Autor: Daniel Bovolento
19/10/2012 | Categoria: Amor, Autores, Conto, Crônicas, Escrita, Textos

Carta a quem já me disse Adeus

Eu não vou me desculpar pelo lado ruim, nem me perguntar por quantas vezes você pensou em ir embora antes de fazê-lo. Não vou me ater aos rabiscos, aos malfeitos, às partes tortas e a nenhuma dessas coisas que passam pela nossa cabeça assim que somos abandonados. Não vou te culpar por alguma crise de choro ou por alguma cirrose futura, nem espalhar aos quatro ventos alguma história que me torne vítima e tiranize você.

Eu vou sentir sua falta. Aliás, eu já sinto. Sinto que eu deixei escapar a minha melhor chance de ser feliz – e isso não é nenhum estado depressivo que se agrava e se repele automaticamente depois de algum tempo. É conformismo. Constatação das brabas. Daquelas verdades inconvenientes que são pregadas na parede do quarto feito papel de parede que a gente não escolheu. E nem adianta tirar porque a pintura vai descascar e esfarelar tudo. Vai sujar o chão. E as marcas de que um dia eu te perdi vão continuar ali – nas ruínas de um quarto velho e torto no segundo andar de uma casa desalmada qualquer.

Adeus serve pra gente reconhecer no rosto de quem vai embora alguma história da qual tenhamos participado. Os traços do outro vão sempre contar um pouco da gente – principalmente quando a gente ajuda a carregar as caixas, com o coração na mão. Você tinha olhos baixos e meio marejados, e eu sabia que era de saudades da brisa da casa de praia. Dos passeios de barco. Do céu estrelado. E me olhou com tanto carinho antes de me beijar a testa – e eu sei que isso significou muito pra você. Que você foi embora com o coração dilacerado. O meu, em 3/4 e o seu em 7/8. Grudou as mãos suadas antes de devolver as alianças. Mas parece que fez uma força extra-humana para tirá-las dos dedos – é que o costume molda a gente, ainda mais se é voluntário. Moldou o seu corpo. Desacostumou-se aos outros. Se rendeu a minha forma. Mas agora você vai embora quebrada, e eu também. Cada caco reunido com o pouco de força que a gente ainda tinha. E nós deixamos as fotos na estante. Pra lembrar que aqueles dois se amaram, e que amor que é amor não se acaba.

Você foi a melhor coisa que me aconteceu em muito tempo – e só Deus sabe como eu amei você. Do meu jeito, mas amei. Com pretensões, com modos de indicativo e imperativo, sem modo algum, com gentileza e cadeiras puxadas pra você cair diretamente nos meus braços. Com trinta e sete minutos de conversa antes do dentista, com pano e água gelada pra baixar a febre, com o coração na mão pra pedir desculpas depois de ter feito você chorar. Amor não se acaba, morena. Amor fica intacto no espaço e no tempo. A gente é que muda e faz dele fantasia. Abstração. O factual continua com a vida, mas o amor ficou guardado entre o dia em que você me disse que não entendia nada disso de amor, e o dia em que me deu Adeus. Suspenso no ar. Como se ele desacreditasse piamente naquele vocabulário extenso que englobou a nossa despedida.

Sobre o autor: Daniel Bovolento é colunista de alguns sites e blogs e também redator publicitário. Está no twitter @danielbovolento e escreve em seu site, sempre atualizado Entre todas as coisas.


Essa história de se apaixonar…
07/10/2012 | Categoria: Amor

Amor é uma daquelas poucas coisas na vida do qual não temos controle. Digo, você pode muito bem escolher por quem se apaixonar se tiver auto controle e não pensar só com o coração, mas é difícil enxergar a realidade das coisas. Não sofrer, escolher não gostar de alguém. Isso nunca é culpa de ninguém; mas temos que saber quando é a hora de parar. Hoje em dia as pessoas tem medo de se apaixonar, de vivenciar um amor.

Todo mundo foge, se preocupa demais em não se machucar. E acho que isso é necessário porque em pleno século 21 todo mundo ama rápido demais. Ou melhor, se “apaixona” e sente “atração.” Um dia gosta, no outro não, no seguinte quer só ficar e depois cada um vai para o seu lado e se trata como desconhecido.

Ainda existem pessoas que se importam em gostar de verdade, mas acho que elas diminuem muito todos os dias. Até porque, é complicado continuar desse jeito quanto todo mundo só se preocupa em dar uns beijos descompromissados e pronto. Claro, não critico esse comportamento. Até por quê, ninguém quer casar aos quinze ou dezesseis anos de idade!

Mas onde está o romantismo, aquela história de compartilhar gostos, ideias, conversas? É só a paquera, a aparência, achar o outro bonito e sem nenhum conteúdo que importa? Eu não sei vocês, mas para gostar de alguém, acho que é necessário existir algo em comum. Uma semelhança, mesmo que as opiniões sejam diferentes. Que quando você está ao lado daquela pessoa sabe que ela é especial. E é até legal ser amigo de alguém que não é como você, para conhecer um outro lado das pessoas. Distinto do seu.

Mas não dá pra levar tudo tão a sério também. Existem pessoas que são interessantes por um tempo; e depois elas acabam se tornando apenas outro que você vê no dia-dia. Se apaixonar não é fácil, e é importante que não seja por qualquer pessoa que nem tem nada a ver contigo – ou o que você quer – e que só vai te decepcionar depois. Há aqueles que até te fazem dar uns sorrisos, gargalhadas e sentir aquela expectativa. Mas não são tudo isso. Passa, e é rápido. Quando você vê, já até esqueceu.

Sei lá. Eu tomo cuidado a partir de agora, porque não vale a pena (de verdade) gostar de gente que nos desmereça, que não nos dê bola, que tome atitudes ruins bem na sua frente o tempo todo. E você é obrigado a assistir tudo. Parece que faz de propósito, que realmente não liga para você… E no fundo não liga mesmo.

Por enquanto, prefiro ficar sem essa história de “amor”, e de “gostar.” Mas todo mundo sabe que uma hora acontece. Só temos que ser sensatos; se apaixonar é apenas para aqueles que estão dispostos a correr muitos riscos. Acho que isso pode muito bem mudar daqui a uns dias, semanas, meses, mas no momento eu prefiro não correr esses riscos. É melhor ter um tempo para si mesmos, rever suas ideias. Já te falaram daquela história de “dar um tempo para o coração”? Então, é isso. E a quem está amando, digo: mergulhe de cabeça. Só que com cuidado!


Não se iluda
24/09/2012 | Categoria: Amor

Acho que qualquer garota já deixou de acreditar naquela história bobinha de que existem príncipes encantados ou de que vá existir algum garoto pelo qual valha a pena fazer tudo. E venho observando que hoje em dia, por mais pessoas iludidas que ainda possam existir, as meninas estão mais realistas, maduras, e até um pouco diferentes. E é por causa disso também que já vemos papéis invertidos: meninos que querem compromissos e garotas que não querem nada sério, seja porque não querem se machucar depois ou preferem aproveitar momentos ao lado das amigas, ou sabem muito bem que não dá pra confiar totalmente em todo mundo.

E não deposite a sua felicidade na mão de outras pessoas, nem suas expectativas ou sorrisos. Se alguém te magoar depois, você ficará dependente de uma pessoa que não te fará feliz. Por isso, não ache que só porque você gosta de alguém aquela pessoa já é seu mundo inteiro, coisa e tal. Digo isso por que vemos muitas pessoas que já levam suas paixões como o maior motivo da sua vida, e acho que elas perdem bons momentos sofrendo ou tentando agradar alguém.

E isso não significa que não existam pessoas interessantes para se namorar ou se interessar; é claro que sim, mas acho que todo mundo quer ir sempre rápido demais, encontrar o “amor da sua vida” aos quinze anos. Se apaixonar é ótimo, mas não acho que isso precise ser o grande foco da nossa vida. Pelo menos não na adolescência

E olha que eu sou uma pessoa romântica, daquelas sonhadoras e que se deixa levar por poucos gestos, mas nos últimos meses abri os olhos para a realidade. É necessário, algumas vezes, enxergar que nem sempre aquilo que nós sentimentos, os outros sentem também. E hoje em dia tudo muda constantemente: alguém pode dizer que gosta de você em um dia, e no outro, simplesmente não se importar ou agir como se nada tivesse acontecido.

Costumamos achar que as pessoas vão supor o que estamos sentindo e pensando. Então, antes de achar demais, vai lá e pergunta, fale na cara mesmo, tenha coragem de dizer o que sente. Mas sempre sabendo que você terá que enfrentar as consequências.

E o amor é assim: imprevisível. O único jeito é saber lidar com ele e se influenciar menos pelas pessoas. Nem todo mundo tem as mesmas intenções!


Mensagem de Voz.
13/09/2012 | Categoria: Amor, Conto, Crônicas

“Oi, como você está? É a terceira vez que tento te ligar, mas só fica na caixa postal. Desculpe-me incomodar a esta hora, mas preciso lhe falar algumas coisas. Serei breve, eu prometo.”


Talvez você não tenha mais o meu número na agenda do seu celular, nem mesmo as mensagens que lhe mandava naquele tempo (o nosso tempo, se é que você é capaz de lembrar). E as nossas fotografias? Tudo bem, era apenas uma ou duas, pouquíssimas, já que você nunca se sentia muito à vontade em frente às câmeras. Lembra daquela vez da nossa formatura no último ano do Ensino Fundamental? Você ficou tão revoltado com os flashs e gritou em meio ao discurso da Elisa. É verdade, um discurso muito chato e quase todos os formandos dormiam. Prometi ser rápida, mas estou enrolando, né? Desculpa, não gosto nem de imaginar o que você vai pensar de mim quando ouvir esta mensagem – se é que vai.
Eu só queria te lembrar de tudo que nós vivemos um dia. Já faz um ano, exatamente um ano hoje (o relógio que fica no meu quarto marca meia-noite) que o laço existente entre nós “acabou-se”. Devo te dizer que acreditei que seria fácil. Que eu iria superar logo, afinal, nunca alguém despertou tanto sentimento em mim quanto você… O primeiro beijo, o primeiro namorado, o primeiro amor. E é como dizem: O primeiro a gente nunca esquece! E isso não é tão bom quando se trata de sentimentos, bem… Eu sempre te achei o garoto mais bonito da escola. E o mais idiota, também. Todas as garotas eram apaixonadas por você e eu ficava com ciúmes, mas negava até o fim. Éramos amigos até a oitava série, quando nos beijamos pela primeira vez no baile do final do ano. Não poderia ter sido mais perfeito, mas, ao contrário de mim, você não aparentava querer algo mais sério. Nosso primeiro encontro foi em um parque de diversão que havia acabado de chegar à cidade. Admito que preferia ir ao cinema ou ver um filme em tua casa, com aquele frio que sempre faz nos invernos gaúchos e estava em alta, é claro: Final de julho, início de agosto. Desde então, ficamos mais próximos, você sabe da história, creio eu. Não quero te contar tudo porque irei chorar. Sei disso. E sei também que você conhece minha voz de choro como ninguém. Estou vestindo aquela sua camisa azul listrada, que você me deu quando derramou café na minha camiseta dos Ramones. Ainda sinto seu perfume e as lembranças daquela noite em que você apareceu em minha casa com flores, uma caixa de bombons em formas de coração (que você nunca me disse onde comprou) e alguns DVDs de filmes românticos, muitos deles eram adaptações das obras do Nicholas Sparks. Algo completamente surpreendente, afinal, era você. E, para me confundir ainda mais, estava chovendo. Aquelas chuvas que os raios chegam a clarear a casa inteira como se tivesse uma lâmpada prestes a queimar: Pisca uma, duas, três vezes e apaga de vez. Então você me pediu em namoro. Foi engraçado porque, mesmo querendo, você não sabia fazer um bom jogo de palavras, mas eu lembro de como terminamos aquela noite: Apertados no sofá, com um cobertor que mal cobria nós dois. Não vimos os filmes, não comemos os bombons… Só dormimos com o barulho da chuva. Mas tudo acabou como era previsto. Nada é para sempre, principalmente o amor de dois jovens que não têm noção do que é o futuro e quais são as surpresas que existem lá, neste tão temido tempo… E eu tentei esquecer. Mas não tinha como, entende? Não sei como ou porquê tivemos um fim. Quem foi que decidiu? Por que foi tão de repente não dando tempo nem de reparar nossos erros? Por que tudo se quebrou tão rápido e cedo? Procurei em outros homens o que encontrei em você. Mas essa é a verdade: Só você tem. E eu mal sei o que é que me prende tanto a ti. Passei maquiagem na noite de hoje, coloquei um vestido para festa e prometi não me abalar. “Promessas foram feitas para serem quebradas”, aquela frase que você mesmo escreveu na parede do meu quarto, com a tua caligrafia torta. Tenho até hoje os travesseiros coloridos. Procurei também aquela coragem que você me passava, a proteção, o carinho. Lembra-se daquela vez em que decidimos pintar nossos cabelos o mais colorido possível para a viagem de formatura? Ou quando você perdeu a aposta com seus amigos e teve que ir de pijama para a escola, onde nós fomos juntos? Eu preciso encontrar isso. Em outro alguém, mas é algo totalmente impossível. Não há outra pessoa com carisma, sorriso, olhos, inteligência, o jeito. Eu precisava só te dizer isso, mesmo que você mal se lembre de mim. Só não esqueça que sou capaz de enfrentar o mundo com apenas uma mão, se você estiver ao meu lado, segurando a minha outra mão e dizendo que tudo vai ficar bem. Eu não te amo pelo que você é, simplesmente te amo por tudo que você me fez ser quando estivemos juntos. E é por isso que eu te agradeço.
Tu, tu, tu, tu.

Escrito ao som da música Love Story, da Taylor Swift. Aconselhável ler escutando-a.

P.S: Estou pensando em continuar a escrever essa crônica/conto, deixe um comentário dizendo o que achou!


Autores (a): Clarissa Corrêa
23/08/2012 | Categoria: Amor, Autores

Já acreditei em bicho-papão, em monstro, em homem do saco, em bruxa. Já acreditei em sapo, em príncipe encantado, em alma gêmea, em amor eterno. Hoje eu acredito apenas na verdade. É que acho que cada um tem um jeito de ser e de amar e não podemos lutar contra isso. Não dá pra passar a vida toda idealizando, querendo trocar o outro, sonhando, com o pé na nuvem e o coração na mão.

Se eu gosto, gosto como você é, mesmo que você seja chato de vez em quando. Se eu quero, quero mesmo, mesmo que todos digam para não querer. Ainda acho, perdoe o romance barato, que existem amores que duram toda a vida. São raros, mas existem.

Tem gente que insiste e quer ver aquele amor que nem existe durar pra sempre. A gente tem que enxergar as coisas como elas são: algumas coisas duram, outras não. E se a gente quer que dure deve cuidar para que isso aconteça. As relações andam vazias demais, quase superficiais. As relações andam com grades, as pessoas viraram prisioneiras. O amor tem que ser livre. Para amar você precisa respirar. Junto, é claro. Mas primeiro separado. Você vem antes, o outro depois. E isso não é egoísmo, é necessidade.

Ontem assisti “Amor & outras drogas”. Ri, chorei, solucei. À primeira vista, é mais um filme bobinho, desses que eu gosto, desses que a gente vê para passar o tempo e rir um pouquinho. Mas ele traz uma grande e surpreendente questão: até onde a gente vai por alguém? Até onde a gente vai por amor? Que coisas você abre mão para ficar com o outro? É realmente necessário abrir mão de algo?

O dilema gira em torno da mocinha, que tem a doença de Parkinson. É uma raridade, afinal ela é nova e cheia de vida. E quem tem Parkinson acaba perdendo o domínio do próprio corpo, já que é uma doença degenerativa e progressiva do sistema nervoso central. A mocinha, sabendo de sua condição, não quer se envolver com ninguém. O mocinho se encanta pela mocinha e quer ficar com ela, mas coloca na balança tudo que pode acabar perdendo com essa relação. O mocinho, dividido, presta atenção na frase que um senhor mais experiente diz “essa doença vai levar embora tudo que você gosta nela”. E explica que no futuro ela não vai conseguir se vestir sozinha, tomar banho, comer, limpar a bunda. Vale lembrar que o mocinho nunca tinha se apaixonado por ninguém.

Não é fácil uma situação dessas. Acho que você tem que amar muito uma pessoa para conseguir passar por isso. Então eu penso: o que a gente leva dessa vida de verdade? Existe um sentimento mais importante que o amor? É claro que eu me amo, mas se isso acontecesse eu cairia fora? Não, não cairia. O amor é o sentimento mais forte que existe. E é mais forte inclusive que qualquer doença. Se amo alguém eu consigo superar. Se amo alguém nem vou me perguntar se consigo superar. Se amo alguém vou cuidar dessa pessoa com todo amor que tenho.

Sei que falar é simples, viver a situação é outra história. Mas jamais abandonaria a pessoa que amo por ela estar passando por uma situação difícil ou por ter uma doença. Lembrei da frase do mocinho no filme, que achei linda e chorei feito criança: “Você conhece milhares de pessoas, e nenhuma delas toca fundo você. Aí você conhece uma pessoa especial, e sua vida muda para sempre.”

É impossível abandonar quem mudou a nossa vida para sempre. Impossível.

Clarissa Corrêa é uma escritora brasileira e também blogueira, postando seus textos no seu site. Sua popularidade aumentou ainda mais com as redes sociais em que seus textos e frases sempre são citadas, chamando a atenção para novos leitores. Também possui conta no Twitter e página no Facebook.


Quem não te merece!
01/08/2012 | Categoria: Amor

“Acorda amiga, mulher precisa de homem, e homem precisa de mulher. Meninos só precisam de uma mãe e um playstation.” Começo esse post com uma frase de uma das minhas autoras favoritas, a Tati Bernardi, e ele reflete tudo o que eu quero dizer hoje: não vale a pena chorar por quem não te merece. Nós garotas (ou mulheres) costumamos perder a paciência e deixar as lágrimas rolarem por qualquer idiota por aí. E antes que isso pareça só um pensamento clichê em que só julgamos os homens, não é isso. Existem várias exceções, apenas estou dizendo que as meninas deveriam fazer quando encontrarem um galinha, ou aquele garoto que só te enrola, o que dá em cima de todas as meninas mesmo estando com você…

Sabe quem você deve respeitar a cima de tudo? Você mesma. Ou seja, quando um cara te tratar mal e logo depois ficar tudo bem, não vá correndo para os braços dele. Tome as suas próprias decisões de acordo com as suas vontades, dê valor a quem você é. Não chore pelos cantos. Mostre o quanto você não se importa (mesmo que não seja tão verdade assim).

As melhores pessoas para ficar ao seu lado nessas horas, são amigas. Com elas, você pode desabafar, dizer o que sente, sem medo ou hesitações. As confidentes vão ouvir tudo atentamente e ainda podem te ajudar, sem julgamentos.

Eu sei, falar parece muito simples. Quem aqui nunca se decepcionou com um garoto e demorou uns dias para esquecer isso? Ou quem não ficou triste, remoendo o passado, e não querendo seguir em frente? A maioria de nós, aposto. E isso é absolutamente normal. Ninguém é completamente frio e insensível, sem ter sentimentos. E mesmo que finja ser assim, lá no fundo, sente, e muito.

Não é fácil aceitar que aquele garoto do qual você é apaixonada não sente o mesmo, ou que o outro que você jurava que podia virar algo mais sério, só queria mesmo era ficar contigo por umas semanas. Eles geralmente mandam algum sinal, e vai de nós saber interpretar isso. Mas também, ninguém tem culpa de pelo menos uma vez na vida criar expectativa e quebrar a cara depois. Acontece, e o melhor a se fazer é aprender com isso para não repetir no futuro depois.

E sim, de vez em quando corremos atrás na cara dura mesmo, ou fazemos coisas do qual nos arrependemos depois. Insistimos, chamamos no Facebook diversas vezes. Mulher nunca desiste fácil das coisas, e sempre acha que dá para achar o caminho certo para aquilo que parece muito difícil de acontecer.

Mas não deixe-se levar por qualquer garoto que fizer promessas ou te mandar uma música romântica por SMS. No fim, o que vale são as atitudes. E essas, mostram quem ele realmente é.


Correr atrás não!
26/07/2012 | Categoria: Amor

Pare de correr atrás de quem não quer a sua presença. Essa é a frase que deveríamos colar na porta da geladeira e levar como mantra todos os dias. Nos confundimos fácil, criamos expectativas, e quando estamos apaixonados, tudo se torna motivo para ter esperanças. Um “oi”, sorrisos do dia-dia, abraços, uma mensagem: qualquer coisa já faz nosso coração balançar e pensamos que a pessoa também gosta da gente. Em um mundo fácil e simples, as coisas se desenvolveriam de modo que tudo que nós queremos iria acontecer. Mas não é assim.  É preciso encarar a realidade, que pode ser chata e dura em muitos momentos, mas que nos poupa de muitas decepções.

Você já deu sinais e demonstrou interesse? Então, você é uma pessoa corajosa que corre atrás do que quer. Mas se ainda não recebeu resposta ou até mesmo uma pequena demonstração de que se importa da pessoa, então é hora de ligar o sinal do alerta. É claro que há exceções e pessoas pelo qual vale insistir um pouco mais. Mas não é sempre que elas aparecem, aliás, elas chegam na nossa vida – ou já estão presentes lá há bastante tempo – de modo discreto. Às vezes gostamos de alguém que não tem nada a ver conosco, ou que a sua intuição já diz “fuja, porque pode não dar certo”, mas vamos lá, dispostos a quebrar a cara.

Aprenda a interpretar quando as coisas não estão dando certo, e leve isso como uma lição para não se machucar depois. Cuidado ao se apaixonar. A paixão acontece rápido demais e quando vemos, já estamos sorrindo feito bobos, mas toda essa situação pode nos prejudicar (e muito!) depois, se não aprendermos que nem tudo na vida dá certo, ou que tem coisas que simplesmente não são para ser.

Sabe aquela pessoa que você acha que vai mudar, ou a outra que sempre te deixa sozinha nos momentos em que você mais precisa (mas que na hora da festa está sempre lá, né?), ou um antigo amor que você tem há meses e ainda não conseguiu deixar para trás? Essas pessoas podem ter sido muito importantes na sua vida, e é legal seguir em frente sem mágoas, mas elas não merecem suas lágrimas, muito menos a sua preocupação todos os dias em agradá-las.

Por isso, como já diziam: “enfrente ou em frente.” Comece a se preocupar mais com você mesma, a cultivar os seus interesses, e então o amor virá. Mas um amor de verdade, sem “talvez”, “não sei”, ou desculpas esfarrapadas. Um que todo mundo merece.


Coisas não ditas
15/07/2012 | Categoria: Amor, Comportamento, Escrita

O lado dele na história

Ela pediu um tempo, disse que eu era bom demais para ela. Tentei convecê-la dizendo que não, mas sabe como são mulheres: teimosas. É ruim não tê-la ao meu lado. Sinto falta dos sorrisos, da voz, do toque dela, sinto até mesmo falta das reclamações e dos ciumes. Ela fica tão linda quando está com ciumes e eu amo fazê-la sentir-se especial e única dizendo que não quero ninguém além dela. Ela acha que me atrapalha, mesmo dizendo que não. Disse-me que deixei de fazer muita coisa depois que apareceu e não gostava de se sentir intrusa. Mas ela está errada. Deixei de fazer essas coisas porque não havia sentido nelas sem ela ao meu lado. A verdade é que eu a amo muito e não posso viver sem ela.

O lado dos outros

Em vez de fica lamentando-se, vá atras dela e lute pelo seu amor. Vocês jovens não sabem valorizar um verdadeiro amor. É claro que ainda se amam, então para que sofrer sem necessidade? Vai ser feliz com ela…!

O lado dela na história

Tive de pedir um tempo. Eu o atrapalhava, empedia que ele fizesse as coisas de que sempre fazia. Ele é bom demais para mim. Tenho crises de ciumes exageradas e sempre procuro por coisas para brigar, mesmo que ele faça tudo certo. Sempre perco a paciência enquanto ele sempre calmo evita discutir e até pede desculpas mesmo sem ter feito nada. Sinto falta dos carinhos, da voz e do perfume dele, mas era o certo a se fazer. Espero que me entenda e aceite… Mas a verdade é que eu ainda o amo muito e não posso viver sem ele.

O lado dos outros

Porque pediu um tempo se ainda o ama e sabe que ele também a ama? Você não vai encontrar outro homem igual a esse e está sendo ingénua fazendo isso. Então, por favor, pare de inventar historias para sofrer e volte para ele, diz que estava errada e que não vive sem ele.

O lado deles

Tinham razão, estamos sofrendo sem necessidade…

O lado dos outros

Não entendo esses casais que se amam e mesmo assim procuram motivos para ficarem separados e sofrerem em vez de ficarem juntos e serem felizes um ao lado do outro. Jovens…!


Autor: Gabito Nunes
14/07/2012 | Categoria: Amor, Autores
No instante que me iludo, é quando você me esquece. Quando volto à tona, você mergulha nos meus olhos. Se eu te roubo rosas vermelhas, você faz “bem-me-quer”. Quando hesito, é quando você já está na estrada.
Se me perco no teu beijo, você fica tentando encontrar um caminho. Quando me encho de receio, você me diz estar pronta. Eu te ponho em xeque-mate, você me diz que cansou de jogar. Quando não quero me machucar, você me telefona no meio da noite.

Eu vejo o sol nascer no mar, você se preocupa em não molhar os pés. Quando eu não durmo, é quando você sonha loucuras sobre nós dois. Quando sinto teu gosto na minha boca, você pede economia nos clichês. Se não quero parecer patético, você se diz um poema apaixonado.

Eu quero parar o tempo, você procura seu relógio embaixo da cama. Quando me escondo, é quando você me quer em cima de você. Se apresso meu passo na sua direção, você engata a marcha ré. Quando reuno meus pedaços, você dá o coração para bater.

Eu deito no seu colo, você se preocupa em fechar a janela. Quando me poupo, é o instante que você se dá de graça. Se ando em alta velocidade, você conta os níqueis pro pedágio. Eu perco as chaves, você insinua mudar pro meu apartamento.

Um amor físico, fatídico, real, raro e patente. Um amor que nasceu, mas nunca viveu. Um amor que aconteceu, mas não foi ocupado. Daquelas comédias românticas que ninguém tem tempo de rir, pois já começa pelo final. Os amores mais bonitos são aqueles que nunca foram usados.

Sobre o autor: Gabito Nunes nasceu em Porto Alegre – RS, fevereiro de 1982. É escritor e escreve prosa de ficção. Já colaborou para as revistas GlossRagga e ganhou o prêmio Top Blog 2010 com o extinto Caras Como Eu. Publicou os livros: A Manhã Seguinte Sempre ChegaNão Sou Mulher de Rosas, e o e-book de crônicas O Tudo Que Sobrou. Para mais informações seu facebook é Gabito Nunes e seu  twitter: @GabitoNunes.


Dia dos Namorados
01/06/2012 | Categoria: Amor

O dia doze de Junho se aproxima e o falatório nas redes sociais, entre amigas e nos blogs é um só: Dia dos Namorados. Algumas pessoas buscam por presentes, outras comentam no Twitter o quanto estão infelizes sozinhos. Mas será que significa tanto assim ter alguém nesse dia? É claro que para quem está acompanhado e junto há um bom tempo de quem se gosta, é ótimo. Mas esse texto é especial para as pessoas solteiras, que insistam em buscar sempre alguém para chamar de namorado (a). Na minha opinião, ninguém precisa estar acompanhado para ser feliz. E a pessoa certa irá aparecer em algum dia, mesmo que para isso tenhamos que esperar.

Outro dia li na internet uma frase do brasileiro Rafael Iotti, que dizia: “Acho que pouca gente ama, de fato. A maioria só tem medo da solidão.” E não é verdade? Muitas pessoas tem esse medo da solidão, de ficarem sozinhas por muito tempo. Mas não vamos esquecer que existe a companhia também dos nossos amigos e da nossa família. E muitas vezes, é preciso amar a si mesmo primeiro e se conhecer do que já querer entrar logo em um relacionamento sério, seja pelo status que isso traz no Facebook ou por querer preencher vazios do coração.

Não vou ficar falando que acho essa data comercial, ou algo do tipo. Na minha opinião, ele é um dia especial para todos aqueles que estão apaixonados aproveitarem com as pessoas que gostam, e os casais merecem isso. Então, por quê ficar reclamando tanto do doze de junho? Afinal, um dia chega a hora de todo mundo, e quando for a sua, você poderá aproveitar.

Meu conselho é: não tenha pressa. Não vale a pena tentar se apaixonar pela primeira pessoa que aparecer, ou em um momento de total loucura, achar que já quer um compromisso sério só porque a data está chegando. Essas coisas são feitas com calma e gostar de alguém não tem hora marcada, nem lugar. Um dia simplesmente acontece. Amor é uma palavra forte e não acontece de um dia para o outro.