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    Amor, Reflexão

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    Livro: A Quimica Que Há Entre Nós

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    Playlist: Novembro

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  • September 29, 2013
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    Princesas. Contos de fada. Taylor Swift tocando ao fundo e alguém correndo em algum campo pronto para me encontrar, me abraçar e logo depois surgiria na tela aquele “final feliz” com uma música emocionante e os créditos finais subiriam na tela. Aplausos e mais aplausos, pessoas sorrindo e saindo da sala de cinema. Como num filme. Ou alguém lendo um livro e louco para chegar no final, no último capítulo, onde finalmente saberia se os personagens principais ficariam juntos ou não, se a vilã cruel que atrapalha qualquer relacionamento enfim fora derrotada. O príncipe de olhos azuis descendo de um cavalo branco, estendendo a mão, e enfim as coisas se acertando e se encaixando. Clichê demais. Tudo muito calculado e planejado, exatamente como todas as pessoas que já viram aquele filme ou leram aquela história, elas já sabem o que ia acontecer. Já sabiam antes mesmo de tudo começar, qual seria o final. Fora das salas e das capas de livro a protagonista era bem diferente daquela. Não era tão bonita e não usava vestidos longos. O príncipe? Ah, esse ai também não tinha nada a ver com a descrição igual aquele que salva a garota no final. Ele tinha cabelo desarrumado, roupas e combinações meio estranhas e vamos dizer que ele não se preocupava muito com o certo e com o errado. Aqui, não existem vilões propriamente ditos. Existem amigos, colegas, familiares, todos eles sempre aparentemente normais, mas alguns podem esconder alguma coisa que você não imagina e pode ser logo eles que não queiram a sua felicidade. Não existe nenhum personagem caricato e a trilha sonora não é tão incrível assim, a não ser que você esteja com os seus fones de ouvido. Castelo? Ele seria substituído por uma escola sem graça onde todo mundo é igual e pensa do mesmo jeito. O hobbie não incluía andar por um jardim cheio de flores e não teria nenhum baile. Seriam só horas gastas na frente do computador e as reviravoltas não iriam acontecer de graça. Acredite, você ia ter que lutar e se esforçar muito para elas acontecerem. A princesa ia cometer vários erros e beijar muitos, mas muitos sapos. Iria acreditar na maioria deles e depois de um tempo iria finalmente endurecer e amadurecer. E depois ia perceber que contos de fadas só existem em clipes e em filmes antigos da Disney (já que os novos não fazem mais nenhuma questão de mostrar isso). Um dia essa menina ia acabar aceitando que a vida, mesmo que nada parecida com as histórias românticas e bobas que a gente lê, ouve e vê todos os dias, poderia ser maravilhoso do mesmo jeito também. Claro, talvez as coisas não venham tão fácil. E muitas vezes ela ia acreditar demais nas pessoas que não queriam o bem dela. Eu ainda acho que a ficção às vezes é muito melhor que a realidade. Mas talvez, no futuro eu mude de ideia. Depois de amadurecer, quem sabe, eu descubra histórias melhores que aquelas que eu quis tanto viver.

    September 25, 2013
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    Você soltou minha mão e continuou seu caminho sem mim. E eu fiquei apenas observando nossas vidas se afastarem a cada novo passo que dava sem olhar ao menos para trás. Não houve despedidas. Sua partida surpreendeu-me tanto que não pude pensar em um modo de te fazer permanecer, e mesmo se houvesse uma maneira, não seria o suficiente para te fazer ficar, porque você, meu bem, já havia decidido ir. O seu silencio por tanto tempo já era a resposta para a pergunta que me incomodava por dentro. Eu só não sabia que silencio também é resposta, mas agora eu sei e percebi que há muito você me dava pistas de que iria embora deixando comigo a sua falta e alguns poucos pertences. Eu só não previa que seria tão logo. E se fosse possível pedir, pediria que voltasse, que ficasse mais um pouco e me desse a honra de apreciar a sua insubstituível companhia e pudesse preparar-me para a sua ida, ou talvez ficasse mais difícil ainda o adeus.

    Não houve nem mesmo um olhar de “sinto muito!”. Não houve troca de olhares porque você não foi capaz de sustentar a angustia que meus olhos traziam. E enquanto me permanecia – ou tentava – determinado a olhar-te com meus olhos duros e cheio de dores, porem em busca de respostas, sua cabeça cabisbaixa dava a certeza que a sua covardia e orgulho eram maiores que qualquer sentimento de afeto que um dia sentiu por mim. A sua falta de consideração por uma despedida justa me trouxe uma sensação esmagadora que me afeta nas noites de solidão causada pela sua não presença. E fico horas deitado na cama acompanhado com o silencio que um dia foi preenchido por sua respiração. Duas, três, quatro horas da manhã e nada do sono chegar me tirando o vazio que ficou por você ter ido. É comum acostumarmos com rotinas, porém não se acostuma com noites silenciosas, pelo contrario se torna cada vez mais difícil.

    É que os dias também ficam monótonos quando não esta aqui e fico preso nas lembranças que você deixou, na esperança de que um dia elas não doam mais e que só me arranquem sorrisos ao invés de lagrimas. Já aprendi que devo evita-las porque a dor latejante que sentimos ao lembrar de algo que partiu fica insuportável quando estamos sozinhos, mas fica difícil não pensar em você quando esta tudo quieto ou quando meu olhar vago se prende a algo. E eu te encontro e reencontro nos meus sonhos, no sofá da sala e em cada lugar que frequento, porque você foi, mas deixou um pedacinho seu em cada canto.

    E eu sinto a sua falta. Falta porque ela é a única que me trás você de volta. E você não disse um “adeus, meu bem” o que me deixou esperanças de que sua partida fosse breve e que logo voltasse. Você foi e eu fiquei. Fiquei na angustia da espera e esqueci de continuar meu caminho. Ate mesmo quando sumiu de vistas permaneci parado no lugar na expectativa de que meus olhos voltassem a te ver retornando para meus braços que continuam abertos para você. Enfrentei a chuva do inverno e nada de você retornar. Peguei gripe, fiquei todo ensopado esperando por você, no final tudo em vão, porque você não voltou.

    Mais uma noite chegou. Apaguei a luz, mas dessa vez também apaguei você.

    September 12, 2013
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    Dizemos adeus e partimos. Dali pra frente seria cada um para um lado, por si. Não carregaríamos mais um ao outro, não compartilharíamos mais nenhuma história, e tudo o que passamos ficaria no passado. Acontece que levamos um pedaço de todo relacionamento que temos, e do nosso peguei uma bagagem um tanto pesada.

    Levei um pouco de nós. De certos momentos que seriam uma pena jogar fora, então também coloquei na mala para quando tivesse coragem deixasse em algum lugar por aí. Trouxe comigo nossas músicas e juntamente nossa primeira dança. Foi impossível também esquecer nossos beijos… Foi só o que deu para levar de nós.

    Já de você, trouxe tudo. Não pude jogar nada fora, e confesso a parte mais difícil foi ter que guardar tudo, sabendo que carregaria algo que não poderia abrir mais tarde, a não ser para jogar fora depois.

    Levei comigo seu abraço que por muito me protegeu de inúmeros perigos. Seu toque que por sempre me trouxe a sensação de paz. Suas manias e seus gostos. Trouxe comigo a sua voz e o som da sua risada que possuíam o dom de me acalmar. O seu sorriso e seu olhar que por serem os mais sinceros me traziam a mais pura felicidade. Levei sua leveza e espontaneidade de encarar a vida.

    Levei comigo também seus conselhos que sempre me guiaram para o lado bom da vida. Suas palavras de conforto quando tudo estava desabando, para que lembrasse nos momentos ruins que sempre a um caminho a seguir. Coloquei na bagagem todo o seu encanto, para que às vezes eu recordasse todos os motivos que me fizeram ficar com você e a raiva de você não me dominasse. Tudo o que aprendi com a sua presença, também trouxe comigo.

    Não abandonei nada de você, porque sabia que ainda precisaria dessas coisas comigo que me fizeram e que me construíram. Não pude deixar parte da minha história para trás, porque elas se tornaram minhas partes. Talvez um dia eu me torne outro alguém, construído por outras partes e deixasse essas de uma vez por todas. Mas isso não é assunto para agora, seria mais para frente, quando eu estivesse acostumado com sua falta e finalmente não precisar mais dessa bagagem.

    Nada disso pesou tanto quanto a saudade e o amor que levei de você. Ah, esses dois não pude me separar, mesmo querendo. E eu queria! Mas foi impossível separar dessas duas bagagens que pesarão por uma longa caminhada. Eu fui e comigo levei a saudade da sua presença, da sua proteção, do seu carinho, do seu afago… Saudade de você! Você foi e me deixou seu amor e levei comigo, o seu e o meu.

    E à medida que perceber que não preciso de certas bagagens vou me desfazendo de cada uma delas, deixando pelo caminho até no final não ter mais nada de você, mas por enquanto: o que levei de você, foi você!

    August 25, 2013
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    Confessa rapaz, confessa que se arrependeu de ter a deixado ir e que agora você não sabe o que fazer a não ser procura-la em todo lugar. Na esquina da tua casa, nos cabelos castanhos escuros e curtos de outras mulheres que encontra por ai, no cheiro que não sai do seu nariz, em todas as músicas que escuta tem um pouco dela. Em cada lugar que vai encontra um pedaço dessa moça que você deixou escapar. Confessa rapaz que não está sendo fácil esquecê-la e que tudo o que faz, cada passo que dá, cada atitude que tem, cada movimento a lembrança dela vem a tona e te faz sentir remórcio por ter a deixado.

    E você continua na insistência de encontra-la mesmo sabendo que ela não vai a lugar nenhum onde procura, porque ela não frequenta esses lugares que você vai. Mas você não desiste e cada nova mulher que beija tentando esquecê-la, tem um pouco dela. Seja nas suas mãos procurando aquele cabelo macio ou no modo que cada uma te beija, porque não é como ela o beijava e talvez seja por isso que nunca fique com a mesma mulher, porque não encontrou ela naquele beijo ou naquela conversa.

    E você pode até se interessar por outra, achar outra bonita, mas não é ela. Nenhuma outra vai ter aquele sorriso que ela tinha. Nenhuma vai te fazer dormir tarde, e muito menos te fazer feliz como ela fazia. Você achava que deixando-a ia ser mais feliz, que estava fazendo certo, você escolheu a vida de um cafajeste, achando que teria mais vantagens nisso. Mas o que você não sabia era que ela permaneceria em você em todos os sentidos, em todos os teus pensamentos.

    Você foge para não lembrar, se esconde para não vê-la, mas tudo o que faz só trás mais lembranças e dor por ter deixado talvez a única mulher que amou.

    Mas rapaz, você não vai encontrar o toque dela, aquele beijo ninguém tem e não vai ser fácil encontrar uma mulher que esteja disposta a te amar como ela te amava, a cuidar de você, a te esperar como ela sempre esperou. Não adianta insistir rapaz, você não a encontrará em lugar nenhum, conforme-se com isso. A culpa foi toda sua, você fez essa escolha, então arque com as consequências, ou melhor viva com as lembranças.

    E você nunca irá esquecê-la ou encontra-la em outra mulher porque ela é única, rapaz e você sabe disso. Você sabe que ela é insubstituível.

    August 21, 2013
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    Não adianta. Nós brigamos, ficamos semanas sem se falar, mas ele sempre volta, ou eu. E quando voltamos é como se nunca tivéssemos partidos. Voltamos com uma saudade que nem dá para discutir o porquê brigamos da ultima vez. E ele vem com aquele papo que não vive sem mim e eu não vivo sem ele.

    A gente teve aquela época de ficar junto, mas no final descobrimos que somos mais amigos do que qualquer outra coisa. Somos bons em tudo mesmo, namorados, ficantes, enrolados, amigos, na cama. Vai ver é isso, somos tudo o que é possível. É inexplicável nossa relação, nem da para explicar esse amor que sentimos um pelo outro.

    Ele já me viu de todas as formas possíveis, me conhece de ponta cabeça e do avesso, e eu o desvendo como quero e como ele é. Nos conhecemos como ninguém. Somos aquele casal que as pessoas perguntam: “vocês são namorados ou amigos?” e respondemos que não sabemos e começamos a rir de tal pergunta. Mas no fundo sabemos a resposta é só medo de encarar a realidade e perder tudo o que já construímos.

    Não há incomodo no silencio. Falamos besteira mesmo e nos divertimos com nossos filmes idiotas. Temos um CD inteiro como trilha sonora. Já dançamos feito loucos juntos. Brigamos de novo, mas logo em seguida estamos nos declarando do nosso jeito. Ele é um babaca e eu uma idiota. Nos implicamos de toda forma, nos apelidamos com cada nome que não faz sentido algum.

    Ele diz das meninas que pegou e de qual achou mais gostosa e eu acho cômico o desprezo que ele sente por cada uma por saber que não é nenhuma delas a sua metade. Eu conto dos caras que vi e de alguns poucos que beijei e ele ri da minha cara de nojo e ao me ver confessar que nenhuma beijo me satisfaz. Nos olhamos e sabemos o porque de nenhum outro nos fazer feliz.

    Mantemos um tempo afastados, procurando outras pessoas, outras coisas, outros amores, outras aventuras, mas nenhuma é o suficiente, sempre falta algo que não sabemos o que é, ou sabemos, mas não queremos admitir pra nós mesmos. E voltamos de novo, nos preenchendo mais uma vez e cada um descobrindo o que faltava.

    Acontece que vivemos procurando nos outros o que vamos achar apenas em nós dois juntos. Porque mesmo que não queiramos assumir, mesmo que ele ou eu vá embora, sempre voltamos. Porque meu melhor amigo é meu primeiro e único amor e mesmo que o tempo passe, somos para sempre.

    Esse texto foi inspirado em um outro da autora Tati Bernardi. Você pode conferi-lo aqui.

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