Manias
11/06/2013 | Categoria: Amor, Escrita, Textos

E enquanto você dorme eu fico deitada pensando. De todas as suas manias eu resolvi pegar a insonia, na verdade trocamos de lugar, agora você dorme cedo para garantir seu sustento, enquanto eu fico deitada procurando o sono, mas só acho você, e em meio o escuro e silencio consigo ver todos os lugares da qual estivemos juntos e ouvir sua voz.

É cômico perceber que sempre quando penso em nós o que lembro mesmo é de todas as vezes que quase transamos, logo eu que não me agradava com esse tipo de pensamento, mas sua mania não me escapou. Depois de você, percebi que esse assunto as vezes é saudável e que nos faz um bem danado.

Mas o que eu gosto mesmo é de lembrar das danças, ah como é bom lembrá-las, aquele sorriso bobo estampa meu rosto e quase me sinto cega ao ver o reflexo do brilho no meu olhar. Logo nossa música toca em minha mente e falto levantar da cama para dançar no escuro do quarto.

Peguei uma mania boba de dizer: “ai ai” sempre que o assunto falta, sem contar na mania de achar nas musicas algo que descreve o que ando sentindo. Bom mesmo é ficar com essa vontade de te agarrar, mania sua de querer me agarrar, passou para mim.

O melhor de tudo é te achar em qualquer lugar onde estou, seja na minha cama onde já passamos horas deitados, na parede da cozinha, num parque ou no cinema, em uma biblioteca, rede, até mesmo em uma roupa. Bom é ter essa mania de te achar em tudo.

Bom é ter essa sintonia com você, comunicar pelo olhar, sorrir por nos admirarmos juntos e sentir sempre vontade de te beijar. Saber o que está pensando apenas por ver seu olhar, sei quando está pensando em mim de um jeito carinhoso ou quando está pensando em sexo. Conheço todos os seus olhares e você os meus, e assim nos comunicamos.

Mas o que peguei mesmo foi a mania de ter você. Te ter quando eu preciso, em qualquer lugar, qualquer momento. De te ter em meus braços, nos abraços apertados, nos sorrisos, gargalhadas. Te ter e te ver em cada canto, nas esquinas, na solidão da noite, no pulsar do coração. Te ter em cada centímetro do meu corpo, no banho da manhã e da noite. Te encontrar no vazio da cama, na melodia da canção e nos sofás da sala. Te encontrar em cada centímetro quadrado mesmo que não esteja lá.

Meio clichê essa mania de te ter e de te encontrar e de escrever sobre manias que peguei de você, mas é em meio a esse clichê de escrever sobre manias que também te encontro, nas palavras que só dizem sobre você e que guardam minhas memorias sobre nós. É dentro de todo esse clichê chato que lembro do quanto nos tornamos nós.


O meu adeus definitivo pra você
04/06/2013 | Categoria: Amor, Comportamento, Textos

Eu não sei você ainda tem aquelas mesmas manias de antes, não sei se ainda pensa em mim ou se posso encontrar alguém parecido com você em qualquer esquina. Em qualquer festa, em qualquer quarto bagunçado, com livros e CDs jogados no chão. Só sei que mesmo que eu esteja num lugar lotado de gente, sempre tem alguém que me chama a atenção, e talvez eu encontre nessas pessoas uma pequena partezinha de você. E aí, alguns segundos depois, eu me lembro que não te conheço mais. Que não sei mais as boas novas da sua vida, nem o que você ouve, o que você sente, o que você faz.

Agora somos estranhos um para o outro; pessoas que praticamente nunca se conheceram. Engraçado mesmo é como o tempo muda o curso da vida, muda as opiniões e as atitudes. Eu não posso ser injusta e dizer que só você mudou e eu não te reconheço mais. Estaria só jorrando todos os meus pensamentos e antigas mágoas (que no fundo, ainda existem… eu sei) em cima de você. Quando eu sei que no fundo, também mudei. Não sei se me reconheceria também se me visse há uns dois anos atrás. Acho que não. Acho que me sinto mais orgulhosa do jeito que eu sou agora.

Mas a gente não pode mentir e dizer que a infância, os treze anos, os quatorze, não significaram nada. Significaram sim e acho que para você também. Às vezes, me dá uma súbita vontade de sentar do seu lado e perguntar como estão as coisas. Por que agora, tudo se resume em palavras rápidas e bem frias. E de vez em quando eu ainda me permito olhar um pouco para o passado e lembrar das coisas que você me fez, que eu fiz, e ai eu me permito gostar um pouquinho menos de você e me lembrar do quanto você é meio monótono demais.

Porém, eu confesso que essa vontade dá e passa. É rápida. É daquelas que a gente sente repentinamente, depois respira fundo e lembra que algumas pessoas nunca valeram a pena e não é agora que elas vão valer, não é mesmo? Mas eu não posso te colocar numa caixa ou te classificar como pessoa que não presta. Quem sou eu pra dizer isso? Essa é só a minha verdade. A sua verdade, eu desconheço até hoje. E olha que não foi por falta de tentativa. Mas talvez eu ache que só porque posso escrever sobre isso, eu possa definir os sentimentos de todos e finalizar as minhas histórias, e me classificar como ‘a correta da história’. Eu não conheço os seus motivos.

E ai! Como guardo mágoas. Se passam meses, anos, e eu ainda lembro das mesmas coisas. Droga. Mas esse texto foi só uma desculpa pra lembrar o quanto você foi importante no meu crescimento pessoal e todo aquele blá blá blá de superação. Aprendi a ser mais forte. E a me proteger muito mais também, então, obrigada. Mas mesmo depois de muito tempo, eu confesso: andei procurando por ai e não encontrei outros olhos bonitos que nem os seus. Tiveram azuis, castanhos, mas nenhum deles tinha aquele enigma que você ainda guarda até hoje.

Só que agora, eu deixo para outros a tarefa de decifrá-lo. E é isso ai. Obrigada por tudo. Adeus. Adeus, de uma vez por todas e que eu siga meu caminho sem a sua lembrança pesando nas minhas costas.


Amor e suas regras chatas
26/05/2013 | Categoria: Amor, Comportamento

Todo mundo diz que o amor é simples. Eu concordo que o sentimento seja, mas lidar com ele, já é bem diferente. Só eu que acho cansativo essas dicas e regras que todo mundo é obrigado a seguir o tempo todo? Acho que é um saco ter que colocar regras na hora de estar apaixonado. Ainda mais aquelas clichês que a gente lê o tempo todo. Que ouvimos – quando de repente o mundo inteiro resolve opinar no que devemos fazer – e conselhos do tipo: “Não finja estar muito interessada”, “demore cinco minutos para responder a mensagem”, “não fique encarando”, “meninos não gostam de quem é grudenta”, “tem que ser difícil” e blá blá blá.

Não seria mais fácil se todo mundo fizesse as coisas do seu próprio jeito? Acho que conversar com alguém e mostrar que você tem uma simpatia pela pessoa pode ser a coisa mais natural do mundo. Mas sempre temos que impor limites, obstáculos, coisas que dificultem tudo, apenas para achar alguma dificuldade de conseguir aquilo que você conseguir. Para conquistar alguém, você não precisa gostar das mesmas bandas que a pessoa. Ou se vestir igual, ter o mesmo estilo de vida, ter os mesmos ídolos ou usar as mesmas frases.

Já ouviu falar que os opostos se atraem? Exatamente. Isso vale também para aquelas pessoas que tem algumas semelhanças conosco e por isso podem nos conquistar ainda mais. Mas que não sejam completamente iguais. Já conheci pessoas que eram super parecidas comigo e isso não dava muito certo; dois gênios fortes não combinam. Mas o que eu quero dizer é que todo mundo impõe sempre alguma regra para um casal não dar certo. Se metem no relacionamento deles, inventam problemas onde não existem. Cada um que cuide da sua vida!

Se um cara baixo quer namorar uma menina alta, não vejo problema. Se uma garota mais velha quer namorar um garoto mais novo, o que há de errado nisso? Só porque algumas pessoas tem preconceitos com baboseiras, não significa que todo mundo tenha que ter. O que tem que prevalecer, no final, é a paixão e o relacionamento. Conheço casais de pessoas mais novas, mais velhas, que se dão super bem e melhor que muitos outros por ai que se encaixam naquele padrão bobinho. Aprendam: maturidade vale bem mais do que idade ou aparência física.

Amor era para ser uma coisa bem mais descomplicada. Mas a gente é que complica tudo. Embola os nossos sentimentos, não sabe como agir, sofre pelos outros, sofre pelas atitudes que tomamos e não são correspondidas. E isso dói e também acaba criando uma versão errada do que é amar. Por isso que para algumas pessoas esse ato é perigoso e temido. Elas fogem de tudo que envolve a palavra “relacionamento.” Impomos barreiras. Dúvidas. Eu sei que nada disso é simples de se lidar.

Encontramos muitos problemas sim e eles não são solucionados facilmente. Então, se já tem coisa demais pra atrapalhar, por quê por mais regra? Por quê colocar mais pensamento idiota no meio disso tudo? Deixem que os casais sejam felizes. Viva ao amor descomplicado, ao relacionamento sem um milhão de ideias impostas, cobranças e limites ou truques usados para conquistar alguém.


Era amor…
04/05/2013 | Categoria: Amor

Era amor quando se sentia frio na barriga. Era amor quando se encontrava uma pessoa pela primeira vez, e naquele exato momento, tudo parecia fazer sentido. Era amor quando você só conseguia enxergar um único alguém numa sala lotada, numa festa cheia de gente ou num lugar em que você parece não se encaixar. Mas tem alguém lá que você sabe: pode te reconfortar. Você fica nervoso, perde a fala, não sabe o que fazer. Parece que todas as palavras do mundo, ali, guardadas na sua cabeça, desaparecem bem na hora mais importante.

Era amor quando os seus amigos diziam que você estava sendo bobo, idiota ou iludido, mas você dava um jeito de defender a pessoa na hora e nem se importava com os comentários dos outros. Achava que todos estavam errados. Era amor quando você não conseguia esperar pela hora de encontrá-lo (a) de novo, e não ligava quando alguém te dava um conselho. Conselhos, na verdade, era o que você mais pedia. Só que entrava por um ouvido e saia pelo outro. Porque, quando se ama, não existe conselho e nem discurso de especialista ou livro que tenta explicar a fórmula da paixão.

Era amor quando você tentou, insistiu, mais uma vez e outra, sem querer se cansar. Quando deu aquele frio na barriga só do “plim” do Facebook aparecer, mas melhor ainda era quando você via ao vivo e em cores. O sorriso, a fala, as manias (aquela de por o cabelo atrás da orelha ou de simplesmente bagunçá-lo). Cada detalhe é importante, cada detalhe pode fazer o seu dia mudar completamente, seja para melhor ou para pior.

Era amor quando você se trancou no quarto, ouviu a música mais triste que conhecia e ficou uma hora pensando na vida, nas suas decisões e no quanto tudo aquilo podia doer, e te deixar feliz ao mesmo tempo. Triste, animado, alegre. Eram tantos sentimentos que você nem sabia escolher qual sentia com mais intensidade.

Era amor quando você não desistiu na primeira dificuldade, nem na segunda. Ou em outros casos, na terceira. Quando você jogou tudo pro alto, tomou coragem e simplesmente disse o que sentia. Ou se deixou guardado só pra você, se foi platônico, real, se existiu ou não… Chego a conclusão de que ninguém pode julgar o tamanho do amor dos outros.

O tamanho do amor é uma coisa que não se pode medir, tachar ou colocar em um rótulo de pequeno, grande ou passageiro. Podem existir amores de uma semana, de um mês, de um ano ou de um dia. De um momento, de um segundo. Que duraram muito, pouco. O que importa é que só uma pessoa sabe o que sentiu de verdade. As outras apenas podem ter sentido a mesma coisa também, mas de uma maneira diferente.

Amor é voltar atrás, chorar, superar, trair os seus próprios conceitos, mas no fim de tudo, assumir que talvez a ideia de amar outra pessoa mais que a si mesmo pode ser muito perigosa e arriscada, mas que apaixonar-se é também descobrir mundos e sensações que você nem imaginou que poderiam existir.


Palavras ou atitudes?
30/04/2013 | Categoria: Amor

Palavras são bonitas, enchem o nosso coração durante um tempo, mas depois elas podem muito bem se tornar ilusão. Já atitudes, não. Elas sim transformam o mundo, sabia? Porque pensar demais, sonhar durante muito tempo, pode nos fazer cair. Outro dia eu li um trecho que dizia: “O amor é assim. Faz seu coração acelerar. Vira o mundo de cabeça pra baixo.Mas, se não tomar cuidado, se não mantiver seu olhos em um ponto fixo, você pode perder o equilíbrio. Não enxergará o que está se passando com as pessoas à sua volta. Não perceberá que está prestes a cair.” E é exatamente isso que eu digo quando vejo que as pessoas se prendem demais a ilusões.

Mas dizem que é meio impossível, né? Eu sei, e também percebo, que quando as pessoas estão apaixonadas, elas costumam se focar em uma coisa só. Pelo menos quando o sentimento é realmente de verdade. Parece que aquela coisa que está acontecendo, ali dentro de si mesmo, é a mais importante do mundo todo. Por isso muitas vezes acabamos nos deixando de lado, e não conseguimos parar de prestar a atenção em uma pessoa só.

Acho que amor leva tempo, cuidado, é exigente, e também temos que doar muito de nós mesmos (por isso que não ando procurando muito isso ultimamente). A realidade é que manter o pé no chão é bem complicado. Mas é preciso. Por que se não, quando você abrir os olhos, quando um dia tudo mudar, ai você vai acabar caindo no chão de concreto. Que vai te fazer abrir os olhos e mostrar que nem aquilo tudo que você enxergava era verdadeiro.

Tenha sempre em mente que as pessoas podem não ser o que a gente espera. Mas eu sei que de início é bem difícil não se deixar levar. Quando acontece, parece que é a melhor coisa do mundo, e no fundo, pode até mesmo ser, quem sabe? Eu não sei responder isso, mas várias outras pessoas podem.

Então, quando for para ser, corra atrás mesmo. Acho muito bonito de se ver quando alguém realmente larga só as palavras e começa a tomar atitudes. Insiste, tem coragem o suficiente pra ir atrás do que quer. Eu confesso que não sou a pessoa mais corajosa do mundo pra isso, e por isso, me surpreenda tanto quando vejo alguém assim. Acho que eu só comecei a compreender que devemos dar uma chance a coisas inesperadas de vez em quando.


Não escolha o previsível
17/04/2013 | Categoria: Amor, Comportamento

Não se apaixone por pessoas clichês. O cara mais bonito e que todo mundo gosta talvez não seja a pessoa certa para você. Aquele que parece um modelo de capa de revista e é desejado por todas as suas amigas também não. Sem falar da pessoa que mais se destaca, que está no centro das atenções, que tem todos os olhados voltados para ela… com certeza você conhece alguém assim, ele ou ela, e sabe que essa pessoa provavelmente tem vários candidatos para ter um relacionamento amoroso. Não é realmente algo muito complicado para essa pessoa, ter opções.

Mas você já pensou que talvez ser diferente de todo mundo e escolher a pessoa distante, no seu próprio canto, pode ser o melhor no final das contas? Não estou dizendo que não vale a pena se apaixonar por quem está sempre na frente dos holofotes. Mas vemos isso em revistas, livros, filmes. A protagonista é tímida e sempre quer o garoto mais popular. Típico de filme americano. Ou ela: a) descobre que está apaixonada pelo melhor amigo no final da história ou b) consegue o garoto que quer. Mas ambos sabemos que na vida real, na realidade, tudo é bem diferente dos finais previsíveis da televisão e das páginas.

Não vou ser hipócrita e dizer que eu não sou uma pessoa que já viu alguém bonito e depois não ficou sonhando com a pessoa por ai. Já aconteceu isso comigo várias vezes, e provavelmente vai acontecer de novo, mas percebemos que no final das contas no fim os que mais valem a pena são os que nos surpreendem de algum modo. Que são os que nós não esperamos. Aquela pessoa que pode ter a mesma música favorita que você pode não estar bem na sua frente, ela pode não aparecer hoje, amanhã, ou semana que vem.

Já temos aqueles pensamentos fixos na nossa cabeça: eu quero alguém que pode parecer aquele personagem de filme. Nosso relacionamento tem que ser do jeito Y, e ele tem que agir do jeito X. Queremos uma pessoa com cabelo lindo, olhos azuis, que diga as palavras certas, faça determinadas atitudes, enfim, toda aquela velha fantasia de garoto que vai corresponder a todas as nossas expectativas.

Mas vamos ser sinceros? Tudo isso é vazio demais. Não que você tenha que se apaixonar por um garoto galinha que fica com duas por noite e – assim se torna imprevisível – o fato é que se a gente olhasse mais pro lado, percebesse as pessoas que estão ali, veria que elas podem ter bem mais potencial do que outras que só ficam nos nossos sonhos. Outro dia eu cheguei a uma conclusão: você pode saber que um garoto é o certo quando consegue conversar com ele sendo você mesma. Se tem medo, se pensa 50 vezes antes de dizer qualquer coisa, então é porque talvez ele não seja a pessoa que mais combina com você. Porque fingir e se privar o tempo todo em uma única conversa, é sinal de que você não se sente confortável.

E para o amor acontecer, se sentir à vontade é essencial.


Amar é para os corajosos
06/04/2013 | Categoria: Amor, Comportamento, Textos

Você pode ter olhos azuis, um cabelo loiro, ou não. Pode ser moreno, usar uma camiseta de banda de rock, pode ouvir minhas músicas favoritas e dizer algumas besteiras de vez em quando. Ter um ar sarcástico, de cara desencanado, que não liga pra nada, ou pode ter vários defeitos e pensamentos complexos dentro da sua cabeça, que você não compartilha com ninguém, mas não é bem uma novidade que eu sempre tentaria descobrir todos eles. Pode ter uma música favorita – que secretamente também seja a minha – e por favor, não seja uma pessoa lá muito disponível. Acho que perderia a graça. Já que eu adoro pessoas indisponíveis (não no sentido de namoro) e misteriosas.

Pode ser romântico, inteligente, gostar de ler (aí eu já tô pedindo demais) ou pode não gostar de músicas alternativas e sim de ouvir aquelas batidas eletrônicas. Pode me deixar sem saber o que dizer, ou ao contrário, me deixar totalmente a vontade. Você pode também fazer as coisas que lhe dão na telha o tempo todo, ou não. Pensar mil vezes antes de cometer qualquer ato, nunca conseguir dizer o que sente e ser um enrolador de primeira.

Ou romântico, um cara grudento, muito apaixonado, que mande 5 SMS’s por dia e me faça quase sair correndo quando eu descobrir que não posso mais ver meus seriados em paz ou ter meu momento de ócio em frente ao computador ou lendo os meus livros. Ser arrogante, conquistador, galinha, imprevisível… Mas que mesmo com todos esses defeitos quase imperdoáveis, ter o sorriso mais bonito do mundo.

Você poderia ser muitas coisas. Você poderia ter as melhores qualidades, ou as piores. Poderia ter uma risada incontrolável e poderia ter atitudes calmas e compreensivas. Poderia ter o meu coração na mão, me fazer perder a cabeça. Poderia, sempre poderia. Porque você não existe. Você não está nos meus planos, provavelmente não está no meu futuro, e por um longo, e longo tempo, também não vai estar na minha vida.

Não vai existir um loiro de olhos azuis, ou muito menos alguém que ouça as mesmas músicas que eu. Essa pessoa simplesmente não vai estar nos meus próximos dias, nem nas minhas próximas semanas. E se conformar talvez seja a melhor saída. A pessoa ideal não vai cruzar o meu caminho. Pelo menos não por agora ou pelos próximos anos. Acho que você percebe que algumas pessoas são sortudas e encontram os outros que a completem facilmente, ou apenas paixões rápidas, mas que marquem.

Interesses amorosos, figuras que vão te dar um frio na barriga… Talvez eu seja uma daquelas exceções que não vai passar por isso. Não neste momento. A verdade é que não quero coisas que vão, possivelmente, me atrapalhar em um momento da minha vida em que preciso focar em outras coisas. Amor é para os corajosos, para aqueles que realmente querem se dedicar a algo, a alguém. E que mesmo com a certeza de que amam alguém, não vão se perder no meio de tudo, porque no final, elas sempre vão amar a si mesmas mais do que qualquer outra coisa.


Acredito sim, em romances
31/03/2013 | Categoria: Amor, Comportamento, Textos

Sim, eu acredito em finais felizes, em filmes românticos e em letras de músicas da Taylor Swift. Acredito nas cenas favoritas dos casais nas séries de televisão que eu assisto e simplesmente não engulo aquelas histórias bobas de que todo mundo tem que sair pra festa pegando todo mundo e dizer que é “desencanado.” Não sou assim, não acho essa ideia de século 21 muito legal, mas eu me conformo e continuo com as minhas próprias ideias. Não vou mudá-las só porque algumas pessoas não concordam, ou por que as pessoas me dizem para ser assim.

Mas isso também não quer dizer que eu seja uma pessoa boba. Ser bobo e se deixar levar pelos outros é bem diferente do que acreditar nas pessoas e nos relacionamentos. Confesso que eu já quebrei muito a cara por esse motivo, mas mesmo assim, eu prefiro apenas dar o meu benefício da dúvida ou voto de confiança em pessoas que eu sinto que realmente merecem, que não irão ser passageiras. E olha, elas são bem poucas, escolhidas a dedo.

Também não significa que eu acredite em qualquer historinha feita para boi dormir, de “gosto muito de você”, coisa e tal. Não. Não caio nesse tipo de papo (é bom olhar o exemplo de amigas suas que já passaram por isso e não cometer o mesmo erro!) pois eu sei que existem garotos que só dizem coisas da boca para fora e que daqui a uma semana, não vão significar absolutamente nada. Então, prive a si mesma dessas pessoas. Você pode até se aproximar delas, mas sempre sabendo que não adianta se apaixonar por quem não se compromete, por quem não vale a pena ou não tem coragem de assumir quem realmente é e o que sente.

Porém, tem uma parte de mim que sempre insiste em inventar diálogos que não vão acontecer, na minha cabeça ou ideias que podem não se concretizar. Mas esse é o meu lado de quem acredita sim, no romance, mesmo que isso talvez esteja perdido em algum lugar que ninguém mais consegue encontrar. Valorizo os sentimentos verdadeiros, as relações que não são tomadas completamente por ciúmes ou traições.

Não que eu busque algo perfeito. Eu sei que a perfeição não existe, e por isso, não procuro pessoas que não tenham defeitos. Ao contrário. Sempre gosto mais daquelas que tem uns probleminhas para resolver e erros que no fim, só as tornam mais especiais e verdadeiras. Só digo que esse velho discurso de sair beijando todo mundo por aí, sei lá, não me parece muito bom pra mim. No fim, eu só tomo as atitudes que considero certas, na minha opinião, e não na dos outros.


E se você for racional?
23/03/2013 | Categoria: Amor, Comportamento

Outro dia me falaram que nós escolhemos as pessoas pelas quais vamos nos interessar. E não é que isso é uma meia verdade? Não completamente, porque eu não acho que seja possível mandar no coração. Mas talvez tudo isso tenha um fundo de verdade sim. Antes de você se apaixonar, ainda temos controle sob nós mesmos e conseguimos guiar os nossos sentimentos. Parece algo frio demais de ser dito, mas é a realidade. Quando você ainda não se apaixonou, consegue decidir se aquela pessoa é uma furada ou não. Ainda dá tempo. Por que depois meu bem, se torna impossível cair fora…

Aprendi que sim, podemos evitar caras que vão gerar arrependimentos depois. Aprendi que podemos tentar mandar um pouco no coração antes dele resolver tomar as decisões, ao invés da nossa cabeça, que aliás, deveria ser mais seguida. Sabe porque? Por que quando amamos alguém inventamos mentiras ou qualidades que não existem, mas se você olhar pelo outro lado da história, pode conseguir fugir de muitas roubadas.

Eu sei que parece difícil, mas é ótimo ter controle sob si mesmo. É muito bom ser mais pé no chão e não se iludir com fantasias, com garotos bonitos ou que só vão ser um interesse amoroso por duas semanas, e pronto, depois vão fingir que você nem existe mais. Muitos desses estão por ai. Cuidado: eles são charmosos e simpáticos, e por isso, é bem fácil você se deixar levar.

Por isso, seja racional. Olhe pelo outro lado da história. Pense no que você quer para si mesmo, e principalmente, se deseja algo somente do momento. Se for isso, tudo bem. Mas se você for que nem eu, que se envolve demais e acaba tornando as coisas maiores do que realmente são, consulte sua própria consciência antes de qualquer coisa.


Músicas de amor
22/03/2013 | Categoria: Amor

Se você está apaixonado ou namorando, ficando, qualquer uma dessas três opções, ou só gostando de alguém (pode ser correspondido ou não, não importa!) essa é playlist é cheia de músicas românticas, com letras lindas. Algumas são hits, outras nem tão conhecidas. Mas vale muito a pena ouvir e sair suspirando por aí. Agora, se você não está no clima, sugiro conferir outra playlist na nossa tag…