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    Amor, Reflexão

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    Livros

    Livro: A Quimica Que Há Entre Nós

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  • May 4, 2014
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    As pessoas dizem que amor não tem explicação. E no fundo, eu acho que não tem mesmo. Não há fórmulas, frases clichês ou textos que expliquem coisas que nem todo mundo descobriu ainda. Que expliquem coisas que muitas pessoas não sentiram ou nem sabem direito o que é.

    Talvez gostar de alguém seja uma coisa meio estranha, que surge do nada. Não há controle sobre isso. A gente pode até saber quando deve se apaixonar ou não. Existem pessoas que vem quase que com um aviso na testa: “Não se apaixone por mim. Isso vai acabar mal.” Mas quem disse que a gente liga? Ignoramos. Pulamos num mar imprevisível assim mesmo. Não obedecemos a nossa intuição, que em alguns momentos é melhor que qualquer conselho no mundo e pode ser uma alternativa poderosa pra escapar de burradas.

    No final da história talvez a gente deva se permitir. Permitir que se faça escolhas erradas, decisões que podem não ser as melhores do mundo. Está escrito em algum lugar que não devemos mudar de ideia? Não. Alguém definiu que é regra qual é o tipo de pessoa que você tem que gostar? Também não. Não precisamos saber de tudo o tempo todo. Não precisamos ter a resposta de todas as nossas milhares dúvidas. De vez em quando indecisão ou confusão é bom. Você passa a se conhecer melhor.

    Existem amores platônicos, não correspondidos, recíprocos, ou aqueles que não vão te levar pra lugar nenhum, mas quem liga? Nós não temos o direito de julgar ninguém. Não é nossa decisão de quem o coração dos outros vai pertencer. Nunca é. Podemos tentar, mas isso não cabe a nós, acredite. Não se decide os sentimentos alheios. Nunca.

    Eu sei que tem pessoas que evitam tudo isso ao máximo. O amor traz consequências e às vezes elas não são muito boas. É pensar negativo? Não, é tentar ser realista. Porque é de conhecimento do mundo inteiro que quando você confessa que sim, está apaixonado, diz quais são seus sentimentos, vai estar vulnerável e a chance de sair magoado é muito maior. Ninguém é obrigado a sentir o mesmo, e nos negamos a entender isso.

    Talvez a gente só devesse parar de ser um pouco amargo de vez em quando. Não esperar sempre o pior. E se isso der certo? E se o que você realmente quiser acontecer? O futuro é imprevisível e é impossível saber que rumo as coisas vão tomar. Mas eu acho que de vez em quando é necessário um pouco de coragem. É o que dizem: amar é só pra quem tem coragem. Se você não tem ou não quer assumir os riscos, é melhor sair dessa. Se você quer, então pode colher surpresas ruins, mas outras incrivelmente boas no caminho também.

    É o que eu sempre digo: a gente nunca sabe. É o legítimo “pagar pra ver.” De vez em quando tem coisas que só vamos saber se valem a pena, se a gente tentar. Ficar só na imaginação nunca é uma opção muito boa. As pessoas podem te surpreender positivamente. Quem sabe, né?

    March 4, 2014
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    Mas tudo bem, tudo bem. Pode acreditar em mim. Não devíamos ter confundido tanto as coisas. Nascemos para sermos amigos. A-m-i-g-o-s. Desses que ficam semanas sem se falar e quando se procuram nada mudou. Nem a forma de abraçar ou o “oi” através de mensagens. Esses amigos que implicam 24 horas por dia um com o outro. Tudo bem. Naquele último dia em que nos vimos, na última conversa que tivemos pessoalmente, por mais duro e difícil que foi eu descobri que não poderíamos ser nada mais que amigos. Não simples amigos, você sabe, nós dois nunca fomos simples em nada. Complicamos tudo, absolutamente tudo. “Simples amigos” não serve para nós dois. Naquela festa, eu descobri isso. Eu percebi que seria loucura tentar amar você como minha mãe ama o meu pai ou como o seu pai ama a sua madrasta. Você entende? Não dá. Simplesmente não dá. Por quê? Eu também não sei. Mas quando você estava lá, conversando com aquele seu amigo bêbado e eu te observando (in) quieta, eu tive certeza disso. Por mais difícil e triste que seja de aceitar, eu precisei parar de insistir. Porque simplesmente não era pra ser. Mesmo que eu tenha pedido você em todas as estrelas cadentes que eu já vi. E todas as moedas que eu joguei na fonte, meu pedido era você. E quando eu ouvia alguma música, meu pensamento voava até você. Nos meus sonhos, era você. Tudo. Absolutamente tudo. Os caminhos que eu seguia, os passos que eu dava, sempre pensando em você. E nada poderia ser mais triste do que aceitar o fato de que não era pra ser. De que nunca passaríamos de bons amigos. Nem mesmo uma “amizade colorida” funciona com nós dois, porque complicamos tudo. Porque sempre queremos mais e mais, além da simplicidade, além do que podemos. E assim acabamos esquecendo que isso pode ser que tanto procuramos. Mas, olha, está tudo bem. Antes perceber cedo do que insistirmos até não conseguirmos mais olharmos um para a cara do outro, não é? É. Claro que é. Melhor assim. Amigos. Como sempre foi, como sempre deveria ter sido. Nada além. Eu não te procurei porque achei que deveria sentir a minha falta. E parece que você sentiu! Por um momento, eu senti um fio de alegria, de esperança… Mas lembrei de tudo e não, só amigos. Lembra? Lembro. Então, é isso. Você vai precisar visitar o seu pai qualquer dia, vai me mandar alguma mensagem dizendo que está na cidade, se podemos nos ver. Só para conversar. E eu não vou conseguir digitar um “não” como resposta e enviar. Só que dessa vez nossas intenções serão diferentes. Você não vai mais reclamar por eu ter demorado tanto pra chegar ou pela forma que eu arrumei o cabelo. Nem mesmo vai se preocupar se eu não estou com frio ou calor com a roupa que estarei usando. Vamos sentar, pela primeira vez, a quase um quilômetro de distância um do outro e, agora, diferente das outras vezes, você não vai se importar em eu ter sentado um degrau a mais que você. Porque agora já não faz tanta diferença eu parecer um pouquinho mais alta que você. E também não vamos sair correndo, com medo, quando um casal chegar no parque e nos ver por lá. Dessa vez, somos amigos. Nada mais. E você vai olhar para o longe, e eu já não irei comentar sobre o tempo, como o céu está cinza, porque o seu silêncio me assusta e me dói. Mas é uma dor bonita. Meu telefone irá tocar algumas vezes, mensagens dos meus outros amigos. Não tão especiais e importantes como você. Não tão essenciais na minha vida como você. Não tão incríveis como você. E eu vou ler, e rir. E você vai sorrir de canto para mim, num silêncio quase infinito. E o tempo passa, as nossas conversas já não são mais as mesmas, tudo mudou. Mas meu coração ainda irá acelerar quando os teus olhos castanhos ficarem dourados no reflexo do sol. E minha risada será ainda mais verdadeira quando você contar uma das tuas histórias. Porque existem certas coisas que não mudam. Jamais. Na hora de ir embora, nos abraçaríamos. Aqueles abraços que não dá vontade de sair, nunca, você sabe? E eu iria te dar tchau, você acenaria de longe e depois desapareceria. E eu ficaria ali, por um bom tempo, tentando absorver tudo. Tudo. E depois, todo o meu pensamento se transformaria em lágrimas, em lembranças. Doces lembranças. Porque eu sei que nunca vai ter alguém como você. Nem para ser meu amigo ou meu namorado, marido. Porque você é único. A sua risada é única, seu jeito de me fazer sorrir, a cor do seu cabelo é única. Seu cheiro não se encontra nem nas melhores lojas de perfumes. Seu abraço, sua respiração, seu coração batendo junto ao meu… Nada nunca será igual com outra pessoa. Agora nós somos amigos. E você talvez nunca tenha sentido algo como eu senti, nem tenha percebido o que eu percebi. Talvez tudo aconteça diferente, quem sabe, eu olhe para trás e veja: ele é o homem da minha vida. E você é. Mas antes disso você precisa parar e perceber que também precisa de mim. Precisa voltar a me ligar às 4 da manhã, em número desconhecido, para saber se eu ainda reconheço a tua voz. Precisa voltar a me provocar até que eu sinta ciúmes de você, até sentir que eu ainda sou a mesma. Precisa me irritar, me tirar do sério, precisa dizer coisas bobas. E sabe, semana passada eu conheci um outro garoto. E ele é divertido e tem uma conversa legal. Ele tem olhos azuis e o cabelo loiro cheio de cachos. E nós ficamos abraçados por um bom tempo. Mas eu percebi que ele é só mais um, e mesmo que eu tenha pensado em ligar para ele por dois dias, eu penso em ligar para você há muito mais tempo. E eu amo você, ainda que você já saiba. Eu amo muito você, muito, muito. E não importa o que o futuro nos reserve, ainda amarei você. Nunca ninguém conseguirá o que você conseguiu de mim. Você é a minha melhor lembrança, você é uma força, você é o melhor amigo, o melhor beijo, o melhor abraço. E ninguém nunca vai tirar você de mim.

    January 21, 2014
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    Tá ai um assunto que é polêmico. As opiniões se dividem: algumas pessoas acreditem em namoro à distância, outros não. Eu nunca tinha conhecido muitos casais que passassem por isso, então não podia opinar. Afinal, eu acho que a gente deve ter vivido isso, ou pelo menos conhecer alguém que esteja em um relacionamento assim, para poder saber de perto o que é o namoro à distância. É muito difícil fazer suposições só em base na opinião dos outros ou no que você acha.

    Na minha opinião, para começar, namoros não são a coisa mais simples do mundo. E acho que mesmo as pessoas se vendo todos os dias, na escola, no bairro ou em qualquer outro lugar, vão passar por problemas muitos semelhantes aos casais que tem alguns (ou muitos) km os separando. Não há tantas diferenças. O ciúme está ali, assim como as brigas, os desentendimentos que podem surgir, porém, os momentos bons também devem estar presente. Aqueles momentos de felicidade, as comemorações das datas (de namoro ou de aniversário) as experiências que eles passam juntos. Viu como a diferença não é tão grande assim?

    É óbvio que saudade atrapalha. Se eu estivesse apaixonada também ia sentir saudade da pessoa e achar bem melhor vê-la todo dia. Mas confesso que em muitos momentos acho que o espaço é importante sempre. Não é legal namorar alguém e as duas pessoas ficarem sufocadas, juntas o tempo inteiro. Parece que se tornam um só, e vamos combinar que todo mundo sabe o final dessa história: o fim um dia pode chegar, e você não pode depositar sua felicidade ou colocar todas as suas atividades diárias ou expectativas nas costas de alguém.

    A sorte é que a internet, o whatsapp, o skype, o facebook, o SMS, está ai para facilitar a vida de muita gente. Assim como tantas outras redes sociais que podem aproximar muito o casal. É tão simples, com toda essa tecnologia, eles compartilharem os momentos que quiserem do seu dia-dia com o parceiro. Um clique ali, outro aqui, e pronto: você manda uma foto, uma mensagem, qualquer coisa, e o dia não passa em branco. Não é como se eles deixassem de participar da vida um do outro por causa da distância.

    Eu acho que quando um pessoa quer algo de verdade ela pode fazer dar certo sim. É aquele velho clichê do não importa os obstáculos, se ela estiver com vontade, a fim mesmo, vai ir atrás e não vai se deixar abalar pelos problemas de passagem, de muitas horas de viagem, de não conseguir ver o namorado todo mês… É claro que isso não é fácil. Não é simples lidar com um relacionamento que exige tanto de ambos, afinal, para que dê certo, é necessário o comprometimento das duas pessoas. Se uma não quiser se dedicar do mesmo jeito, não vai rolar. Mas se acontecer de você encontrar alguém que também vai se envolver do mesmo jeito, então, uma dose de boa vontade e as coisas irão funcionar.

    Existem pessoas que não entrariam num relacionamento à distância simplesmente porque não gostariam de lidar com outras questões X que surgem no namoro. Vai da decisão de cada um. Mas eu acho que a partir do momento que você gosta mesmo de alguém, vale a pena apostar, ainda mais se tiver o apoio dos amigos e dos pais. O amor não tem lugar marcado pra acontecer. Não precisa ser na sua rua ou na sua escola. Pode ser durante uma viagem, um feriado, um passeio pra uma cidade distante. Nem sempre está ali do seu lado.

    Todo namoro vai ter problemas. E todo namoro vai ter coisas boas também. Basta saber lidar com isso, o que não é a parte mais fácil, claro, mas quando a gente quer realmente alguma coisa pode fazer acontecer, e dar certo. E isso vale para namoros à distância, ou aqueles do qual o namorado (a) está bem perto de você.

    January 3, 2014
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    Um dos assuntos que mais foi votado no formulário que eu criei para saber a opinião das leitoras sobre o blog, além de mais posts sobre estudos, faculdades e profissões (em primeiro lugar) foi o assunto namoro e relacionamentos. Inclusive, estou preparando alguns posts bem legais sobre esse tema aqui para o site. Hoje, para começar, eu queria falar sobre aquela história que eu aposto que muita gente já se deparou ou enfrentou: de vez em quando, parece que o mundo todo quer estar em um relacionamento. Sua prima, sua irmã, suas amigas. O “relacionamento sério” se tornou literalmente um status. Eu nunca namorei, então não posso vir aqui e contar sobre como é essa experiência para vocês.

    Mas posso contar como é conviver com toda aquela juventude, que todos os dias, parece tanto buscar algum ficante, parceiro, enfim, alguém para dizer que é o seu namorado. Ou como tudo parece andar rápido demais. Namoros acabam e voltam na velocidade da luz, e quando você acha que alguém está com aquela pessoa, um susto: na semana que vem ela já apareceu com outra. E no mês seguinte, já trocou também. Não estou dizendo que é legal que as pessoas fiquem na fossa durante meses ou lamentando uma decepção. Só que, pera ai, né? Quando é “amor” mesmo, não se supera em uma semana!

    Confesso que ando meio desiludida com esse mundo ai, que prega tanto os namoros e depois quando tudo termina as pessoas estão lá, se odiando nas redes sociais, ou tentando provar que vivem super felizes com mil fotos na balada e letras da última música sobre desapego de um cantor sertanejo no Facebook. Se identificou? Então é porque você já viu isso acontecendo ou até já fez. Se tem uma coisa que eu percebi é que faz mal, muito mal, para a nossa personalidade, fingir ser algo que não somos. E no fundo, podemos até tentar enganar uma ou outra pessoa, mas nunca vamos conseguir enganar a nós mesmos.

    Por isso que quando eu vejo um casal que se gosta de verdade, que sei que dá pra sentir que não é paixãozinha de duas semanas, e sim algo verdadeiro, dá uma vontade de de apoiar. Porque isso é raro. Muito raro! Ainda mais quando as pessoas tem 15, 16 ou 17 anos, e magoam os outros com uma facilidade incrível. Conseguem gostar de alguém num dia e no outro acabar com tudo rapidamente. Namorados que são fieis, apoiam uma garota e realmente vão estar ao lado dela, merecem ser valorizados. Então, se você tem um que preenche essas características, valorize-o, viu? Porque eu garanto, não é nada fácil encontrar uma pessoa que goste de você sem meio termo, sem indecisões e de verdade.

    Óbvio que namoros não são flores. No inicio pode até parecer, mas depois você vai conhecendo os defeitos e as manias supostamente chatas da outra pessoa. E ai você vai saber se ama ela mesmo quando aprender a aceitar isso. Quando ver que a conversa é a opção mais sensata, e não as brigas, os chiliques e as palavras cruéis: elas não vão solucionar nenhum problema. Gostar de alguém de verdade não é querer moldá-la, deixá-la do jeito que você quer. Isso é idealizar alguém. Gostar de alguém é saber lidar com isso.

    Um relacionamento deve ser ótimo quando as pessoas se completam, aprendem a conviver com as coisas boas e ruins um dos outros, e de certa forma quando estão juntos conseguem deixar tudo mais agradável e melhor. E para isso se prolongar, é necessário um sentimento verdadeiro, e que deve ser preservado. Não deixe escapar se alguém te proporciona essa sensação!

    Também acho importante que as pessoas tenham seu espaço. Conheçam a si mesmas antes de embarcar em um relacionamento, e aprendam a cuidar da sua individualidade. Afinal um namoro é para nos completar, e não para se tornar o significado do nosso mundo; é necessário ser cuidadoso, antes de depositar todas as suas felicidades ou expectativas nas mãos de outra pessoa.

    October 29, 2013
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    Mas um dia a gente se encontra em uma rua qualquer e você me convida para um café que fica na próxima esquina no qual costumávamos nos encontrar. Pedimos o de sempre e o clima de nostalgia nos acompanha. Você me observa enquanto mexo o saquinho de chá dentro da xícara e isso é sinal de que a vergonha passou por mim e ficou. E percebemos que nada mudou, quero dizer, eu e você mudamos, mas o nós de nós dois juntos, isso não mudou nada. E de repente começamos a rir porque estamos pensando exatamente sobre isso e estamos nervosos. Mordo os lábios. Mais um sinal o que indica meu nervosismo por estarmos ambos calados. E você coloca sua mão em meu queixo fazendo com que meus dentes soltem meu lábio inferior, como fez inúmeras vezes antes.

    E de repente começamos uma conversa desenfreada por lembranças que somente nós conhecemos. E já não falamos mais do passado, mas o que queremos do futuro. Percebo que continua querendo formar em engenharia e você ri por eu ainda sonhar em ter meus livros nas prateleiras das bibliotecas e livrarias. Isso te faz lembrar da promessa que fiz sobre escrever nossa história e confesso que falta apenas alguns capítulos, mas terei de acrescentar mais um para contar esse encontro inesperado que tivemos.

    Depois de outros dois anos, estamos aqui. Queria acreditar que as coisas não mudaram tanto, mas mudaram e mesmo parecendo o contrário somos pessoas diferentes agora. Temos os mesmos planos, mas de uma forma mais madura. O silencio paira sobre a gente e ao te olhar encontro em seu pescoço a corrente que te dei de presente no seu aniversário. Você afirma que nunca a tirou desde nossa ultima conversa e sempre que te perguntam dela você diz apenas que é algo especial. Não sei como reagir quanto a isso e tentando mudar de assunto pergunto sobre sua mãe. Você diz que ainda continua citando meu nome a toda discussão que vocês têm e que talvez até hoje ela não tenha aceitado nosso fim. Eu dou risada disso, porque só ela agiria assim. Você entorta a cabeça para o lado e dá um sorriso, dizendo que esse som é o mais lindo que já ouviu. Volto a mexer meu chá.

    Te pergunto sobre as garotas e você diz que namorou uma, mas não durou três meses, ao questionar o porque, você apenas me responde que não era ela. Tenho a impressão que sua resposta quer dizer mais do que aparenta, mas não digo nada. Você continua contando que ficou com muitas meninas depois que terminamos, mas com o tempo tudo foi perdendo a graça. Já eu conto que fiquei na minha durante um tempo, tentando me adaptar a nova rotina, mas depois comecei a sair com algumas amigas e encontrei uma nova forma de encarar a vida. Digo sobre os caras, que não namorei outro e nem quero por agora, brinco que estou na lei do desapego, só para não confessar que não quero correr o risco de me machucar novamente, porque as feridas antigas ainda estão abertas.

    Olho o relógio, vejo que já se passaram duas horas e meia e realmente preciso ir. Você me passa seu numero e eu o meu a você. Agradeço pelo chá, pela tarde e pela conversa. Antes de ir, você me compra um bombom, o de sempre de alguns anos atrás, agradeço mais uma vez. Nos despedimos, você me acompanha até a porta do café e eu vou embora sem olhar para trás.

    Enquanto caminho ouço meu celular tocar indicando uma nova mensagem. Ao olhar sorrio: “A melhor tarde que tive desses dois anos, obrigado. Podemos repetir?”.

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