me desfazendo de cada uma delas, deixando pelo caminho até no final não ter mais nada de você, mas por enquanto: o que levei de você, foi você!

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