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    Música

    Bandas que vale a pena ouvir

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  • June 11, 2013
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    Eu não me lembro mais direito como é se apaixonar. Quer dizer, eu sei bem como a sensação, mas quando olho pra trás não me lembro de momentos muito bons. Só quando estou ouvindo alguma música romântica – tipo as da Taylor Swift – que me vem uma lembrança pequena e rápida de como era. Mas o fato é quando nos decepcionamos com as coisas, a gente se fecha para o mundo. Acho que coloquei na minha cabeça e nunca mais tirei que quase todos os garotos são babacas. E ai que está o erro: uma generalização daquelas que ninguém merece, como um rótulo.

    Não podemos fingir que todas as pessoas são iguais. E eu acho que percebi que muitas vezes quem faz a gente ir pelo mesmo caminho, cometer os mesmos erros e consequentemente ter o mesmo final, somos nós mesmos. A gente é que se deixa levar pelos mesmos tipos de pessoa. E aí, é quase impossível que não aconteçam as mesmas coisas. E também parei de culpar os outros por situações que já foram, já passaram. “É hora de superar e deixar pra lá”, diz uma voz na minha cabeça. Só falta eu começar a seguir isso.

    Acho que criei um escudo, mas do mesmo jeito, ainda vou na inocência e acredito muito nos outros. E de vez em quando alguém aparece rapidamente na minha vida, só pra me lembrar que eu devo continuar desacreditando em tudo que ouço. E que a gente tem que conhecer as pessoas de verdade antes de achar que elas vão ficar ao nosso lado quando a gente precisar. Não são palavras bonitas que vão significar realmente uma atitude nos momentos difíceis.

    Não podemos esperar demais dos outros; o que nós queremos que eles façam é uma coisa totalmente diferente do que eles irão fazer. Querer demais que alguém esteja contigo ou corresponda as suas expectativas muitas vezes é pedir demais. Claro, todos nós merecemos que alguém cuide e se preocupe conosco de verdade. Mas é preciso encontrar várias pessoas erradas pelo caminho, até encontrar a certa.

    Eu ainda acredito nisso. Tem uma parte de mim que realmente ainda acredita e tem esperanças que a gente pode topar com um bom sujeito por ai de vez em quando. Mas dar abertura às pessoas é bem mais complicado. Deixar que elas entrem na sua vida, assim como vários já fizeram e depois ir embora sem explicações, não é nada simples. Por isso, até que alguém chegue e me faça mudar de ideia, eu continuo com esse pensamento de me auto-proteger.

    June 11, 2013
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    E enquanto você dorme eu fico deitada pensando. De todas as suas manias eu resolvi pegar a insonia, na verdade trocamos de lugar, agora você dorme cedo para garantir seu sustento, enquanto eu fico deitada procurando o sono, mas só acho você, e em meio o escuro e silencio consigo ver todos os lugares da qual estivemos juntos e ouvir sua voz.

    É cômico perceber que sempre quando penso em nós o que lembro mesmo é de todas as vezes que quase transamos, logo eu que não me agradava com esse tipo de pensamento, mas sua mania não me escapou. Depois de você, percebi que esse assunto as vezes é saudável e que nos faz um bem danado.

    Mas o que eu gosto mesmo é de lembrar das danças, ah como é bom lembrá-las, aquele sorriso bobo estampa meu rosto e quase me sinto cega ao ver o reflexo do brilho no meu olhar. Logo nossa música toca em minha mente e falto levantar da cama para dançar no escuro do quarto.

    Peguei uma mania boba de dizer: “ai ai” sempre que o assunto falta, sem contar na mania de achar nas musicas algo que descreve o que ando sentindo. Bom mesmo é ficar com essa vontade de te agarrar, mania sua de querer me agarrar, passou para mim.

    O melhor de tudo é te achar em qualquer lugar onde estou, seja na minha cama onde já passamos horas deitados, na parede da cozinha, num parque ou no cinema, em uma biblioteca, rede, até mesmo em uma roupa. Bom é ter essa mania de te achar em tudo.

    Bom é ter essa sintonia com você, comunicar pelo olhar, sorrir por nos admirarmos juntos e sentir sempre vontade de te beijar. Saber o que está pensando apenas por ver seu olhar, sei quando está pensando em mim de um jeito carinhoso ou quando está pensando em sexo. Conheço todos os seus olhares e você os meus, e assim nos comunicamos.

    Mas o que peguei mesmo foi a mania de ter você. Te ter quando eu preciso, em qualquer lugar, qualquer momento. De te ter em meus braços, nos abraços apertados, nos sorrisos, gargalhadas. Te ter e te ver em cada canto, nas esquinas, na solidão da noite, no pulsar do coração. Te ter em cada centímetro do meu corpo, no banho da manhã e da noite. Te encontrar no vazio da cama, na melodia da canção e nos sofás da sala. Te encontrar em cada centímetro quadrado mesmo que não esteja lá.

    Meio clichê essa mania de te ter e de te encontrar e de escrever sobre manias que peguei de você, mas é em meio a esse clichê de escrever sobre manias que também te encontro, nas palavras que só dizem sobre você e que guardam minhas memorias sobre nós. É dentro de todo esse clichê chato que lembro do quanto nos tornamos nós.

    June 4, 2013
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    Eu não sei você ainda tem aquelas mesmas manias de antes, não sei se ainda pensa em mim ou se posso encontrar alguém parecido com você em qualquer esquina. Em qualquer festa, em qualquer quarto bagunçado, com livros e CDs jogados no chão. Só sei que mesmo que eu esteja num lugar lotado de gente, sempre tem alguém que me chama a atenção, e talvez eu encontre nessas pessoas uma pequena partezinha de você. E aí, alguns segundos depois, eu me lembro que não te conheço mais. Que não sei mais as boas novas da sua vida, nem o que você ouve, o que você sente, o que você faz.

    Agora somos estranhos um para o outro; pessoas que praticamente nunca se conheceram. Engraçado mesmo é como o tempo muda o curso da vida, muda as opiniões e as atitudes. Eu não posso ser injusta e dizer que só você mudou e eu não te reconheço mais. Estaria só jorrando todos os meus pensamentos e antigas mágoas (que no fundo, ainda existem… eu sei) em cima de você. Quando eu sei que no fundo, também mudei. Não sei se me reconheceria também se me visse há uns dois anos atrás. Acho que não. Acho que me sinto mais orgulhosa do jeito que eu sou agora.

    Mas a gente não pode mentir e dizer que a infância, os treze anos, os quatorze, não significaram nada. Significaram sim e acho que para você também. Às vezes, me dá uma súbita vontade de sentar do seu lado e perguntar como estão as coisas. Por que agora, tudo se resume em palavras rápidas e bem frias. E de vez em quando eu ainda me permito olhar um pouco para o passado e lembrar das coisas que você me fez, que eu fiz, e ai eu me permito gostar um pouquinho menos de você e me lembrar do quanto você é meio monótono demais.

    Porém, eu confesso que essa vontade dá e passa. É rápida. É daquelas que a gente sente repentinamente, depois respira fundo e lembra que algumas pessoas nunca valeram a pena e não é agora que elas vão valer, não é mesmo? Mas eu não posso te colocar numa caixa ou te classificar como pessoa que não presta. Quem sou eu pra dizer isso? Essa é só a minha verdade. A sua verdade, eu desconheço até hoje. E olha que não foi por falta de tentativa. Mas talvez eu ache que só porque posso escrever sobre isso, eu possa definir os sentimentos de todos e finalizar as minhas histórias, e me classificar como ‘a correta da história’. Eu não conheço os seus motivos.

    E ai! Como guardo mágoas. Se passam meses, anos, e eu ainda lembro das mesmas coisas. Droga. Mas esse texto foi só uma desculpa pra lembrar o quanto você foi importante no meu crescimento pessoal e todo aquele blá blá blá de superação. Aprendi a ser mais forte. E a me proteger muito mais também, então, obrigada. Mas mesmo depois de muito tempo, eu confesso: andei procurando por ai e não encontrei outros olhos bonitos que nem os seus. Tiveram azuis, castanhos, mas nenhum deles tinha aquele enigma que você ainda guarda até hoje.

    Só que agora, eu deixo para outros a tarefa de decifrá-lo. E é isso ai. Obrigada por tudo. Adeus. Adeus, de uma vez por todas e que eu siga meu caminho sem a sua lembrança pesando nas minhas costas.

    May 26, 2013
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    Todo mundo diz que o amor é simples. Eu concordo que o sentimento seja, mas lidar com ele, já é bem diferente. Só eu que acho cansativo essas dicas e regras que todo mundo é obrigado a seguir o tempo todo? Acho que é um saco ter que colocar regras na hora de estar apaixonado. Ainda mais aquelas clichês que a gente lê o tempo todo. Que ouvimos – quando de repente o mundo inteiro resolve opinar no que devemos fazer – e conselhos do tipo: “Não finja estar muito interessada”, “demore cinco minutos para responder a mensagem”, “não fique encarando”, “meninos não gostam de quem é grudenta”, “tem que ser difícil” e blá blá blá.

    Não seria mais fácil se todo mundo fizesse as coisas do seu próprio jeito? Acho que conversar com alguém e mostrar que você tem uma simpatia pela pessoa pode ser a coisa mais natural do mundo. Mas sempre temos que impor limites, obstáculos, coisas que dificultem tudo, apenas para achar alguma dificuldade de conseguir aquilo que você conseguir. Para conquistar alguém, você não precisa gostar das mesmas bandas que a pessoa. Ou se vestir igual, ter o mesmo estilo de vida, ter os mesmos ídolos ou usar as mesmas frases.

    Já ouviu falar que os opostos se atraem? Exatamente. Isso vale também para aquelas pessoas que tem algumas semelhanças conosco e por isso podem nos conquistar ainda mais. Mas que não sejam completamente iguais. Já conheci pessoas que eram super parecidas comigo e isso não dava muito certo; dois gênios fortes não combinam. Mas o que eu quero dizer é que todo mundo impõe sempre alguma regra para um casal não dar certo. Se metem no relacionamento deles, inventam problemas onde não existem. Cada um que cuide da sua vida!

    Se um cara baixo quer namorar uma menina alta, não vejo problema. Se uma garota mais velha quer namorar um garoto mais novo, o que há de errado nisso? Só porque algumas pessoas tem preconceitos com baboseiras, não significa que todo mundo tenha que ter. O que tem que prevalecer, no final, é a paixão e o relacionamento. Conheço casais de pessoas mais novas, mais velhas, que se dão super bem e melhor que muitos outros por ai que se encaixam naquele padrão bobinho. Aprendam: maturidade vale bem mais do que idade ou aparência física.

    Amor era para ser uma coisa bem mais descomplicada. Mas a gente é que complica tudo. Embola os nossos sentimentos, não sabe como agir, sofre pelos outros, sofre pelas atitudes que tomamos e não são correspondidas. E isso dói e também acaba criando uma versão errada do que é amar. Por isso que para algumas pessoas esse ato é perigoso e temido. Elas fogem de tudo que envolve a palavra “relacionamento.” Impomos barreiras. Dúvidas. Eu sei que nada disso é simples de se lidar.

    Encontramos muitos problemas sim e eles não são solucionados facilmente. Então, se já tem coisa demais pra atrapalhar, por quê por mais regra? Por quê colocar mais pensamento idiota no meio disso tudo? Deixem que os casais sejam felizes. Viva ao amor descomplicado, ao relacionamento sem um milhão de ideias impostas, cobranças e limites ou truques usados para conquistar alguém.

    May 4, 2013
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    Era amor quando se sentia frio na barriga. Era amor quando se encontrava uma pessoa pela primeira vez, e naquele exato momento, tudo parecia fazer sentido. Era amor quando você só conseguia enxergar um único alguém numa sala lotada, numa festa cheia de gente ou num lugar em que você parece não se encaixar. Mas tem alguém lá que você sabe: pode te reconfortar. Você fica nervoso, perde a fala, não sabe o que fazer. Parece que todas as palavras do mundo, ali, guardadas na sua cabeça, desaparecem bem na hora mais importante.

    Era amor quando os seus amigos diziam que você estava sendo bobo, idiota ou iludido, mas você dava um jeito de defender a pessoa na hora e nem se importava com os comentários dos outros. Achava que todos estavam errados. Era amor quando você não conseguia esperar pela hora de encontrá-lo (a) de novo, e não ligava quando alguém te dava um conselho. Conselhos, na verdade, era o que você mais pedia. Só que entrava por um ouvido e saia pelo outro. Porque, quando se ama, não existe conselho e nem discurso de especialista ou livro que tenta explicar a fórmula da paixão.

    Era amor quando você tentou, insistiu, mais uma vez e outra, sem querer se cansar. Quando deu aquele frio na barriga só do “plim” do Facebook aparecer, mas melhor ainda era quando você via ao vivo e em cores. O sorriso, a fala, as manias (aquela de por o cabelo atrás da orelha ou de simplesmente bagunçá-lo). Cada detalhe é importante, cada detalhe pode fazer o seu dia mudar completamente, seja para melhor ou para pior.

    Era amor quando você se trancou no quarto, ouviu a música mais triste que conhecia e ficou uma hora pensando na vida, nas suas decisões e no quanto tudo aquilo podia doer, e te deixar feliz ao mesmo tempo. Triste, animado, alegre. Eram tantos sentimentos que você nem sabia escolher qual sentia com mais intensidade.

    Era amor quando você não desistiu na primeira dificuldade, nem na segunda. Ou em outros casos, na terceira. Quando você jogou tudo pro alto, tomou coragem e simplesmente disse o que sentia. Ou se deixou guardado só pra você, se foi platônico, real, se existiu ou não… Chego a conclusão de que ninguém pode julgar o tamanho do amor dos outros.

    O tamanho do amor é uma coisa que não se pode medir, tachar ou colocar em um rótulo de pequeno, grande ou passageiro. Podem existir amores de uma semana, de um mês, de um ano ou de um dia. De um momento, de um segundo. Que duraram muito, pouco. O que importa é que só uma pessoa sabe o que sentiu de verdade. As outras apenas podem ter sentido a mesma coisa também, mas de uma maneira diferente.

    Amor é voltar atrás, chorar, superar, trair os seus próprios conceitos, mas no fim de tudo, assumir que talvez a ideia de amar outra pessoa mais que a si mesmo pode ser muito perigosa e arriscada, mas que apaixonar-se é também descobrir mundos e sensações que você nem imaginou que poderiam existir.

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